Foram encontradas 387 questões.
Sabe-se que Pedro e Olavo são servidores públicos e que, juntos, têm 104 anos.
A razão entre a idade de Pedro e a idade de Olavo é igual a 3/5
.
Sendo assim, qual a diferença de idade entre eles, em anos?
Sendo assim, qual a diferença de idade entre eles, em anos?
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Em um grupo de 6 funcionários, a média salarial é de R$ 2.500,00. Um desses
funcionários, com salário mensal de R$ 4.000,00, será transferido e deixará o
grupo. Quando isso acontecer, a média salarial do grupo com os funcionários
restantes será igual a
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Pedro resolveu controlar os seus gastos mensais e, para isso, anotou em uma
folha de papel todos os seus gastos em um período de 30 dias. Ao analisar os
dados obtidos, verificou que 30% da sua receita mensal são destinados à prestação de seu imóvel, 25% são destinados à alimentação, 10% ao lazer, 15% ao
transporte e o restante ele aplica para um fundo de reserva.
Sendo assim, qual a fração de seu salário destinada para a aplicação no fundo de reserva?
Sendo assim, qual a fração de seu salário destinada para a aplicação no fundo de reserva?
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Carla está organizando sua rotina de caminhadas e corridas para otimizar seu
tempo durante a semana. Ela faz caminhada a cada 12 dias e corrida a cada 18
dias. Hoje, ela fez os dois exercícios no mesmo dia. Ela quer saber em quantos
dias as atividades voltarão a coincidir no mesmo dia.
Em quantos dias Carla novamente fará caminhada e corrida no mesmo dia?
Em quantos dias Carla novamente fará caminhada e corrida no mesmo dia?
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CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS
Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS
Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS
Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS
Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto
de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos
Manuela Mourão
O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o
gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?
Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média
de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito
mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do
ranking de animais que mais matam são os mosquitos.
Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal
chega nem aos pés dos corvos.
Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site
CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados
desde o início do monitoramento, em 2016.
Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.
Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos
EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de
sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.
“Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The
New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse
para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”
O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho
para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição
só acabou quando a especialista se mudou de casa.
Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um
alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que
podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor
multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.
Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição
incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório:
eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.
John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle,
dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua
inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que
é consideravelmente grande.
Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende
que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice,
não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra
quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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