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Sendo a altura do trapézio ABCD igual a 1 cm, a área do triângulo retângulo ADE vale, em cm2 ,
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A área desse retângulo, em cm2 , vale
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O efeito de sentido de humor, na tira, deve-se
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Leia o texto, para responder à questão.
Filmes em celuloide, discos de vinil – que época de ouro, que saudade! Tudo bem sujo, bem riscado, fazendo um barulho infernal.
Quanto menos desse para enxergar, quanto pior o som, mais gostoso. Mundo bom era o mundo pré-digital. De tecnologias “quentes”, sem a frieza dos zeros e uns, do código binário que hoje controla nossas vidas.
Esquecendo um pouco as artes, havia também a vida antes dos antibióticos, essas substâncias agressivas que causam tanto dano.
Aquela sim era uma era maravilhosa. Morria-se de doenças incuráveis, e, graças a isso, a evolução cumpria seu curso natural. E as vacinas, então? Só vieram para prejudicar – dizem até que provocam autismo.
Ressonância magnética? Um método do mal. Perturba as propriedades físicas do núcleo atômico, e a natureza é algo sagrado, em que nunca se deve intervir.
Cirurgias cada vez menos invasivas, conhecimentos de genética que se aprofundam... Que tempos terríveis esses em que vivemos.
Sempre é bom avisar: os parágrafos acima __________ .
Esse passadismo idealizado é conversa para hipster* dormir.
(Álvaro Pereira Júnior, Folha de S.Paulo, 18.07.2015)
*Hipster (ingl.): designação de pessoa ou grupo de pessoas que adota estilo próprio, inventando modas e tendências alternativas.
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Minha avó gostava de festa. Minha mãe gosta de festa. Eu gosto de festa.
Quando penso em dar uma festa, meu coração se anima. Muitas vezes, no meio da lista de convidados e acepipes, tenho vontade de desistir diante da trabalheira da empreitada.
Respiro, me lembro das últimas festas que dei, penso na minha avó e na minha mãe em seus mistos de alegria e tensão, e acabo seguindo em frente.
Há que comemorar, há que manter os bolos, as velas, os brindes.
Há que passar adiante o “Parabéns pra Você”, mesmo que no meio da canção tudo pareça engraçado e sem sentido. Vale a pena. Nunca me arrependi de dar uma festa. No mínimo, fico feliz de ver meus vários afetos misturados em minha casa, conversando entre si, se juntando em tranças que retornam ao novelo do meu coração.
Não sei direito o porquê, mas tenho especial prazer em ver o namorado da filha da minha amiga em papo animado com a minha sogra, por exemplo. Improváveis misturas humanas a partir de mim. Foi assim que meu pai fez amizade com a mãe do segundo marido de minha mãe.
Tuta era uma senhora sacudida. Sempre de salto alto, se maquiava muito, punha flores no cabelo, fazia discursos, cantava e tocava piano.
Tinha passado a maior parte da vida longe da família e foi resgatada por minha mãe, que, inconformada e antes tarde do que nunca, decidiu presentear seu marido com o reencontro emocionado com a mãe desgarrada. Tuta passou, então, a frequentar as festas da família.
Conviveu com o filho, a nova nora e os parentes que pouco conhecia durante algum tempo, até que Fernando se foi. Viúva, minha mãe herdou de seu amado a mãe excêntrica, que continuou a fazer seus discursos, a tocar e a cantar nas festas lá de casa até seus 98.
Um tempo depois da morte de Fernando, meu pai voltou a frequentar as festas. Também afeito à cantoria, se juntou a Tuta nas canções e até declamavam poesias. Em uma festa de aniversário que ela promoveu em seu pequeno apartamento na Tijuca, minha mãe deu de cara com uma cena curiosa: os dois sozinhos na sala. Tuta ao piano e meu pai já exibindo pela janela sua linda voz de tenor. Numa manobra do destino, meu pai virou grande amigo da mãe do segundo marido de minha mãe.
A vida faz um bom crochê. As festas ajudam. Há que celebrar.
