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3400830 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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A Dislexia do desenvolvimento é considerado um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas.

Encaminhado pela escola, M.B.S, de 14 anos, chegou ao consultório Fonoaudiológico para avaliação, com suspeita de transtorno de aprendizagem escolar, com baixo rendimento no desempenho de leitura. Após avaliação, foi evidenciado os principais achados clínicos:

I- Dificuldade nas habilidades linguístico-cognitivas relacionadas com a leitura.

II- Alterações quanto à decodificação, apresentando baixo desempenho em provas de leitura.

III- Alteração quanto às habilidades de consciência fonológica, dificuldade em acessar e recuperar informações fonológicas.

IV- Alterações em memória de trabalho fonológica, velocidade de acesso ao léxico, nomeação rápida e em velocidade de processamento.

V- Baixo rendimento em leitura, fluência de leitura e compreensão leitora de textos.

Marque a alternativa que apresenta os possíveis achados clínicos correspondentes à Dislexia.

 

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3400829 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz. A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas que precisam ser levados em consideração, como calos nas cordas vocais, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço e fadiga, etc. Leia atentamente o caso clínico a seguir:

J.T.M, 56 anos, professora há 33 anos, atualmente tem jornada de trabalho 36h semanais, para séries iniciais (1º ao 5º ano), fumante passiva, relata rouquidão, fadiga vocal, perda da eficiência vocal, diminuição da resistência vocal, pigarro e esforço ao falar.

Diante dos sintomas apresentados, marque a alternativa que melhor atenda às necessidades desta professora.

 

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3400828 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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É um transtorno neurológico dos sons da fala na infância, no qual a precisão e consistência dos movimentos necessários à fala estão alterados, na ausência de déficits neuromusculares (por exemplo, reflexos anormais, tônus alterado). Alteração nos parâmetros de planejamento e/ou programação espaço-temporal das sequências de movimentos e que resultam em erros na produção da fala e na prosódia.

O comitê Ad-HOC em Apraxia de Fala da Infância constituído pela ASHA (2007) descreve três características diagnósticas “consistentes com um déficit no planejamento e na programação dos movimentos de fala”. A seguir estão algumas características mais especificas de Apraxia de Fala na Infância:

I- Erros inconsistentes em consoantes e vogais em produções repetidas de sílabas e palavras.

II- Dificuldades na coordenação motora grossa, fina e movimentos orais não verbais.

III- Transições coarticulatórias entre sons e sílabas mais longas e interrompidas.

IV- Prosódia inadequada, especialmente na produção de estresse lexical ou frasal.

V- Alterações em velocidade de fala (tipicamente menor velocidade de fala, mas a velocidade pode ser rápida ou flutuante).

Marque a alternativa que apresenta as três características diagnósticas de Apraxia de Fala na Infância.

 

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3400827 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível podem levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.

Leia atentamente o caso clínico:

A.J.R.A, 5 anos, com Transtorno do Espectro do Autismo, não verbal, comunicação e contato visual restrito, pouca interação e dificuldade com o uso funcional da linguagem, com inflexibilidade e rigidez cognitiva, dificuldade em atividades de colaboração e em compartilhar o foco de atenção.

Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. Algumas estratégias podem auxiliar estes pacientes, como: aceitar qualquer meio comunicativo ou forma de manifestação como expressão de intencionalidade; realizar atividades que proporcionam o uso de dois meios comunicativos ao mesmo tempo; bem como substituir funções comunicativas gestuais por verbais, mesmo que rudimentares, ou por gestos convencionais.

PORQUE

II. Diante do quadro clínico apresentado, precisa adequar os meios comunicativos às funções comunicativas expressas, ampliando as funções de comunicação e sua possibilidade de utilização em diferentes situações.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA.

 

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3400826 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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A Saúde Escolar, como parte da saúde em geral, deve envolver a criança em idade escolar, dentro ou fora da escola, sendo responsabilidade de todos, tanto dos órgãos governamentais como comunitários. A sua importância está na colaboração efetiva para a formação do homem e do cidadão. Ela está ligada a um compromisso de vida melhor e mais saudável para todos.

