Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

739026 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
O papel mediador do professor no processo de ensino e aprendizagem exige uma postura sustentada em práticas de respeito ao aluno, no que se refere ao conhecimento, à vivência cultural e à realidade concreta. Nesse sentido, a mediação do professor exige:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
738809 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Cenas brasileiras
Desprezados, doentes e com medo
(Malvistos pela população e caçados pelos criminosos,
os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados
como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer
erros fatais)
Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, Maria, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo Alemão.
Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro só convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar.
Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado.
Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.”
É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso.”, diz. “Você dá bom dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam.
Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinos a sanguefrio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. Entrevistamos militares, levantamos estatísticas e tivemos acesso a pesquisas inéditas sobre a situaçãolimite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais.
(...)
“Coloque-se no meu lugar e imagine ver a pessoa que você mais ama tendo de trocar sua fralda.”, diz o soldado Alexsandro Fávaro, de 35 anos, referindo-se à mulher, Lígia, sua companheira há 17 anos. Na cadeira de rodas, Fávaro se lembra de seu início na UPP.
“Moradores nos aplaudiam e gritavam palavras de apoio”, recorda. Mas ele logo percebeu que os aplausos eram só uma forma de alertar os traficantes sobre a patrulha.
Fávaro usava estratégias inusitadas. Banhou em ouro o anel de prata com a imagem de São Jorge, pois exibir joias reluzentes é uma característica dos policiais corruptos, os “arregados”, que recebem propina de traficantes. Fazendo-se passar por um deles, Fávaro conseguiu se aproximar de criminosos e prendê-los. Em uma investigação, descobriu uma passagem secreta dos traficantes, ao lado de um bar numa das principais ruas do Morro do Fogueteiro. Num sábado, Fávaro e sete policiais montaram uma operação para prender os bandidos, mas foram surpreendidos por 15 homens armados com fuzis, em um beco estreito, sem ter para onde correr. Ele havia passado o fuzil para um colega e tinha nas mãos apenas uma escopeta com balas de borracha. Sacou a pistola, mas, já ferido, caiu no chão.
“Quem chegaria primeiro aonde eu estava caído: minha equipe ou os bandidos?” Os policiais o alcançaram antes, mas um dos tiros atingira sua garganta e saíra pelo pescoço, rompendo-lhe as vértebras.
A PM tem 95 psicólogos que atendem policiais em 26 dos 45 batalhões fluminenses. Em 2014 foram 25 mil consultas, e a corporação pretende contratar mais profissionais em 2016 para atender seus 47 mil policiais.
Os médicos e psicólogos trabalham de branco e pedem aos policiais que “troquem a ‘fantasia’ de Super-Homem pela de Clark Kent”, como explica a major médica Rosana Cardoso. Coletes à prova de balas, armas e até a gandola (a camisa da farda) ficam na antessala do consultório dos psicólogos, e, em casos mais graves, dos psiquiatras. Mas nem todos conseguem: um cabo do 41º Batalhão sob atendimento psicológico disse que não consegue acesso ao psiquiatra – carência admitida pela corporação. “Quase morri em tiroteio e o comandante nem me agradeceu”, diz outro policial. “Estou pedindo de joelhos para sair da rua.” Atualmente, 6% dos PMs estão afastados das ruas por problemas de saúde física ou mental. “Policiais não são máquinas de produzir segurança. Sua jornada é exercida em condições adversas e extenuantes. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento se transforma em adoecimentos, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais.”, afirma, em artigo da Fiocruz, a pesquisadora Cecília Minayo. Obviamente, pessoas nesse estado não estão em condições de cumprir a contento a missão de proteger milhões de cidadãos.
Texto escrito por Hudson Corrêa e Raphael Gomide.
Revista Época, edição de 01 de fevereiro de 2016, n 920,
São Paulo, Capital
Em relação ao binômio formado pela linguagem oral e linguagem escrita, assinale a opção CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
695965 Ano: 2015
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Marque a alternativa que apresenta somente fontes de energias renováveis:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
681338 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Sabemos que o conhecimento da matemática teve origem a partir da necessidade da vida cotidiana.
Após esse passo, esses novos conhecimentos matemáticos exibiram algumas características próprias.
Dadas as características nas PROPOSIÇÕES abaixo, e marcando V(verdadeiro) ou F(falso)
I. Abstração- Onde os matemáticos empregam um sistema de abstração e cálculos para demonstrar suas afirmações.
II. Raciocínio lógico- É onde vemos as demonstrações dos matemáticos, mas nesse caso, recorre-se a analogias bem concretas e presentes na realidade.
III. Caráter irrefutável- Apesar de seu caráter abstrato, seus resultados tem base no mundo real. A matemática possui uma vasta aplicação em vários campos da ciência como: Física, Química, Astronomia; pesar de não ser tão influente nas humanas, ela tem seu grau de importância como em Medicina, História e geografia.
