Para Bergue (2010), os municípios não podem ser
considerados entes isolados, mesmo sob o ponto de vista
gerencial. Embora dotados de autonomia administrativa, como
unidades da Federação, de fato dividem atributos comuns com
as localidades de seu entorno, influenciando-os e sendo por
eles influenciado. Operar em rede, portanto, longe de ser
considerado um arranjo estrutural impossível, pode, se
devidamente formatado e conduzido, significar excelentes
alternativas de produção de tecnologias de gestão, intercâmbio
de conhecimento, atuação profissional, composição de planos
de gestão em todos os níveis, especialmente o estratégico.
Nesse contexto, surgem as condições para a concepção de
estruturas multilaterais de cooperação destinadas a oferecer
suporte ao gestor público relativamente à formulação e
implementação conjunta das políticas de recursos humanos,
com fundamento constitucional no art. 39 da Constituição
Federal. Assim sendo, sobre as possibilidades de cooperação
entre municípios, no que diz respeito a gestão de pessoas,
analise as afirmativas a seguir.
I. Formulação de planos de cooperação para o
desenvolvimento (qualificação) e a utilização de habilidades
e competências pessoais.
II. Definição de configurações unilaterais de pessoas
destinadas a atender necessidades específicas,
sazonalidades, eventos não esperados etc.
III. Análise e diagnóstico das estruturas de cargos e carreiras,
visando uma relativa homogeneização de legislação,
inclusive para facilitar o processo de integração.
IV. Formulação de estratégias de convergência para as
políticas de remuneração de pessoal, reduzindo-se
eventuais disparidades acentuadas, não somente com
vistas a minimizar os efeitos dessas sobre a motivação,
comprometimento e movimentação de pessoal
(rotatividade), como para facilitar e permitir a atuação de
regime de cooperação.
V. Definição de estratégias de atuação conjuntas na prestação
de serviços em áreas como saúde, educação, segurança
etc.
Segundo Araújo e Garcia (2009), a área responsável pelo
treinamento e desenvolvimento, mais conhecida como T&D, foi
criada com o intuito de que as pessoas da organização
pudessem ser mais bem capacitadas a ocupar determinadas
posições na organização e/ou desenvolver seu potencial na
posição ocupada. Note que a T&D pode enfatizar tanto a tarefa
quanto a pessoa que vai executá-la, buscando um aprendizado
ou aprimoramento como resultado final. Muitas organizações já
se encontram em um estágio no qual as pessoas possuem
certo, ou até mesmo, um alto grau de autonomia e inter-relação
com os demais. Sendo assim, a atividade de T&D passa a
desenvolver uma visão globalizante, ou seja, o foco passa a
dirigir-se às relações interpessoais que advêm de equipes,
grupos de trabalho, relações intergrupais. É fato que cada vez
mais os gastos com programas de T&D têm sido encarados
como investimentos estratégicos, tanto a fim de condicionar
pessoas à execução de tarefas (treinar), quanto com o
propósito de ampliar o nível de conhecimento pessoal
(desenvolver). Cada organização tem seus motivos para
investir em T&D, de acordo com as suas especificidades de
atuação, demandas e potenciais. Dentre as principais
finalidades para as organizações desenvolverem e adotarem
práticas de T&D, assinale a alternativa INCORRETA.
Quando se faz referência à organização, tem-se um ambiente
que não se pode controlar todas as situações. Existem
influências de muitos fatores acometidos por meio das
interações e/ou interferências que comumente a organização
recebe. Esse cenário tem contribuído para as discussões sobre
gestão de pessoas, que envolvem relações individuais e
coletivas no trabalho (Araújo; Garcia, 2009).
Nesse sentido, em relação a gestão organizacional como ação
estratégica na área de gestão de pessoas, analise as
afirmativas a seguir.
I. As pessoas da organização, identificadas como capital
humano, contribuem para o surgimento e manutenção de
um clima organizacional favorável, eliminando eventuais
ruídos no relacionamento entre as pessoas. Porém, os
resultados nos negócios independem das convivências
estabelecidas nas relações trabalhistas, uma vez que a
estrutura organizacional é única e estável.
II. “Administração de recursos humanos” e “gestão de
pessoas” são rótulos para definir a área de atuação na
organização. A roupagem teórica e a abordagem que
envolvem os termos são as mesmas desde a implantação
do departamento de pessoal nas organizações, sejam elas
no setor privado e/ou público.
