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Em 2022, o Ministério da Saúde emitiu a Nota Técnica nº 8 (NOTA TÉCNICA Nº 8/2022- CGZV/DEIDT/SVS/MS), que informa sobre atualizações no Protocolo de Profilaxia pré, pós e reexposição da raiva humana no Brasil. De acordo com essa NT, caso haja indicação do Soro Antirrábico (SAR) para o paciente humano envolvido em possível exposição ao vírus, assinale a alternativa correta que contém o período máximo para aplicação desse soro após a administração da primeira dose da vacina da raiva inativada.
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A pesquisa de anticorpos (sorologia) é um importante método diagnóstico na infecção pelo vírus da Dengue. Sobre a sorologia para diagnóstico da Dengue, assinale a alternativa incorreta.
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Com relação ao modo de transmissão, período de incubação e transmissibilidade da Dengue, analise as afirmativas a seguir.
I. Existem registros de transmissão vertical em humanos (gestante-feto) do vírus da Dengue, porém, os relatos dessa via de transmissão são raros.
II. O processo de transmissão compreende um período de incubação intrínseco (PII) – que ocorre no ser humano – e outro extrínseco, que acontece no vetor (Aedes aegypti). O PII pode variar de oito a 14 dias e o período de incubação extrínseco (PIE) varia de quatro a dez dias.
III. Após o período de incubação extrínseco (PIE), o mosquito permanece infectante até o final da sua vida (seis a oito semanas), sendo capaz de transmitir o vírus para o homem.
Estão corretas as afirmativas:
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Para o diagnóstico laboratorial da infecção aguda pelo vírus da Dengue podem ser realizados exames específicos de métodos diretos e/ou indiretos. Sobre o diagnóstico laboratorial da Dengue por exames específicos de métodos diretos e/ou indiretos, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A pesquisa de genoma do vírus da dengue por transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) é um exame específico de método direto.
( ) Outro método direto de exame específico para Dengue é o teste de neutralização por redução de placas (PRNT).
( ) A inibição da hemoaglutinação (IH) é um exame específico de método indireto para Dengue.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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A Dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, incluindo o Brasil, sendo uma importante suspeita em pacientes que têm quadro febril agudo. Sobre a etiologia da Dengue, assinale a alternativa correta.
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Faz parte da vigilância em saúde das zoonoses encerrar os casos suspeitos de leptospirose humana nos sistemas de notificação oficial. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta quanto ao encerramento oportuno dos casos suspeitos de Leptospirose humana.
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A Leptospirose é uma enfermidade infecciosa febril de início abrupto, cujo espectro clínico pode variar desde um processo inaparente até formas graves. No que diz respeito a essa zoonose, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O agente etiológico da Leptospirose é uma bactéria helicoidal (espiroqueta) anaeróbica obrigatória do gênero Leptospira.
( ) O ser humano é apenas hospedeiro acidental e terminal, dentro da cadeia de transmissão.
( ) O Rattus norvegicus é o principal portador do sorovar Icterohaemorraghiae, um dos mais patogênicos para o homem.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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O código de ética é um instrumento normativo referencial para o exercício da profissão, no qual estão estabelecidos direitos e deveres profissionais em uniformidade de comportamento, a partir de uma conduta exemplar. Sobre a Resolução Nº 1138, de 16 de dezembro de 2016, que aprova o Código de Ética do Médico Veterinário. Quanto aos deveres do médico veterinário, assinale a alternativa incorreta.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeitoClassificação do SujeitoSujeito Indeterminado
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoClassificação do Predicado
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Transitivos
- MorfologiaVerbosLocução Verbal
Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.
Texto I
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)
Na oração “Boquiaberta, saí devagar” (7º§), tem-se:
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Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.
Texto I
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)
A leitura atenta permite ao leitor concluir que o texto narra:
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