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4039534 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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A ocupação colonial da Capitania do Ceará, conforme argumenta Francisco José Pinheiro, foi tardia e menos regulada pelos modelos produtivos previamente consolidados em outras regiões da América portuguesa. A transição entre formas de uso e significação da terra evidencia disputas não apenas econômicas, mas ontológicas, envolvendo diferentes regimes de territorialidade: para muitos povos indígenas, como os Tabajara e os Tabajara da Ibiapaba, a terra constituía um território de pertença, vida, cosmopercepção e inscrição identitária, enquanto para os colonos lusitanos a terra gradualmente se estruturava como mercadoria e propriedade privada. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes desenvolvam habilidades como a análise das dinâmicas territoriais e dos conflitos entre grupos sociais (EFO7HI09; EFOSHII4), a compreensão dos sistemas econômicos coloniais e suas conexões inter-regionais (EF09HI06; EF09HIO7), além da capacidade de comparar diferentes perspectivas sobre natureza, cultura, trabalho e território em processos históricos (EM13CHS101; EMI13CHS102). 

Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os processos de ocupação e confronto territorial no Ceara colonial devem ser ensinados: 
I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial.
II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste.  
III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre territórios tradicionais.
IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela mercantilização da terra.
 

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4039533 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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A constituição do mundo capitalista, acelerada entre os séculos XVIII e XIX, articulou uma nova gramática social do trabalho, da técnica e do pensamento, a partir da convergência entre a Revolução Industrial e os fundamentos filosóficos da modernidade. Esse processo implicou a reconfiguração das relações produtivas, a naturalização da racionalidade instrumental e a consolidação de uma ciência comprometida com a ideia de progresso, eficiência e domínio da natureza. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes promovam competências como a análise critica dos s. temas econômicos (EFO9HIO7), a problematização do impacto das tecnologias na organização do trabalho e da vida social (EFOSHIO3), além do desenvolvimento da habilidade de relacionar transformações produtivas às mudanças nas ideias e visões de mundo (EM13CHS101).

Considerando esse enquadramento normativo e sua aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará, é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um processo que:
 

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4039532 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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Ao observar os detalhes extraídos de duas obras de arte proeminentes do universo europeu é possível compreender o Renascimento, consolidado entre os séculos XIV e XVI, resultado de transformações estruturais iniciadas na Baixa Idade Média, como o fortalecimento das cidades italianas, a ascensão de uma burguesia mercantil letrada, a ampliação das trocas culturais no Mediterrâneo e a crise gradual do universalismo escolástico. Esse movimento instaurou um novo horizonte intelectual que reposicionou a autoridade do conhecimento, o deslocando da centralidade teológica para uma concepção de saber fundamentada na experiência sensível, na investigação racional da natureza e na revalorização de matrizes culturais greco-romanas. Paralelamente, a cultura visual foi reconfigurada pela difusão da perspectiva linear, pelo desenvolvimento da gravura e por circuitos mais amplos de circulação de imagens, que passaram a atuar como dispositivos de produção, legitimação e ensino do saber. 

Enunciado 4517000-1 Figura 2. Homem de Vitrúvio. Gravura. 1490. Leonardo da Vinci. 

Enunciado 4517000-2 Figura 3. Detalhe. A criação de Adão. 1511. Afresco. Michelangelo Buonarroti

Marque a alternativa correspondente à demarcação estabelecida pelas consequências do reposicionamento renascentista europeu em relação à produção do conhecimento da anatomia, da ciência e da cultura visual:
 

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4039531 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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A mineração aurífera na Capitania de Minas Gerais, com epicentro em Ouro Preto (então Vila Rica), integra o debate historiográfico sobre a constituição do mundo capitalista, especialmente no que se refere à acumulação primitiva de capital e aos limites impostos pelo sistema colonial. O ouro extraído na América portuguesa foi incorporado a uma economia global estruturada pelo pacto colonial, que, a0 mesmo tempo em que dinamizou mercados internos na colônia, impediu a autonomização capitalista local, canalizando excedentes para a metrópole e para centros industriais emergentes, como a Inglaterra. A BNCC orienta que o ensino de Historia na Educação Básica desenvolva habilidades para analisar a relação entre sistemas econômicos e formas de dominação politica (EFO8HI14; EF09HI06; EFO9HI07), compreender a interiorização da ocupação colonial e seus impactos na configuração territorial e produtiva (EFO7HI09; EFO9HIO8), além de comparar processos históricos em diferentes escalas espaciotemporais, articulando economia, sociedade e cultura visual (EM13CHS101; EM13CHS103).

