Foram encontradas 480 questões.
2009941
Ano: 2020
Disciplina: Saúde Pública
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Saúde Pública
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Analise as afirmativas a seguir:
I. A via intravenosa permite um efeito rápido e um grau de controle máximo sobre a quantidade de fármaco administrada. Quando injetada em bolus, toda a dose de fármaco é administrada na circulação sistêmica, quase imediatamente.
II. O botulismo é uma doença de notificação compulsória, que deve ser comunicada logo após a suspeita diagnóstica, devido à sua gravidade, a todos os níveis hierárquicos do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, pois se trata de uma emergência que impõe pronto tratamento e investigação.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A via intravenosa permite um efeito rápido e um grau de controle máximo sobre a quantidade de fármaco administrada. Quando injetada em bolus, toda a dose de fármaco é administrada na circulação sistêmica, quase imediatamente.
II. O botulismo é uma doença de notificação compulsória, que deve ser comunicada logo após a suspeita diagnóstica, devido à sua gravidade, a todos os níveis hierárquicos do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, pois se trata de uma emergência que impõe pronto tratamento e investigação.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009940
Ano: 2020
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
- Administração de MedicamentosMedicação Subcutânea
- Doenças Transmissíveis, Infecciosas e ParasitáriasDengue
Analise as afirmativas a seguir:
I. A dengue relacionada ao trabalho pode ocorrer em trabalhadores que exercem atividades em zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública e em laboratórios de pesquisa, entre outras atividades em que a exposição ocupacional do trabalhador ao bacilo que causa essa doença pode ser identificada.
II. A via de administração subcutânea oferece absorção por difusão simples, sendo mais lenta do que a via intravenosa. A injeção subcutânea minimiza os riscos de hemólise ou trombose associados à injeção intravenosa e pode proporcionar efeitos lentos, constantes e prolongados.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A dengue relacionada ao trabalho pode ocorrer em trabalhadores que exercem atividades em zonas endêmicas, em trabalhos de saúde pública e em laboratórios de pesquisa, entre outras atividades em que a exposição ocupacional do trabalhador ao bacilo que causa essa doença pode ser identificada.
II. A via de administração subcutânea oferece absorção por difusão simples, sendo mais lenta do que a via intravenosa. A injeção subcutânea minimiza os riscos de hemólise ou trombose associados à injeção intravenosa e pode proporcionar efeitos lentos, constantes e prolongados.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009939
Ano: 2020
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Analise as afirmativas a seguir:
I. O revestimento entérico é utilizado para fármacos que são irritantes ao estômago, como o ácido acetilsalicílico.
II. A absorção do fármaco desde o local de administração permite a entrada do medicamento (direta ou indiretamente) no plasma. Esse processo é denominado de biotransformação e seu objetivo é eliminar as substâncias potencialmente tóxicas presentes no medicamento do corpo do indivíduo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O revestimento entérico é utilizado para fármacos que são irritantes ao estômago, como o ácido acetilsalicílico.
II. A absorção do fármaco desde o local de administração permite a entrada do medicamento (direta ou indiretamente) no plasma. Esse processo é denominado de biotransformação e seu objetivo é eliminar as substâncias potencialmente tóxicas presentes no medicamento do corpo do indivíduo.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009938
Ano: 2020
Disciplina: Saúde Pública
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Saúde Pública
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Programa de agentes comunitários de saúde: a percepção de
usuários e trabalhadores da saúde
Por LEVY et al, 2004 (trecho de artigo adaptado).
O Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) foi
criado em junho de 1991, pelo Ministério da Saúde (MS),
visando contribuir para uma melhor qualidade de vida,
investindo maciçamente na educação em saúde. O
programa ataca de maneira objetiva e direta os problemas
cruciais da saúde materno-infantil, e o agente comunitário de
saúde (ACS) atua como elo entre as necessidades de saúde
das pessoas e o que pode ser feito para a melhoria das
condições de vida da comunidade (1,2,3).
A regulamentação da profissão ocorreu em 2002 (Lei
10.501) (4). De acordo com um levantamento realizado pelo
Departamento de Atenção Básica/SPS do Ministério da
Saúde, em outubro de 2002, estima-se, no Brasil, a existência
de 173.593 agentes comunitários em atuação, com maior
concentração na Região Nordeste (75.138 ACS).
