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“É preciso ainda considerar o quanto é difícil não se deixar enredar pelo humanismo piegas que permeia as relações de cuidado (...) A oferta de amparo e proteção aos sofredores e necessitados fascina pelo poder que confere àqueles que se colocam na posição de detentores do saber sobre a doença e o doente e a consequência disso é impedir que um saber próprio, singular a cada sujeito, possa emergir, petrificando-o no lugar de objeto a ser gozado pelo Outro institucional.” (Ibid., p. 254-255).
De acordo com o excerto acima, assinale a alternativa INCORRETA:Provas
Se não há abertura na equipe para a escuta do dizer, o paciente, objetificado, se reduz ao dito, isto é, aquilo que se diz dele. O dizer em questão remete-se à(s) dimensão(ões) do(a) _________. Assinale abaixo a alternativa que melhor preenche a lacuna.
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“Há equipes em que a presença de diversos saberes se apresenta de forma consolidada, cristalizando os discursos. Por exemplo, nas discussões de casos em que se toma os sujeitos como objetos, sobre os quais se debruçam saberes, cultos ou não, muito sendo dito sobre eles, mas pouco ou nenhum espaço sendo aberto para ouvir o seu próprio dizer. Nos casos de pacientes ‘crônicos’, há muitos anos vinculados aos serviços, isso fica evidente no descrédito que se dá a sua palavra, uma vez que ela é feita de repetições. Isso nos faz indagar: de que lado estará a repetição, na fala dos pacientes ou na escuta surda dos técnicos? Podemos pensar aqui em uma nova cronicidade, que não está do lado do paciente, mas do lado dos técnicos assentados em um saber já sabido (...).” (Ibid., p. 119).
O texto faz alusão à “nova cronicidade” dos profissionais da saúde mental que NÃO se colocam diante do saber em posição de:Provas
Conforme os excertos abaixo, extraídos da coletânea Psicanálise e Saúde Pública: clínica e pesquisa (Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2015), responda as questões seguintes:
“Em diversos serviços pode-se observar a formação de grupos de ‘técnicos’ que apresentam uma visão normativa da clínica, respondendo de forma burocrática às demandas de tratamento. O espaço das recepções é um bom exemplo de como o acolhimento das demandas pode se reduzir a uma resposta que desconsidera o sujeito, ao se guiar exclusivamente pelas normas que determinam as competências dos diversos dispositivos da rede de saúde mental, definindo quem deve ser atendido por este ou aquele serviço. A noção de ‘perfil’, tão utilizada nos serviços de saúde, presta-se muito bem a essa burocratização da prática. Há também aqueles que orientam o cuidado pela noção de ‘bem’, fundando sua prática clínico-assistencial em valores morais, o que, de uma outra forma, acaba também por desconsiderar o sujeito em jogo no cuidado. Não se pode deixar de enfatizar, por sua vez, a presença daqueles que, movidos pelo desejo de realizar um trabalho clínico efetivo com cada sujeito, tomam como ponto de perspectiva a sua palavra, ao mesmo tempo que valorizam a troca que o trabalho em equipe multidisciplinar pode possibilitar.” (Ibid., p. 118).
O trabalho clínico, ao qual o texto em sua última frase se refere, se constrói com base em um procedimento inicial melhor definido como:
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Conforme os excertos abaixo, extraídos da coletânea Psicanálise e Saúde Pública: clínica e pesquisa (Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2015), responda as questões seguintes:
“Em diversos serviços pode-se observar a formação de grupos de ‘técnicos’ que apresentam uma visão normativa da clínica, respondendo de forma burocrática às demandas de tratamento. O espaço das recepções é um bom exemplo de como o acolhimento das demandas pode se reduzir a uma resposta que desconsidera o sujeito, ao se guiar exclusivamente pelas normas que determinam as competências dos diversos dispositivos da rede de saúde mental, definindo quem deve ser atendido por este ou aquele serviço. A noção de ‘perfil’, tão utilizada nos serviços de saúde, presta-se muito bem a essa burocratização da prática. Há também aqueles que orientam o cuidado pela noção de ‘bem’, fundando sua prática clínico-assistencial em valores morais, o que, de uma outra forma, acaba também por desconsiderar o sujeito em jogo no cuidado. Não se pode deixar de enfatizar, por sua vez, a presença daqueles que, movidos pelo desejo de realizar um trabalho clínico efetivo com cada sujeito, tomam como ponto de perspectiva a sua palavra, ao mesmo tempo que valorizam a troca que o trabalho em equipe multidisciplinar pode possibilitar.” (Ibid., p. 118).