Qual alternativa está CORRETA?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
681292 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Um professor que concebe a aquisição da leitura e da escrita como um ato intelectual no processo de alfabetização,
I. Acredita que a chave da alfabetização bem sucedida reside no método adotado.
II. Leva em consideração o pensamento da criança e concebe a escrita como um objeto cultural que cumpre funções sociais.
III. Apresenta a escrita à criança como algo socialmente significativo para ela.
IV. Mantém o foco da alfabetização no treino das habilidades percepto-motoras.
V. Utiliza a cartilha como o material por excelência para o aprendizado dos padrões silábicos.
É CORRETO o que se afirma em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
678237 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
A avaliação do ensino e da aprendizagem deve ser vista como um processo sistemático e contínuo, no decurso do qual vão sendo obtidas informações e manifestações acerca do desenvolvimento das atividades docentes e discentes, atribuindo-lhes juízos de valor. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
São funções da avaliação:
( ) Função pedagógico-didática.
( ) Função diagnóstica.
( ) Função de controle.
( ) Função referencial.
( ) Função metalinguística.
Na questão acima, marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas. Depois, assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
677862 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
O termo LETRAMENTO surgiu nos anos 80. Mary Kato e Ângela Kleimen são duas autoras que utilizaram o termo nessa década. A partir da década de 90 a discussão do uso do termo LETRAMENTO extrapola o âmbito acadêmico e torna-se mais usual entre os educadores.
SOARES, Magda(1998), é uma das responsáveis pela conceituação e difusão da expressão LETRAMENTO.
Segundo Magda Soares:
I. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever. Que aprendeu o código escrito – decifrando-o e escrevendo algumas palavras: “aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar a língua escrita e de decodificar a língua escrita”.
II. Alfabetizado é o sujeito que percorreu todos os níveis de evolução da escrita e chega ao nível alfabético, sendo capaz de ler e escrever qualquer palavra. A alfabetização envolve um processo muito mais amplo que o mero domínio do código e não seria necessário utilizar-se o termo letramento.
III. Letramento é o estado ou condição que adquire um indivíduo ou um grupo social como consequência de ter-se apropriado da escrita e passar a fazer uso dela.
IV. Letrado é o indivíduo que usa socialmente a leitura e a escrita, que pratica a leitura e a escrita, que responde adequadamente às demandas sociais de leitura e de escrita.
V. Letrar é mais que alfabetizar.
Está INCORRETO apenas o que se afirma em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
677850 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Cenas brasileiras
Desprezados, doentes e com medo
(Malvistos pela população e caçados pelos criminosos,
os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados
como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer
erros fatais)
Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, Maria, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo Alemão.
Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro só convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar.
Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado.
Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.”
É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso.”, diz. “Você dá bom dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam.
Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinos a sanguefrio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. Entrevistamos militares, levantamos estatísticas e tivemos acesso a pesquisas inéditas sobre a situaçãolimite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais.
(...)
“Coloque-se no meu lugar e imagine ver a pessoa que você mais ama tendo de trocar sua fralda.”, diz o soldado Alexsandro Fávaro, de 35 anos, referindo-se à mulher, Lígia, sua companheira há 17 anos. Na cadeira de rodas, Fávaro se lembra de seu início na UPP.
“Moradores nos aplaudiam e gritavam palavras de apoio”, recorda. Mas ele logo percebeu que os aplausos eram só uma forma de alertar os traficantes sobre a patrulha.
Fávaro usava estratégias inusitadas. Banhou em ouro o anel de prata com a imagem de São Jorge, pois exibir joias reluzentes é uma característica dos policiais corruptos, os “arregados”, que recebem propina de traficantes. Fazendo-se passar por um deles, Fávaro conseguiu se aproximar de criminosos e prendê-los. Em uma investigação, descobriu uma passagem secreta dos traficantes, ao lado de um bar numa das principais ruas do Morro do Fogueteiro. Num sábado, Fávaro e sete policiais montaram uma operação para prender os bandidos, mas foram surpreendidos por 15 homens armados com fuzis, em um beco estreito, sem ter para onde correr. Ele havia passado o fuzil para um colega e tinha nas mãos apenas uma escopeta com balas de borracha. Sacou a pistola, mas, já ferido, caiu no chão.
“Quem chegaria primeiro aonde eu estava caído: minha equipe ou os bandidos?” Os policiais o alcançaram antes, mas um dos tiros atingira sua garganta e saíra pelo pescoço, rompendo-lhe as vértebras.
A PM tem 95 psicólogos que atendem policiais em 26 dos 45 batalhões fluminenses. Em 2014 foram 25 mil consultas, e a corporação pretende contratar mais profissionais em 2016 para atender seus 47 mil policiais.
Os médicos e psicólogos trabalham de branco e pedem aos policiais que “troquem a ‘fantasia’ de Super-Homem pela de Clark Kent”, como explica a major médica Rosana Cardoso. Coletes à prova de balas, armas e até a gandola (a camisa da farda) ficam na antessala do consultório dos psicólogos, e, em casos mais graves, dos psiquiatras. Mas nem todos conseguem: um cabo do 41º Batalhão sob atendimento psicológico disse que não consegue acesso ao psiquiatra – carência admitida pela corporação. “Quase morri em tiroteio e o comandante nem me agradeceu”, diz outro policial. “Estou pedindo de joelhos para sair da rua.” Atualmente, 6% dos PMs estão afastados das ruas por problemas de saúde física ou mental. “Policiais não são máquinas de produzir segurança. Sua jornada é exercida em condições adversas e extenuantes. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento se transforma em adoecimentos, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais.”, afirma, em artigo da Fiocruz, a pesquisadora Cecília Minayo. Obviamente, pessoas nesse estado não estão em condições de cumprir a contento a missão de proteger milhões de cidadãos.