O PACS foi efetivado no município de Bauru, estado de São
Paulo, em junho de 2000, com 22 agentes que atuam,
especificamente, na região do Jaraguá e na região do Godoy,
num total de 2.609 e 2.164 famílias atendidas,
respectivamente, em cada localidade (bairro). A partir de
julho de 2002, 26 agentes comunitários passaram a atuar
nesses mesmos bairros. Na Regional de Saúde de Bauru,
Diretoria Regional X (DIR X), entre os 38 municípios que a
compõem, sete apresentam o PACS e, no município-sede,
duas áreas são atualmente contempladas com o
desenvolvimento de atividade pelo ACS.
Cada ACS passou por treinamento, sob supervisão da
Direção Regional de Saúde, antes do início das atividades.
No contrato atual, foi realizada uma parceria entre a
Secretaria Municipal de Saúde e a SORRI (Sociedade para
Reabilitação e Reintegração do Incapacitado), que é uma
entidade não governamental com objetivo de promover a
reabilitação e educação profissional, bem como a inclusão
social de pessoas com deficiência física, sensorial, mental e
social (5).
(LEVY, Flávia Mauad; MATOS, Patrícia Elizabeth de Souza;
TOMITA, Nilce Emy. Programa de agentes comunitários de
saúde: a percepção de usuários e trabalhadores da saúde.
Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, p. 197-203,
Feb. 2004 .)
I. Na Regional de Saúde de Bauru, Diretoria Regional X (DIR X), entre os 38 municípios que a compõem, sete apresentam o PACS e nenhuma das áreas são atualmente contempladas com o desenvolvimento de atividade pelo ACS, conforme mencionado pelo texto. II. As informações presentes no texto permitem inferir que o Programa de Agentes Comunitários de Saúde visa a contribuir para uma melhor qualidade de vida, investindo maciçamente na educação em saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009937
Ano: 2020
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Influência da assistência de enfermagem na prática da
amamentação no puerpério imediato
Por BATISTA, 2013 (trecho de artigo adaptado).
A prática do aleitamento materno está relacionada a fatores
de ordem física, psicológica e social, sendo reconhecida a
influência dos profissionais de saúde envolvidos nesse
processo (MARINHO; LEAL, 2004).
A partir de 1981, o Brasil passou por importantes
transformações sociais no cenário do aleitamento materno,
com o desenvolvimento de uma política estatal, estabelecida
pelo Ministério da Saúde, focada na temática específica para
o setor de saúde (SYDRONIO, 2006). Entretanto, não
obstante o incentivo à amamentação e a sua comprovada
importância, o desmame precoce é uma realidade ainda
predominante.
Supõe-se que uma das justificativas para essa realidade seja
o fato de os profissionais de saúde terem atitudes e
discursos favoráveis ao ato de amamentar, mas muitas
vezes não estão próximos, vivenciando os momentos de
(in)sucesso da mulher no processo de lactação. O
profissional de enfermagem é o profissional que deve ser
capaz de identificar e oportunizar momentos educativos,
facilitando a amamentação, o diagnóstico e o tratamento
adequados, considerando ser ele capacitado para o trabalho
com o aleitamento materno, e que poderá atuar junto à
população, não somente prestando assistência, mas
também na promoção e educação continuada, de forma
efetiva (AMORIM; ANDRADE, 2009). Dessa forma, ter como
estratégia a promoção da saúde, reconhecendo que, entre
outros princípios, a educação e a alimentação são
fundamentais; e que deve propiciar, sobretudo, o
fortalecimento das ações comunitárias e o desenvolvimento
de habilidades pessoais (TEMPORÃO; PENELLO, 2010).
(BATISTA, Kadydja Russell de Araújo; FARIAS, Maria do
Carmo Andrade Duarte de; MELO, Wanderson dos Santos
Nunes de. Influência da assistência de enfermagem na
prática da amamentação no puerpério imediato. Saúde
debate, Rio de Janeiro, v. 37, n. 96, p. 130-138, Mar. 2013.)
