Foram encontradas 486 questões.
Leia o texto para responder à questão.
Quando a esposa vai embora
A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há
pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou
Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas
e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta-
-feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até
mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido
a um filme e deitaram tarde.
Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para
preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de
Maurício.
─ Ela levantou?
─ Não, permaneceu quietinha lá.
─ Então, deixa dormindo.
Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde,
Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não
despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou
para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então
ele pediu à Leonice:
─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
─ Não tem ninguém no quarto.
Maurício respirou fundo e somente disse:
─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar
fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão.
Meu vizinho das quintas-feiras, Sérgio Rodrigues, já
abordou o tema com muito mais propriedade do que eu seria
capaz, mas ele tem me irritado tanto (o tema, não o Sérgio)
que vou invadir o quintal alheio e bater na mesma tecla. De
um ano pra cá, comecei a ouvir frases do tipo “não é sobre
opinião, é sobre respeito” ou “não é sobre alimentação, é sobre saúde”, “não é sobre direitos, é sobre deveres”.
A primeira vez que me deparei com este novo uso do “sobre”, pensei que estavam falando “sobre” algum filme, livro
ou peça de teatro. A respeito de “Superman I”, por exemplo,
poderíamos dizer que “não é sobre superpoderes, é sobre
amor”. Assim como “Casa de Bonecas”, do Ibsen, “não é
sobre um casamento, é sobre a liberdade”. Prestando mais
atenção, porém, percebi que o sentido era outro. Era o “sobre” como “ter a ver com”. Trata-se de uma tradução troncha
de “it’s not about”, que os anglófonos usam a torto e a direito.
Ou melhor, nós usamos torto, eles usam direito.
(Antônio Prata, Sobre o “sobre”. Em: Folha de S.Paulo, 29.10.2017)
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Leia a charge.

(Duke. Em: otempo.com.br)
De acordo com Koch e Elias (2011), “o leitor, em seu trabalho para produzir sentido, deve levar em conta: o vocabulário e a situação de uso, os recursos sintáticos, os blocos textuais e a associação a fatos históricos, políticos, sociais, culturais, o gênero textual, o propósito comunicacional e a situação comunicativa”. Dessa forma, é coerente afirmar que a charge

(Duke. Em: otempo.com.br)
De acordo com Koch e Elias (2011), “o leitor, em seu trabalho para produzir sentido, deve levar em conta: o vocabulário e a situação de uso, os recursos sintáticos, os blocos textuais e a associação a fatos históricos, políticos, sociais, culturais, o gênero textual, o propósito comunicacional e a situação comunicativa”. Dessa forma, é coerente afirmar que a charge
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Leia o texto dos quadrinhos para responder à questão.

(GONSALES, Fernando. Níquel Náusea: Os ratos também choram. São Paulo: Ed. Bookmakers, 1999)
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Leia a tira.

Para o gato, a situação em que se encontra é
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... há uma mudança na constituição dos sujeitos que frequentam os ambientes escolares e, também, uma ampliação dos canais e meios de comunicação – fazendo
com que todos estejam aqui e em todos os lugares ao
mesmo tempo – que acabam por promover um aumento da diversidade linguística e cultural, fazendo os sujeitos se confrontarem com a grande diversidade de textos
orais e escritos que hoje circulam na sociedade.
(A.V.M. Dias, Hipercontos multissemióticos. Em: Rojo e Moura: 2012)
Para o ensino de língua materna, o exposto implica pensar
Para o ensino de língua materna, o exposto implica pensar
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Leia o texto para responder à questão.
Meu vizinho das quintas-feiras, Sérgio Rodrigues, já
abordou o tema com muito mais propriedade do que eu seria
capaz, mas ele tem me irritado tanto (o tema, não o Sérgio)
que vou invadir o quintal alheio e bater na mesma tecla. De
um ano pra cá, comecei a ouvir frases do tipo “não é sobre
opinião, é sobre respeito” ou “não é sobre alimentação, é sobre saúde”, “não é sobre direitos, é sobre deveres”.
A primeira vez que me deparei com este novo uso do “sobre”, pensei que estavam falando “sobre” algum filme, livro
ou peça de teatro. A respeito de “Superman I”, por exemplo,
poderíamos dizer que “não é sobre superpoderes, é sobre
amor”. Assim como “Casa de Bonecas”, do Ibsen, “não é
sobre um casamento, é sobre a liberdade”. Prestando mais
atenção, porém, percebi que o sentido era outro. Era o “sobre” como “ter a ver com”. Trata-se de uma tradução troncha
de “it’s not about”, que os anglófonos usam a torto e a direito.
Ou melhor, nós usamos torto, eles usam direito.
(Antônio Prata, Sobre o “sobre”. Em: Folha de S.Paulo, 29.10.2017)
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De acordo com Bakhtin, o caráter dialógico da linguagem
diz respeito
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Leia o texto para responder à questão.
Quando a esposa vai embora
A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há
pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou
Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas
e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta-
-feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até
mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido
a um filme e deitaram tarde.
Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para
preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de
Maurício.
─ Ela levantou?
─ Não, permaneceu quietinha lá.
─ Então, deixa dormindo.
Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde,
Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não
despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou
para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então
ele pediu à Leonice:
─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
─ Não tem ninguém no quarto.
Maurício respirou fundo e somente disse:
─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar
fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)
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Leia o texto de Sêneca para responder à questão.
Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos
foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem.
Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente
constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou por
nós sem que tivéssemos percebido.
O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas
a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores.
Tal como abundantes e régios recursos, quando caem
nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento,
enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados
a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa
vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela
bem dispor.
(Sêneca, Sobre a brevidade da vida. Trad. Adaptado)
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