Considerando a mineração como objeto de reflexão histórica e de transposição didática para o Ensino Básico, marque a alternativa correta:
 

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4039530 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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O coronelismo, estruturado no Brasil durante a Primeira Republica, não foi um resíduo folclórico do poder rural, mas um sistema politico articulado à arquitetura institucional do regime republicano federativo, baseado no voto aberto, na descentralização administrativa e na fragilidade do Estado no interior. Esse arranjo de poder combinou propriedade fundiária, influência econômica, capital simbólico, controle das forças policiais locais e domínio eleitoral, operando como mediação privada do publico, e como engrenagem fundamental da politica dos governadores. Exemplos emblemáticos incluem o domínio eleitoral dos coronéis na Bahia e no Ceará, a instrumentalização de jagunços e milícias para coagir adversários, o uso do “curral eleitoral” para direcionar votos em troca de favores, e a submissão de intendentes, delegados e juízes as redes de mando local, como na oligarquia Accioly no Ceará, ou nas alianças coronelísticas que sustentaram governadores por meio da reciprocidade entre poder regional e poder central. Esse sistema nao negava a República, ao contrário, valia-se de suas brechas institucionais para privatizar a autoridade estatal e garantir a continuidade das oligarquias no interior, convertendo dependência econômica e assimetria social em domínio politico.

Considerando essa contextualização, marque a alternativa correspondente:
 

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4039529 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, na então província da Bahia, em 1835, se insere no ciclo de insurreições escravas e libertas do Brasil Império, mas apresenta singularidades que a tornam um marco do pensamento politico afrodiaspórico no século XIX. Diferentemente de revoltas provinciais como Cabanagem, Sabinada ou Balaiada, que mobilizaram disputas entre grupos elitizados, demandas federalistas ou tensões territoriais, os Malês constituíram uma rebelião eminentemente urbana, planejada por africanos escravizados e libertos, majoritariamente muçulmanos oriundos de regiões islamizadas da África Ocidental, como o antigo Império do Mali, os territórios haussás e iorubás islamizados. O movimento articulou alfabetização em árabe, circulação de escritos religiosos e políticos, sociabilidade em espaços urbanos, organização em células, e sentido compartilhado de pertencimento étnico e espiritual, convertendo a fé islâmica em linguagem politica de mobilização, de planejamento e de projeto de liberdade. Exemplos dessa dimensão letrada incluem o uso de amarraduras escritas (papéis com trechos do Alcorão) como proteção simbólica, e bilhetes em árabe que circularam entre insurgentes, revelando a presença de uma cultura escrita de resistência.
Enunciado 4516997-1
De acordo com o website (historia.uff.br) da Universidade Federal Fluminense, reservado para arquivamento e popularização de documentos, artefatos e relíquias importantes da história do Brasil, em 25 de janeiro de 1835, foi encontrado um pequeno livro amarrado junto ao pescoço de um “rebelde” morto durante a Insurreição dos Malês na Província da Bahia (1821-1891), atualmente cidade do Salvador. O livro pertence ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). Ainda no website é possível ler o seguinte texto: “Na madrugada de 25 de janeiro de 1835 aconteceu em Salvador uma rebelião organizada por muçulmanos, principalmente de origem iorubá, chamados nagôs na Bahia. A predominância nagô foi traduzida no nome dado ao movimento: Revolta dos Malês, pois o termo malê deriva de imalê, que significa muçulmano em iorubá. Participaram cerca de 600 combatentes, que deixaram a cidade em polvorosa por algumas horas. Durante o combate, mais de setenta rebeldes e cerca de uma dúzia de oponentes foram mortos. Vencidos, dezenas de africanos foram condenados a penas de açoite, prisão, degredo e morte. Não sabemos detalhes do que pretendiam os rebeldes, se vitoriosos. Certo era que a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos. De toda maneira, não foi um levante sem direção, fruto do desespero, mas um movimento dirigido à tomada do poder”.
(Disponível em: ¡/¿ https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/revolta-dos-males/ ¡/¿. Acesso em 1 nov. 2025).

