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Foram encontradas 50 questões.

4246532 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa correta quanto à acentuação gráfica e à pontuação.
 

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4246530 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa correta quanto às palavras empregadas no texto.
 

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4246529 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa correta quanto ao conteúdo do texto.
 

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4246566 Ano: 2026
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Quanto à Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo (Lei Complementar nº 207/1979), a respeito das penalidades disciplinares, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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4246563 Ano: 2026
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Na forma da Lei Estadual nº 10.177/1998, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão Anulada

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4246551 Ano: 2026
Disciplina: Matemática
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Em uma manobra de treinamento, um grupo de intervenção rápida utiliza drones para monitorar a área externa. Através de um software, notou-se que a trajetória de um drone, ao realizar um voo rasante para inspeção visual de um muro, é descrita pela função h(x) = −x2 + Tx − 1, 6T, em que h(x) é a altura em metros, T é uma variável que depende das condições climáticas no momento da manobra e x é a distância horizontal em metros a partir do ponto de decolagem. Após a parametrização estabelecida em relação às condições climáticas, constatou-se que T correspondia à única raiz positiva da função Clima, dada por C(T) = x2 − 6x− 40. Considerando apenas os dados informados, é correto afirmar que a altura máxima atingida pelo drone durante essa manobra foi de
Questão Anulada

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4246537 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa cujo termo em destaque seja uma palavra polissêmica.
Questão Anulada

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4246533 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
A respeito da ortografia oficial da língua portuguesa e dos fenômenos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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4246531 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: SAP-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1


A diferença entre o tudólogo e o curioso? Um acha que fechará a discussão; o outro quer fomentá-la


Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes


    A coluna de hoje é diferente: sem gráficos, sem dados quantitativos, mas uma reflexão qualitativa sobre os famosos “tudólogos”, tão frequentes nas redes sociais. Quem me acompanha deve ter notado que abordo uma miríade de temas. Seria eu um tudólogo?

    Segundo a Infopédia, é a “pessoa que opina sobre todo e qualquer assunto, assumindo-se sempre como pretenso especialista, independentemente da matéria em questão.” É um qualificativo depreciativo, pois ninguém consegue ser especialista em tudo.

    No meio online, vemos a mesma pessoa opinando de forma autoritativa sobre temas tão diversos quanto geopolítica e virologia. Boa parte se guia por manchetes, por resultado de buscas no Google ou por respostas de IA. Isto não é busca de conhecimento.
     Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados. Mas copiar/colar uma resposta não é expressar uma opinião, é apenas propagar conteúdo de terceiros de forma acrítica.

    Temos acesso a um universo de conhecimento que está literalmente no nosso bolso, mas para tirar real proveito, há dois segredos: o tempo e a qualidade das fontes.
    O tempo é fundamental para consumir o conteúdo completo, pensar e formular a opinião – mas a busca do engajamento em redes sociais estimula a pressa em postar. A forma mais cômoda e rápida é simplesmente delegar o assunto à inteligência artificial. Mas igualar uma resposta de IA a uma opinião própria é desprezar nossa capacidade analítica. Fato é: pensar profundamente exige tempo. Infelizmente, virou comum usar a IA como perna e não como a muleta que deveria ser.

    Chegamos ao segundo fator: a qualidade das fontes. Sempre encontraremos fontes que corroborem nossas crenças, mesmo as mais absurdas. A existência de uma fonte online não garante sua validade. O provérbio “o papel aceita tudo” vale também para o meio virtual. Um bom critério para reconhecer uma fonte de qualidade é o quanto ela é usada e validada por outros autores ou organismos de reputação, como o Our World in Data, que se vale de dados compilados pelo Banco Mundial. Importante: relatos individuais, mesmo de especialistas, não são condição suficiente para autoridade; é preciso checar se há validação por pares.

    E finalmente chegamos à minha maneira de apresentar os temas: não me vejo como um tudólogo. Não sou multiespecialista (que existem, mas são raros: os chamados polímatas). Mas sou curioso: quero entender o mundo que me cerca com seus grandes problemas e desafios. E gosto de trazer esta inquietação a público. Mostrar qual foi o embasamento quantitativo e a fonte das minhas análises – o que automaticamente abre a possibilidade de outros também pesquisarem os dados e tirarem suas próprias conclusões.

    Enfim, quanto à amplitude de temas mencionada no início, o tudólogo e o curioso se parecem. O que os diferencia: o tudólogo considera que sua contribuição é suficiente para fechar a discussão; já o curioso quer fomentá-la. E longe da soberba intelectual.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/ciencia/frankito-ocurioso/a-diferenca-entre-o-tudologo-e-o-curioso-um-acha-que-fechara-a-discussao-o-outro-quer-fomenta-la/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Considerando o excerto “Não sou contrário a opinar sobre uma ampla gama de temas, pelo contrário, considero louvável ter interesses variados.”, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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4246528 Ano: 2026
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
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A Cúpula do BRICS de 2025 consolidou o papel do Brasil como articulador político e diplomático no chamado Sul Global, reunindo chefes de Estado e representantes de países-membros e parceiros do bloco. O encontro ocorreu em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias econômicas globais. Em relação aos compromissos e às posições adotados no BRICS de 2025, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 

( ) Ressaltou-se a necessidade de assegurar acesso contínuo, imediato e sem restrições à assistência humanitária destinada à população sudanesa, bem como de intensificar o apoio humanitário ao Sudão e aos países vizinhos.
( ) Destacou-se que, com a ampliação do uso da inteligência artificial, emergem riscos relacionados à apropriação indevida e à deturpação de conhecimentos, patrimônios e valores culturais que são insuficientemente representados em conjuntos de dados e modelos de IA.
( ) Reiterou-se o compromisso com o fortalecimento da cooperação em proteção ambiental e desenvolvimento sustentável no âmbito do BRICS, bem como com a defesa do multilateralismo e o aprimoramento da governança ambiental global.
( ) Ressaltou-se a relevância da restituição de bens e patrimônios culturais aos seus países de origem, bem como o seu potencial para a reconstrução de relações internacionais fundamentadas em bases cooperativas e não hierárquicas.
Questão Anulada

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