I. Atualmente, o desmame precoce é o principal fator de melhora das condições de saúde dos recém-nascidos prematuros, pois as condições patogênicas do leite materno põem em risco a saúde das crianças com formação incompleta do sistema muscular, como se pode perceber a partir da leitura do texto.
II. O texto sugere que a prática do aleitamento materno está relacionada a fatores de ordem física, psicológica e social.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009936
Ano: 2020
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Influência da assistência de enfermagem na prática da
amamentação no puerpério imediato
Por BATISTA, 2013 (trecho de artigo adaptado).
A prática do aleitamento materno está relacionada a fatores
de ordem física, psicológica e social, sendo reconhecida a
influência dos profissionais de saúde envolvidos nesse
processo (MARINHO; LEAL, 2004).
A partir de 1981, o Brasil passou por importantes
transformações sociais no cenário do aleitamento materno,
com o desenvolvimento de uma política estatal, estabelecida
pelo Ministério da Saúde, focada na temática específica para
o setor de saúde (SYDRONIO, 2006). Entretanto, não
obstante o incentivo à amamentação e a sua comprovada
importância, o desmame precoce é uma realidade ainda
predominante.
Supõe-se que uma das justificativas para essa realidade seja
o fato de os profissionais de saúde terem atitudes e
discursos favoráveis ao ato de amamentar, mas muitas
vezes não estão próximos, vivenciando os momentos de
(in)sucesso da mulher no processo de lactação. O
profissional de enfermagem é o profissional que deve ser
capaz de identificar e oportunizar momentos educativos,
facilitando a amamentação, o diagnóstico e o tratamento
adequados, considerando ser ele capacitado para o trabalho
com o aleitamento materno, e que poderá atuar junto à
população, não somente prestando assistência, mas
também na promoção e educação continuada, de forma
efetiva (AMORIM; ANDRADE, 2009). Dessa forma, ter como
estratégia a promoção da saúde, reconhecendo que, entre
outros princípios, a educação e a alimentação são
fundamentais; e que deve propiciar, sobretudo, o
fortalecimento das ações comunitárias e o desenvolvimento
de habilidades pessoais (TEMPORÃO; PENELLO, 2010).
(BATISTA, Kadydja Russell de Araújo; FARIAS, Maria do
Carmo Andrade Duarte de; MELO, Wanderson dos Santos
Nunes de. Influência da assistência de enfermagem na
prática da amamentação no puerpério imediato. Saúde
debate, Rio de Janeiro, v. 37, n. 96, p. 130-138, Mar. 2013.)
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que o profissional de enfermagem é o profissional que deve ser capaz de identificar e oportunizar momentos educativos, facilitando a amamentação apenas para os recém-nascidos com idade inferior a três meses.
II. O texto procura destacar que, a partir de 1981, o Brasil passou por importantes transformações sociais favoráveis ao processo do aleitamento materno.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009935
Ano: 2020
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Enfermagem
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
A oxigenoterapia hiperbárica como terapia complementar no
tratamento do transtorno do espectro do autismo
Por FERREIRA, Luís et al. (trecho de artigo adaptado).
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), segundo a
classificação da DSM-5, insere-se nos Transtornos de
Neurodesenvolvimento e se assenta em dois critérios
fundamentais, os défices persistentes na comunicação
social e sua interação social em vários contextos e os
padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses
ou atividades. Nos défices persistentes na comunicação
social e sua interação social em vários contextos, é incluída
a comunicação verbal e não-verbal e a expressão de
emoções, que se manifestam com maior ou menor
intensidade. Os padrões restritos e repetitivos de
comportamento, interesses ou atividades estão relacionados
aos comportamentos rotineiros, hiper ou hiporreatividade a
estímulos sensoriais, demonstração de interesse fixo em
intensidade ou foco e outros comportamentos (American
Psychiatric Association, 2014)
Gillet (2014) afirma que crianças com TEA apresentam
alterações neuropsicológicas, manifestando-se em
comportamentos característicos, consoante a área do
cérebro afetada. Cody, Pelphrey e Piven (2002) se referem à
existência de anormalidades anatómicas ao nível do córtex
cerebral, sistema ventricular e o cerebelo em indivíduos com
TEA. Segundo Rossingnol e Rossingnol (2006), as crianças
com TEA têm apresentado níveis aumentados de
neuroinflamação, alteração dos níveis de citocinas e stress
oxidativo, pelo que a OHB pode contribuir para a reversão
dessas alterações melhorando os sintomas do TEA.
