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2563466 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Considere o seguinte fragmento do texto e analise os itens a seguir:

“...o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos”.

I. Usando a desinência de plural na palavra professor, somente os verbos deverão ser alterados a fim de atender à concordância.

II. As ações predicadas pelos verbos saber, interessar-se e dispor-se referem-se ao professor, representado no contexto das orações pelo pronome aquele, o qual atua como sujeito.

III. A única palavra acentuada recebe acento em atenção à regra que acentua as oxítonas terminadas em e, como a palavra você.

IV. O que, nas três situações de uso, é pronome relativo.

V. Sintaticamente, o termo por tudo completa o sentido do verbo interessar-se, assim como o termo tudo completa o sentido do verbo saber.

Estão certos:

 

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2563465 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Atribua 100 pontos para cada item correto acerca do texto e 50 pontos para cada item incorreto. Após, assinale a alternativa que contém a soma correspondente a todos os pontos.

( ) Em: “... todo saber é provisório”, a palavra destacada está substantivada, isto é, não está atuando como verbo, mas ocupando o lugar de um nome, neste caso o substantivo.

( ) A palavra obsoleta, conforme o contexto em que está inserida, tem o sentido de perene.

( ) Nas palavras inquebrantáveis, instabilidade, incerteza, invenção e índices o elemento destacado é, nas cinco palavras, um prefixo de valor negativo.

( ) As duas primeiras vírgulas do segundo parágrafo separam uma expressão que, no contexto do período, é sintaticamente um aposto da “atual escola”.

( ) Os dois pontos usados no segundo parágrafo introduzem a explicação de Rui Canário sobre o quadro de instabilidades que caracteriza a atual escola.

( ) As conjunções se, mas e Assim como expressam, respectivamente: condição, adversidade e conclusão.

 

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2563464 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Use as letras C e E para identificar se os itens abaixo sobre o texto estão certos ou errados. Após, marque a alternativa que contém a sequência correta das letras, de cima para baixo.

( ) A revolução no modo como julgamos as coisas e saber lidar com a instabilidade e com as incertezas são características positivas da contemporaneidade.

( ) As mudanças advindas da tecnologia requerem novos saberes e novas habilidades, as quais, por sua vez, acabam levando à construção de novas competências e novas qualificações.

( ) A autora deixa claro que nas relações entre professores e alunos deve ser priorizada a hierarquia dos saberes, com professores competentes e responsáveis, comprometidos com a transmissão de conhecimento aos alunos.

( ) Considerando as abordagens e explicações no texto sobre a escola das incertezas, pode-se dizer que o texto pertence à tipologia descritiva.

( ) No texto predomina a linguagem referencial e o sentido denotativo das palavras.

 

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2563463 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade foi uma revolução no modo como julgamos as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra é saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos orgulhávamos de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos vemos, cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Considere as afirmações a seguir acerca das ideias abordadas no texto:

I. No início do texto, a afirmação “se antes o parâmetro era a verdade” deixa claro que uma das principais características da atual sociedade é o jogo da mentira, da intriga, da corrupção. Tal fato pôde se comprovar no período eleitoral de 2018, quando as redes sociais foram marcadas por inúmeras notícias fakes sobre os candidatos à Presidência da República.

II. Desintegração de valores, provisoriedade das coisas e enxurrada de informações são fatores, entre outros, que se contrapõem ao modelo educacional vigente, calculado em verdades e em saberes acumulados.

III. As mudanças a que todo conhecimento e toda afirmação estão sujeitos e a provisoriedade do saber, citados no terceiro parágrafo, comprovam a afirmação contida no final do primeiro parágrafo de que “a escola já não satisfaz ninguém....”, o que resulta em altos índices de evasão escolar e baixo rendimento dos alunos.

De acordo com o texto:

 

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2563462 Ano: 2018
Disciplina: Português
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A escola das incertezas e o mundo do trabalho
Viviane Mosé

Um dos grandes ganhos da contemporaneidade ........................(1) uma revolução no modo como .............................(2) as coisas. Se antes o parâmetro era a verdade, hoje a regra ..........(3) saber lidar com a instabilidade, com as incertezas. Se nos ..................................(4) de nossos princípios inquebrantáveis, hoje nos ..............................(5), cada vez mais, enredados em perspectivas que cada vez se multiplicam, em novas portas que se abrem. Vivemos, nas últimas duas décadas, uma desintegração dos valores: ninguém mais sabe o que é certo, bom, amigo, masculino, feminino, criança, futuro, corpo, presente, saúde etc. Tudo é sempre provisório, as interpretações multiplicam-se, como camadas. Vivemos uma mudança de meios, uma enxurrada de informações, o mundo vive um processo de instabilidade e incerteza econômica, social, climática, e o modelo educacional vigente nas escolas públicas e privadas, fundado em verdades, em saberes acumulados, sem espaço para a invenção e para a dúvida, não foi preparado para isso. Os altos índices de evasão escolar, o baixo rendimento dos alunos, o desinteresse e a falta de estímulo que atingem a quase todos, o aumento da violência no espaço escolar manifestam a exatidão de estruturas muito antigas e a necessidade de reconstrução. Sem perspectivas diante dos inúmeros desafios do mundo atual, a escola já não satisfaz ninguém: nem alunos, nem professores, nem gestores, nem as cidades, nem o mercado.

