Foram encontradas 20 questões.
2742170
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
DAD SQUARISI
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2742169
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
DAD SQUARISI
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2742168
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
DAD SQUARISI
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2742167
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
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A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
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A palavra “sequer” tem o mesmo sentido de:
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2742166
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
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A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
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homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
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No contexto da descrição da cena, essa frase assume o sentido de:
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2742165
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
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A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
país. Fala dialeto próprio, incomunicável. Compadecido, o
homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
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2742164
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
A língua como direito humano
Deu na tevê. Uma haitiana gesticula desesperada. Não chora.
Talvez tenha gastado as lágrimas. Ou o corpo, desidratado, não
pudesse desperdiçar uma gota de líquido sequer. O soldado tenta
entendê-la. Não consegue. Ela não fala francês, língua oficial do
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homem se esforça pra interpretar o código estranho. Infere que
ela quer lhe dizer onde estão corpos soterrados. Provavelmente
mãe, marido, filhos dela.
Tivesse ocorrido antes da divulgação do decreto brasileiro sobre
direitos humanos, a cena inspiraria a inclusão de outro assunto.
Trata-se da língua. Ela figuraria ao lado da salvaguarda à vida, à
educação, à segurança, ao trabalho. A razão é simples. Se
considerarmos direito humano a garantia de vida digna
independentemente de raça, sexo, idade ou religião, a língua não
pode ficar de fora. É com ela que pensamos. É com ela que nos
tornamos seres sociais sofisticados — conquistamos amigos,
educamos os filhos.
Povos e governantes lhe conhecem o poder. Os árabes só são
árabes porque falam árabe. São 23 países cuja única identidade
é o idioma. O generalíssimo Franco, pra pisar o orgulho catalão,
proibiu-os de falar catalão. As escolas também apagaram o
idioma dos currículos. Morto o ditador, o enterrado voltou à luz.
Hoje convive com o espanhol. Os judeus, quando criaram o
Estado de Israel, precisaram de uma língua nacional.
Ressuscitaram o hebraico. Nome de ruas, placas, cardápios,
livros, revistas, jornais são escritos como nos tempos idos e
vividos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos completou 60
anos. Entre os 30 mandamentos, está a manifestação livre do
pensamento. Como chegar lá sem o domínio da língua? Como
pensar sem palavras? Como expressar-se sem elas? Conclusão:
se o homem é animal racional, a língua faz a diferença. Se o
homem é animal social, a língua antecede os demais direitos.
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2166681
Ano: 2022
Disciplina: Matemática
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Matemática
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
Quatro alunos resolveram uma questão para determinar a probabilidade de ocorrer um evento. A tabela a seguir mostra o resultado obtido por cada um deles.
Aluno |
Resultado |
Antônio |
0 |
Bruno |
5/4 |
Carlos |
7/8 |
Daniel |
1 |
O aluno que, com certeza, errou o exercício, foi:
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2166680
Ano: 2022
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
Em um grupo de 18 pessoas, 5 são professores, 5 gostam de
futebol e 5 já viajaram para o exterior. Sabe-se também que 3
dessas pessoas são professores e gostam de futebol, 3 gostam
de futebol e já viajaram para o exterior, 3 são professores e já
viajaram para o exterior e que 2 são professores, gostam de
futebol e já viajaram para o exterior.
A quantidade de pessoas desse grupo que não é professor, não gosta de futebol e nunca viajou para o exterior corresponde a:
A quantidade de pessoas desse grupo que não é professor, não gosta de futebol e nunca viajou para o exterior corresponde a:
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2163782
Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
Provas:
Texto I
Perguntar é preciso?
Gustavo Bernardo
Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer
perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso
acontece?
Talvez porque as perguntas que se façam na escola não
sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que
pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes
retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas
sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de
uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a
sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é
realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem
descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”.
Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é
apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar
o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso
extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
Por que o professor precisa fazer também perguntas
autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de
uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em
resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do
que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para
o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e
responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o
principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si
mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais
eficientes.
O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma
metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar
as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito.
Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar
–por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez
perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas
a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a
oportunidade para aulas ótimas.
Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para
escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro
parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com
perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu
raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A
redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor
igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de
perguntas.
Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as
minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas,
escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora,
caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a
ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes
de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à
medida em que é formado, isto é, à medida em que o
expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por
isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam
sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas
e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê,
sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu
próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.
Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura.
Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
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