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Considere a charge de Ricardo Manhães para responder à questão.

(https://ndmais.com.br/opiniao/charges, 11.05.2021)
Assinale a alternativa correta a respeito do ditado presente na charge.
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Considere a charge de Ricardo Manhães para responder à questão.

(https://ndmais.com.br/opiniao/charges, 11.05.2021)
Supondo que o título da charge seja reescrito, a opção mais adequada está em:
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
Considere as frases elaboradas com base no texto.
- Os seis primeiros versos e a lição de moral, o cronista sempre na lembrança.
- O autor do poema e o livro onde o texto foi publicado, o cronista não .
- Sobre o medalhão com o retrato da mãe, foi o novo dono que ao jogar Veludo ao mar.
De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa o trecho a seguir com o emprego correto do sinal indicativo de crase: Aprendíamos a dar valor...
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
A concordância verbal e nominal segue a norma-padrão da língua portuguesa na alternativa:
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
Leia os trechos do texto.
- Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. (6º parágrafo)
- Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. (7º parágrafo)
Os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do sentido do texto, por:
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
Considere os trechos do texto.
- Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886. (3º parágrafo)
- Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) (4º parágrafo)
- Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) (9º parágrafo)
Os dois-pontos introduzem a descrição do material enviado pelo amigo, e os parênteses contêm observações pessoais do cronista. Assinale a alternativa que se refere, correta e respectivamente, ao tipo de material enviado e ao intuito das observações do cronista.
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
A reescrita do trecho do primeiro parágrafo – Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes. – preserva o sentido do texto em:
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Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, uma característica das narrativas melodramáticas e uma afirmação do cronista que a confirme.
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Cão reencontrado
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor. Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário. Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral. Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao se despedir deseja que o cão console o novo dono.
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços e o atirou às ondas.
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com rancor, que a culpa era do cão.
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer, entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que
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