No planejamento da arrecadação de Alto Rio Novo, o Auditor de Tributos precisa conhecer com precisão
os limites da competência tributária de cada ente federativo para evitar que o Município crie tributos que invadam
a esfera de União, Estados ou Distrito Federal. Sobre impostos de competência da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios na Constituição Federal de 1988, analise as afirmativas.
I. O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza é de competência da União, tem seu produto da
arrecadação repartido com Estados, Distrito Federal e Municípios conforme regras constitucionais de partilha. II. O imposto sobre propriedade territorial rural é de competência da União, com possibilidade de o Município
exercer funções de fiscalização e cobrança mediante convênio e o produto da arrecadação relativamente aos
imóveis nele situados.
III. O imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos é de competência dos
Estados e do Distrito Federal, sendo a União responsável por editar normas gerais sobre o imposto em lei
complementar.
IV. O imposto sobre circulação de mercadorias e serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação é de competência dos Municípios, que podem fixar alíquotas internas e interestaduais em lei local.
V. O imposto sobre serviços de qualquer natureza, excetuados os serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, é de competência dos Municípios, que se orientam por lista de serviços definida
em lei complementar.
Na discussão de projetos de lei tributária, o Auditor de Tributos precisa avaliar se a proposta respeita as
limitações constitucionais ao poder de tributar, especialmente legalidade, irretroatividade e anterioridade.
Marque a alternativa que apresenta, de forma articulada, a compreensão adequada desses três princípios.
Em Alto Rio Novo, o Auditor de Tributos encaminhou à Procuradoria Municipal um crédito tributário
regularmente inscrito em dívida ativa, acompanhado da Certidão de Dívida Ativa. Ao autuar a execução fiscal, o
Procurador percebe que a certidão identifica o devedor, a origem e o valor do crédito, mas o executado alega,
em embargos, que o título carece de força executiva e que a cobrança deveria ser precedida de nova sentença
judicial de reconhecimento do débito. Com base na Lei nº 6.830/1980, qual conduta se mostra mais adequada
diante dessa alegação?
I. IRPF – Imposto sobre a Renda das Pessoas
Físicas.
II. Taxa de Utilização do Siscomex. III. ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços.
IV. IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana.
Dentre as competências estabelecidas constitucionalmente aos municípios,
pode-se destacar:
“Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
[...]
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas
rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes
nos prazos fixados em lei;
[...]
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
[...]” (Constituição de 1988) Diante de tais competências, o Município detém o poder de fiscalizar as atividades urbanas concernentes à localização de estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços, bem como sobre o seu funcionamento em
observância à legislação municipal e às posturas municipais relativas à segurança, à ordem e à tranquilidade públicas.
Tendo em vista o poder de fiscalizar, o Município pode, através de lei municipal,
instituir:
O Município BETA lavrou auto de infração contra a empresa Clínica ABCD Ltda.,
exigindo o pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN referente aos exercícios de 2016 a 2018, com lançamento efetuado em
setembro de 2024. A empresa foi regularmente notificada em outubro de 2024,
ocasião em que apresentou impugnação administrativa alegando a prescrição
do crédito tributário.
Considerando a regulamentação da decadência e da prescrição tributárias, assinale a alternativa CORRETA:
O senhor Mérvio adquiriu um imóvel urbano em novembro de 2024. Ao receber
a guia para pagamento do IPTU de 2025, foi surpreendido com a cobrança de
alíquotas progressivas de IPTU com base no valor venal do imóvel, previstas
em lei municipal. Então, procurou um advogado para questionar judicialmente a
constitucionalidade das alíquotas, sustentando que o IPTU não pode ser progressivo, pois isso configura violação ao princípio da isonomia e à vedação ao
confisco.
Diante da situação narrada, assinale a alternativa CORRETA:
A Igreja XXX, instituição religiosa devidamente registrada, realiza seus cultos
em um imóvel alugado em outubro de 2024, pelo período de 2 anos, diretamente
com o proprietário, Sr. Tício. O imóvel é utilizado exclusivamente para atividades
religiosas e o contrato foi devidamente informado ao fisco municipal. O Município onde está localizado o imóvel notificou o proprietário para o pagamento do
IPTU de 2025.
Diante da situação narrada, assinale a alternativa CORRETA: