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Foram encontradas 60 questões.

2365367 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Considere as afirmativas a respeito das manchetes abaixo e analise as afirmativas que seguem.

A. “Mulher é ferida por cerca de 20 facadas e socorrida inconsciente em MS; ex-companheiro é suspeito”

(Site G1, 10/03/2019. Disponível em: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/03/10/mulher-e-ferida-por-cerca-de-20-facadas-e-socorrida-inconsciente-em-ms-ex-companheiro-e-suspeito.ghtml)

B. “Mulher é agredida com barra de ferro na cabeça; ex-marido é suspeito”

(Site Metrópoles, 09/12/2020. Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/mulher-e-agredida-com-barra-de-ferro-na-cabeca-ex-marido-e-suspeito)

I - O uso de ponto e vírgula para separar a oração final de cada manchete produz o mesmo efeito semântico de colocar o sujeito de cada uma delas na posição de agente da passiva.

II - Nos dois casos, “mulher” ocupa a posição de sujeito da oração na voz passiva, o que desvia o foco da notícia para a vítima da violência, não para o responsável por ela.

III - Em A, “por cerca de 20 facadas” exerce a mesma função sintática e semântica que “com barra de ferro na cabeça” em B.

IV - Em A, “por cerca de 20 facadas” pode ser lido como agente da passiva, contribuindo para o apagamento sobre o real perpetrador da violência.

Está correto apenas o que se afirma em:

 

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2365365 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

Enunciado 3455650-1

(Alexandre Beck, 30/06/2020. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/3394368090608473/?type=3)

Com base na leitura da tira é correto afirmar:

 

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2365364 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

A ESCOLA DE SUA CIDADE APLICA A LEI 10.639/03, UMA CONSEQUÊNCIA DA LUTA NEGRA?

Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação.

Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la.

Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer?

Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas de estudar, até a luta pelas cotas raciais nas universidades, a população negra lutou bravamente. É de conhecimento geral, inclusive da branquitude que se finge de avestruz, que a transformação na educação resulta numa transformação da sociedade.

Em 2003, uma dessas grandes batalhas resultou na Lei 10.639, que alterou as diretrizes básicas da educação para inclusão do “estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil”.

A professora emérita Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva da Universidade Federal de São Carlos integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação para as diretrizes curriculares da proposta.

Em “Uma Trajetória até a 10.639/2003”, publicado no décimo ano de vigência da lei, a professora Azoilda Loretto da Trindade, grande educadora brasileira, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se juntou aos ancestrais há poucos anos, afirma a enorme importância dessa lei para a população negra.

“A lei 10.639/2003 é consequência da luta histórica do movimento negro por justiça e equidade, contra o racismo e as desigualdades étnico-raciais. É um indicador da persistência e permanência da injustiça e da busca por equidade. Ancora-se, no caso da educação, num longo processo de exclusão da população negra do direito à educação."

“A invisibilidade é a morte em vida”, Trindade afirmava, e contra esse apagamento histórico, epistemológico e existencial lutou intensamente. Dedicou toda uma vida para que pessoas como eu tivessem oportunidades de conhecer sua história e seus antepassados nas salas de aula, deixando um legado imenso na educação antirracista, como o projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”, o qual coordenou em parceria com o canal Futura, e está disponível online.

Ao longo de sua pesquisa, Trindade explorou a importância da valorização da história da população negra no país. Em “Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros na Educação Infantil”, afirma: “A África e seus descendentes imprimiram e imprimem no Brasil valores civilizatórios, ou seja, princípios e normas que corporificam um conjunto de aspectos e características existenciais, espirituais, intelectuais e materiais, objetivas e subjetivas, que se constituíram e se constituem num processo histórico, social e cultural. E apesar do racismo, das injustiças e desigualdades sociais, essa população afrodescendente sempre afirmou a vida e, consequentemente, constitui o(s) modo(s) de sermos brasileiros e brasileiras”.