Texto escrito por Hudson Corrêa e Raphael Gomide.
Revista Época, edição de 01 de fevereiro de 2016, n 920,
São Paulo, Capital.
Identifique a sentença que sugere algo em comum entre os policiais militares Bianca e Alexsandro Fávaro:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
643199 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Uma professora alfabetizadora organizou com sua turma uma “Agência de correio” no pátio da escola. Além de envolver todos os seus alunos, convidou todos os professores das turmas do Ensino Fundamental Anos Iniciais que trabalhavam no seu turno, com seus respectivos alunos, para participar da atividade. Os alunos aprenderam a importância do correio em relação aos serviços prestados à sociedade. Alguns alunos foram escolhidos para fazer o papel de funcionários do correio. Todos foram estimulados a escrever e colocar suas correspondências no correio. Essas correspondências tinham destinatários reais.
Esse tipo de atividade tem por objetivo fundamental possibilitar aos alunos alfabetizandos:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
599617 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Provas:
Cenas brasileiras
Desprezados, doentes e com medo
(Malvistos pela população e caçados pelos criminosos,
os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados
como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer
erros fatais)
Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, Maria, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo Alemão.
Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro só convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar.
Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado.
Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.”
É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso.”, diz. “Você dá bom dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam.
Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinos a sanguefrio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. Entrevistamos militares, levantamos estatísticas e tivemos acesso a pesquisas inéditas sobre a situaçãolimite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais.
(...)
“Coloque-se no meu lugar e imagine ver a pessoa que você mais ama tendo de trocar sua fralda.”, diz o soldado Alexsandro Fávaro, de 35 anos, referindo-se à mulher, Lígia, sua companheira há 17 anos. Na cadeira de rodas, Fávaro se lembra de seu início na UPP.
“Moradores nos aplaudiam e gritavam palavras de apoio”, recorda. Mas ele logo percebeu que os aplausos eram só uma forma de alertar os traficantes sobre a patrulha.
Fávaro usava estratégias inusitadas. Banhou em ouro o anel de prata com a imagem de São Jorge, pois exibir joias reluzentes é uma característica dos policiais corruptos, os “arregados”, que recebem propina de traficantes. Fazendo-se passar por um deles, Fávaro conseguiu se aproximar de criminosos e prendê-los. Em uma investigação, descobriu uma passagem secreta dos traficantes, ao lado de um bar numa das principais ruas do Morro do Fogueteiro. Num sábado, Fávaro e sete policiais montaram uma operação para prender os bandidos, mas foram surpreendidos por 15 homens armados com fuzis, em um beco estreito, sem ter para onde correr. Ele havia passado o fuzil para um colega e tinha nas mãos apenas uma escopeta com balas de borracha. Sacou a pistola, mas, já ferido, caiu no chão.
“Quem chegaria primeiro aonde eu estava caído: minha equipe ou os bandidos?” Os policiais o alcançaram antes, mas um dos tiros atingira sua garganta e saíra pelo pescoço, rompendo-lhe as vértebras.
A PM tem 95 psicólogos que atendem policiais em 26 dos 45 batalhões fluminenses. Em 2014 foram 25 mil consultas, e a corporação pretende contratar mais profissionais em 2016 para atender seus 47 mil policiais.
Os médicos e psicólogos trabalham de branco e pedem aos policiais que “troquem a ‘fantasia’ de Super-Homem pela de Clark Kent”, como explica a major médica Rosana Cardoso. Coletes à prova de balas, armas e até a gandola (a camisa da farda) ficam na antessala do consultório dos psicólogos, e, em casos mais graves, dos psiquiatras. Mas nem todos conseguem: um cabo do 41º Batalhão sob atendimento psicológico disse que não consegue acesso ao psiquiatra – carência admitida pela corporação. “Quase morri em tiroteio e o comandante nem me agradeceu”, diz outro policial. “Estou pedindo de joelhos para sair da rua.” Atualmente, 6% dos PMs estão afastados das ruas por problemas de saúde física ou mental. “Policiais não são máquinas de produzir segurança. Sua jornada é exercida em condições adversas e extenuantes. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento se transforma em adoecimentos, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais.”, afirma, em artigo da Fiocruz, a pesquisadora Cecília Minayo. Obviamente, pessoas nesse estado não estão em condições de cumprir a contento a missão de proteger milhões de cidadãos.
Texto escrito por Hudson Corrêa e Raphael Gomide.
Revista Época, edição de 01 de fevereiro de 2016, n 920,
São Paulo, Capital.
As sentenças abaixo se referem ao conteúdo do texto, mas uma delas está ERRADA. Marque-a:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas