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Entre as opções abaixo, que, em seu conjunto, constituem um texto, assinale a que apresenta erro gramatical.
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Saint-Hilaire, viajando pelo Brasil em princípio do
século XIX, notará, com a acuidade de sua visão, a extrema
mobilidade da população brasileira. A preocupação
dominante das zonas novas já existia então: emigrava-se às
vezes por nada, e com simples e vagas esperanças de outras
perspectivas. Todo mundo imaginava sempre que havia um
ponto qualquer em que se estaria melhor que no presente.
Pensamento arraigado e universal que nada destruía, nem
experiências nem fracassos sucessivos. Isto que
impressionava o viajante francês, habituado a um continente
em que havia séculos o povoamento se estabilizara, é a feição
natural de todo território semivirgem da presença humana,
onde a maior parte da área ainda está por ocupar e onde as
formas de atividade mais convenientes para o homem ainda
não foram encontradas; onde, em uma palavra, o indivíduo
não se ajustou bem ao seu meio, compreendendo-o e
dominando-o.
Idem, ibidem, p. 1.179 (com adaptações
Com relação ao texto acima, assinale a opção correta.
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Todo povo tem na sua evolução, vista a distância, um
certo “sentido”. Esse se percebe não nos pormenores de sua
história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos
essenciais que a constituem em um largo período de tempo.
Quem observa aquele conjunto, desbastando-o do cipoal de
incidentes secundários que o acompanham sempre e o fazem,
muitas vezes, confuso e incompreensível, não deixará de
perceber que ele se forma de uma linha mestra e ininterrupta
de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa, e
dirigida sempre em uma determinada orientação. É isto que se
deve, antes de mais nada, procurar quando se aborda a análise
da história de um povo, seja, aliás, qual for o momento ou o
aspecto dela que interesse, porque todos os momentos e
aspectos não são senão partes, por si só incompletas, de um
todo que deve ser sempre o objetivo do historiador, por mais
particularista que seja.
Tal indagação é tanto mais importante e essencial que
é por ela que se define, tanto no tempo como no espaço, a
individualidade da parcela de humanidade que interessa ao
pesquisador: povo, país, nação, sociedade, seja qual for a
designação apropriada ao caso. É somente aí que ele
encontrará aquela unidade que lhe permite destacar uma tal
parcela da humanidade para estudá-la à parte.
Caio Prado Júnior. Op. cit., p. 1.130 (com adaptações).
A respeito das características textuais e das estruturas lingüísticas do texto, assinale a opção correta.
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Todo povo tem na sua evolução, vista a distância, um
certo “sentido”. Esse se percebe não nos pormenores de sua
história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos
essenciais que a constituem em um largo período de tempo.
Quem observa aquele conjunto, desbastando-o do cipoal de
incidentes secundários que o acompanham sempre e o fazem,
muitas vezes, confuso e incompreensível, não deixará de
perceber que ele se forma de uma linha mestra e ininterrupta
de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa, e
dirigida sempre em uma determinada orientação. É isto que se
deve, antes de mais nada, procurar quando se aborda a análise
da história de um povo, seja, aliás, qual for o momento ou o
aspecto dela que interesse, porque todos os momentos e
aspectos não são senão partes, por si só incompletas, de um
todo que deve ser sempre o objetivo do historiador, por mais
particularista que seja.
Tal indagação é tanto mais importante e essencial que
é por ela que se define, tanto no tempo como no espaço, a
individualidade da parcela de humanidade que interessa ao
pesquisador: povo, país, nação, sociedade, seja qual for a
designação apropriada ao caso. É somente aí que ele
encontrará aquela unidade que lhe permite destacar uma tal
parcela da humanidade para estudá-la à parte.
Caio Prado Júnior. Op. cit., p. 1.130 (com adaptações).
Ainda com base nas estruturas lingüísticas e nos sentidos do texto, assinale a opção incorreta.
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Todo povo tem na sua evolução, vista a distância, um
certo “sentido”. Esse se percebe não nos pormenores de sua
história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos
essenciais que a constituem em um largo período de tempo.
Quem observa aquele conjunto, desbastando-o do cipoal de
incidentes secundários que o acompanham sempre e o fazem,
muitas vezes, confuso e incompreensível, não deixará de
perceber que ele se forma de uma linha mestra e ininterrupta
de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa, e
dirigida sempre em uma determinada orientação. É isto que se
deve, antes de mais nada, procurar quando se aborda a análise
da história de um povo, seja, aliás, qual for o momento ou o
aspecto dela que interesse, porque todos os momentos e
aspectos não são senão partes, por si só incompletas, de um
todo que deve ser sempre o objetivo do historiador, por mais
particularista que seja.
