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3344154 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES

Aviãozinho

A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo – literalmente: todas – usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de avião. Para ele aquilo é apenas outro barulho de mãe.

Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da cena – “Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho”?! – isso seria mais causa para espanto do que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca, fazendo barulho?

Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível possível consequência da minha distração – ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou, já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta que meu corpo tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.

A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado de papinha, para me salvar. Pulseira dourada. Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos... Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los Angeles. Meu pai lecionava na Ucla, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para a menina – e saí correndo.

Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu, obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina – com quem, aliás, nunca troquei nem um tímido “hello”. A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder tempo. Mas às vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer “Há a questão de uma certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Veríssimo...”. Estar assistindo à entrevista de alguma atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida de crimes acabou ali.

Post-scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado. Tinha sido destruída por um terremoto.

Mudança – As seis colunas semanais que publico no Estadão vão ser reduzidas para duas: esta, aos domingos, e uma que sairá às quintas-feiras. A mudança é a meu pedido, por nenhuma outra razão além da mais antiga que existe, a vontade de trabalhar menos. Esta seção continuará igual. Não adianta protestar, continuará.

(As mentiras que as mulheres contam. Luís Fernando Veríssimo. Editora Objetiva.)

Há coerência na indicação da passagem do texto a que se refere o pronome destacado em:

 

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3344153 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES

Aviãozinho

A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo – literalmente: todas – usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de avião. Para ele aquilo é apenas outro barulho de mãe.

Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da cena – “Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho”?! – isso seria mais causa para espanto do que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca, fazendo barulho?

Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível possível consequência da minha distração – ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou, já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta que meu corpo tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.

A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado de papinha, para me salvar. Pulseira dourada. Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos... Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los Angeles. Meu pai lecionava na Ucla, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para a menina – e saí correndo.

Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu, obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina – com quem, aliás, nunca troquei nem um tímido “hello”. A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder tempo. Mas às vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer “Há a questão de uma certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Veríssimo...”. Estar assistindo à entrevista de alguma atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida de crimes acabou ali.

Post-scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado. Tinha sido destruída por um terremoto.

Mudança – As seis colunas semanais que publico no Estadão vão ser reduzidas para duas: esta, aos domingos, e uma que sairá às quintas-feiras. A mudança é a meu pedido, por nenhuma outra razão além da mais antiga que existe, a vontade de trabalhar menos. Esta seção continuará igual. Não adianta protestar, continuará.

(As mentiras que as mulheres contam. Luís Fernando Veríssimo. Editora Objetiva.)

O principal propósito comunicativo do texto é:

 

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3344152 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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A Semana de Arte Moderna foi um evento artístico e cultural que aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo durante os dias 13 a 17 de fevereiro de 1922. Durante esta ocasião, ocorreu diversas apresentações, incluindo dança, música, recitais de poesia, exposições de pintura e escultura, bem como palestras. A respeito da Semana de Arte Moderna pode-se considerar, EXCETO:

 

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3344151 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Manifestação que envolve canto, dança e percussão de tambores. De origem africana, chegou ao Brasil através dos negros escravos. Está presente tanto no norte do Espírito Santo, nos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, como no Sul, em Cachoeiro de Itapemirim, Anchieta e Presidente Kennedy. Considerado a raiz mais primitiva do samba, difundiu-se nas regiões cafeicultoras, fato que explica a sua existência quase que exclusiva no sudeste do país.

(Disponível em: https://www.es.gov.br/cultura/folclore. Acesso em: 20/10/2023. Adaptado.)

O texto se refere a determinada manifestação cultural característica do Estado do Espirito Santo; assinale-a.

 

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3344150 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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“Sistema composto por pessoas jurídicas formadas por profissionais que se unem com um objetivo comum: fornecer produtos e serviços a preços competitivos. Trata-se de uma organização na qual cada participante detém uma parcela do negócio e, ao compartilharem a mesma estrutura administrativa e os mesmos recursos operacionais, alcançam uma notável redução de custos.” Trata-se do tipo de organização:

 

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3344149 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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A energia hidrelétrica é aquela gerada ao transformar a força da água em energia elétrica. Para aproveitar tal força, são construídas grandes infraestruturas hidráulicas capazes de extrair o máximo potencial desse recurso renovável, livre de emissões e que se origina na própria área.

(Disponível em: https://www.iberdrola.com. Acesso em: 20/10/2023.)

Apesar de ser um tipo de energia limpa e renovável, as hidrelétricas apresentam os seguintes impactos, EXCETO:

 

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3344148 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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O cargo de prefeito é escolhido através de um processo democrático para um mandato de quatro anos, tendo a possibilidade de ser reeleito, ou seja, reconduzido ao cargo consecutivamente. Dentre as suas atribuições, o prefeito representa:

 

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3344147 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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O pequeno príncipe

Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:

Enunciado 3820080-1

Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo.

(De SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O pequeno príncipe. Editora Melhoramentos, 2017.)

Um clássico da literatura infantil, o livro “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, no presente trecho, faz referência a:

 

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3344146 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Governador é um cargo político que, no Brasil, representa a autoridade que assume o governo estadual. Assim, é de responsabilidade do governador a administração e a gestão do Estado pelo qual foi eleito. Atualmente, o Brasil conta com 27 governadores, representando os 26 Estados e o Distrito Federal. A respeito da natureza do cargo de governador, é INCORRETO afirmar que:

 

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3344145 Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Santa Maria Jetibá-ES
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Iniciada em 24 de fevereiro de 2022, a Guerra na Ucrânia continua a sua escalada. Até o momento, os tristes números registram dezenas de milhares de vítimas fatais e feridos, além do deslocamento de 8 milhões de refugiados ucranianos em busca de abrigo em outras nações europeias. Adicionalmente, as ramificações deste conflito se estendem para além do aspecto humanitário, afetando, significativamente, tanto a esfera econômica quanto a política. No âmbito global, a guerra exerce influência sobre a geopolítica, acordos diplomáticos e o comércio internacional. O fator que representa o marco no inicial desta guerra é:

 

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