A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) consiste em providenciar
Oxigênio (O2) a concentrações superiores a 21%, sob
aumento de pressão (Atmospheres absolutes - ATA), com o
objetivo de melhorar a hipoperfusão e inflamação dos
tecidos. Os efeitos da OHB nos órgãos e tecidos do
organismo são multifacetados. Nessas condições, o O2
comporta-se como uma droga, provocando o aumento do
metabolismo. A OHB tem sido utilizada em múltiplas
patologias, nomeadamente nos Acidentes Vasculares
Cerebrais (Singhal, 2007), nas paralisias cerebrais (Collet et
al, 2001), no auxílio do tratamento de feridas, em caso de
intoxicação com monóxido de carbono, surdez súbita
(Undersea and Hyperbaric Medical Society, 2014),
traumatismo craniano (Rockswold, Rockswold, & Defillo,
2007), esclerose múltipla (Bennett & Heard, 2004) e outras
situações.
(FERREIRA, Luís et al. La oxigenoterapia hiperbárica como
tratamiento adyuvante en el trastorno del espectro autista.
Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, Porto,
n. 15, p. 37-44, jun. 2016.)
I. Pesquisadores fazem referência à existência de anormalidades anatômicas ao nível do córtex cerebral, sistema ventricular e o cerebelo em indivíduos com o transtorno do espectro do autismo, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que a oxigenoterapia hiperbárica consiste em providenciar Oxigênio a concentrações superiores a 0,21%, sob aumento de pressão, com o objetivo de melhorar a hipoperfusão e a inflamação dos tecidos.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009934
Ano: 2020
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Base Nacional Comum Curricular: avanços ou retrocessos na
educação matemática na infância
Por PASSOS et al, 2018 (trecho de artigo adaptado).
Na introdução do documento da área de Matemática da
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são explicitadas
algumas concepções para a Matemática escolar. Um
primeiro conceito que nos chama a atenção é o de
letramento matemático. Se nos documentos do PNAIC a
concepção de alfabetização na perspectiva do letramento se
apoiava nos estudos na área da língua materna,
considerando a ampla produção brasileira no campo do
letramento, com estudos de pesquisadoras como Angela
Kleimann, Magda Soares e Roxane Rojo, na BNCC a
concepção de letramento matemático é retirada da Matriz de
Avaliação de Matemática do Pisa 2012 (5).
Vejamos o que diz a BNCC: o Ensino Fundamental deve ter
compromisso com o desenvolvimento do letramento
matemático definido como as competências e habilidades
de raciocinar, representar, comunicar e argumentar
matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento
de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em
uma variedade de contextos, utilizando conceitos,
procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas. (Brasil,
2017, p.264)
No entanto, em consulta ao documento de referência (6)
para essa concepção de letramento, constatamos que houve
a retirada do primeiro conceito: “Letramento matemático é a
capacidade individual de formular, empregar, e interpretar a
Matemática em uma variedade de contextos”. Portanto, ao
definir letramento como competências e habilidades,
entende-se ser uma capacidade individual do estudante, não
uma constituição histórica e cultural. Como afirmam Venco
e Carneiro (2018, p.7), a BNCC será ferramenta para a
“adoção de um projeto neoliberal para a educação, o qual
persegue demandas internacionais voltadas à lógica da
mensuração de resultados e padronização mundial da
educação”.
Constata-se, em tal concepção de letramento, um
antagonismo com aquela do PNAIC, que toma os
letramentos como práticas sociais.
