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Leia o Texto 1 para responder às questões de 1 a 10.
TEXTO 1
Professor faz análise sobre a importância do servidor público para a sociedade
Cícero Péricles ressalta que a atuação vai além dos tempos de pandemia.
Por Ascom Ufal 29/10/2020 12h38min.
O setor público e seus servidores nunca estiveram tão presentes na vida social e na agenda política dos estados nestes últimos meses. Para Cícero Péricles, economista e professor da Ufal, de uma hora para outra, nomes, rostos, histórias e feitos de pessoas ligadas a instituições públicas se avolumaram em publicações de sites, mídias sociais e demais veículos de comunicação. “O setor, de quase invisível, passou a ter seu valor considerado como indispensável para o bem-estar e o bom andamento da sociedade”, reforçou.
Segundo Péricles, um dos principais exemplos disso vem da área de saúde. “Desde o início da pandemia da covid-19, o setor parece ter crescido de tamanho e importância, com os relatos de profissionais empenhados em salvar pacientes, ou que, infelizmente, comprometeram a própria vida no desempenho de suas funções. A rede pública de saúde, com seus hospitais, postos de atendimento, equipes de saúde familiar e seus milhares de funcionários, parece ter ficado maior e mais presente, tal é a centralidade de sua existência na vida de toda a população. Mas, não. Essa rede atuava com os mesmos equipamentos, os mesmos procedimentos e o mesmo contingente de pessoas, faz um longo tempo. Um trabalho dedicado e abnegado que, muitas vezes, é dimensionado apenas pelos números frios das estatísticas de atendimento”, afirmou.
Além da saúde, o professor enfatiza também o papel da educação, cuja rede pública escolar teve de suspender suas atividades em março. “Desde então, há um debate sobre a volta às aulas presenciais que interessa a um milhão de crianças e jovens alagoanos das escolas de ensino básico, municipais e estaduais, e do ensino superior estadual [Uncisal e Uneal] e federal [Ufal e Ifal]. A interrupção das aulas trouxe uma série de desdobramentos. Ela mexeu com as perspectivas de futuro dessas crianças e jovens, alterou suas rotinas, assim como a de seus pais, mães e familiares. De repente, se descobriu o quanto as escolas e as universidades são extensões de nossa casa e cotidiano. E quem sabe daí não surja uma nova maneira de reconhecer o papel de educadores, educadoras e demais servidores públicos na construção da trajetória de cada estudante”, ressaltou.
Péricles revela que na área da assistência social ficou ainda mais evidente a presença pública com o auxílio emergencial. “O benefício construído no Congresso, formalizado pelo Ministério da Cidadania e operacionalizado por um banco público, a Caixa Econômica, chegou às mãos de 1,2 milhão de alagoanos, quase toda a população. Foram esses agentes públicos, por meio de seus funcionários, que projetaram aplicativos, encaminharam documentações, trabalharam em duplas jornadas para garantir a chegada dos recursos a todos os beneficiários”, confirmou.
O docente lembra, ainda, que os municípios estão em plena campanha das eleições locais e destaca: “Em cada localidade, candidatos a prefeito e a vereador defendem a presença do setor público municipal nas áreas em que as prefeituras devem cumprir seu papel constitucional. Todos esses setores dependem da presença de funcionários que tornam possível a tramitação de ações, processos e programas institucionais, que fazem a mediação entre as demandas do público e os agentes legisladores e executores”.
Abaixo da média
De acordo com o professor, existe, atualmente, um debate sobre o tamanho do Estado e, naturalmente, da administração pública. “Recentemente, a OCDE [Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico] revelou que, comparado com os países da OCDE, o percentual do Brasil de 12,5% de servidores públicos em relação à população empregada está bem abaixo da média de países desenvolvidos, que é de 22%. Até mesmo os Estados Unidos, um dos países de economia mais liberal, têm uma média de 15,8%. O estado Banca 3 de 14 IBGP Concurso Campo Belo – Edital nº 01 brasileiro, com a administração pública, suas estatais, o sistema financeiro federal e seu conjunto de servidores, é ainda pequeno para as necessidades sociais atendidas pelo setor público”, revelou.