A partir do contexto histórico elaborado, considerando as questdes sécio-politicas do Brasil imperial oitocentista, marque a alternativa correspondente:
 

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4039528 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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No Brasil Império, a imprensa ilustrada da segunda metade do século XIX consolidou-se como um espago privilegiado de disputa simbólica e politica, articulando critica social, humor gráfico e circulação pública de imagens em periódicos de grande alcance, como Semana Illustrada, Revista Illustrada, O Mequetrefe e A Vida Fluminense. Em um contexto marcado por intensificação do debate sobre projetos de nação, crise do Segundo Reinado, expansão urbana, emergência de novos públicos leitores e consolidação de uma cultura politica visual, caricaturas e gravuras deixaram de ser meros ornamentos editoriais e passaram a operar como argumentos visuais capazes de sintetizar posições ideológicas, ridicularizar autoridades, tensionar politicas de Estado e intervir na opinião publica. Exemplos emblemáticos incluem as caricaturas de Ângelo Agostini, que representavam D. Pedro II como monarca envelhecido e desconectado das urgências sociais, e as charges abolicionistas que figuravam senhores escravistas como figuras grotescas, anacrônicas e moralmente condenáveis, contrapondo-se à imagem de sujeitos negros insurgentes e politicamente conscientes, como na sátira visual à repressão policial na Revolta do Vintém (1879) ou nas representações da Guarda Negra defendendo a monarquia nos estertores do regime. Ao mesmo tempo, essas imagens circulavam nacionalmente e atravessavam disputas que envolviam elites, trabalhadores urbanos, abolicionistas, republicanos e monarquistas, demonstrando que a cultura visual impressa atuava como campo de embate e não como voz homogénea ou regionalmente restrita.

A partir dessa contextualização, assinale a alternativa correta.
 

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4039526 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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O período que se estende do início do século XIX até meados do século XX no Ceará evidencia profundas transformações políticas, econômicas e socioculturais, marcadas por movimentos de resistência popular, experiências autoritárias, conflitos religiosos, migrações forçadas e disputas pelo sentido da memória histórica. Esse percurso inclui eventos como a Confederação do Equador (1824), a “abolição antecipada” da escravidão no Estado (1884), o coronelismo aciolino, os movimentos messiânicos populares, o massacre do Caldeirão (1936) e a participação de cearenses como “soldados da borracha™ durante a Segunda Guerra Mundial.

Com base nesse contexto histórico e em uma perspectiva critica sobre a construção das narrativas sobre o Ceará, analise as proposições a seguir. E, em seguida, assinale a alternativa que contém a classificação correta das afirmações acima, considerando V (verdadeira) e F (falsa):
( ) A participação de municípios cearenses na Confederação do Equador expressou resistências ao poder central imperial e alinhamento a ideias federalistas e republicanas, demonstrando que a independência politica não significou consenso sobre os rumos do país.
( ) A abolição da escravidão no Ceara, em 1884, ocorreu exclusivamente por iniciativa institucional do Império, sem participação de setores populares, como jangadeiros, abolicionistas, clubes literários e imprensa regional.
( ) O ciclo da “Politica Aciolina” esteve associado a práticas coronelistas, uso de redes clientelistas e controle politico concentrado, estimulando reações sociais expressas em movimentos messiânicos, ações populares e cangaço.
( ) O massacre do Caldeirão, ocorrido em 1936, revela o choque entre formas alternativas de organização social e interesses hegemônicos locais e nacionais, mostrando a repressão estatal a experiências comunitárias consideradas ameaça à ordem.
( ) A mobilização dos “soldados da borracha” durante a Segunda Guerra Mundial evidencia processos migratórios forçados, marcados pela promessa estatal de melhoria de vida, mas atravessados por precariedade, abandono e alta mortalidade.
 