Entender a Alfabetização Matemática na perspectiva do
letramento impõe o constante diálogo com outras áreas do
conhecimento e, principalmente, com as práticas sociais,
sejam elas do mundo da criança, como os jogos e
brincadeiras, sejam elas do mundo adulto e de perspectivas
diferenciadas, como aquelas das diversas comunidades que
formam o campo brasileiro. (Brasil, 2014, p.15)
A concepção da BNCC, além de jogar a responsabilidade
para o sujeito – ao basear-se em competências e
habilidades –, desconsidera a pluralidade de contextos e
culturas do país, não prevendo as práticas sociais de regiões
ribeirinhas, do campo, das comunidades indígenas e
quilombolas. Venco e Carneiro (2018, p.9), apoiando-se em
Milton Santos, analisam que o sentido de “competências”
remete “à aptidão em solucionar problemas cujos resultados
possam ser mensurados [...] o padrão de competências
assume um caráter científico, mas atende diretamente aos
interesses do atual estágio do capitalismo”.
No caso de Matemática, na BNCC as competências
elencadas aproximam-se das expectativas que defendemos
para o ensino; são bastante amplas e contemplam todos os
processos matemáticos. Na parte introdutória, o texto
sinaliza para a integração das cinco unidades temáticas de
Matemática: números, álgebra, geometria, grandezas e
medidas e probabilidade e estatística. Essas unidades
“orientam a formulação de habilidades a ser desenvolvidas
ao longo do Ensino Fundamental” (Brasil, 2014, p.266). No
entanto, numa análise apurada das habilidades propostas
para cada ano, essa articulação não é explicitada. O conjunto
de habilidades elencado restringe-se à própria unidade
temática.
No que se refere às habilidades, constata-se que a redação
dada a elas se aproxima dos descritores das matrizes de
referência para as avaliações externas, o que nos sugere que
ela é uma preparação para as provas da Avaliação Nacional
da Alfabetização (ANA) e da Prova Brasil, com maior
detalhamento. Concordamos com Venco e Carneiro (2018,
p.11) que, embora haja aproximações, algumas habilidades
não têm como ser avaliadas em provas com questões
objetivas, como por exemplo, aquelas que exigem:
“construir”, “esboçar”, “medir” ou “investigar”.
(PASSOS, CÁRMEN LÚCIA BRANCAGLION; NACARATO,
ADAIR MENDES. Trajetória e perspectivas para o ensino de
Matemática nos anos iniciais. Estud. av, São Paulo, v. 32, n.
94, p. 119-135, Dec. 2018.)
I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que a BNCC joga a responsabilidade do Letramento Matemático para o sujeito – ao basear-se em competências e habilidades – e sem considerar a pluralidade de contextos e culturas do Brasil.
II. Uma das ideias presentes no texto é a de que, ao consultar o documento referência para a concepção de letramento da BNCC, pôde-se constatar que houve a retirada da primeira frase: “Letramento matemático é a capacidade individual de formular, empregar, e interpretar a Matemática em uma variedade de contextos”.
Marque a alternativa CORRETA:
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2009933
Ano: 2020
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Base Nacional Comum Curricular: avanços ou retrocessos na
educação matemática na infância
Por PASSOS et al, 2018 (trecho de artigo adaptado).
Na introdução do documento da área de Matemática da
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são explicitadas
algumas concepções para a Matemática escolar. Um
primeiro conceito que nos chama a atenção é o de
letramento matemático. Se nos documentos do PNAIC a
concepção de alfabetização na perspectiva do letramento se
apoiava nos estudos na área da língua materna,
considerando a ampla produção brasileira no campo do
letramento, com estudos de pesquisadoras como Angela
Kleimann, Magda Soares e Roxane Rojo, na BNCC a
concepção de letramento matemático é retirada da Matriz de
Avaliação de Matemática do Pisa 2012 (5).
Vejamos o que diz a BNCC: o Ensino Fundamental deve ter
compromisso com o desenvolvimento do letramento
matemático definido como as competências e habilidades
de raciocinar, representar, comunicar e argumentar
matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento
de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em
uma variedade de contextos, utilizando conceitos,
procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas. (Brasil,
2017, p.264)
No entanto, em consulta ao documento de referência (6)
para essa concepção de letramento, constatamos que houve
a retirada do primeiro conceito: “Letramento matemático é a
capacidade individual de formular, empregar, e interpretar a
Matemática em uma variedade de contextos”. Portanto, ao
definir letramento como competências e habilidades,
entende-se ser uma capacidade individual do estudante, não
uma constituição histórica e cultural. Como afirmam Venco
e Carneiro (2018, p.7), a BNCC será ferramenta para a
“adoção de um projeto neoliberal para a educação, o qual
persegue demandas internacionais voltadas à lógica da
mensuração de resultados e padronização mundial da
educação”.