Um Programa de Atenção à Saúde Escolar apresentou como objetivo geral: promover a saúde integral da comunidade escolar e integrar a saúde escolar às demais ações da área da saúde. Como objetivos Específicos apresentaram:

I- Contribuir para universalizar o acesso ao Sistema Educacional e promover a reflexão sobre as concepções, posturas e ações vivenciadas no contexto escolar.

II- Compartilhar com os educadores diferentes práticas que colaborem para a otimização do desempenho escolar.

III- Valorizar a participação da família, no processo de aprendizagem, viabilizando a discussão de propostas da área de saúde, dirigidas aos escolares.

IV- Valorizar a participação dos funcionários, no ambiente escolar em geral, viabilizando discussões sobre suas dificuldades.

V- Identificar, precocemente, as situações que possam interferir no processo ensino-aprendizagem; e também identificar fatores de risco relacionados à comunicação humana, para elaborar projetos de promoção e prevenção; e propor medidas para solucionar os problemas encontrados.

Marque a alternativa que apresenta os objetivos específicos CORRETOS:

 

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3400825 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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O transtorno fonológico é definido como uma alteração encontrada no sistema fonológico de um indivíduo e pode ser caracterizado por: substituições, omissões e ou distorções dos sons da fala. Essas alterações podem estar relacionadas às dificuldades com a organização das regras fonológicas da língua, o que caracterizaria uma dificuldade cognitivo-linguística, com a percepção auditiva dos sons e/ou com a produção dos mesmos. O transtorno fonológico no DSM-V foi chamado de Transtorno dos Sons da Fala. Por definição, envolve tanto os distúrbios fonológicos quanto o de produção ou articulação dos sons da fala. Pessoas com manifestações de transtorno fonológico apresentam alterações que comprometem a inteligibilidade da fala. Diante da variabilidade, faz-se necessário um diagnóstico diferencial. Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. Crianças que apresentam processos fonológicos típicos de crianças mais novas, cujos processos permanecem além do período esperado, estes são chamados de atraso fonológico, enquanto os que apresentam erros sistemáticos, mas típicos, são chamados de erros fonológicos consistentes.

PORQUE

II. Crianças que apresentam erros que não são comuns ao desenvolvimento e inconsistentes, são identificados como distúrbio fonológico inconsistente, enquanto as crianças que apresentam alterações apenas articulatórias relativas à falta de precisão na produção dos sons da fala, são chamadas de distúrbios articulatórios.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA

 

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3400824 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Para diagnosticar uma alteração miofuncional orofacial é preciso examinar os constituintes do sistema estomatognático e as funções orofaciais, identificando as alterações morfológicas e funcionais, bem como a relação de causa e efeito entre elas. Além do exame presencial junto ao paciente, análises mais refinadas ou detalhadas podem ser realizadas por meio de fotos, no que diz respeito às estruturas estáticas, como também por meio de filmagens, para os aspectos dinâmicos.

Leia atentamente o caso clínico:

Identificação e queixa: V.A.B.F.C., 17 anos, encaminhado para a Clínica de Fonoaudiologia pelo ortodontista ao final do tratamento ortodôntico, utilizando a placa Hawley com recordatório, pois apresentava interposição lingual durante a fonação e deglutição. Dados da avaliação: na avaliação, por meio do Exame Miofuncional Orofacial MBGR, foi observado que o paciente apresentava importante alteração de postura corporal, com cabeça inclinada à esquerda e anteriorizada, ombros com rotação anterior, além de tipo facial longo com terço inferior aumentado, padrão facial II (convexo) e ângulo nasolabial obtuso. No exame extraoral, observaram-se lábios ora entreabertos ora selados com tensão no repouso e com a mucosa externa ressecada, lábio superior em “asa de gaivota” e curto, lábio inferior com eversão discreta. A língua apresentava largura aumentada e marcas dentárias, sendo que, durante o repouso, o paciente mantinha a postura de língua no assoalho da boca. O palato duro possuía profundidade aumentada e largura adequada. Quanto aos dentes, o paciente apresenta dentadura permanente, boa relação entre os arcos dentários, relação molar Classe I de Angle, sem falhas dentárias e com uso da contenção fixa. O tônus de lábios, língua e bochechas estavam diminuídos e de mento aumentado, não tendo sido observada alteração de mobilidade e sensibilidade orofacial. Quanto às funções, o paciente apresentou respiração modo nasal diurno, apesar de ser ruidosa, e oronasal noturno (segundo informação do paciente). Também foi observada mastigação bilateral alternada, deglutição atípica com interposição de língua e contração excessiva dos músculos orbicular da boca e mentual, além de discreta interposição de língua durante a produção de fones linguodentais.

