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2391393
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
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Livros
(Caetano Veloso)
Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.
O emprego da construção parentética pode permitir ao leitor perceber, por parte do eu lírico, uma atitude:
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Poucos objetos despertam, como o livro, o sentimento da absoluta propriedade. Caídos em nossas mãos, os livros se tornam nossos escravos escravos, sim, porque de matéria viva, mas escravos que ninguém pensaria em libertar, porque feitos de folhas mortas. Como tal, são submetidos aos piores tratamentos, frutos dos amores mais loucos ou de terríveis furores. E que eu te dobre os cantos das páginas (oh! Que ferida, cada vez, essa visão da página dobrada! “mas é pra saber onde eu estoooooooou!”) e que te ponha minha xícara de café sobre a capa, essas auréolas, esses relevos de farelos, essas manchas de óleo solar... e que eu deixe um pouco por toda parte a impressão do meu polegar, aquele que enche meu cachimbo enquanto leio... e essa obra encadernada secando vergonhosamente sobre o radiador depois de ter caído no seu banho (“seu banho, minha querida, mas meu Swift!”) e essas margens rabiscadas de comentários felizmente ilegíveis, esses parágrafos aureolados de marcadores fluorescentes... esse livro definitivamente enfermo por ter ficado uma semana inteira dobrado sobre a lombada, esse outro pretensamente protegido por uma imunda capa de plástico transparente com reflexos petrolíferos... essa cama desaparecendo sob uma banquisa de livros espalhados como pássaros mortos... essa pilha de livros de bolso abandonados à umidade do sótão... esses infelizes livros da infância que ninguém mais lê, exilados numa casa no campo onde ninguém mais vai... e todos esses outros, sobre o cais, vendidos como saldo aos revendedores de escravos...
Tudo, nós submetemos os livros a tudo. Mas é só a maneira como os outros os maltratam que nos entristece. (...)
Desde que um livro caia em nossas mãos, ele é nosso, exatamente como dizem as crianças:”É meu livro”... parte integrante de mim mesmo. É sem dúvida a razão pela qual dificilmente devolvemos os livros que nos emprestam. Não é exatamente um roubo... (não, não, não somos ladrões, não...), digamos, um deslizamento de propriedade, ou melhor, uma transferência de substância: o que era do outro sob os olhos dele torna-se meu enquanto meus olhos o devoram e, palavra, se gostei do que li, sinto certa dificuldade em “devolvê-lo”.
Falo, aqui, da maneira como nós, os particulares, tratamos os livros. Mas os profissionais não fazem melhor. E que eu corte o papel rente às palavras para que minha coleção de bolso seja mais rentável (texto sem margem, de letras espremidas pela compactação) ou que faça inchar como uma bexiga esse pequeno romance, para fazer o leitor acreditar que está gastando bem seu dinheiro (texto afogado, frases estonteadas por tanta brancura e que cole “capas” do tipo “cheguei” cujas cores e títulos enormes gritam a cento e cinquenta metros: “você me lu? Você me leu?” E que eu fabrique exemplares do Círculo do Livro em papel esponjoso e capa cartonada recheado de ilustrações debiloides, e que pretenda fabricar “edições de luxo”, sob o pretexto de que ilumino um falso couro com uma orgia de dourados...
(PENNAC, Daniel. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco,1993.p.135-7)
“...e que cole 'capas' do tipo 'cheguei' cujas cores e títulos enormes gritam a cento e cinquenta metros...”
O pronome relativo em destaque, diferente de outros mais comuns, tem seu valor semântico equivalente ao da(s) seguinte(s) classe(s):
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Leia a citação abaixo:
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[....]contribuem para o desenvolvimento do conhecimento científico, principalmente porque comparam informações de fontes diferentes; compactam o conhecimento existente; identificam especializações emergentes; direcionam pesquisas para novas áreas[...].(NORONHA; FERREIRA, 2000)
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As características acima referem-se à seguinte fonte de informação:
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Analise a afirmação abaixo:
As Bibliotecas Universitárias podem ser beneficiadas por meio da utilização de novas formas de gestão com foco no cliente, como, por exemplo, o Customer Relationship Management (CRM). Com a implantação de CRM nas Bibliotecas Universitárias, pode-se obter:
I - melhoria no planejamento e na qualidade das decisões.