Nesse mesmo texto, em belíssima passagem, a educadora sintetiza a indignação que deve canalizar na transformação do ambiente escolar para crianças e jovens negros: “É impressionante que, por muito tempo, ninguém se preocupou com a importância de colocar, no acervo de brinquedos das crianças da educação infantil, bonecas e bonecos negros, livros infantis com imagens e personagens negros em posição de destaque, não ter mural com personagens negros, não serem trabalhadas as lendas, as histórias e a história africanas, entre outras formas de afirmação de existência e de valorização dos negros em nosso país”

Como se vê, o cumprimento da Lei 10.639 e a valorização da educação antirracista é uma medida de urgência histórica, constante e que deve ser feita por toda a sociedade civil: de diretoras aos pais, de secretarias municipais e estaduais aos órgãos de Justiça, entre tantas pessoas e instituições que devem se preocupar com a promoção do ensino histórico e político da luta da população negra brasileira, que segue resistindo neste país.

Honremos a memória de Azoilda Trindade e de tantos educadores que dedicam suas vidas às práticas antirracistas e continuemos a história de transformação da sociedade. Honremos Petronilha, Azoilda e educadores comprometidos com a educação antirracista.

(Djamila Ribeiro, Folha de S. Paulo, 18/06/2020. Disponível em: https://folha.com/ul910)

Sobre a estruturação do texto é correto afirmar:

 

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2365363 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

A ESCOLA DE SUA CIDADE APLICA A LEI 10.639/03, UMA CONSEQUÊNCIA DA LUTA NEGRA?

Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação.

Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la.

Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer?

Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas de estudar, até a luta pelas cotas raciais nas universidades, a população negra lutou bravamente. É de conhecimento geral, inclusive da branquitude que se finge de avestruz, que a transformação na educação resulta numa transformação da sociedade.

Em 2003, uma dessas grandes batalhas resultou na Lei 10.639, que alterou as diretrizes básicas da educação para inclusão do “estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil”.

A professora emérita Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva da Universidade Federal de São Carlos integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação para as diretrizes curriculares da proposta.

Em “Uma Trajetória até a 10.639/2003”, publicado no décimo ano de vigência da lei, a professora Azoilda Loretto da Trindade, grande educadora brasileira, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se juntou aos ancestrais há poucos anos, afirma a enorme importância dessa lei para a população negra.

“A lei 10.639/2003 é consequência da luta histórica do movimento negro por justiça e equidade, contra o racismo e as desigualdades étnico-raciais. É um indicador da persistência e permanência da injustiça e da busca por equidade. Ancora-se, no caso da educação, num longo processo de exclusão da população negra do direito à educação."

“A invisibilidade é a morte em vida”, Trindade afirmava, e contra esse apagamento histórico, epistemológico e existencial lutou intensamente. Dedicou toda uma vida para que pessoas como eu tivessem oportunidades de conhecer sua história e seus antepassados nas salas de aula, deixando um legado imenso na educação antirracista, como o projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”, o qual coordenou em parceria com o canal Futura, e está disponível online.

Ao longo de sua pesquisa, Trindade explorou a importância da valorização da história da população negra no país. Em “Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros na Educação Infantil”, afirma: “A África e seus descendentes imprimiram e imprimem no Brasil valores civilizatórios, ou seja, princípios e normas que corporificam um conjunto de aspectos e características existenciais, espirituais, intelectuais e materiais, objetivas e subjetivas, que se constituíram e se constituem num processo histórico, social e cultural. E apesar do racismo, das injustiças e desigualdades sociais, essa população afrodescendente sempre afirmou a vida e, consequentemente, constitui o(s) modo(s) de sermos brasileiros e brasileiras”.

Nesse mesmo texto, em belíssima passagem, a educadora sintetiza a indignação que deve canalizar na transformação do ambiente escolar para crianças e jovens negros: “É impressionante que, por muito tempo, ninguém se preocupou com a importância de colocar, no acervo de brinquedos das crianças da educação infantil, bonecas e bonecos negros, livros infantis com imagens e personagens negros em posição de destaque, não ter mural com personagens negros, não serem trabalhadas as lendas, as histórias e a história africanas, entre outras formas de afirmação de existência e de valorização dos negros em nosso país”

Como se vê, o cumprimento da Lei 10.639 e a valorização da educação antirracista é uma medida de urgência histórica, constante e que deve ser feita por toda a sociedade civil: de diretoras aos pais, de secretarias municipais e estaduais aos órgãos de Justiça, entre tantas pessoas e instituições que devem se preocupar com a promoção do ensino histórico e político da luta da população negra brasileira, que segue resistindo neste país.

