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Foram encontradas 25 questões.

534009 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Fruta Leite-MG
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Tomie Ohtake e a esperança
O artigo de hoje pode parecer feito de retalhos, mas há uma linha que costura essa colcha e a faz inteira.
Primeiro, as matérias sobre a artista plástica Tomie Ohtake, que acaba de completar 100 anos. Poucas rugas, aquele arzinho distraído e contente, fala pouco, produz imensamente, e toda a sua arte tem sido para mim uma renovação de surpresas boas. Eu a conheci pessoalmente há uns vinte anos, no seu ateliê onde se casava um querido amigo, Arthur Nestrovski. Ela chegou, minúscula, vestida de preto, homenageada carinhosamente por todos, a mais absoluta ausência de deslumbramento. Inclinei-me, eu muito grande, ela pequena, e comentei de modo nada original: "Tomie, a vida borbulha nessas suas telas em vermelho". Ela sorriu, fez um sinal para que eu me abaixasse(C) outra vez e disse: "Eu não pinto para os críticos, pinto para me divertir" (ou "para minha alegria", algo assim). Guardei essa bela lição de vida e de trabalho. Nas entrevistas de agora, perguntaram – nada original também – como era fazer 100 anos. Ela respondeu com aquela sua simplicidade meio divertida, meio enigmática, que nunca pensa nisso. É sempre ela mesma, ainda tem saúde, e pode pintar.
Fiquei refletindo nisso enquanto pensava (a gente pode pensar mais coisas ao mesmo tempo) no desespero com que tantas mulheres se desfiguram com sucessivas plásticas e outros procedimentos, não para apenas corrigir algum defeito ou sinais de velhice prematura, mas inventando narizes que não combinam com a estrutura do rosto, repuxando pele até se assemelharem a máscaras com bocas ginecológicas que devem lhes parecer sensuais. Então viva Tomie, não só pela sua arte inigualável, mas pela postura de vida.
Segundo, já que Tomie nos dá um banho de esperança, falo aqui no contrário disso: na desesperança e desinteresse que andaram provocando posturas e composturas negativas de políticos vários, alguns hoje prisioneiros (nada políticos, como desejam afirmar). Renasceu a nossa confiança, finalmente algo aconteceu e chama a atenção de outros possíveis infratores – cuidado, a Justiça ainda existe. Lenta, confusa, arrastando processos por anos ou décadas, mas aqui e ali funciona. Mas, depois, o chuveirinho frio: quantas regalias para esses presos, enquanto as famílias dos chamados "comuns" sofrem cansaço, espera interminável, vexame e sofrimento para poderem ver seus queridos. Justiça social, tão declamada, começa em casa, penso – e procuro agir conforme. Mas, na hora de sermos iguais também na punição, achamos bem ruim esse lema. Que ninguém sofra injustamente, mas que o povo, já tão desinteressado devido às sucessivas decepções, não tenha mais um motivo para descrer na Justiça, na ordem, e no fato tantas vezes negado de que ações têm consequências – nem sempre privilégios.
Terceiro, também nessa direção: num recente encontro com empresários, pediram que eu falasse sobre família. Entre as muitas boas perguntas, um deles indagou como administrar a abundância na educação dos filhos(B). Não deve ser fácil mostrar a crianças e adolescentes que ter muito dinheiro não significa ter tudo, sem limites. A abundância habitualmente é fruto de trabalho, agora ou ontem(D); ter muito não significa ser muito feliz; há valores a ser cultivados e preservados, e passados adiante pelas gerações, a fim de que tudo não desmorone como um grande castelo erguido sobre um mangue. Talvez se possa gerir a abundância com alguma escassez: o menos é mais educativo do que o mais. Com o verdadeiro afeto que impõe limites, muito se pode fazer. Ser monetariamente privilegiado não significa necessariamente ser mal-educado, mimado, perdulário, fora da realidade. A realidade diz que para ter é preciso conquistar, e depois preservar, com ética e sensatez – sendo ética um termo tão desprivilegiado entre nós que parece fútil. Não é.
A vida pode nos passar uma bela rasteira, quer sejamos pobres, quer tenhamos abundância à nossa disposição(A). Educar – porque se ama e se cuida – é também preparar para isso.
(LUFT, Lya. Tomie Ohtake e a esperança. Revista Veja. p. 26, 4 de dezembro de 2013.)
Marque a alternativa em que as vírgulas foram usadas para separar um adjunto adverbial antecipado.
 

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527563 Ano: 2014
Disciplina: Nutrição
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Fruta Leite-MG
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Relacione as vitaminas com as suas respectivas funções:
1 - Vitamina B1
2 - Vitamina B2
3 - Vitamina B6
4 - Niacina
( ) É essencial para conversão do triptofano em niacina.
( ) Evita a pelagra.
( ) Evita fissuras nos cantos da boca e irritação dos olhos
( ) Previne o beribéri.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
 

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506291 Ano: 2014
Disciplina: Nutrição
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Fruta Leite-MG
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Sobre o leite materno, julgue as afirmativas abaixo.
I - Quando o leite materno passa da condição de colostro para leite maduro, ocorre uma redução da quantidade de proteínas e aumento da quantidade de açucares e gorduras.
II - Recomenda-se a manutenção do aleitamento em casos de mães com alguns tipos de infecção, como as do trato urinário, pois a criança continuará recebendo fatores protetores do leite materno.
III - O leite materno é um alimento completo, pois fornece todos os nutrientes de que os bebês necessitam para seu crescimento e desenvolvimento, além de fatores de proteção contra diversas doenças e de ser facilmente digerido e bem absorvido.
IV - Para o melhor controle de ocorrência de infecções, os lactários utilizam a pasteurização do leite,
enquanto, nos bancos de leite, o processo recomendado é de desinfecção química dos utensílios e não
do leite materno.
V - Casos de desnutrição materna grave podem afetar a qualidade e a quantidade de leite materno.
Estão CORRETAS as afirmativas
 