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4039525 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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A pintura A Redenção de Cam (1895), criada pelo artista plástico espanhol Modesto Brocos (1852-1936) faz parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro durante sua passagem pelo Brasil enquanto professor na Escola Nacional de Belas Artes, e foi mobilizada no início do século XX como evidência visual de um projeto politico e cientifico de nação que deveria embranquecer e civilizar-se. Observe atentamente a imagem, na qual é possível observar uma imagem a mostrar quatro gerações representadas como trajetória do processo de embranquecimento, articulada ao discurso cientifico da época, usado como prova visual por Lacerda no Congresso das Raças, em Londres, sustentando a ideologia do branqueamento. Em seguida, leia atentamente o excerto do ensaio: A libertação de Cam — discriminar para igualar. Sobre a questão racial brasileira, das historiadoras brasileiras Maria Bernardete Ramos Flores e Sabrina Fernandes Melo:

Enunciado 4516993-1 Figura 1. A Redenção de Cam. 1895, óleo sobre tela. Modesto Brocos. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

A obra pictórica Redenção do Cam (1895) de Modesto Brocos y Gomes já serviu a diversos cientistas sociais, antropólogos, historiadores, para ilustrar a ideologia do branqueamento do Brasil. O quadro retrata uma avó negra, a filha mulata, o genro e o neto brancos. De fato, trata-se de uma representação acabada da política de miscigenação apregoada para fazer desaparecer o negro brasileiro, sem destruir Cam, o filho amaldiçoado de Noé (Gênesis 9: 18- 19), e sem desaguar na violência que marcou o fim da escravidão nos Estados Unidos. Quando o diretor do Museu Nacional, João Batista de Lacerda, foi participar do Congresso Universal das Raças (1911), em Londres, levou consigo o quadro de Brocos y Gomes para demonstrar sua tese Sur les métis au Brèsil [Sobre os mestiços do Brasil]. Nesta, impressa, há uma reprodução de Redenção do Cam, acompanhada da seguinte legenda: “O negro passando ao branco, na terceira geração, por efeito do cruzamento de raças” (Seyfeth, 2011, p.62-67).

Ao considerar a figura A Redenção de Cam e o excerto de Bernardete Flores e Sabrina Melo, assim como o contexto intelectual, racial e social do contexto retratado, e a cena representada no quadro, assinale a alternativa correta:
 

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4039524 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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O Brasil é frequentemente representado, tanto em narrativas acadêmicas quanto em materiais didáticos, como um “país mestiço”, resultado do encontro entre povos indígenas, europeus e africanos. Essa narrativa, construída historicamente, enfatiza a ideia de uma identidade nacional homogênea, marcada pela miscigenação cultural e biológica. No entanto, abordagens recentes, inclusive aquelas difundidas em mídias digitais, problematizam essa leitura ao evidenciar a profunda diversidade genética da população brasileira e os limites das categorias raciais como explicações biológicas da diferença.

Considerando a perspectiva apresentada, analise as afirmativas a seguir sobre identidade, raça e história no contexto brasileiro e, em seguida, marque a alternativa correta:
I. Estudos genéticos contemporâneos demonstram que a noção de raças humanas biologicamente puras não encontra sustentação científica, evidenciando a existência de ampla variação genética intra e interpessoal.
II. As categorias raciais no Brasil são construções sociais historicamente situadas, profundamente influenciadas pela colonização, pela escravidão e por políticas estatais de branqueamento, marginalização e subalternização.
III. A exaltação da mestiçagem como fundamento da identidade nacional brasileira contribuiu, historicamente, para a naturalização das desigualdades raciais e para o silenciamento das experiências de discriminação vividas pela população negra e indígena. 
IV. A diversidade genética da população brasileira desafia explicações simplificadoras da história nacional, exigindo abordagens interdisciplinares que articulem história, cultura, política e ciência.
V. A comprovação científica da diversidade genética brasileira invalida completamente o debate sobre raça no campo das ciências humanas, uma vez que dados biológicos são suficientes para explicar as desigualdades sociais contemporâneas.
 

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