E completa: “Em Alagoas, um conjunto de 179 mil trabalhadores formam a administração pública no Estado. São 42 mil funcionários estaduais, 17 mil federais e 120 mil servidores municipais. São eles e elas que sustentam todas essas instituições públicas, mesmo sendo um contingente deficitário para uma sociedade de 3,3 milhões de habitantes. O Estado ainda não universalizou o acesso à saúde pública, tem parte de sua população em idade escolar fora das instituições de ensino, com grandes demandas no atendimento das necessidades sociais, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com a melhoria e a ampliação da qualidade do serviço público, é possível garantir a todos esses direitos constitucionais, assim como o direito à moradia e o acesso a terra, segurança e vida cultural”.
Péricles fala sobre mudanças na administração pública que estão em processo de discussão. “Neste momento, articula-se no Congresso Nacional uma proposta do governo federal de uma reforma administrativa que, estranhamente, deixa de fora militares, juízes e parlamentares. É quase exclusiva para os setores e servidores que atendem diretamente à população. Uma proposta centrada numa visão estritamente liberal, orientando-se apenas pela lógica de desmonte, com cortes, limitações e redução de direitos trabalhistas”, reforçou.
Ele reforça que “a privatização de algumas áreas vitais do serviço público penaliza tanto os servidores como a população que delas dependem. Mas, como essa proposta não é nova, nem original, a sociedade brasileira saberá rejeitar. Sem o setor público e suas instituições, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura, planejamento e mobilidade urbana não existiriam. Para que o setor público exista e funcione, depende da presença de servidores, os funcionários públicos. São eles que garantem, assim, a vida social e os direitos constitucionais da cidadania”.
Disponível em: https://ufal.br/servidor/noticias/2020/10/professor-faz-analise-sobre-a-importancia-do-servidor-publico-para-a-sociedade. Acesso em: 14 de agosto de 2021. (Adaptado).
O valor semântico do adjunto adverbial destacado no trecho “Desde o início da pandemia da covid-19, o setor...” SÓ NÃO se repete em:
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TEXTO 1
Professor faz análise sobre a importância do servidor público para a sociedade
Cícero Péricles ressalta que a atuação vai além dos tempos de pandemia.
Por Ascom Ufal 29/10/2020 12h38min.
O setor público e seus servidores nunca estiveram tão presentes na vida social e na agenda política dos estados nestes últimos meses. Para Cícero Péricles, economista e professor da Ufal, de uma hora para outra, nomes, rostos, histórias e feitos de pessoas ligadas a instituições públicas se avolumaram em publicações de sites, mídias sociais e demais veículos de comunicação. “O setor, de quase invisível, passou a ter seu valor considerado como indispensável para o bem-estar e o bom andamento da sociedade”, reforçou.
Segundo Péricles, um dos principais exemplos disso vem da área de saúde. “Desde o início da pandemia da covid-19, o setor parece ter crescido de tamanho e importância, com os relatos de profissionais empenhados em salvar pacientes, ou que, infelizmente, comprometeram a própria vida no desempenho de suas funções. A rede pública de saúde, com seus hospitais, postos de atendimento, equipes de saúde familiar e seus milhares de funcionários, parece ter ficado maior e mais presente, tal é a centralidade de sua existência na vida de toda a população. Mas, não. Essa rede atuava com os mesmos equipamentos, os mesmos procedimentos e o mesmo contingente de pessoas, faz um longo tempo. Um trabalho dedicado e abnegado que, muitas vezes, é dimensionado apenas pelos números frios das estatísticas de atendimento”, afirmou.