Diante do exposto, marque a alternativa que melhor se apresenta como uma hipótese diagnóstica:

 

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3400823 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Disfonia (rouquidão) é um distúrbio de comunicação caracterizado pela dificuldade na emissão vocal, apresentando um impedimento na produção natural da voz. Esse impedimento pode estar relacionado com a altura, a intensidade e a qualidade da voz.

As disfonias funcionais podem ser classificadas em três grandes categorias: primárias (disparadas pelo uso incorreto da voz), secundárias (favorecidas por inadaptações vocais) e psicogênicas (instaladas por fatores relacionados ao simbolismo vocal).

Marque a alternativa que apresenta um tipo de Disfonia Funcional Secundária:

 

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3400822 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Quase 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo ─ ou uma a cada quatro pessoas ─ viverão com algum grau de perda auditiva até 2050, adverte o primeiro Relatório Mundial sobre Audição da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2021. Pelo menos 700 milhões dessas pessoas precisarão de acesso a cuidados auditivos e outros serviços de reabilitação, a menos que sejam tomadas medidas. Segundo dados de diferentes estudos epidemiológicos, a prevalência da deficiência auditiva varia de um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos, e de um a quatro para cada cem recém-nascidos provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A Atenção Integral à Saúde Auditiva na Infância integra diferentes unidades e níveis de atenção da saúde auditiva. Um fluxograma deve ser seguido, com as ações desenvolvidas de acordo o nível e o local de atendimento na rede, e principalmente levando em consideração se o recém-nascido ou lactente apresenta ou não indicador de risco de deficiência auditiva (IRDA). Leia atentamente as afirmativas sobre esse tema:

I- Realização de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE), antes da alta hospitalar.

II- Caso não se obtenha resposta satisfatória, repetir o registro das EOAE.

III- O registro das EOAE não deve ser realizado mais do que duas vezes (EOAE-1 e EOAE-2).

IV- Na persistência da falha, realizar o Peate-Automático (Peate-A) ou em modo triagem, em 35 dBnNA, antes da alta hospitalar (teste).

V- Caso a resposta não seja satisfatória, o neonato deverá retornar (reteste) no período de 30 dias para nova avaliação com Peate-A em 35 dBnNA.

VI- As crianças que falharem no registro das EOAE, porém com resultados satisfatórios no registro do Peate-A, em 35 dBnNA devem ser monitoradas até os três meses de idade, pois há maior possibilidade de surgirem alterações de orelha média, ou perdas leves de audição.

Com relação às crianças sem IRDA (baixo risco), é CORRETO o que se afirma em:

 

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3400821 Ano: 2024
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Montes Claros-MG
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Logoaudiometria é um teste que avalia a habilidade do indivíduo para detectar e reconhecer a fala. Por meio da logoaudiometria, é possível avaliar o Limiar de Detecção de Voz (LDV), o Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF) e o Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF). Durante o exame audiométrico, o fonoaudiólogo encontra o seguinte resultado na orelha direita: perda auditiva sensorioneural de grau moderadamente severo, cujo os tonais limiares de via aérea foram: 500Hz – 50dB; 1000Hz – 55dB; 2000Hz – 60dB; 4000Hz – 65dB. Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. O paciente possivelmente apresenta dificuldade em participar de uma conversa especialmente em locais ruidosos. Mas pode ouvir se falarem com a voz mais alta sem dificuldade.

PORQUE

II. O valor obtido na pesquisa do Limiar de Reconhecimento de Fala deve ser compatível com a audiometria tonal liminar. Espera-se que o valor obtido seja igual ou até 10dBNA acima da média dos limiares tonais

A respeito dessas asserções, com referência ao IPRF, assinale a opção CORRETA.

 

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