(Denise Fraga, Há que celebrar. http://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: 24.07.2015. Adaptado)
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Minha avó gostava de festa. Minha mãe gosta de festa. Eu gosto de festa.
Quando penso em dar uma festa, meu coração se anima. Muitas vezes, no meio da lista de convidados e acepipes, tenho vontade de desistir diante da trabalheira da empreitada.
Respiro, me lembro das últimas festas que dei, penso na minha avó e na minha mãe em seus mistos de alegria e tensão, e acabo seguindo em frente.
Há que comemorar, há que manter os bolos, as velas, os brindes.
Há que passar adiante o “Parabéns pra Você”, mesmo que no meio da canção tudo pareça engraçado e sem sentido. Vale a pena. Nunca me arrependi de dar uma festa. No mínimo, fico feliz de ver meus vários afetos misturados em minha casa, conversando entre si, se juntando em tranças que retornam ao novelo do meu coração.
Não sei direito o porquê, mas tenho especial prazer em ver o namorado da filha da minha amiga em papo animado com a minha sogra, por exemplo. Improváveis misturas humanas a partir de mim. Foi assim que meu pai fez amizade com a mãe do segundo marido de minha mãe.
Tuta era uma senhora sacudida. Sempre de salto alto, se maquiava muito, punha flores no cabelo, fazia discursos, cantava e tocava piano.
Tinha passado a maior parte da vida longe da família e foi resgatada por minha mãe, que, inconformada e antes tarde do que nunca, decidiu presentear seu marido com o reencontro emocionado com a mãe desgarrada. Tuta passou, então, a frequentar as festas da família.
Conviveu com o filho, a nova nora e os parentes que pouco conhecia durante algum tempo, até que Fernando se foi. Viúva, minha mãe herdou de seu amado a mãe excêntrica, que continuou a fazer seus discursos, a tocar e a cantar nas festas lá de casa até seus 98.
Um tempo depois da morte de Fernando, meu pai voltou a frequentar as festas. Também afeito à cantoria, se juntou a Tuta nas canções e até declamavam poesias. Em uma festa de aniversário que ela promoveu em seu pequeno apartamento na Tijuca, minha mãe deu de cara com uma cena curiosa: os dois sozinhos na sala. Tuta ao piano e meu pai já exibindo pela janela sua linda voz de tenor. Numa manobra do destino, meu pai virou grande amigo da mãe do segundo marido de minha mãe.
A vida faz um bom crochê. As festas ajudam. Há que celebrar.
(Denise Fraga, Há que celebrar. http://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: 24.07.2015. Adaptado)
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Leia o texto, para responder à questão.
Filmes em celuloide, discos de vinil – que época de ouro, que saudade! Tudo bem sujo, bem riscado, fazendo um barulho infernal.
Quanto menos desse para enxergar, quanto pior o som, mais gostoso. Mundo bom era o mundo pré-digital. De tecnologias “quentes”, sem a frieza dos zeros e uns, do código binário que hoje controla nossas vidas.
Esquecendo um pouco as artes, havia também a vida antes dos antibióticos, essas substâncias agressivas que causam tanto dano.
Aquela sim era uma era maravilhosa. Morria-se de doenças incuráveis, e, graças a isso, a evolução cumpria seu curso natural. E as vacinas, então? Só vieram para prejudicar – dizem até que provocam autismo.
Ressonância magnética? Um método do mal. Perturba as propriedades físicas do núcleo atômico, e a natureza é algo sagrado, em que nunca se deve intervir.
Cirurgias cada vez menos invasivas, conhecimentos de genética que se aprofundam... Que tempos terríveis esses em que vivemos.
Sempre é bom avisar: os parágrafos acima __________ .
Esse passadismo idealizado é conversa para hipster* dormir.
(Álvaro Pereira Júnior, Folha de S.Paulo, 18.07.2015)
*Hipster (ingl.): designação de pessoa ou grupo de pessoas que adota estilo próprio, inventando modas e tendências alternativas.
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