Honremos a memória de Azoilda Trindade e de tantos educadores que dedicam suas vidas às práticas antirracistas e continuemos a história de transformação da sociedade. Honremos Petronilha, Azoilda e educadores comprometidos com a educação antirracista.

(Djamila Ribeiro, Folha de S. Paulo, 18/06/2020. Disponível em: https://folha.com/ul910)

“ ‘A invisibilidade é a morte em vida’, Trindade afirmava, e contra esse apagamento histórico, epistemológico e existencial lutou intensamente. Dedicou toda uma vida para que pessoas como eu tivessem oportunidades de conhecer sua história e seus antepassados nas salas de aula, deixando um legado imenso na educação antirracista, como o projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”, o qual coordenou em parceria com o canal Futura, e está disponível online.”

Sobre o trecho acima todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto:

 

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2365362 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

A ESCOLA DE SUA CIDADE APLICA A LEI 10.639/03, UMA CONSEQUÊNCIA DA LUTA NEGRA?

Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação.

Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la.

Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer?

Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas de estudar, até a luta pelas cotas raciais nas universidades, a população negra lutou bravamente. É de conhecimento geral, inclusive da branquitude que se finge de avestruz, que a transformação na educação resulta numa transformação da sociedade.

Em 2003, uma dessas grandes batalhas resultou na Lei 10.639, que alterou as diretrizes básicas da educação para inclusão do “estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil”.

A professora emérita Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva da Universidade Federal de São Carlos integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação para as diretrizes curriculares da proposta.

Em “Uma Trajetória até a 10.639/2003”, publicado no décimo ano de vigência da lei, a professora Azoilda Loretto da Trindade, grande educadora brasileira, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se juntou aos ancestrais há poucos anos, afirma a enorme importância dessa lei para a população negra.

“A lei 10.639/2003 é consequência da luta histórica do movimento negro por justiça e equidade, contra o racismo e as desigualdades étnico-raciais. É um indicador da persistência e permanência da injustiça e da busca por equidade. Ancora-se, no caso da educação, num longo processo de exclusão da população negra do direito à educação."

“A invisibilidade é a morte em vida”, Trindade afirmava, e contra esse apagamento histórico, epistemológico e existencial lutou intensamente. Dedicou toda uma vida para que pessoas como eu tivessem oportunidades de conhecer sua história e seus antepassados nas salas de aula, deixando um legado imenso na educação antirracista, como o projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”, o qual coordenou em parceria com o canal Futura, e está disponível online.

Ao longo de sua pesquisa, Trindade explorou a importância da valorização da história da população negra no país. Em “Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros na Educação Infantil”, afirma: “A África e seus descendentes imprimiram e imprimem no Brasil valores civilizatórios, ou seja, princípios e normas que corporificam um conjunto de aspectos e características existenciais, espirituais, intelectuais e materiais, objetivas e subjetivas, que se constituíram e se constituem num processo histórico, social e cultural. E apesar do racismo, das injustiças e desigualdades sociais, essa população afrodescendente sempre afirmou a vida e, consequentemente, constitui o(s) modo(s) de sermos brasileiros e brasileiras”.

Nesse mesmo texto, em belíssima passagem, a educadora sintetiza a indignação que deve canalizar na transformação do ambiente escolar para crianças e jovens negros: “É impressionante que, por muito tempo, ninguém se preocupou com a importância de colocar, no acervo de brinquedos das crianças da educação infantil, bonecas e bonecos negros, livros infantis com imagens e personagens negros em posição de destaque, não ter mural com personagens negros, não serem trabalhadas as lendas, as histórias e a história africanas, entre outras formas de afirmação de existência e de valorização dos negros em nosso país”

Como se vê, o cumprimento da Lei 10.639 e a valorização da educação antirracista é uma medida de urgência histórica, constante e que deve ser feita por toda a sociedade civil: de diretoras aos pais, de secretarias municipais e estaduais aos órgãos de Justiça, entre tantas pessoas e instituições que devem se preocupar com a promoção do ensino histórico e político da luta da população negra brasileira, que segue resistindo neste país.