II - aumento de custos por meio da tecnologia da informação.
III - flexibilidade e agilidade nos processos e da produção.
IV - aumento do tempo no processamento técnico.
Após análise das afirmativas acima, pode-se dizer que os itens corretos são:
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Dentre as leis fundamentais instituídas por Ranganathan para a Biblioteconomia, a quinta está relacionada à:
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Baseado no texto Impacts of e-publishing, responda às questões de 91 a 98.
Texto: Impacts of e-publishing
Impacts on stakeholders' interrelationships
New entrants in the supply side of the scholarly communication system were enabled by the OA, strongly challenging the relationships among publishers, libraries and authors. Competitiveness has been gradually injected to the market, since the new entrants are now performing some of the scientific publishing functions, such as registering, archiving and dissemination11. The online resources promote a way for authors to increase their work dissemination and its consequent usage and impact (Harnad, 2005). Additionally, the academic actors have been realising that they can assume the performance of some processes in the scholarly communication system, for which they have been actually responsible for years (Crow, 2002, pp. 7-9).
Impacts on the publishers-researchers (as authors) interrelationships
The major e-publishing impacts on the publisher-researcher interrelationship have been observed on the controversial issues about copyright ownership and on the inclusion of researchers as the disseminators of their own work in any stage of its development. In an OA model, the copyright ownership is required to remain with authors or with the institution, which license specific rights to publishers. According to Crow (2002, pp. 21-22) the authors' retention of the copyright and the retention of the right to publish copies of their articles in OA journals or in institutional repositories (IRs) are essential elements of the changes which have being occurring in the scholarly
publishing system.
Currently, authors are still dependent on publishers for reusing their own material and for publishing it on the open access models. The authors' recovering of their copyright ownership affects this current relationship of dependence, because instead of assigning total copyright to publishers, authors can assign only specific rights to publishers, using licenses like the Creative Commons. Actually, publishers do not need copyright transfer agreements either to publish or to exploit the article commercially (Gaad et al., 2003, p.266, Hoorn, 2005, p.63). Therefore, the returning of the copyright ownership to authors' reduces their dependence on publishers freeing them to the dissemination and exploitation of their own research work for educational and commercial purposes.
In addition, the OA strategies have enabled researchers and institutions to become disseminators of their own intellectual production and to breach the distribution channel exclusivity owned by publishers. The dissemination of their own intellectual production can be made in any stage of its development as pre-refereed (pre-print) and refereed published articles (post-print). This has promoted the exchanging of ideas and comments about a work, its informal quality certification, and mainly its wider and free of charge dissemination. These new practices affect the relationship publishers-researchers, since researchers as authors start demanding the possibility to self-archive pre-prints of their work without affecting the possibility having it published further. Additionally, the use of OA journals as a complement to traditional publishers'* work can be identified by the growing participation of authors in OA journals, rising from 11% (in January 2004) to 29% (in July 2005) (Rowlands & Nicholas, 2006, p.44).
Within this scenario, the growing of free online scientific content which is resulted from authors' dissemination can pressure traditional publishers to refocus their offerings and to offer more valued services beyond the single content delivery.
(Fonte: Ciência da Informação, Brasília, v. 36, n. 1, p. 158-166, jan./abr. 2007.)
O léxico que introduz a ideia de momento presente é:
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Araraquara, 01 de julho de 1930.
Meu querido Carlos
São três horas duma noite incrível de fazenda.
[...]