Além da saúde, o professor enfatiza também o papel da educação, cuja rede pública escolar teve de suspender suas atividades em março. “Desde então, há um debate sobre a volta às aulas presenciais que interessa a um milhão de crianças e jovens alagoanos das escolas de ensino básico, municipais e estaduais, e do ensino superior estadual [Uncisal e Uneal] e federal [Ufal e Ifal]. A interrupção das aulas trouxe uma série de desdobramentos. Ela mexeu com as perspectivas de futuro dessas crianças e jovens, alterou suas rotinas, assim como a de seus pais, mães e familiares. De repente, se descobriu o quanto as escolas e as universidades são extensões de nossa casa e cotidiano. E quem sabe daí não surja uma nova maneira de reconhecer o papel de educadores, educadoras e demais servidores públicos na construção da trajetória de cada estudante”, ressaltou.
Péricles revela que na área da assistência social ficou ainda mais evidente a presença pública com o auxílio emergencial. “O benefício construído no Congresso, formalizado pelo Ministério da Cidadania e operacionalizado por um banco público, a Caixa Econômica, chegou às mãos de 1,2 milhão de alagoanos, quase toda a população. Foram esses agentes públicos, por meio de seus funcionários, que projetaram aplicativos, encaminharam documentações, trabalharam em duplas jornadas para garantir a chegada dos recursos a todos os beneficiários”, confirmou.
O docente lembra, ainda, que os municípios estão em plena campanha das eleições locais e destaca: “Em cada localidade, candidatos a prefeito e a vereador defendem a presença do setor público municipal nas áreas em que as prefeituras devem cumprir seu papel constitucional. Todos esses setores dependem da presença de funcionários que tornam possível a tramitação de ações, processos e programas institucionais, que fazem a mediação entre as demandas do público e os agentes legisladores e executores”.
Abaixo da média
De acordo com o professor, existe, atualmente, um debate sobre o tamanho do Estado e, naturalmente, da administração pública. “Recentemente, a OCDE [Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico] revelou que, comparado com os países da OCDE, o percentual do Brasil de 12,5% de servidores públicos em relação à população empregada está bem abaixo da média de países desenvolvidos, que é de 22%. Até mesmo os Estados Unidos, um dos países de economia mais liberal, têm uma média de 15,8%. O estado Banca 3 de 14 IBGP Concurso Campo Belo – Edital nº 01 brasileiro, com a administração pública, suas estatais, o sistema financeiro federal e seu conjunto de servidores, é ainda pequeno para as necessidades sociais atendidas pelo setor público”, revelou.
E completa: “Em Alagoas, um conjunto de 179 mil trabalhadores formam a administração pública no Estado. São 42 mil funcionários estaduais, 17 mil federais e 120 mil servidores municipais. São eles e elas que sustentam todas essas instituições públicas, mesmo sendo um contingente deficitário para uma sociedade de 3,3 milhões de habitantes. O Estado ainda não universalizou o acesso à saúde pública, tem parte de sua população em idade escolar fora das instituições de ensino, com grandes demandas no atendimento das necessidades sociais, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com a melhoria e a ampliação da qualidade do serviço público, é possível garantir a todos esses direitos constitucionais, assim como o direito à moradia e o acesso a terra, segurança e vida cultural”.
Péricles fala sobre mudanças na administração pública que estão em processo de discussão. “Neste momento, articula-se no Congresso Nacional uma proposta do governo federal de uma reforma administrativa que, estranhamente, deixa de fora militares, juízes e parlamentares. É quase exclusiva para os setores e servidores que atendem diretamente à população. Uma proposta centrada numa visão estritamente liberal, orientando-se apenas pela lógica de desmonte, com cortes, limitações e redução de direitos trabalhistas”, reforçou.
Ele reforça que “a privatização de algumas áreas vitais do serviço público penaliza tanto os servidores como a população que delas dependem. Mas, como essa proposta não é nova, nem original, a sociedade brasileira saberá rejeitar. Sem o setor público e suas instituições, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura, planejamento e mobilidade urbana não existiriam. Para que o setor público exista e funcione, depende da presença de servidores, os funcionários públicos. São eles que garantem, assim, a vida social e os direitos constitucionais da cidadania”.