Tal indagação é tanto mais importante e essencial que
é por ela que se define, tanto no tempo como no espaço, a
individualidade da parcela de humanidade que interessa ao
pesquisador: povo, país, nação, sociedade, seja qual for a
designação apropriada ao caso. É somente aí que ele
encontrará aquela unidade que lhe permite destacar uma tal
parcela da humanidade para estudá-la à parte.
Caio Prado Júnior. Op. cit., p. 1.130 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas e os sentidos do texto, assinale a opção correta.
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O livro Les Religions Africaines au Brésil, de Roger
Bastide, é a obra suprema a respeito do fenômeno religioso
em nosso país (e não apenas no que se refere aos cultos
negros), cuja verdadeira natureza, aliás, é mais
bem expressa pelo subtítulo do que pelo título: trata-se de
uma “sociologia das interpenetrações de civilizações”, na qual
as religiões africanas aparecem, ao mesmo tempo, como
exemplo privilegiado e como elemento de demonstração
ilimitadamente generalizável; no caso, elas importam por
serem religiões, não por serem africanas, sem prejuízo, bem
entendido, de sua inegável individualidade como religiões
africanas.
Idem, ibidem, p. 431 (com adaptações)
Com base nas estruturas sintático-semânticas do texto acima, assinale a opção correta.
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Os trechos a seguir constituem seqüencialmente um texto. Assinale a opção em que o período apresenta erro gramatical.
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A morte de Getúlio Vargas abriu em nosso flanco uma ferida secreta e incurável, mas, no plano político e malgrado alguma
inquietação e angústia, a crise foi resolvida de forma bastante civilizada com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência
da República. Estava armada a equação de nossa futura história política, que, sendo, por alguns aspectos importantes, um
prolongamento do getulismo, era, pela orientação global, pelas perspectivas que abria e pelo espírito, uma ruptura definitiva com
ele. Dir-se-ia que a destruição de Getúlio Vargas tinha sido o rito indispensável para que o país se desligasse para sempre do ciclo
histórico e social iniciado com a Revolução de 1930.
Wilson Martins. História da inteligência brasileira. v. VII. São Paulo: T. A. Queiroz (Editor) p. 345 (com adaptações).
Considerando as estruturas lingüísticas e os sentidos do texto acima, assinale a opção correta.
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O retrato da administração colonial mostra, de alto
a baixo da escala administrativa, com raras exceções, a
mais grosseira imoralidade e corrupção que domina
desbragadamente. Os mais honestos e dignos delegados
da administração régia são aqueles que não embolsam
sumariamente os bens públicos, ou não usam dos cargos
para especulações privadas, porque, de diligência e bom
cumprimento dos deveres, nem se pode cogitar. Aliás, o
próprio sistema vigente de negociar os cargos públicos
abria naturalmente portas largas à corrupção. Eles eram
obtidos e vendidos como a mais vulgar mercadoria.
Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo. In: Intérpretes do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. 1.425 (com adaptações).
Em relação às estruturas lingüísticas e aos sentidos do texto acima, assinale a opção correta.
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Os itens a seguir contêm trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à pontuação.
- Através das informações de Léry, de Gabriel Soares, de Hans Staden, das crônicas dos jesuítas do século XVI, dos livros de Ives d'Evreux e de Claude d'Abbeville, vê-se, que, para a mulher tupi, a vida de casada era de contínuo trabalho: com os filhos, com o marido, com a cozinha, com os roçados.
- Isto sem esquecermos as indústrias domésticas a seu cargo, o suprimento de água e o transporte de fardos. Mesmo grávida a mulher índia, mantinha-se ativa dentro e fora de casa, apenas deixando, de carregar às costas, os volumes extremamente pesados.
- Mãe, acrescentava às suas muitas funções: a de tornar-se uma espécie de berço ambulante da criança, de amamentála, às vezes até aos sete anos, de lavá-la, de ensinar as meninas a fiar algodão e a preparar a comida.
- E eram de suas próprias mãos os utensílios de que se servia para fazer a comida, para guardá-la, para pisar o milho ou o peixe, moquear a carne, espremer raízes, peneirar as farinhas: os alguidares, as urupemas, as cuias, as cabaças de beber água, os balaios.
Itens adaptados. Idem, ibidem, p. 337
A quantidade de itens certos é igual a
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