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O papel da Igreja Católica na Idade Média ultrapassou a simples concepção de aparelho ideológico do estado medieval. Atente ao que se diz a seguir:
“[...] Assim, nos séculos XI e XII, sobretudo no norte da França, constituíram-se verdadeiras senhorias eclesiásticas, com o bispo a arrebatar e exercer os poderes condais, até então encampados pelo rei na cidade e na sua periferia imediata. [...] Portanto, o feudalismo penetrou profundamente o tecido da instituição eclesiástica nos dois sentidos. Bispos ou abades exerciam o poder, geralmente delegando-o a um representante leigo, cuja mansidão evangélica na arrecadação dos impostos ou na administração da justiça não era garantida. Leigos, príncipes ou senhores feudais nomeavam para as funções eclesiásticas e tiravam proveito dos candidatos nomeados.”.
JEAN CHÉLINI. Em nome do Pai e dos Feudos. in: Arquivos História viva 3: Os melhores textos sobre a Idade Média. São Paulo: Duetto Editorial, 2008, p.37.
Com base no trecho acima, assinale a afirmação verdadeira.
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O direito romano dava às mulheres igualdade no que concernia, por exemplo, à herança; assim, filhas e irmãs poderiam herdar tanto quanto filhos e irmãos, desde que não houvesse um testamento indicando outra forma de divisão do patrimônio. Em Atenas, ao contrário, as mulheres eram proibidas de herdar de seu pai, tendo, apenas, acesso à parte do patrimônio na forma do dote de casamento, que ficava sob controle do marido. Atualmente a lei brasileira não faz qualquer distinção entre homens e mulheres no que se refere ao direito patrimonial.
Sobre essas peculiaridades é correto afirmar que
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Atente ao seguinte trecho: “Governos da direita ideológica, comprometidos com uma forma extrema de egoísmo comercial e laissez-faire, chegaram ao poder em vários países por volta de 1980. Entre esses, Reagan e a confiante e temível Sra. Thatcher na Grã-Bretanha (1979-90) eram os mais destacados. Para essa nova direita, o capitalismo assistencialista patrocinado pelo Estado das décadas de 1950 e 1960, não mais escorado, desde 1973, pelo sucesso econômico, sempre havia parecido uma subvariedade de socialismo ("a estrada para a servidão", como a chamava o economista e ideólogo Von Hayek) da qual, em sua ótica, a URSS era o lógico produto final”.
ERIC J. HOBSBAWN. A Era dos Extremos, o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 245.
No excerto acima, o historiador Eric Hobsbawn refere-se às últimas três décadas do século passado, que se caracterizaram como
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Texto – Saudade
Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. (...) Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Gostaria de ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. (...)
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. (...)
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo.
Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. (...)
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Texto adaptado.
A autora associa a capacidade de “se morrer de saudades” às pessoas
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2524152
Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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A Diocese, com sede em Tianguá, abrange 13 municípios, dentre os quais se encontram
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Texto – Saudade
Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. (...) Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro!$ ^{a)} !$. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Gostaria de ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga!$ ^{b)} !$, não se acomodasse nunca à pele nova. (...)
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo!$ ^{c)} !$, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. (...)
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo.
Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos!$ ^{d)} !$. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. (...)
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Texto adaptado.
Assinale a opção em que a relação de ideias estabelecida nas orações está identificada corretamente.
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2522666
Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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Foram eleitos para o cargo de prefeito municipal de Tianguá:
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2521988
Ano: 2016
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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A Lei Federal Nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), preconiza que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão aprovar leis específicas para os seus sistemas de ensino, no prazo de 2 (dois) anos contados da publicação desta Lei, adequando, quando for o caso, a legislação local já adotada com essa finalidade, disciplinando
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Durante os sessenta anos de duração da União Ibérica (1580-1640), o Brasil, então sob o governo de reis espanhóis, sofreu com incursões de corsários e invasões de povos que tinham questões contra a Espanha. Assim, em 1595, o corsário inglês James Lancaster atacou e saqueou o Recife, sendo este o mais rico butim da navegação inglesa no período elisabetano. Também os Holandeses, cuja companhia de comércio (W.I.C.) era muito presente no Nordeste brasileiro, atacaram por duas vezes a colônia, na Bahia entre 1624 e 1625 e em Pernambuco, de 1630 a 1654, a partir de onde tomaram para si o controle de vasto território que compreendia Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de parte do litoral cearense e maranhense.
Sobre esse período histórico, assinale a afirmação verdadeira.
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2521277
Ano: 2016
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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Atente ao seguinte enunciado: “A inclusão da criança a partir dos seis anos de idade no ensino fundamental foi determinada pela Lei Federal Nº 11.114/2005, com a exigência de que fossem atendidas, no âmbito de cada sistema de ensino, as seguintes condições:
I. atingimento de taxa líquida de escolarização de pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) da faixa etária de sete a catorze anos, no caso das redes escolares;
II. não redução média de recursos por aluno do ensino fundamental na respectiva rede pública, resultante da incorporação dos alunos de seis anos de idade;
III. com o ingresso da criança de seis anos de idade, o sistema de ensino é obrigado a fazer funcionar o ensino fundamental com duração de nove anos;
IV. no ano seguinte ao da implantação da lei em foco (2006), todos os sistemas de ensino implantaram o ensino fundamental de nove anos”.
Estão corretas as complementações contidas em
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