O sujeito ao qual o texto se refere, desconsiderado por certas práticas assistenciais, é aquele constituído pela __________. Assinale a resposta abaixo que melhor preenche a lacuna.
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Conforme os excertos abaixo, extraídos da coletânea Psicanálise e Saúde Pública: clínica e pesquisa (Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2015), responda as questões seguintes:
“Em diversos serviços pode-se observar a formação de grupos de ‘técnicos’ que apresentam uma visão normativa da clínica, respondendo de forma burocrática às demandas de tratamento. O espaço das recepções é um bom exemplo de como o acolhimento das demandas pode se reduzir a uma resposta que desconsidera o sujeito, ao se guiar exclusivamente pelas normas que determinam as competências dos diversos dispositivos da rede de saúde mental, definindo quem deve ser atendido por este ou aquele serviço. A noção de ‘perfil’, tão utilizada nos serviços de saúde, presta-se muito bem a essa burocratização da prática. Há também aqueles que orientam o cuidado pela noção de ‘bem’, fundando sua prática clínico-assistencial em valores morais, o que, de uma outra forma, acaba também por desconsiderar o sujeito em jogo no cuidado. Não se pode deixar de enfatizar, por sua vez, a presença daqueles que, movidos pelo desejo de realizar um trabalho clínico efetivo com cada sujeito, tomam como ponto de perspectiva a sua palavra, ao mesmo tempo que valorizam a troca que o trabalho em equipe multidisciplinar pode possibilitar.” (Ibid., p. 118).
Os conceitos que melhor caracterizam as práticas assistenciais descritas no texto são respectivamente:
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Considere as seguintes afirmações de Georges Canguilhem: “Não existe fato que seja normal ou patológico em si. A anomalia e a mutação não são, em si mesmas, patológicas. Elas exprimem outras normas de vida possíveis. Se essas normas forem inferiores - quanto à estabilidade, à fecundidade e à variabilidade da vida - às normas específicas anteriores, serão chamadas patológicas. Se, eventualmente, se revelarem equivalentes - no mesmo meio - ou superiores - em outro meio -, serão chamadas normais. Sua normalidade advirá de sua normatividade. O patológico não é a ausência de norma biológica, é uma norma diferente, mas comparativamente repelida pela vida”. (In: O normal e o patológico. 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011, p. 96).
Com base no trecho acima e no pensamento canguilhemiano, responda as questões 21, 22 e 23.
Assinale abaixo a alternativa mais próxima da noção de normatividade canguilhemiana:
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Considere as seguintes afirmações de Georges Canguilhem: “Não existe fato que seja normal ou patológico em si. A anomalia e a mutação não são, em si mesmas, patológicas. Elas exprimem outras normas de vida possíveis. Se essas normas forem inferiores - quanto à estabilidade, à fecundidade e à variabilidade da vida - às normas específicas anteriores, serão chamadas patológicas. Se, eventualmente, se revelarem equivalentes - no mesmo meio - ou superiores - em outro meio -, serão chamadas normais. Sua normalidade advirá de sua normatividade. O patológico não é a ausência de norma biológica, é uma norma diferente, mas comparativamente repelida pela vida”. (In: O normal e o patológico. 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011, p. 96).
Com base no trecho acima e no pensamento canguilhemiano, responda as questões 21, 22 e 23.
Assinale a alternativa INCORRETA abaixo. A patologia é um valor sempre entendido como:
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Considere as seguintes afirmações de Georges Canguilhem: “Não existe fato que seja normal ou patológico em si. A anomalia e a mutação não são, em si mesmas, patológicas. Elas exprimem outras normas de vida possíveis. Se essas normas forem inferiores - quanto à estabilidade, à fecundidade e à variabilidade da vida - às normas específicas anteriores, serão chamadas patológicas. Se, eventualmente, se revelarem equivalentes - no mesmo meio - ou superiores - em outro meio -, serão chamadas normais. Sua normalidade advirá de sua normatividade. O patológico não é a ausência de norma biológica, é uma norma diferente, mas comparativamente repelida pela vida”. (In: O normal e o patológico. 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011, p. 96).
Com base no trecho acima e no pensamento canguilhemiano, responda as questões 21, 22 e 23.
Assinale a única alternativa CORRETA abaixo. A anomalia é um fato descritivo que pode ser entendido como:
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdePrincípios, Objetivos, Diretrizes e Atribuições.Arts. 5º e 6º: Objetivos e Atribuições
A Lei nº 8.080/90, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde, institui integralidade da assistência como um dos princípios do Sistema Único de Saúde. De acordo com esta lei, a integralidade da assistência é entendida como:
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