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As instituições e políticas de propriedade industrial (PI) têm implicações significativas para o desenvolvimento nacional em áreas distintas, como: os investimentos estrangeiros diretos, a produção e a disseminação de tecnologias digitais de informação e comunicação, a produção agrícola, a segurança alimentar, o acesso a medicamentos e à saúde pública, e a proteção da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais. Contudo, a autonomia do Estado brasileiro e sua gama de opções para a proteção da PI é em grande medida limitada por compromissos firmados em acordos internacionais, sobretudo pelo Acordo sobre Aspectos dos Direitos de PI Relacionados ao Comércio (TRIPS, em inglês), em vigor desde janeiro de 1995.
Embora a proteção dos direitos de PI ocorra em âmbito nacional, o TRIPS estende e especifica obrigações relativas ao escopo, ao objeto e à duração desta proteção. Ao integrar o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, em inglês), o acordo assegura que os mecanismos de resolução de controvérsias e sanções da Organização Mundial do Comércio (OMC) sejam aplicados à proteção da PI. Apesar de ser o principal acordo internacional sobre os direitos de PI, o TRIPS não é o único. Pelo contrário, diversos outros acordos sobre a PI compõem um arcabouço jurídico internacional altamente complexo e fragmentado. Notadamente, tais acordos foram criados com finalidades e em períodos históricos distintos e muitas vezes não abordam prioritariamente a governança da PI, mas, por exemplo, a do comércio ou a da biodiversidade.
O Brasil, como outros países em desenvolvimento, vê inconsistências entre o TRIPS e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), com implicações importantes para o combate à biopirataria e a proteção do patrimônio biológico. A principal apreensão dos países em desenvolvimento é que o TRIPS não exige que requerentes de patentes incorporem material genético ou conhecimentos tradicionais ao cumprimento das obrigações acordadas na CDB. Exigências de consentimento prévio da parte provedora e dos conhecimentos associados, bem como da repartição justa e equitativa, estão ausentes em TRIPS. Ademais, o TRIPS torna obrigatória a patenteabilidade de micro-organismos, enquanto a CDB estipula que os países são soberanos para decidir sobre a proteção dos recursos genéticos presentes em seu território, incluindo micro-organismos.
Internet:
As antinomias entre as regras de propriedade industrial internacionais e as salvaguardas socioambientais nacionais resultam em um arcabouço harmônico e complementar, no qual as regras comerciais do TRIPS passam a exigir o cumprimento das diretrizes da CDB, solucionando os vazios jurídicos que alimentam a biopirataria.
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Disciplina: Direito Internacional Público
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Rio Azul-PR
- Sujeitos de Direito Internacional PúblicoOrganizações Internacionais e Coletividades não Estatais
- Organizações InternacionaisMercosul
I - O Grupo dos Vinte (G20), fórum internacional que reúne dezenove países, a União Europeia e a União Africana, com foco na coordenação macroeconômica global.
II - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dedicada ao estabelecimento de padrões globais de políticas públicas e que exige rigorosos processos de acessão de seus parceiros.
III - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar intergovernamental pautada no princípio da defesa coletiva e com sede administrativa em Bruxelas.
IV - O Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloco de integração econômica sul-americano instituído pelo Tratado de Assunção e estruturado por órgãos como o Conselho do Mercado Comum.
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- Conflitos Internacionais
- Sujeitos de Direito Internacional PúblicoOrganizações internacionais Especializadas da ONU
I. O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, sendo 5 permanentes (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China) com poder de veto, e 10 membros não permanentes eleitos por biênios pela Assembleia Geral.
II. A Assembleia Geral da ONU possui poder vinculante sobre os Estados-membros em todas as matérias que aprova, podendo impor sanções obrigatórias e autorizar o uso da força sem necessidade de aprovação do Conselho de Segurança.
III. O poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança tem sido frequentemente apontado como um dos principais obstáculos à ação coletiva da ONU em crises como a Síria e a Ucrânia.
IV. O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), principal órgão judiciário da ONU, tem jurisdição compulsória sobre todos os Estados-membros da organização, podendo julgar qualquer controvérsia sem o consentimento das partes:
Com base nas afirmativas, assinale a alternativa correta:
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Disciplina: Direito Internacional Público
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Getúlio Vargas-RS
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Disciplina: Direito Internacional Público
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANSA
A disciplina jurídica da zona econômica exclusiva não confere ao Estado costeiro soberania plena sobre essa área, diferentemente do regime aplicável ao mar territorial.
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