Constata-se, em tal concepção de letramento, um
antagonismo com aquela do PNAIC, que toma os
letramentos como práticas sociais.
Entender a Alfabetização Matemática na perspectiva do
letramento impõe o constante diálogo com outras áreas do
conhecimento e, principalmente, com as práticas sociais,
sejam elas do mundo da criança, como os jogos e
brincadeiras, sejam elas do mundo adulto e de perspectivas
diferenciadas, como aquelas das diversas comunidades que
formam o campo brasileiro. (Brasil, 2014, p.15)
A concepção da BNCC, além de jogar a responsabilidade
para o sujeito – ao basear-se em competências e
habilidades –, desconsidera a pluralidade de contextos e
culturas do país, não prevendo as práticas sociais de regiões
ribeirinhas, do campo, das comunidades indígenas e
quilombolas. Venco e Carneiro (2018, p.9), apoiando-se em
Milton Santos, analisam que o sentido de “competências”
remete “à aptidão em solucionar problemas cujos resultados
possam ser mensurados [...] o padrão de competências
assume um caráter científico, mas atende diretamente aos
interesses do atual estágio do capitalismo”.
No caso de Matemática, na BNCC as competências
elencadas aproximam-se das expectativas que defendemos
para o ensino; são bastante amplas e contemplam todos os
processos matemáticos. Na parte introdutória, o texto
sinaliza para a integração das cinco unidades temáticas de
Matemática: números, álgebra, geometria, grandezas e
medidas e probabilidade e estatística. Essas unidades
“orientam a formulação de habilidades a ser desenvolvidas
ao longo do Ensino Fundamental” (Brasil, 2014, p.266). No
entanto, numa análise apurada das habilidades propostas
para cada ano, essa articulação não é explicitada. O conjunto
de habilidades elencado restringe-se à própria unidade
temática.
No que se refere às habilidades, constata-se que a redação
dada a elas se aproxima dos descritores das matrizes de
referência para as avaliações externas, o que nos sugere que
ela é uma preparação para as provas da Avaliação Nacional
da Alfabetização (ANA) e da Prova Brasil, com maior
detalhamento. Concordamos com Venco e Carneiro (2018,
p.11) que, embora haja aproximações, algumas habilidades
não têm como ser avaliadas em provas com questões
objetivas, como por exemplo, aquelas que exigem:
“construir”, “esboçar”, “medir” ou “investigar”.
(PASSOS, CÁRMEN LÚCIA BRANCAGLION; NACARATO,
ADAIR MENDES. Trajetória e perspectivas para o ensino de
Matemática nos anos iniciais. Estud. av, São Paulo, v. 32, n.
94, p. 119-135, Dec. 2018.)
I. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que a concepção da BNCC prevê e busca incorporar as práticas sociais de regiões ribeirinhas, do campo, das comunidades indígenas e quilombolas.
II. As informações presentes no texto permitem concluir que a Alfabetização Matemática na perspectiva do letramento está relacionada com práticas sociais, como as do mundo adulto e de perspectivas diferenciadas, como aquelas das diversas comunidades que formam o campo brasileiro.
Marque a alternativa CORRETA:
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Questão presente nas seguintes provas
2009932
Ano: 2020
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Disciplina: Pedagogia
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Santa Maria Boa Vista-PE
Provas:
Base Nacional Comum Curricular: avanços ou retrocessos na
educação matemática na infância
Por PASSOS et al, 2018 (trecho de artigo adaptado).
Na introdução do documento da área de Matemática da
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são explicitadas
algumas concepções para a Matemática escolar. Um
primeiro conceito que nos chama a atenção é o de
letramento matemático. Se nos documentos do PNAIC a
concepção de alfabetização na perspectiva do letramento se
apoiava nos estudos na área da língua materna,
considerando a ampla produção brasileira no campo do
letramento, com estudos de pesquisadoras como Angela
Kleimann, Magda Soares e Roxane Rojo, na BNCC a
concepção de letramento matemático é retirada da Matriz de
Avaliação de Matemática do Pisa 2012 (5).