Disponível em: https://ufal.br/servidor/noticias/2020/10/professor-faz-analise-sobre-a-importancia-do-servidor-publico-para-a-sociedade. Acesso em: 14 de agosto de 2021. (Adaptado).
Em relação aos verbos de dizer (dicendi) usados no Texto 1, é INCORRETO afirmar que:
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdeSubsistemasArt. 19-I: Subsistema de Atendimento e Internação Domiciliar
Para que a Política de Saúde se efetive faz se necessário que a Lei nº 8080/90 se expanda, e que a assistência domiciliar seja realizada. Para tanto, sobre os critérios para a inclusão do usuário na Assistência Domiciliar na Atenção Básica (ADAB), analise as afirmativas a seguir:
I- Estar com a condição clínica comprometida e grau de perda funcional e dependência para a realização das atividades da vida diária.
II- Usuário com 78 anos, residente em apartamento de luxo na região Centro-Oeste de Minas Gerais, em condições financeiras para arcar com o atendimento particular.
III- Ser morador do território da Unidade Básica de Saúde que lhe prestará assistência.
IV- A equipe de saúde deve avaliar as condições do domicílio do usuário para viabilizar a assistência domiciliar.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Durante surtos e epidemias, a Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família (APS/ESF) tem papel fundamental na resposta global à doença em questão. Considerando a transmissão comunitária da COVID-19, é imprescindível que os profissionais e os serviços de APS/ESF estejam preparados para lidar com o novo coronavírus. O manejo de pessoas com suspeita no contexto da APS/ESF inclui, EXCETO:
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- Nocões BásicasHardwareConceitos de Hardware
- Nocões BásicasHardwarePlaca Mãe
- Nocões BásicasSoftwareClassificação dos Softwares
Sobre hardware e software, analise as afirmativas a seguir:
I- Softwares são programas de computadores.
II- O Windows 10 é exemplo de um hardware.
III- Placa-mãe é um software instalado dentro do computador.
IV- Existem dois tipos de hardware no computador: os internos e os externos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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TEXTO 1
Professor faz análise sobre a importância do servidor público para a sociedade
Cícero Péricles ressalta que a atuação vai além dos tempos de pandemia.
Por Ascom Ufal 29/10/2020 12h38min.
O setor público e seus servidores nunca estiveram tão presentes na vida social e na agenda política dos estados nestes últimos meses. Para Cícero Péricles, economista e professor da Ufal, de uma hora para outra, nomes, rostos, histórias e feitos de pessoas ligadas a instituições públicas se avolumaram em publicações de sites, mídias sociais e demais veículos de comunicação. “O setor, de quase invisível, passou a ter seu valor considerado como indispensável para o bem-estar e o bom andamento da sociedade”, reforçou.
Segundo Péricles, um dos principais exemplos disso vem da área de saúde. “Desde o início da pandemia da covid-19, o setor parece ter crescido de tamanho e importância, com os relatos de profissionais empenhados em salvar pacientes, ou que, infelizmente, comprometeram a própria vida no desempenho de suas funções. A rede pública de saúde, com seus hospitais, postos de atendimento, equipes de saúde familiar e seus milhares de funcionários, parece ter ficado maior e mais presente, tal é a centralidade de sua existência na vida de toda a população. Mas, não. Essa rede atuava com os mesmos equipamentos, os mesmos procedimentos e o mesmo contingente de pessoas, faz um longo tempo. Um trabalho dedicado e abnegado que, muitas vezes, é dimensionado apenas pelos números frios das estatísticas de atendimento”, afirmou.
Além da saúde, o professor enfatiza também o papel da educação, cuja rede pública escolar teve de suspender suas atividades em março. “Desde então, há um debate sobre a volta às aulas presenciais que interessa a um milhão de crianças e jovens alagoanos das escolas de ensino básico, municipais e estaduais, e do ensino superior estadual [Uncisal e Uneal] e federal [Ufal e Ifal]. A interrupção das aulas trouxe uma série de desdobramentos. Ela mexeu com as perspectivas de futuro dessas crianças e jovens, alterou suas rotinas, assim como a de seus pais, mães e familiares. De repente, se descobriu o quanto as escolas e as universidades são extensões de nossa casa e cotidiano. E quem sabe daí não surja uma nova maneira de reconhecer o papel de educadores, educadoras e demais servidores públicos na construção da trajetória de cada estudante”, ressaltou.