III. As novas configurações da área de gestão de pessoas têm
relação com o crescimento exponencial da tecnologia da
informação, contribuindo nas modificações sistemáticas das
organizações.
IV. O gestor de pessoas deve se ater ao processo de
comunicação, uma vez que os canais de comunicação na
atualidade evoluíram. Nisso, quanto mais a comunicação for
transparente e clara, as possibilidades de um entendimento
tornam-se maiores nas relações de trabalho.
Leia o fragmento de texto a seguir para responder a questão.
Práticas que estimulam a motivação tem sido um dos fatores
que mais provocam inquietações no cotidiano das
organizações. Atualmente, existem diversas formas de
incentivar a motivação dos colaboradores, uma vez que essa é
o resultado da interação da pessoa com a situação.
Geralmente muitos investimentos financeiros e programas são
empregados para “motivar” as pessoas em seus ambientes de
trabalho e, ainda assim, continua sendo uma preocupação
entre os gestores. Desse modo, são muitos os desafios da
gestão de pessoas ao definirem formas de planejamento do
trabalho, de modo a influenciar positivamente a motivação, a
qualidade do desempenho e, consequentemente, a satisfação
no trabalho.
Fonte: Fleury et al. (2002); Vergara (2006); Robbins (2005) (adaptado)
Ainda sobre a temática do texto anteriormente apresentado,
assinale a alternativa CORRETA.
As configurações e modelos de trabalho foram modificados e
ampliados durante e pós-pandemia da COVID-19, afetando o
cenário da gestão de pessoas e, consequentemente, as
relações humanas no ambiente corporativo (Ferreira; Caetano;
Miranda, 2023). Levando em consideração o cenário laboral
pós-pandemia da COVID-19, analise as afirmativas.
I. Empresas de pequeno, médio e grande porte precisaram se
reinventar, (re)pensar estratégias para se manterem
abertas, mantendo colaboradores e produção para enfrentar
a crise no mundo dos negócios.
II. Temas como ESG – enveronmental, social and corporate
governance (meio ambiente, social e governança), saúde
mental e bem-estar, segurança de dados, trabalho híbrido,
transformação digital, dentre outros, ainda têm uma
repercussão mais ampla nos ambientes organizacionais
mesmo após a pandemia Covid-19. III. Com a pandemia Covid-19, tendências existentes como
trabalho remoto, homeoffice fizeram com que as empresas
e instituições públicas mantivessem as condutas, uma vez
que o planejamento estratégico deve perdurar independente
da circunstância vivenciada, de modo a manter a cultura, o
modelo econômico e de gestão de pessoas intactas,
priorizando o controle e jornada de trabalho dos
colaboradores, sendo eles efetivos ou não.
IV. São muitos os desafios enfrentados pelo setor de gestão de
pessoas, a fim de garantir o alinhamento das equipes, a
cultura organizacional, bem como sua missão e os valores
atrelados às transformações necessárias para as novas
configurações laborais, que envolvem tomadas de decisões
e poder de mudanças.
V. Com a pandemia Covid-19, surgiram novos modelos de
trabalho e de gestão, modificando o modo de recrutar e
selecionar pessoas, exigindo novas estratégias e
flexibilidades nas práticas administrativas, bem como um
novo olhar para a gestão de saúde, bem-estar e qualidade
de vida dos colaboradores.
Assinale a alternativa CORRETA.
Como destaca Paladini (2012), embora seja um processo com
especificidades bem definidas, a Gestão da Qualidade é
viabilizada por um grande número de agentes, em que esses
agentes desenvolvem ações técnicas. No que se referem aos
recursos humanos, não há como deixar de observar que esses
sempre desempenharam um papel relevante no esforço pela
qualidade nas organizações. Trata-se de uma contribuição
única: eles são os agentes de transformação, ou seja, aqueles
que mudam efetivamente a história da organização em termos
de qualidade. Essa atenção aos recursos humanos torna-se
evidente pelo contínuo desenvolvimento de estratégias e
ferramentas para garantir o efetivo envolvimento das pessoas
da organização no suporte da Gestão da Qualidade. Contudo,
lidar com as especificidades dos recursos humanos é o maior
desafio da Gestão da Qualidade. Assinale a alternativa que
NÃO representa um dos desafios da Gestão da Qualidade em
relação aos recursos humanos.