A primeira vitória do seu livro e a decisiva, que assegura o valor extraordinário e permanente dele e da sua poesia, é não dar a impressão de passadismo. Me explico. O que eu mais temia, diante da evolução rapidíssima da poética do século XX, é que os poemas de você, muitos antigos e refletindo processos de cinco, seis anos atrás ou mais, e já abandonados, produzissem mau efeito reunidos em volume. Dessem a impressão de adesismo retardatário ou de carneirismo a certos assuntos poéticos que os moços de todo o Brasil se encarregaram de vulgarizar ao excesso, abastardar com a precariedade dos jovens de 20 anos e ficaram reduzidos ao pó-de-traque. Assuntos como Recordações de Infância, Descrições rápidas haicaizadas, a temática nacional, paisagismo sensacionalístico etc. são assuntos já revelhos na poesia modernista e de todos você usa. Compreende-se: o perigo era enorme. Você discípulo de Cataguases! Sem que esta frase tenha a mínima intenção de depreciar os poetas de Cataguases, deprecia você pois Cataguases foi um fenômeno que passou. Pois isso não se deu. Nem pra mim nem pra outros pois conversei sobre com o Manuel Bandeira e o Rodrigo. Mas minha impressão e conclusão é mais valiosa que a deles porque o Manuel está muito próximo de você como sensibilidade pra poder julgar bem e o Rodrigo não faz poesia e como mero espectador está em condições de aceitar melhor manifestações diversas. Mas eu, minha poesia atual, meus atuais instintos e minhas atuais ideias de poeta são as mais distantes de tudo o que representa como poesia o livro de você. Poesia minha de agora: ou caio num lirismo absoluto, quase automático e sobrerrealista, intelectualmente incompreensível, ou melhor, paralógico, ao lado da lógica intelectual, os tais “versos de louco”, ou traio de cabo a rabo esse conceito de poesia que é o meu atual e apenas evolução drástica e incisiva de ideias expostas na Escrava e processos tentados de quando em longe, traio e faço poesia socialística, de intenção social, como fiz no Clã do jaboti. Só que no caso deste a traição era em proveito duma fixação prática nacional e agora já o meu brasileirismo transcende aos meus poemas ou estes áquele, e canto ou sofro apelos vagos porque sempre líricos, sociais, porventura comunistas (sem Rússia. Por tudo isso você compreende (e compreenderá melhor quando aí bater meu novo e talvez último livro de poesias, até o fim do ano), você compreende que estava afastadíssimo da poesia de você. E se não podia e não posso deixar de ler o seu livro sem toda a paixão da amizade, é certo que o julgo sem condescendência. Ora, o que me surpreendeu mais foi a integralidade segura, bem macha, com que seus poemas reunidos e em tipografia vencem os perigos que atravessavam. É inútil a gente datar de cinco anos atrás um poema como “Infância” pra que ele readquira o valor qualitativo. Podia ser datado de 1º de julho de 1930. Vence da mesma forma pela quantidade das anotações sensíveis e pela qualidade do todo. Não fazia mal ser de adesão a um assunto rebatido, porque era melhor que os outros sobre o assunto. Seu livro é de hoje, de ontem e de amanhã. Não tem valor episódico. Vale pela força intensíssima do lirismo de você, pela originalidade dele dentro do assunto mais batido. É a melhor vitória do lirismo brasileiro.
(FERRAZ, Eucanaã (org.). Alguma poesia: o livro em seu tempo. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010, p. 252-4.)
“... transcende aos meus poemas ou estes àquele...”
O pronome acima destacado funciona como elemento coesivo anafórico, resgatando o seguinte item:
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2389947
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
Provas:
Araraquara, 01 de julho de 1930.
Meu querido Carlos
São três horas duma noite incrível de fazenda.
[...]