Péricles revela que na área da assistência social ficou ainda mais evidente a presença pública com o auxílio emergencial. “O benefício construído no Congresso, formalizado pelo Ministério da Cidadania e operacionalizado por um banco público, a Caixa Econômica, chegou às mãos de 1,2 milhão de alagoanos, quase toda a população. Foram esses agentes públicos, por meio de seus funcionários, que projetaram aplicativos, encaminharam documentações, trabalharam em duplas jornadas para garantir a chegada dos recursos a todos os beneficiários”, confirmou.
O docente lembra, ainda, que os municípios estão em plena campanha das eleições locais e destaca: “Em cada localidade, candidatos a prefeito e a vereador defendem a presença do setor público municipal nas áreas em que as prefeituras devem cumprir seu papel constitucional. Todos esses setores dependem da presença de funcionários que tornam possível a tramitação de ações, processos e programas institucionais, que fazem a mediação entre as demandas do público e os agentes legisladores e executores”.
Abaixo da média
De acordo com o professor, existe, atualmente, um debate sobre o tamanho do Estado e, naturalmente, da administração pública. “Recentemente, a OCDE [Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico] revelou que, comparado com os países da OCDE, o percentual do Brasil de 12,5% de servidores públicos em relação à população empregada está bem abaixo da média de países desenvolvidos, que é de 22%. Até mesmo os Estados Unidos, um dos países de economia mais liberal, têm uma média de 15,8%. O estado Banca 3 de 14 IBGP Concurso Campo Belo – Edital nº 01 brasileiro, com a administração pública, suas estatais, o sistema financeiro federal e seu conjunto de servidores, é ainda pequeno para as necessidades sociais atendidas pelo setor público”, revelou.
E completa: “Em Alagoas, um conjunto de 179 mil trabalhadores formam a administração pública no Estado. São 42 mil funcionários estaduais, 17 mil federais e 120 mil servidores municipais. São eles e elas que sustentam todas essas instituições públicas, mesmo sendo um contingente deficitário para uma sociedade de 3,3 milhões de habitantes. O Estado ainda não universalizou o acesso à saúde pública, tem parte de sua população em idade escolar fora das instituições de ensino, com grandes demandas no atendimento das necessidades sociais, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com a melhoria e a ampliação da qualidade do serviço público, é possível garantir a todos esses direitos constitucionais, assim como o direito à moradia e o acesso a terra, segurança e vida cultural”.
Péricles fala sobre mudanças na administração pública que estão em processo de discussão. “Neste momento, articula-se no Congresso Nacional uma proposta do governo federal de uma reforma administrativa que, estranhamente, deixa de fora militares, juízes e parlamentares. É quase exclusiva para os setores e servidores que atendem diretamente à população. Uma proposta centrada numa visão estritamente liberal, orientando-se apenas pela lógica de desmonte, com cortes, limitações e redução de direitos trabalhistas”, reforçou.
Ele reforça que “a privatização de algumas áreas vitais do serviço público penaliza tanto os servidores como a população que delas dependem. Mas, como essa proposta não é nova, nem original, a sociedade brasileira saberá rejeitar. Sem o setor público e suas instituições, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura, planejamento e mobilidade urbana não existiriam. Para que o setor público exista e funcione, depende da presença de servidores, os funcionários públicos. São eles que garantem, assim, a vida social e os direitos constitucionais da cidadania”.
Disponível em: https://ufal.br/servidor/noticias/2020/10/professor-faz-analise-sobre-a-importancia-do-servidor-publico-para-a-sociedade. Acesso em: 14 de agosto de 2021. (Adaptado).
