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Foram encontradas 7.215 questões.

3049689 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Leia o excerto abaixo.

“Graças a sua autotranscendência espiritual, o ser humano encontra Deus em imediatidade pessoal. Contudo, visto que ele, em sua natureza, é estruturado de maneira corporal, mundana, social, interpessoal, histórica e temporal, o encontro com Deus na fé e na graça assume uma forma visível. A sacramentalidade, como categoria teológica, caracteriza a íntima unidade da autocomunicação divina na figura encarnacional da graça e na adoração humana a Deus, possibilitada por ela, em toda a dinâmica da vida, na fé e no seguimento de Cristo.”

Fonte: MÜLLER, Gerhard Ludwig. Dogmática Católica: teologia e prática da teologia. Petrópolis: Vozes, 2015. p. 441.

Marque a opção que contém os trechos extraídos do Magistério que contemplam todos os elementos do enunciado acima.

 

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3049688 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

O poeta Gregório de Matos (1636 - 1696) no seu poema A Jesus Cristo Nosso Senhor, escreve que:

Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,

Da vossa alta clemência me despido;

Antes, quanto mais tenho delinquido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a vos irar tanto pecado,

A abrandar-vos sobeja um só gemido:

Que a mesma culpa, que vos há ofendido,

Vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma ovelha perdida já cobrada,

Glória tal e prazer tão repentino

Vos deu, como afirmais na Sacra História:

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,

Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,

Perder na vossa ovelha a vossa glória.

MATOS, Gregório de. Gregório de Matos: poesia completa. São Paulo: Poeteiro Editor Digital, 2014. p.1-2. Disponível em: https://doceru.com/doc/vx850e. Acesso em 03 de fev. 2023.

Considerando o poema de Gregório de Matos e o sacramento da reconciliação, marque a opção correta.

 

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3049687 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Levando em conta a doutrina magisterial sobre o culto católico à Virgem Maria, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) A Igreja sempre propôs Maria como modelo de imitação, por causa do modo como aderiu à vontade de Deus.

( ) Por ser uma oração antiquíssima, o Rosário da bem-aventurada Virgem Maria é a mais sublime e eficaz oração cristã.

( ) Por ser Mãe de Deus, Maria recebe especial culto dentre os santos. Por essa singular graça, é elevada acima de todas as outras criaturas.

( ) O Magistério da Igreja professa que o culto à Virgem Maria, intrínseco do culto cristão, deve exprimir de forma clara seu aspecto cristológico e trinitário.

 

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3049686 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Associe as colunas relacionando os dogmas marianos com suas respectivas datas e contextos de proclamação.

Dogma Mariano

(1) Assunção de Maria em corpo e alma ao céu

(2) Maria, mãe de Deus (Theotókos)

(3) Virgindade Perpétua de Maria

(4) Imaculada Conceição

Proclamação

( ) Sínodo de Latrão, em 649.

( ) Concílio de Éfeso, em 431.

( ) Bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX (1792-1878), em 1854.

( ) Constituição Apostólica Munificentissimus Deus do Papa Pio XII (1876-1958), em 1950.

A sequência correta dessa classificação é:

 

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3049685 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

A Igreja tem uma dimensão tanto temporal quanto espiritual. Uma leitura sociológica ou histórica da Igreja é possível e importante, embora não contemple a sua realidade mais profunda. Essa realidade perpassa as notas que a tornam singular. Sobre tais notas, marque a opção correta.

 

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3049684 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Analise as assertivas abaixo quanto ao axioma da Igreja antiga “Extra ecclesiam nulla salus” (Fora da Igreja não há salvação).

I. “O sagrado Concílio volta-se primeiramente para os fiéis católicos. Fundado na Escritura e Tradição, ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. Com efeito, só Cristo é mediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Baptismo (Cf. Mc. 16,16; Jo. 3,15), confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Batismo. Pelo que, não se poderiam salvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo, como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar.” (Lumen Gentium 14)

II. “A formulação [...] está ligada a uma concepção eclesiológica antes já defendida pelos padres da Igreja diante das heresias e cismas, que agora pretende outra vez manter o que julga vital para a Igreja de Cristo em Cartago, a saber, sua unidade, ameaçada por movimentos cismáticos dentro da própria comunidade. Nota-se que o axioma não foi formulado primordialmente para atingir os que não conhecem a Cristo, nem tampouco a outros povos que professam outra religião. A defesa da Igreja como salutar para aqueles que aceitaram a Cristo é direcionada aos que estão dentro, e por divergências, ameaçavam a união do Corpo de Cristo” (FERRAZ, Chrystiano Gomes. O axioma extra ecclesiae nulla salus: do exclusivismo à abertura ao diálogo ecumênico e inter-religioso. Diversidade Religiosa, João Pessoa, v. 9, n. 1, p. 194. 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/dr/article/view/44973. Acesso em: 6 fev. 2023)

III. “O axioma da Igreja Antiga [...] deve ser interpretado como expressão da indissociabilidade entre o desígnio salvífico de Deus e a sacramentalidade da Igreja, e não como uma afirmativa categórica sobre o destino fatal de [...] não cristãos ou não católicos. A afirmativa da necessidade salvífica instrumental da Igreja deve ser vista juntamente com as declarações sobre o desígnio universal de salvação, que também pode alcançar sua meta fora das fronteiras da Igreja visível.” (MÜLLER, Gerhard Ludwig. Dogmática Católica: teologia e prática da teologia. Petrópolis: Vozes, 2015, p. 405)

De acordo com a leitura do axioma e dos textos apresentados acima, é possível interpretar que o oxioma

 

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3049683 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Marque a opção que completa corretamente a lacuna da assertiva abaixo.