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484486 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Fruta Leite-MG
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Tomie Ohtake e a esperança
O artigo de hoje pode parecer feito de retalhos, mas há uma linha que costura essa colcha e a faz inteira.
Primeiro, as matérias sobre a artista plástica Tomie Ohtake, que acaba de completar 100 anos. Poucas rugas, aquele arzinho distraído e contente, fala pouco, produz imensamente, e toda a sua arte tem sido para mim uma renovação de surpresas boas. Eu a conheci pessoalmente há uns vinte anos, no seu ateliê onde se casava um querido amigo, Arthur Nestrovski. Ela chegou, minúscula, vestida de preto, homenageada carinhosamente por todos, a mais absoluta ausência de deslumbramento. Inclinei-me, eu muito grande, ela pequena, e comentei de modo nada original: "Tomie, a vida borbulha nessas suas telas em vermelho". Ela sorriu, fez um sinal para que eu me abaixasse outra vez e disse: "Eu não pinto para os críticos, pinto para me divertir" (ou "para minha alegria", algo assim). Guardei essa bela lição de vida e de trabalho. Nas entrevistas de agora, perguntaram – nada original também – como era fazer 100 anos. Ela respondeu com aquela sua simplicidade meio divertida, meio enigmática, que nunca pensa nisso. É sempre ela mesma, ainda tem saúde, e pode pintar.
Fiquei refletindo nisso enquanto pensava (a gente pode pensar mais coisas ao mesmo tempo) no desespero com que tantas mulheres se desfiguram com sucessivas plásticas e outros procedimentos, não para apenas corrigir algum defeito ou sinais de velhice prematura, mas inventando narizes que não combinam com a estrutura do rosto, repuxando pele até se assemelharem a máscaras com bocas ginecológicas que devem lhes parecer sensuais. Então viva Tomie, não só pela sua arte inigualável, mas pela postura de vida.
Segundo, já que Tomie nos dá um banho de esperança, falo aqui no contrário disso: na desesperança e desinteresse que andaram provocando posturas e composturas negativas de políticos vários, alguns hoje prisioneiros (nada políticos, como desejam afirmar). Renasceu a nossa confiança, finalmente algo aconteceu e chama a atenção de outros possíveis infratores – cuidado, a Justiça ainda existe. Lenta, confusa, arrastando processos por anos ou décadas, mas aqui e ali funciona. Mas, depois, o chuveirinho frio: quantas regalias para esses presos, enquanto as famílias dos chamados "comuns" sofrem cansaço, espera interminável, vexame e sofrimento para poderem ver seus queridos. Justiça social, tão declamada, começa em casa, penso – e procuro agir conforme. Mas, na hora de sermos iguais também na punição, achamos bem ruim esse lema. Que ninguém sofra injustamente, mas que o povo, já tão desinteressado devido às sucessivas decepções, não tenha mais um motivo para descrer na Justiça, na ordem, e no fato tantas vezes negado de que ações têm consequências – nem sempre privilégios.
Terceiro, também nessa direção: num recente encontro com empresários, pediram que eu falasse sobre família. Entre as muitas boas perguntas, um deles indagou como administrar a abundância na educação dos filhos. Não deve ser fácil mostrar a crianças e adolescentes que ter muito dinheiro não significa ter tudo, sem limites. A abundância habitualmente é fruto de trabalho, agora ou ontem; ter muito não significa ser muito feliz; há valores a ser cultivados e preservados, e passados adiante pelas gerações, a fim de que tudo não desmorone como um grande castelo erguido sobre um mangue. Talvez se possa gerir a abundância com alguma escassez: o menos é mais educativo do que o mais. Com o verdadeiro afeto que impõe limites, muito se pode fazer. Ser monetariamente privilegiado não significa necessariamente ser mal-educado, mimado, perdulário, fora da realidade. A realidade diz que para ter é preciso conquistar, e depois preservar, com ética e sensatez – sendo ética um termo tão desprivilegiado entre nós que parece fútil. Não é.
A vida pode nos passar uma bela rasteira, quer sejamos pobres, quer tenhamos abundância à nossa disposição. Educar – porque se ama e se cuida – é também preparar para isso.
(LUFT, Lya. Tomie Ohtake e a esperança. Revista Veja. p. 26, 4 de dezembro de 2013.)
Considere o trecho: “Ser monetariamente privilegiado não significa necessariamente ser mal-educado, mimado, perdulário, fora da realidade.”
Marque a alternativa que apresenta o termo que NÃO poderia ser usado com o mesmo valor semântico da palavra negritada acima.
 

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484334 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia de Alimentos
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Fruta Leite-MG
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Servir alimentos seguros significa oferecer alimentos livres de contaminações. A contaminação ocorre quando há, no alimento, a presença de partículas, substâncias ou microrganismos que sejam considerados nocivos à saúde humana ou que comprometam a sua integridade.
Sobre os tipos de contaminação, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
 

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