O vocábulo “Que” funciona como pronome relativo em todas as ocorrências a seguir, EXCETO:
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Professor faz análise sobre a importância do servidor público para a sociedade
Cícero Péricles ressalta que a atuação vai além dos tempos de pandemia.
Por Ascom Ufal 29/10/2020 12h38min.
O setor público e seus servidores nunca estiveram tão presentes na vida social e na agenda política dos estados nestes últimos meses. Para Cícero Péricles, economista e professor da Ufal, de uma hora para outra, nomes, rostos, histórias e feitos de pessoas ligadas a instituições públicas se avolumaram em publicações de sites, mídias sociais e demais veículos de comunicação. “O setor, de quase invisível, passou a ter seu valor considerado como indispensável para o bem-estar e o bom andamento da sociedade”, reforçou.
Segundo Péricles, um dos principais exemplos disso vem da área de saúde. “Desde o início da pandemia da covid-19, o setor parece ter crescido de tamanho e importância, com os relatos de profissionais empenhados em salvar pacientes, ou que, infelizmente, comprometeram a própria vida no desempenho de suas funções. A rede pública de saúde, com seus hospitais, postos de atendimento, equipes de saúde familiar e seus milhares de funcionários, parece ter ficado maior e mais presente, tal é a centralidade de sua existência na vida de toda a população. Mas, não. Essa rede atuava com os mesmos equipamentos, os mesmos procedimentos e o mesmo contingente de pessoas, faz um longo tempo. Um trabalho dedicado e abnegado que, muitas vezes, é dimensionado apenas pelos números frios das estatísticas de atendimento”, afirmou.
Além da saúde, o professor enfatiza também o papel da educação, cuja rede pública escolar teve de suspender suas atividades em março. “Desde então, há um debate sobre a volta às aulas presenciais que interessa a um milhão de crianças e jovens alagoanos das escolas de ensino básico, municipais e estaduais, e do ensino superior estadual [Uncisal e Uneal] e federal [Ufal e Ifal]. A interrupção das aulas trouxe uma série de desdobramentos. Ela mexeu com as perspectivas de futuro dessas crianças e jovens, alterou suas rotinas, assim como a de seus pais, mães e familiares. De repente, se descobriu o quanto as escolas e as universidades são extensões de nossa casa e cotidiano. E quem sabe daí não surja uma nova maneira de reconhecer o papel de educadores, educadoras e demais servidores públicos na construção da trajetória de cada estudante”, ressaltou.
Péricles revela que na área da assistência social ficou ainda mais evidente a presença pública com o auxílio emergencial. “O benefício construído no Congresso, formalizado pelo Ministério da Cidadania e operacionalizado por um banco público, a Caixa Econômica, chegou às mãos de 1,2 milhão de alagoanos, quase toda a população. Foram esses agentes públicos, por meio de seus funcionários, que projetaram aplicativos, encaminharam documentações, trabalharam em duplas jornadas para garantir a chegada dos recursos a todos os beneficiários”, confirmou.
O docente lembra, ainda, que os municípios estão em plena campanha das eleições locais e destaca: “Em cada localidade, candidatos a prefeito e a vereador defendem a presença do setor público municipal nas áreas em que as prefeituras devem cumprir seu papel constitucional. Todos esses setores dependem da presença de funcionários que tornam possível a tramitação de ações, processos e programas institucionais, que fazem a mediação entre as demandas do público e os agentes legisladores e executores”.
Abaixo da média
De acordo com o professor, existe, atualmente, um debate sobre o tamanho do Estado e, naturalmente, da administração pública. “Recentemente, a OCDE [Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico] revelou que, comparado com os países da OCDE, o percentual do Brasil de 12,5% de servidores públicos em relação à população empregada está bem abaixo da média de países desenvolvidos, que é de 22%. Até mesmo os Estados Unidos, um dos países de economia mais liberal, têm uma média de 15,8%. O estado Banca 3 de 14 IBGP Concurso Campo Belo – Edital nº 01 brasileiro, com a administração pública, suas estatais, o sistema financeiro federal e seu conjunto de servidores, é ainda pequeno para as necessidades sociais atendidas pelo setor público”, revelou.