Honremos a memória de Azoilda Trindade e de tantos educadores que dedicam suas vidas às práticas antirracistas e continuemos a história de transformação da sociedade. Honremos Petronilha, Azoilda e educadores comprometidos com a educação antirracista.

(Djamila Ribeiro, Folha de S. Paulo, 18/06/2020. Disponível em: https://folha.com/ul910)

Na expressão “branquitude que se finge de avestruz”, o trecho destacado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

 

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2365361 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

A ESCOLA DE SUA CIDADE APLICA A LEI 10.639/03, UMA CONSEQUÊNCIA DA LUTA NEGRA?

Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação.

Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la.

Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer?

Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas de estudar, até a luta pelas cotas raciais nas universidades, a população negra lutou bravamente. É de conhecimento geral, inclusive da branquitude que se finge de avestruz, que a transformação na educação resulta numa transformação da sociedade.

Em 2003, uma dessas grandes batalhas resultou na Lei 10.639, que alterou as diretrizes básicas da educação para inclusão do “estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil”.

A professora emérita Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva da Universidade Federal de São Carlos integrou a comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação para as diretrizes curriculares da proposta.

Em “Uma Trajetória até a 10.639/2003”, publicado no décimo ano de vigência da lei, a professora Azoilda Loretto da Trindade, grande educadora brasileira, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se juntou aos ancestrais há poucos anos, afirma a enorme importância dessa lei para a população negra.

“A lei 10.639/2003 é consequência da luta histórica do movimento negro por justiça e equidade, contra o racismo e as desigualdades étnico-raciais. É um indicador da persistência e permanência da injustiça e da busca por equidade. Ancora-se, no caso da educação, num longo processo de exclusão da população negra do direito à educação."

“A invisibilidade é a morte em vida”, Trindade afirmava, e contra esse apagamento histórico, epistemológico e existencial lutou intensamente. Dedicou toda uma vida para que pessoas como eu tivessem oportunidades de conhecer sua história e seus antepassados nas salas de aula, deixando um legado imenso na educação antirracista, como o projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira “A Cor da Cultura”, o qual coordenou em parceria com o canal Futura, e está disponível online.

Ao longo de sua pesquisa, Trindade explorou a importância da valorização da história da população negra no país. Em “Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros na Educação Infantil”, afirma: “A África e seus descendentes imprimiram e imprimem no Brasil valores civilizatórios, ou seja, princípios e normas que corporificam um conjunto de aspectos e características existenciais, espirituais, intelectuais e materiais, objetivas e subjetivas, que se constituíram e se constituem num processo histórico, social e cultural. E apesar do racismo, das injustiças e desigualdades sociais, essa população afrodescendente sempre afirmou a vida e, consequentemente, constitui o(s) modo(s) de sermos brasileiros e brasileiras”.

Nesse mesmo texto, em belíssima passagem, a educadora sintetiza a indignação que deve canalizar na transformação do ambiente escolar para crianças e jovens negros: “É impressionante que, por muito tempo, ninguém se preocupou com a importância de colocar, no acervo de brinquedos das crianças da educação infantil, bonecas e bonecos negros, livros infantis com imagens e personagens negros em posição de destaque, não ter mural com personagens negros, não serem trabalhadas as lendas, as histórias e a história africanas, entre outras formas de afirmação de existência e de valorização dos negros em nosso país”

Como se vê, o cumprimento da Lei 10.639 e a valorização da educação antirracista é uma medida de urgência histórica, constante e que deve ser feita por toda a sociedade civil: de diretoras aos pais, de secretarias municipais e estaduais aos órgãos de Justiça, entre tantas pessoas e instituições que devem se preocupar com a promoção do ensino histórico e político da luta da população negra brasileira, que segue resistindo neste país.

Honremos a memória de Azoilda Trindade e de tantos educadores que dedicam suas vidas às práticas antirracistas e continuemos a história de transformação da sociedade. Honremos Petronilha, Azoilda e educadores comprometidos com a educação antirracista.