A primeira vitória do seu livro e a decisiva, que assegura o valor extraordinário e permanente dele e da sua poesia, é não dar a impressão de passadismo. Me explico. O que eu mais temia, diante da evolução rapidíssima da poética do século XX, é que os poemas de você, muitos antigos e refletindo processos de cinco, seis anos atrás ou mais, e já abandonados, produzissem mau efeito reunidos em volume. Dessem a impressão de adesismo retardatário ou de carneirismo a certos assuntos poéticos que os moços de todo o Brasil se encarregaram de vulgarizar ao excesso, abastardar com a precariedade dos jovens de 20 anos e ficaram reduzidos ao pó-de-traque. Assuntos como Recordações de Infância, Descrições rápidas haicaizadas, a temática nacional, paisagismo sensacionalístico etc. são assuntos já revelhos na poesia modernista e de todos você usa. Compreende-se: o perigo era enorme. Você discípulo de Cataguases! Sem que esta frase tenha a mínima intenção de depreciar os poetas de Cataguases, deprecia você pois Cataguases foi um fenômeno que passou. Pois isso não se deu. Nem pra mim nem pra outros pois conversei sobre com o Manuel Bandeira e o Rodrigo. Mas minha impressão e conclusão é mais valiosa que a deles porque o Manuel está muito próximo de você como sensibilidade pra poder julgar bem e o Rodrigo não faz poesia e como mero espectador está em condições de aceitar melhor manifestações diversas. Mas eu, minha poesia atual, meus atuais instintos e minhas atuais ideias de poeta são as mais distantes de tudo o que representa como poesia o livro de você. Poesia minha de agora: ou caio num lirismo absoluto, quase automático e sobrerrealista, intelectualmente incompreensível, ou melhor, paralógico, ao lado da lógica intelectual, os tais “versos de louco”, ou traio de cabo a rabo esse conceito de poesia que é o meu atual e apenas evolução drástica e incisiva de ideias expostas na Escrava e processos tentados de quando em longe, traio e faço poesia socialística, de intenção social, como fiz no Clã do jaboti. Só que no caso deste a traição era em proveito duma fixação prática nacional e agora já o meu brasileirismo transcende aos meus poemas ou estes áquele, e canto ou sofro apelos vagos porque sempre líricos, sociais, porventura comunistas (sem Rússia. Por tudo isso você compreende (e compreenderá melhor quando aí bater meu novo e talvez último livro de poesias, até o fim do ano), você compreende que estava afastadíssimo da poesia de você. E se não podia e não posso deixar de ler o seu livro sem toda a paixão da amizade, é certo que o julgo sem condescendência. Ora, o que me surpreendeu mais foi a integralidade segura, bem macha, com que seus poemas reunidos e em tipografia vencem os perigos que atravessavam. É inútil a gente datar de cinco anos atrás um poema como “Infância” pra que ele readquira o valor qualitativo. Podia ser datado de 1º de julho de 1930. Vence da mesma forma pela quantidade das anotações sensíveis e pela qualidade do todo. Não fazia mal ser de adesão a um assunto rebatido, porque era melhor que os outros sobre o assunto. Seu livro é de hoje, de ontem e de amanhã. Não tem valor episódico. Vale pela força intensíssima do lirismo de você, pela originalidade dele dentro do assunto mais batido. É a melhor vitória do lirismo brasileiro.
(FERRAZ, Eucanaã (org.). Alguma poesia: o livro em seu tempo. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010, p. 252-4.)
A perenidade da poesia de Drummond é revelada precisamente na opção:
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2389838
Ano: 2010
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
Provas:
Araraquara, 01 de julho de 1930.
Meu querido Carlos
São três horas duma noite incrível de fazenda.
[...]
A primeira vitória do seu livro e a decisiva, que assegura o valor extraordinário e permanente dele e da sua poesia, é não dar a impressão de passadismo. Me explico. O que eu mais temia, diante da evolução rapidíssima da poética do século XX, é que os poemas de você, muitos antigos e refletindo processos de cinco, seis anos atrás ou mais, e já abandonados, produzissem mau efeito reunidos em volume. Dessem a impressão de adesismo retardatário ou de carneirismo a certos assuntos poéticos que os moços de todo o Brasil se encarregaram de vulgarizar ao excesso, abastardar com a precariedade dos jovens de 20 anos e ficaram reduzidos ao pó-de-traque. Assuntos como Recordações de Infância, Descrições rápidas haicaizadas, a temática nacional, paisagismo sensacionalístico etc. são assuntos já revelhos na poesia modernista e de todos você usa. Compreende-se: o perigo era enorme. Você discípulo de Cataguases! Sem que esta frase tenha a mínima intenção de depreciar os poetas de Cataguases, deprecia você pois Cataguases foi um fenômeno que passou. Pois isso não se deu. Nem pra mim nem pra outros pois