E completa: “Em Alagoas, um conjunto de 179 mil trabalhadores formam a administração pública no Estado. São 42 mil funcionários estaduais, 17 mil federais e 120 mil servidores municipais. São eles e elas que sustentam todas essas instituições públicas, mesmo sendo um contingente deficitário para uma sociedade de 3,3 milhões de habitantes. O Estado ainda não universalizou o acesso à saúde pública, tem parte de sua população em idade escolar fora das instituições de ensino, com grandes demandas no atendimento das necessidades sociais, nas esferas federal, estadual e municipal. Somente com a melhoria e a ampliação da qualidade do serviço público, é possível garantir a todos esses direitos constitucionais, assim como o direito à moradia e o acesso a terra, segurança e vida cultural”.
Péricles fala sobre mudanças na administração pública que estão em processo de discussão. “Neste momento, articula-se no Congresso Nacional uma proposta do governo federal de uma reforma administrativa que, estranhamente, deixa de fora militares, juízes e parlamentares. É quase exclusiva para os setores e servidores que atendem diretamente à população. Uma proposta centrada numa visão estritamente liberal, orientando-se apenas pela lógica de desmonte, com cortes, limitações e redução de direitos trabalhistas”, reforçou.
Ele reforça que “a privatização de algumas áreas vitais do serviço público penaliza tanto os servidores como a população que delas dependem. Mas, como essa proposta não é nova, nem original, a sociedade brasileira saberá rejeitar. Sem o setor público e suas instituições, saúde, educação, assistência social, segurança, infraestrutura, planejamento e mobilidade urbana não existiriam. Para que o setor público exista e funcione, depende da presença de servidores, os funcionários públicos. São eles que garantem, assim, a vida social e os direitos constitucionais da cidadania”.
Disponível em: https://ufal.br/servidor/noticias/2020/10/professor-faz-analise-sobre-a-importancia-do-servidor-publico-para-a-sociedade. Acesso em: 14 de agosto de 2021. (Adaptado).
Ao se referir ao trabalho dos profissionais da rede pública de saúde, o professor Péricles afirma que se trata de um “trabalho dedicado e abnegado que, muitas vezes, é dimensionado apenas pelos números frios das estatísticas de atendimento”.
A partir de sua colocação, é CORRETO inferir que:
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- Assistente SocialInstrumental TécnicoInstrumentos, Estratégias e Técnicas de Intervenção
- Assistente SocialProjeto Ético, Político e Profissional
O processo de trabalho compreende elementos técnicos, teóricos e políticos, que se constituem em instrumentos de trabalho do assistente social, conhecer a instrumentalidade e os instrumentos de atuação da profissão são extremamente importantes para a realização da atividade profissional no campo de sua ação profissional, ou seja, de seu próprio trabalho, que tem como objeto a questão social e que resulta em um produto.
Sobre o trabalho do assistente social, é CORRETO afirmar que:
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Joaquim é usuário de álcool e drogas desde os 11 anos, no presente momento, ele está com 57 anos e ainda não obteve sucesso com relação a não utilizar das referidas substâncias. Joaquim é acompanhado pelo CAPS e vem tendo constantes recaídas. A assistente social o encaminhou ao médico, para que uma providência, visando o bem-estar do usuário e de sua família fossem obtidos, isso porque há relatos da família que a situação gera violência familiar. Mediante o exposto, o médico encaminhou Joaquim para a internação e este concordou, assim como sua família.
De acordo com a Lei nº 10.216/2001 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, assinale a alternativa CORRETA:
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdeArts. 8º ao 14-B: Organização, Direção e Gestão
Conforme apresentado por Vasconcelos (2010) uma das tendências apresentadas com relação as pessoas portadoras de transtorno mental grave em uma família, é o isolamento desse grupo familiar.
Um dos principais equipamentos públicos na atualidade, em que o assistente social compõe a equipe, direcionado ao atendimento à saúde mental (tanto de pacientes quanto familiares) é a(o):
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