Foram encontradas 50 questões.
Comida é dinheiro vivo
Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o
resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir
o-vivo-1.2223796
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Comida é dinheiro vivo
Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o
resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
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"Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar."
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Comida é dinheiro vivo
Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o
resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
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"Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais."
Assinale a alternativa que justifica corretamente o uso da crase em "às reações".
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Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o
resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
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o-vivo-1.2223796
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Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o
resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
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"Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica."
Sobre as palavras destacadas na frase (penúria, árvore, genealógica, será, e três), analise as regras de acentuação gráfica e assinale a alternativa cuja regra esteja incorreta.
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guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
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"Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia."
Assinale a alternativa que explica corretamente a relação entre os elementos envolvidos na concordância dessa frase.
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resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
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resto pode ser usado de noite ou completar o próximo
cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
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cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha
apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de
guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração
apertado.
Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um
purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes
de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é
dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos
cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às
reações dos demais comensais.
Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu
prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida
para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à
toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do
tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se
esnobar uma vez pode faltar depois.
Existe o compromisso social no ato de repetir, não
devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá
terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir
do senso de responsabilidade.
Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo
− a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos.
Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao
porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do
bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar
alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai
comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente
passando necessidade, pense na gravidade do ato
intencional de colocar fora? Será uma maldição de
penúria para três gerações de sua árvore genealógica.
Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A
diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que
falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança
de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha
que o garçom está mentindo ou exagerando quando
avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar
para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à
mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado.
Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para
uma pessoa e meia.
Para se vingar da matemática injusta dos
estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer
sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma
folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de
batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a
história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como
desculpa, alegará que é para o cachorro.
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Questão presente nas seguintes provas
A Resolução CNE/CEB nº 1, de 25 de maio de 2021,
prevê regras importantes acerca da educação de
jovens e adultos. Acerca do assunto, marque (V) para
as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
(__) O Ensino Médio na EJA exige uma carga horária mínima de 1.600 horas, com formação exclusivamente técnica.
(__) Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a carga horária destinada à alfabetização inicial é de pelo menos 300 horas, divididas igualmente entre alfabetização e matemática.
(__) A EJA não permite flexibilização do tempo para cumprimento da carga horária, sendo obrigatória a conclusão dentro do período estipulado.
(__) A EJA é organizada em regime bimestral.
A sequência está correta em:
(__) O Ensino Médio na EJA exige uma carga horária mínima de 1.600 horas, com formação exclusivamente técnica.
(__) Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a carga horária destinada à alfabetização inicial é de pelo menos 300 horas, divididas igualmente entre alfabetização e matemática.
(__) A EJA não permite flexibilização do tempo para cumprimento da carga horária, sendo obrigatória a conclusão dentro do período estipulado.
(__) A EJA é organizada em regime bimestral.
A sequência está correta em:
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