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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Acordo Ortográfico
Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
Glossário
Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
Este importante texto publicado na seção Opinião permite que o leitor responda a uma destas perguntas:
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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.
Acordo Ortográfico
Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
Glossário
Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
A confirmação de que o processo de implantação do Acordo Ortográfico não fracassou inclui este argumento:
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Acordo Ortográfico
Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
Glossário
Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
Considerando que sujeito não vem regido de preposição, esta frase se afasta do uso culto da língua:
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Acordo Ortográfico
Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
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Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
Ratificar, verbo usado no parágrafo 3, significa “reconhecer a validade, reafirmar o que foi declarado, validar”.
Também é frequente o emprego de retificar, o que permite esta conclusão:
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Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
Glossário
Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
“Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou ‘mais bem acordados’.” Essa justificativa do parágrafo 5 para alterações no AO ficou enfraquecida com o emprego:
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Acordo Ortográfico
Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.
Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.
O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.
O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).
Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.
Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)
Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)
Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.
Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.
(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)
Glossário
Ex abrupto: de súbito, sem preparação.
Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.
O parágrafo 1, importante na construção do sentido do texto, sinaliza para o leitor:
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Considerando o processo de desenvolvimento e a aprovação de um medicamento para uso humano, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.
|
1. Estudo pré-clínico |
( ) Estudo em grupo de pacientes portadores da doença ou da indicação |
|
2. Estudo de fase 1 |
( ) Estudo de segurança |
|
3. Estudo de fase 2 |
( ) Estudos em animais |
|
4. Estudo de fase 3 |
( ) Estudo de eficácia |
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
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Na Espanha, o método Dáder de acompanhamento farmacoterapêutico foi proposto pelo Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica da Universidade de Granada, em 1999.
Todas as afirmativas a seguir se referem a esse método, exceto:
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A distribuição de medicamentos é uma das etapas da assistência farmacêutica definida pelo conjunto de atividades necessárias para garantir aos diferentes níveis de atendimento de saúde a recepção dos medicamentos programados, nos prazos determinados, em quantidade e qualidade para o atendimento da demanda no momento da dispensação.
Dentre as especificações técnicas para o transporte dos produtos, estão:
I. observação do respeito do empilhamento máximo permitido das caixas, conforme setas indicativas;
II. observação da manutenção do conforto térmico dos produtos, segundo características especificadas pelo fabricante;
III. revisão técnica dos produtos segundo formas farmacêuticas, concentração, validade, número do lote em cada embalagem solicitados quando da programação e aquisição;
IV. revisão técnica para observância da integridade, quanto a manchas, vazamentos, odores fortes e lacre de segurança.
Dessas especificações, também faz (fazem) parte do gerenciamento de excelência da etapa de recebimento e armazenamento dos produtos farmacêuticos:
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O procedimento de licitação é um conjunto de atos formais determinados pela Lei nº 8666/1993, que devem ser registrados em processo próprio e obedecer aos princípios básicos da legalidade, igualdade, publicidade, probidade administrativa, vinculação ao edital e julgamento objetivo.
Em relação ao processo de aquisição de medicamentos, por licitação, no Sistema Único de Saúde do Brasil, analise as seguintes afirmativas:
I. A inexigibilidade de licitação para aquisição de medicamentos ocorre nos casos em que é inviável a competição e, portanto, não se aplica o dever de licitar.
II. Na fase do julgamento das propostas, deve-se analisar se o medicamento oferecido é o que se pretende adquirir, se há registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), se é fabricado com boas práticas de fabricação, se o preço está compatível com aquele praticado no mercado, as condições de entrega e a forma de pagamento.
III. O que diferencia as modalidades de licitação é o valor estimado da licitação/compras.
IV. Os documentos de qualificação técnica que devem ser exigidos na licitação para a habilitação do licitante são: a autorização de funcionamento emitida pela ANVISA, a licença sanitária em vigor emitida pela vigilância sanitária local e a inscrição da empresa no Conselho Regional de Farmácia.
Marque a alternativa correta.
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