conversei sobre com o Manuel Bandeira e o Rodrigo. Mas minha impressão e conclusão é mais valiosa que a deles porque o Manuel está muito próximo de você como sensibilidade pra poder julgar bem e o Rodrigo não faz poesia e como mero espectador está em condições de aceitar melhor manifestações diversas. Mas eu, minha poesia atual, meus atuais instintos e minhas atuais ideias de poeta são as mais distantes de tudo o que representa como poesia o livro de você. Poesia minha de agora: ou caio num lirismo absoluto, quase automático e sobrerrealista, intelectualmente incompreensível, ou melhor, paralógico, ao lado da lógica intelectual, os tais “versos de louco”, ou traio de cabo a rabo esse conceito de poesia que é o meu atual e apenas evolução drástica e incisiva de ideias expostas na Escrava e processos tentados de quando em longe, traio e faço poesia socialística, de intenção social, como fiz no Clã do jaboti. Só que no caso deste a traição era em proveito duma fixação prática nacional e agora já o meu brasileirismo transcende aos meus poemas ou estes áquele, e canto ou sofro apelos vagos porque sempre líricos, sociais, porventura comunistas (sem Rússia. Por tudo isso você compreende (e compreenderá melhor quando aí bater meu novo e talvez último livro de poesias, até o fim do ano), você compreende que estava afastadíssimo da poesia de você. E se não podia e não posso deixar de ler o seu livro sem toda a paixão da amizade, é certo que o julgo sem condescendência. Ora, o que me surpreendeu mais foi a integralidade segura, bem macha, com que seus poemas reunidos e em tipografia vencem os perigos que atravessavam. É inútil a gente datar de cinco anos atrás um poema como “Infância” pra que ele readquira o valor qualitativo. Podia ser datado de 1º de julho de 1930. Vence da mesma forma pela quantidade das anotações sensíveis e pela qualidade do todo. Não fazia mal ser de adesão a um assunto rebatido, porque era melhor que os outros sobre o assunto. Seu livro é de hoje, de ontem e de amanhã. Não tem valor episódico. Vale pela força intensíssima do lirismo de você, pela originalidade dele dentro do assunto mais batido. É a melhor vitória do lirismo brasileiro.
(FERRAZ, Eucanaã (org.). Alguma poesia: o livro em seu tempo. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010, p. 252-4.)
A recepção favorável de Mário de Andrade frente à poesia de Drummond é revelada por uma série de marcas linguísticas que constroem o favoritismo do modernista. A opção em que está visível o grau superlativo relativo de superioridade é:
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Baseado no texto Understanding University Library Users' Mistreatment of Books, responda às questões de 76 a 85.
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TEXTO: Understanding University Library Users' Mistreatment of Books
Carmen Pérez, Manuel Cuadrado and Amparo Cervera
University of Valencia, Spain
Available online 20 February 2009.
Abstract
This paper analyses university library users' attitudes towards book vandalism in order to develop a basis for intervention. Using a customer oriented approach data was collected from users who attended an academic library exhibition on vandalized books at a University campus. Respondants were asked both for their reactions to the vandalism as well as to suggest measures to solve this problem. Punishment and surveillance were most frequently mentioned as preventative measures although users also recognized the utility of the exhibition in increasing awareness of book mutilation. Further implications of social marketing for libraries are also discussed.
Article Outline
Introduction
Book Mistreatment
Empirical Research. Objectives and Methodology
Results
User's Opinions on Book Mutilation
User's Features
User's Solution to Prevent Book Mutilation
Conclusion
Acknowledgements
Appendix A. Supplementary data
References
Supplementary material.
Table 1.
Measures Taken to Prevent Library Book Mutilation
Source: Burrows and Cooper (1992).
Table 2.
Sample Features (n = 230)
Table 3.
Results Related Mistreated Books
Table 4.
Mistreatment According to Gender and Chi-Squared Test
Table 5.
Mistreatment According to Studies
Table 6.
Opinions About Mistreated Books According to Occupation
Table 7.
Proposed Solutions for Preventing Book Mistreatment
http://www.sciencedirect.com/%3Csup%3E%3Cimg src=Supplementary data associated with article can
be found in the full-text version on ScienceDirect.
http://www.sciencedirect.com/%3Csup%3E%3Cimg src=Corresponding author
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The Journal of Academic Librarianship Volume 35, Issue 2, March 2009, Pages 177-183
Das palavras abaixo citadas, a única que difere das demais, por não pertencer à mesma classe gramatical, é:
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