Paciente do sexo masculino, 55 anos, chega ao ambulatório queixando-se de saliência e desconforto na região
lombar esquerda, que se torna mais evidente quando ele
carrega peso. Ao exame físico, com o paciente em ortosta-se, observa-se uma protrusão de aproximadamente
3 cm na região lombar superior. A saliência reduz-se
espontaneamente com o decúbito dorsal. O paciente não
tem histórico de cirurgias prévias.
Considerando a localização anatômica e a apresentação clínica, qual é o diagnóstico mais provável e através
de qual estrutura anatômica específica essa hérnia se
manifesta?
Um paciente foi submetido a fechamento de parede
abdominal após ficar dias com abdome aberto para controle de danos devido a um trauma abdominal complexo.
No segundo dia de pós-operatório na UTI, ele apresenta
piora progressiva, com aumento da demanda por noradrenalina. A mensuração da pressão intra-abdominal
(PIA) é de 28 mmHg. O paciente está oligúrico, com
acidose metabólica e requer níveis crescentes de PEEP
para manter a oxigenação. O ecocardiograma à beira do
leito mostra uma redução significativa no débito cardíaco.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) grave, conforme
documentada nesse caso, desencadeia uma série de
efeitos sistêmicos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação fisiopatológica entre a HIA e as disfunções orgânicas
observadas.
Um homem de 30 anos é trazido ao pronto-socorro vítima de ferimento por arma branca. O orifício de entrada
localiza-se no 9o
espaço intercostal esquerdo, na linha
hemiclavicular. À admissão, ele está taquicárdico
(FC: 120 bpm), hipotenso (PA: 85 x 50 mmHg) e taquipneico (FR: 28 irpm). O abdome está doloroso e timpânico
à percussão. A ausculta cardíaca revela bulhas hipofonéticas. Foi instalado um dreno de tórax no 5o
EIA, linha axilar média, com drenagem inicial de 1.500 mL de sangue.
Diante do quadro de instabilidade hemodinâmica e da
localização do ferimento, qual a conduta imediata mais
adequada?
Paciente de 25 anos é admitido com história de diarreia
sanguinolenta, urgência evacuatória e dor abdominal
cólica há 4 meses. Foi submetido à colonoscopia, que
revelou mucosa friável, com múltiplas úlceras aftoides e
áreas de mucosa saudável entre as lesões, acometendo
o íleo terminal e o cólon ascendente. O cólon esquerdo
e o reto estavam poupados. O laudo histopatológico descreve inflamação transmural focal e granulomas epitelioides não caseosos. Com base nos achados endoscópicos e histopatológicos,
qual é o diagnóstico mais provável?
Paciente de 65 anos, sexo masculino, é admitido com
história de obstipação progressiva há 4 semanas, evoluindo para parada total da eliminação de gases e fezes
há 3 dias, associada à dor abdominal em cólica e distensão. Mantém-se estável clinicamente e sem peritonite. Ao
toque retal, identifica-se uma massa endurecida e estenosante e intransponível a 5 cm da margem anal. A tomografia de abdome confirma um tumor retal extraperitoneal
inferior causando obstrução, com distensão de todo o
cólon (da região retossigmoide ao ceco), mas com alças
delgadas sem dilatação. Sem pneumoperitônio. Não há
evidências de metástases à distância.
Paciente de 35 anos relata epigastralgia e pirose há um
mês. Foi submetido à endoscopia digestiva alta, que identificou um segmento de mucosa de aspecto colunar, cor
salmão, no esôfago distal, com extensão máxima inferior
a 1 cm acima da transição esofagogástrica. O resultado
histopatológico das biópsias evidencia metaplasia intestinal sem displasia.
Considerando os achados endoscópicos e histológicos,
qual é a conduta mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com histórico de
cirrose hepática etílica (child-pugh B), MELD 17, hipertensão portal e varizes esofágicas de grosso calibre, é
admitido no pronto-socorro com hematêmese maciça.
A endoscopia digestiva alta confirma sangramento ativo
de varizes esofágicas, sendo realizado tratamento com
ligadura elástica com sucesso inicial. O paciente teve
outros episódios semelhantes nos últimos meses. Apesar
da terapia vasoativa contínua e antibioticoterapia, o
paciente apresenta ressangramento em menos de
48 horas após o controle inicial.
Qual é a próxima conduta de escolha para o controle do
sangramento nesse cenário?
Homem, 25 anos, sofre ferimento cortante na região
jugal direita. Ao exame: dificuldade para soprar/insuflar
as bochechas, escape de ar pela comissura labial direita
e acúmulo de alimento no vestíbulo. Fechamento palpebral e movimentos da testa preservados.
Qual estrutura nervosa foi mais provavelmente lesada?
Paciente do sexo feminino, 35 anos, chega ao pronto-socorro relatando que bocejava profundamente quando
sentiu um “estalo” e incapacidade de fechar a boca,
irreversível espontaneamente, acompanhados de dor
intensa na região anterior aos ouvidos. Ao exame físico,
observa-se assimetria facial.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta imediata
mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 55 anos, obeso, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto baixo localmente
avançado, submetido à quimiorradioterapia neoadjuvante. É levado à cirurgia para ressecção anterior baixa
do reto. O procedimento é tecnicamente difícil devido à
obesidade e à significativa quantidade de gordura visceral. Durante a liberação lateral do mesorreto direito,
próximo à asa sacral, há sangramento súbito e vigoroso,
controlado com compressão e aplicação de ligadura
direta do vaso. Após a conclusão da cirurgia, nota-se
que o membro inferior direito está pálido e frio. Os pulsos
poplíteo, pedioso e tibial posterior estão ausentes. O
membro contralateral apresenta perfusão normal.
Considerando o quadro de isquemia aguda, qual vaso
sanguíneo foi mais provavelmente lesionado durante a
cirurgia?