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Leia o texto e responda a questão.
Brasil Vilão
“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Em: “(e às vezes até dentro dele)”, há uso de acento grave na locução adverbial, o que não ocorre em:
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Brasil Vilão
“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Assinale a alternativa em que as palavras sigam as mesmas regras de acentuação de “países” e “heróis”, respectivamente:
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Brasil Vilão
“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Sobre o fragmento, “Nossa biodiversidade existencial é a primeira vítima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.”, não se pode afirmar:
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“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Sobre o emprego dos parênteses no parágrafo 3º, só não se pode afirmar:
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Brasil Vilão
“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
“Fora do campo estritamente econômico (...), o vocábulo “campo”, no excerto, apresenta valor semântico de:
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“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
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“(...) conforme ele passa a mediar todas as relações. "(parágrafo 4º).O pronome pessoal substantivo é anafórico de:
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O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Em “Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios (...)",o termo “habitual” é classificado sintaticamente como:
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Brasil Vilão
“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
Assinale a alternativa cujo excerto não apresenta valor antitético.
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“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
“(...) o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo (...)”. O fragmento e a totalidade do texto não afirmam:
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“Tornou-se habitual a divulgação copiosa de relatórios produzidos por ONGS do Primeiro Mundo sobre miséria, violência e desmatamento em países de Terceiro (...) Bem aguinhoado nos três quesitos, o Brasil é um dos alvos preferenciais desses levantamentos (...)”
O efeito prático da divulgação das estatísticas é muito positivo. Há um choque na opinião pública, as autoridades procuram se mexer para preservar a impressão de que estão fazendo alguma coisa. Cresce, de qualquer forma, a consciência dos problemas que o hábito impede cada um de nós, ao contrário do estrangeiro, de ver.
O risco é que essa mentalidade reforce o mito de que existe um maniqueísmo entre Primeiro e Terceiro Mundo, entre eles (os heróis) e nós (vilões). Desse ângulo, os países ricos seriam o paraíso dos direitos, das oportunidades iguais e da vitória do mérito, em oposição à lei da selva dos países pobres. Isso é verdade, mas não é toda a verdade.
Os países ricos reduziram a injustiça, o privilégio e o preconceito não porque foram acometidos de uma consciência moral superior, mas porque esses problemas eram obstáculos à mercantilização da sociedade como um todo. A igualdade decorre também da efeito uniformizador do dinheiro, conforme ele passa a mediar todas as relações.
Nos países pobres, ao contrário, regiões imensas da vida social ainda não foram incorporadas à lógica da mercadoria. Fora do campo estritamente econômico (e às vezes até dentro dele), nos domínios da vida familiar e pessoal, da religião, do prazer etc, não existem as regras de equivalência baseadas na impessoalidade dos direitos.
O resultado é que nessas regiões selvagens campeia tanto a violência quanto a sensualidade, tanto a desordem e o mandonismo quanto a liberdade pessoal. O sonho de todos os profetas reformadores do Brasil moderno, de Oswald de Andrade a Glauber Rocha ou Caetano Veloso, foi conciliar os valores das duas civilizações. (...)
Céticos ou crédulos, não sejamos ingênuos. A instalação de uma cultura de direitos (0 que sempre coincidiu, até agora, com q império da mercadoria) corrige defeitos ao mesmo tempo em que destrói qualidade. Nossa biodiversidade existencial é a primeira vitima nesse processo em curso, com tudo o que ela tem de ruim e bom.
(FRIAS FILHO, Otávio. De ponta-cabeça: fim de milênio em 99 artigos de jornal. São Paulo: Editora 34, 2000, p.142)
O texto aponta como razão para a redução de injustiças, privilégios e preconceitos nos países ricos:
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