A atual escola, a escola das incertezas, nasce especialmente da instabilidade do trabalho e da desvalorização da formação profissional, dadas as inovações tecnológicas que criam sempre novas demandas. Mas ela resulta também de um quadro de instabilidades: climática, econômica, tecnológica, de valores, de meios, de sentidos etc. Especialmente no campo da formação profissional, diz Rui Canário, passamos de uma relação de estabilidade para uma relação de incertezas. Havia previsibilidade quando o que era oferecido na formação profissional se adequava ao mercado de trabalho. Essa estabilidade, que de modo absoluto nunca existiu, deu lugar a uma relação de incertezas. Hoje as mudanças tecnológicas inserem inovações que exigem sempre novos saberes, novas habilidades. O que faz com que durante a vida seja preciso mudar algumas vezes de qualificação e construir novas competências. Além de o imenso volume de conteúdos e conhecimentos disponíveis causar a rápida e inevitável desvalorização dos antigos conteúdos adquiridos e tornar rapidamente obsoleta uma formação universitária, por exemplo. [...]

A escola precisa entender, enfim, que todo conhecimento, toda afirmação, está sujeita a mudanças, que todo saber é provisório. Essa instabilidade no domínio do conhecimento, que antes era marcado por um conjunto de verdades, nos estimula a uma mudança nas relações de poder na escola: se todo saber é provisório, professores e alunos, juntos, devem se dedicar à produção de conhecimento, em vez da relação hierarquizada, na qual o professor detém um corpo de saberes que devem ser transmitidos aos alunos.

Assim como o saber do aluno passa a ser considerado, nessas novas relações a exigência com relação ao conteúdo acumulado do professor também é reduzida: o professor não é aquele que sabe tudo, mas aquele que se interessa por tudo, que se dispõe a conhecer junto com os alunos. Não mais uma escola que ensina – hoje sabemos que ninguém aprende o que de algum modo já não sabia, intuía, percebia -, mas uma escola que aprende e se dedica a criar sempre novas situações de aprendizagem.

A escola e os desafios contemporâneos – Civilização Brasileira – Rio de Janeiro 2014

Para completar os espaços pontilhados do 1º parágrafo do texto, empregue os verbos conforme as indicações a seguir e de acordo com a sequência numérica dos espaços.

1º. Espaço 1 - verbo ser – pretérito perfeito do modo indicativo.

2º. Espaço 2 - verbo julgar – presente do modo indicativo.

3º. Espaço 3 - verbo ser – presente do modo indicativo.

4º. Espaço 4 - verbo orgulhar-se – pretérito imperfeito do modo indicativo.

5º. Espaço 5 - verbo ver – presente do modo indicativo.

De acordo com a orientação acima, a alternativa que completa corretamente o texto é a:

 

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Com referência à Educação, os Artigos 138 e 139 da Lei Orgânica do Município de Santo Ângelo disciplinam que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, baseada na justiça social, na democracia e no respeito aos direitos humanos, ao meio ambiente e aos valores culturais, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício consciente da cidadania e sua qualificação para o trabalho. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios, entre outros:

I. Igualdade de condições para acesso e permanência na escola.

II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

III. Pluralismo de ideias e de concepção pedagógicas.

IV. Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

V. Gestão democrática do ensino.

VI. Compromisso com a luta emancipatória dos trabalhos; o combate a todas as formas de discriminação, especialmente racial, sexual e religiosa.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) representada(s) na alternativa:

 

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Sobre a jornada de trabalho, prevista no artigo 33 da Lei n0 4.216, de 2 de abril de 2018 (Plano de Carreira do Magistério do Município de Santo Ângelo), considere as seguintes afirmações:

I. A jornada de trabalho estabelecida para os professores de Educação Infantil II é de 40 horas semanais.

II. A jornada de trabalho estabelecida para o Atendimento Educacional Especializado é de 30 horas semanais.

III. Um terço das respectivas cargas horárias fica reservado para as horas atividades aos professores em regência de classe.

IV. As horas atividades correspondem ao tempo reservado para estudos, planejamento, avaliação do trabalho didático e demais atividades afins, devendo ser cumpridas, com exclusividade, na sede da unidade escolar.

Estão corretas:

 

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Sobre o Plano de Carreira e Remuneração dos Servidores Públicos Municipais do Quadro do Magistério Público de Santo Ângelo (Lei n0 4.216, de 2-4-2018), considere as proposições abaixo:

I. O progresso na carreira ocorre mediante promoção somente por antiguidade.

II. O progresso na carreira ocorre mediante promoção somente por merecimento.

III. O progresso na carreira ocorre mediante promoção por antiguidade e merecimento.

IV. O cargo de professor bilíngue foi extinto pela Lei 4.216, de 2 de abril de 2018.

De acordo com as proposições dadas:

 

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O artigo 58 e seguintes da Lei Orgânica do município de Santo Ângelo discorrem sobre o Poder Legislativo e, especificamente, sobre os Vereadores.

Analise as premissas abaixo, colocando V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) Sujeita-se à perda do mandato o vereador que fixar residência fora do município.

( ) Os vereadores têm acesso limitado aos órgãos de administração direta e indireta do município, só podendo acessar as informações mediante agenda prévia.

( ) Mesmo que se licencie do exercício da vereança, o vereador investido no cargo de Secretário Municipal perde o mandato.

( ) Foi instituída a tribuna popular nas sessões ordinárias da Câmara de Vereadores para uso de entidades representativas do município.

A sequência correta das letras, de cima par abaixo, é a da alternativa:

 

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Considere, à luz da Lei Orgânica do município de Santo Ângelo, com base no artigo 48 e seguintes, as afirmações, acerca das colocações sobre obras e serviços municipais, marcando a única alternativa incorreta.

 

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