Segundo Robbins (2006), no mundo contemporâneo, as
equipes têm se tornado a forma basilar de trabalho nas
organizações. Estudos indicam que o trabalho em equipe pode
melhorar o desempenho dos colaboradores quando a tarefa
pede diversas habilidades, julgamentos e experiências. Sobre o
trabalho em equipe, analise as afirmativas a seguir.
I. Uma equipe de trabalho pode gerar uma sinergia positiva
por meio do esforço coordenado.
II. As quatro formas mais comuns de equipes que podem ser
encontradas numa organização são: equipes de solução de
problemas, equipes autogerenciadas, equipes
multifuncionais e equipes virtuais.
III. As equipes virtuais são aquelas que utilizam as Tecnologias
da Informação e Comunicação para reunir seus membros,
fisicamente dispersos, e permitir que eles atinjam um
objetivo comum, podendo, na ocasião, compartilhar
informações, tomar decisões e realizar tarefas.
IV. Os fatores contextuais que parecem estar mais
significativamente relacionados ao desempenho das
equipes são: a presença de recursos adequados, uma
liderança eficaz, um clima de confiança e sistemas de
avaliação de desempenho e de recompensas que reflitam
as contribuições da equipe.
V. Nem sempre as equipes são a solução. Antes de
implementar o trabalho em equipe, o gestor deve avaliar
cuidadosamente se o trabalho requer esforço coletivo. As
equipes fazem sentido quanto existe interdependência entre
as tarefas; quando o sucesso global depende do sucesso
individual e o sucesso individual depende do sucesso
global.
Bergue (2010) comenta que a gestão pode ser entendida como
a execução de forma contínua do processo ou do ciclo
administrativo. Esse processo resulta da interação constante
de quatro elementos ou fases fundamentais: o planejamento, a
organização, a direção e o controle. O controle, então, é uma fase do processo de administrar, é parte indissociável do que
se entende por gestão. O controle, sob uma perspectiva
gerencial, pode ser definido como a função administrativa que
consiste em comparar sistematicamente os resultados
alcançados em relação aos parâmetros planejados, podendo
identificar desvios nos processos e propondo medidas de
melhoria de desempenho de uma pessoa, equipe, processo,
órgão, entidade etc. A função controle, na gestão de pessoas,
pode ser definida, em essência, como as atividades de cotejo,
verificação, acompanhamento, enfim, envolvendo a atuação
das pessoas no ambiente organizacional e os processos afetos
a essa área específica. Alguns instrumentos de controle podem
ser usados, na gestão de pessoas.
A respeito do que seriam esses instrumentos, assinale a
alternativa CORRETA.
A comunicação organizacional pode ser definida como um
processo de transferência de dados, informações ou
conhecimentos, a partir de um ponto de origem a um ponto de
destino. A comunicação pode ser modelada de forma a
evidenciar a existência de fases e componentes, cuja descrição
pode permitir melhor nível de compreensão e diagnóstico dos
seus resultados. Nesse contexto, o grau de eficácia do
processo de comunicação pode ser definido pela relação entre
o conteúdo percebido pelo receptor e o conteúdo desejado pelo
emissor. Alguns fatores são determinantes na qualidade da
comunicação, sendo: a definição dos destinatários da
mensagem, a filtragem, os ruídos, a eficácia do processo, a
definição do receptor (indivíduo ou grupo), entre outros
(Bergue, 2010, adaptado).
Sobre alguns desses fatores, analise as afirmativas a seguir. I. A definição dos destinatários da mensagem constitui o
primeiro aspecto de particular relevância na análise das
disfunções identificáveis nos processos de comunicação
organizacional na administração pública.
II. A filtragem caracteriza-se pela manipulação (seleção,
omissão, adulteração) do conteúdo da mensagem (dados,
informações ou conhecimento) pelo receptor, com o objetivo
de que seja percebida, de forma mais favorável pelo
emissor, ou seja, adequada aos fins pretendidos pelo
receptor.
III. A escolha do canal de comunicação tem significativo
impacto na determinação da eficácia da comunicação, pois
vai definir a intensidade com que o receptor é sensibilizado
pela mensagem (memorando, e-mail, cartazes, reunião,
exposição verbal nos setores etc.).
IV. A adequação da linguagem não constitui fator de eficácia do
processo de comunicação. A linguagem constitui-se dos
códigos de envio da mensagem, sendo importante destacar
que o significado das palavras não está nelas, mas nas
pessoas que as utilizam.