Vejamos o que diz a BNCC: o Ensino Fundamental deve ter
compromisso com o desenvolvimento do letramento
matemático definido como as competências e habilidades
de raciocinar, representar, comunicar e argumentar
matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento
de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em
uma variedade de contextos, utilizando conceitos,
procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas. (Brasil,
2017, p.264)
No entanto, em consulta ao documento de referência (6)
para essa concepção de letramento, constatamos que houve
a retirada do primeiro conceito: “Letramento matemático é a
capacidade individual de formular, empregar, e interpretar a
Matemática em uma variedade de contextos”. Portanto, ao
definir letramento como competências e habilidades,
entende-se ser uma capacidade individual do estudante, não
uma constituição histórica e cultural. Como afirmam Venco
e Carneiro (2018, p.7), a BNCC será ferramenta para a
“adoção de um projeto neoliberal para a educação, o qual
persegue demandas internacionais voltadas à lógica da
mensuração de resultados e padronização mundial da
educação”.
Constata-se, em tal concepção de letramento, um
antagonismo com aquela do PNAIC, que toma os
letramentos como práticas sociais.
Entender a Alfabetização Matemática na perspectiva do
letramento impõe o constante diálogo com outras áreas do
conhecimento e, principalmente, com as práticas sociais,
sejam elas do mundo da criança, como os jogos e
brincadeiras, sejam elas do mundo adulto e de perspectivas
diferenciadas, como aquelas das diversas comunidades que
formam o campo brasileiro. (Brasil, 2014, p.15)
A concepção da BNCC, além de jogar a responsabilidade
para o sujeito – ao basear-se em competências e
habilidades –, desconsidera a pluralidade de contextos e
culturas do país, não prevendo as práticas sociais de regiões
ribeirinhas, do campo, das comunidades indígenas e
quilombolas. Venco e Carneiro (2018, p.9), apoiando-se em
Milton Santos, analisam que o sentido de “competências”
remete “à aptidão em solucionar problemas cujos resultados
possam ser mensurados [...] o padrão de competências
assume um caráter científico, mas atende diretamente aos
interesses do atual estágio do capitalismo”.
No caso de Matemática, na BNCC as competências
elencadas aproximam-se das expectativas que defendemos
para o ensino; são bastante amplas e contemplam todos os
processos matemáticos. Na parte introdutória, o texto
sinaliza para a integração das cinco unidades temáticas de
Matemática: números, álgebra, geometria, grandezas e
medidas e probabilidade e estatística. Essas unidades
“orientam a formulação de habilidades a ser desenvolvidas
ao longo do Ensino Fundamental” (Brasil, 2014, p.266). No
entanto, numa análise apurada das habilidades propostas
para cada ano, essa articulação não é explicitada. O conjunto
de habilidades elencado restringe-se à própria unidade
temática.
No que se refere às habilidades, constata-se que a redação
dada a elas se aproxima dos descritores das matrizes de
referência para as avaliações externas, o que nos sugere que
ela é uma preparação para as provas da Avaliação Nacional
da Alfabetização (ANA) e da Prova Brasil, com maior
detalhamento. Concordamos com Venco e Carneiro (2018,
p.11) que, embora haja aproximações, algumas habilidades
não têm como ser avaliadas em provas com questões
objetivas, como por exemplo, aquelas que exigem:
“construir”, “esboçar”, “medir” ou “investigar”.
(PASSOS, CÁRMEN LÚCIA BRANCAGLION; NACARATO,
ADAIR MENDES. Trajetória e perspectivas para o ensino de
Matemática nos anos iniciais. Estud. av, São Paulo, v. 32, n.
94, p. 119-135, Dec. 2018.)
I. O texto leva o leitor a concluir que a BNCC diz que o Ensino Fundamental deve ter compromisso com o desenvolvimento do letramento matemático definido como as competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente.
II. O texto sugere que, na introdução do documento de área de Matemática da Base Nacional Comum Curricular, são omitidas quaisquer concepções para a Matemática escolar.
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