(Djamila Ribeiro, Folha de S. Paulo, 18/06/2020. Disponível em: https://folha.com/ul910)

Considere as seguintes afirmações:

I - Os valores civilizatórios imprimidos pelos africanos e seus descendentes no Brasil justificam a ausência da cultura afro-brasileira na escola, principalmente na educação infantil.

II - O Estado deve se comprometer a fomentar um projeto de educação antirracista propondo leis como a Lei 10.693/2003, que promovam a igualdade entre todas as raças no país.

III - Ações antirracistas são aquelas que atuam na transformação das estruturas racistas das relações sociais.

IV - A importância da implementação da Lei 10.693/2003 para o avanço em direção à equidade racial no Brasil é reconhecida por estudos acadêmicos realizados desde a vigência da lei.

As afirmações que se sustentam, apoiadas na leitura do texto, são somente:

 

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"Em menos de um mês ocorrem as eleições nos EUA entre Donald Trump e Joe Biden. Para muitos no mundo, o sistema adotado para eleger o presidente americano soa arcaico e incompreensível, até mesmo uma violação ao princípio de um voto por cabeça, fundação do princípio democrático. Ao contrário do que se supõe, o sistema é não somente representativo como democrático e espelha os princípios que nortearam a criação do país."

Fonte: BELTRÃO, Hélio. Reflexão sobre o modelo americano, Folha de S. Paulo, 6 out. 2020. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-beltrao/2020/10/reflexoes-sobre-o-modelo-americano.shtml>.

Sobre o sistema político dos EUA é correto afirmar que é uma:

 

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"Conhecida por sua tradicional produção de pé de moleque, a cidade de Piranguinho, tornou-se cenário de uma iniciativa de educação que chamou atenção em meio à pandemia de Covid-19. Distante de seus alunos desde o início da quarentena a pedagoga Andréia Maria Gomes Machado não poupou esforços para encontrar uma forma de continuar ensinando os alunos a distância. Para levar o conteúdo das aulas a todos os estudantes, a professora passou a imprimir atividades e disponibilizá-las em sacolas higienizadas que ficam penduradas na grade da sua casa. A simplicidade da estratégia de Andréia em plena era digital fez sucesso na comunidade piranguinhense: comércios começaram a doar produtos de higiene, como sabonete e álcool em gel, para rechear as sacolas. A repercussão foi tamanha que Andréia recebeu convite para fazer cursos e até republicar livros seus em formato adaptado para crianças com necessidades especiais. A professora foi parabenizada inclusive pela filha do patrono da educação brasileira e grande inspiração para Andréia. 'Sempre o tive como referência nos meus estudos, a forma como ele traça propostas e práticas pedagógicas a partir da realidade de cada aluno', diz a docente que, após 31 anos trabalhando em sala de aula, conseguiu se aposentar em agosto — mas pretende continuar a dar aulas em meio à pandemia."

Fonte: Adaptado de LOPES, Larissa. Educação: as desigualdades e oportunidades escancaradas pela pandemia, Revista Galileu, 10 set. 2020. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/09/educacao-desigualdades-e-oportunidades-escancaradas-pela-pandemia.html>.

Assinale a alternativa que apresenta o nome do patrono da educação brasileira e uma de suas obras:

 

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2365369 Ano: 2020
Disciplina: Matemática
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Em vários códigos existentes no mundo é muito comum associar número a letras para construirmos número a partir de palavras.

Um empresa utiliza-se de técnicas mnemônicas e associação de números a letras, para facilitar a memorização dos ramais da empresa segundo a tabela abaixo:

SETOR

RAMAL

ACE

135

HBA

?

ECA

531

Seguindo os princípios apresentado o ramal para se falar com o setor IBA é:

Questão Anulada e Desatualizada

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2365366 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IPEFAE
Orgão: Pref. São João Boa Vista-SP

Texto para a questão.

Enunciado 3455651-1

(Alexandre Beck, 30/06/2020. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/3394368090608473/?type=3)

Com base na leitura da tira é correto afirmar:

Questão Anulada e Desatualizada

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