O Concílio de afirmou que Jesus Cristo é “um só e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, reconhecido em duas naturezas, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação”.

 

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3049682 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

O poeta inglês John Milton (1608-1674), na sua obra Paraíso Perdido, escreve que:

“Do homem primeiro canta, empírea Musa,

A rebeldia e o fruto que vedado,

Com seu mortal sabor nos trouxe ao Mundo

A morte e todo o mal na perda do Éden

Até que homem maior pôde remir-nos

E a dita celestial dar-nos de novo”.

MILTON, John. Paraíso Perdido. Tradução de António José de Lima Leitão. São Paulo: Martin Claret, 2018, canto I.

Marque a opção que apresenta a passagem bíblica que se relaciona integralmente com o trecho acima.

 

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3049681 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

Uma reflexão cristológica elaborada a partir dos títulos aplicados a Jesus no Novo Testamento tem sua importância e o seu significado. A respeito desses títulos, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) Para o evangelista Marcos, a Cruz de Cristo é o locus theologicus privilegiado para o reconhecimento de Jesus como o “Cristo”, o “Filho de Deus”. Porém, considerando que os destinatários do evangelho de Marcos são cristãos provenientes do paganismo, um mundo cultural acostumado com homens gloriosos e divinizados, a plena compreensão de Jesus, como Messias e Filho de Deus, só se dará no fim, com sua Paixão, Morte e Ressurreição, como bem ressaltou o centurião que, vendo o modo como Jesus morria, disse: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39b).

( ) Quanto ao título “Filho de Deus e Messias”, Jesus nunca disse, de própria iniciativa, “eu sou o Filho de Deus” ou “eu sou o Messias”. E, no evangelho segundo Marcos, quando Jesus pergunta a respeito de sua identidade e Pedro responde: “Tu és o Cristo” (Mc 8, 29), Ele adverte aos discípulos para não falarem a ninguém a este respeito e faz o primeiro anúncio da Sua Paixão. A reserva de Jesus a esse título deve-se ao fato desse estar eivado de uma forte conotação política e triunfante. No seu tradicional significado, esse título não era adequado para exprimir a verdadeira identidade de Jesus.

( ) “Filho do Homem” é outro título que goza de amplo significado metafórico no Antigo Testamento, ora indicando simplesmente uma maneira redundante de falar de si mesmo: todo homem é um “filho do homem”, ora indicando um “personagem celeste” (Dn 7,13). No entanto, ao usar esse título, Jesus o aplicou a si mesmo ou a outrem? Grande parte dos exegetas afirma que o fato de, na tradição sinótica, este título se encontrar exclusivamente nos ditos nos quais Jesus fala de si mesmo, é um indicativo de que o Jesus da história utilizou este título em primeira pessoa, referindo-se ora à sua condição humana, ora à sua condição de personagem celeste na linha de Daniel 7.

( ) No que diz respeito à importância dada aos títulos cristológicos atribuídos a Jesus, faz-se necessário distinguir os diferentes níveis de significados que alguns títulos assumem no Antigo Testamento. Por exemplo, o título “Filho de Deus” tem um amplo significado metafórico no Antigo Testamento, indicando: “o povo eleito por Deus”, “o Rei Davi” como representante de Deus diante do povo, as “pessoas justas e piedosas diante de Deus”. Contudo, quando este título “Filho de Deus” vem aplicado a Jesus no Novo Testamento é preciso estar atento para saber se tem mero significado metafórico vetero-testamentário, ou se tal título se eleva a um significado ontológico, indicando a própria filiação divina eterna de Jesus.

 

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3049680 Ano: 2023
Disciplina: Filosofia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR

A reflexão cristológica presente no Novo Testamento oferece um retrato bastante completo e significativo acerca do mistério que a Pessoa de Jesus Cristo encerra. A respeito desta cristologia, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.

( ) A cristologia do Kerigma primitivo é decididamente uma cristologia funcional e seu centro é a ressurreição de Jesus. No kerigma são ressaltadas as ações e gestos de Jesus (milagres) e a ação de Deus em favor do seu Filho. A ressurreição indica o ingresso de Jesus no estado escatológico e sua exaltação como Senhor.

( ) O ponto alto da cristologia do Novo Testamento é o prólogo do evangelho segundo João. O evangelista parte da eternidade e da preexistência do Filho junto do Pai; para, em seguida, afirmar a sua encarnação: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus [...] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,1.14a).

( ) No Novo Testamento temos uma pluralidade de cristologias, uma vez que um é o Jesus histórico e outro é o Cristo da fé. Uma coisa é a soteriologia e outra coisa é a cristologia. A pluralidade de cristologias revela o modo uniforme dos autores sagrados se aproximarem do mistério de Jesus Ressuscitado e comunicá-lo às suas Comunidades.

( ) A cristologia do Kerigma primitivo constitui a primeiríssima compreensão que os Apóstolos e a comunidade primitiva tiveram do mistério de Cristo. Tal cristologia parte do alto, ou seja, da divindade para a humanidade de Jesus. O discurso de Pedro no dia de Pentecostes (At 2,14-39), é paradigmático de todo discurso missionário da Igreja Primitiva.

 

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