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Foram encontradas 271 questões.

1461129 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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Observe a tirinha:

enunciado 1461129-1

O mesmo processo de formação ocorrido na palavra “engavetamento” ocorre em:

 

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1461128 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES 06 A 08:


O peso do estereótipo


No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais.

Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.

A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição.

[...] O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda; assim, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade. O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa.

[...] Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.

[...] Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.

Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Adaptado.

Ainda analisando o excerto “O corpo transformou-se num objeto a ser exibido”, a partícula “se” nesse contexto trata-se de:

 

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1461127 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 03

COMO UM FILHO QUERIDO


Tendo agradado ao marido nas primeiras semanas de casados, nunca quis ela se separar da receita daquele bolo. Assim, durante 40 anos, a sobremesa louvada compôs sobre a mesa o almoço de domingo, e celebrou toda data em que o júbilo se fizesse necessário. Por fim, achando ser chegada a hora, convocou ela o marido para o conciliábulo apartado no quarto. E tendo decidido ambos, comovidos, pelo ato solene, foi a esposa mais uma vez à cozinha assar a massa açucarada, confeitar a superfície. Pronto o bolo, saíram juntos para levá-lo ao tabelião, a fim de que se lavrasse ato de adoção, tornando-se ele legalmente incorporado à família, com direito ao prestigioso sobrenome Silva, e nome Hermógenes, que havia sido do avô.


Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.

No trecho “celebrou toda data em que o júbilo se fizesse necessário.” E refere:

 

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1461126 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES 06 A 08:


O peso do estereótipo


No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais.

Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.

A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição.

[...] O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda; assim, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade. O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa.

[...] Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.

[...] Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.

Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Adaptado.

Em “O corpo transformou-se num objeto a ser exibido”, a forma verbal está empregada:

 

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1461125 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES 06 A 08:


O peso do estereótipo


No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais.

Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.

A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição.

[...] O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda; assim, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade. O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa.

[...] Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.

[...] Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.

Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Adaptado.

O texto retrata:

 

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1461124 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 03

COMO UM FILHO QUERIDO


Tendo agradado ao marido nas primeiras semanas de casados, nunca quis ela se separar da receita daquele bolo. Assim, durante 40 anos, a sobremesa louvada compôs sobre a mesa o almoço de domingo, e celebrou toda data em que o júbilo se fizesse necessário. Por fim, achando ser chegada a hora, convocou ela o marido para o conciliábulo apartado no quarto. E tendo decidido ambos, comovidos, pelo ato solene, foi a esposa mais uma vez à cozinha assar a massa açucarada, confeitar a superfície. Pronto o bolo, saíram juntos para levá-lo ao tabelião, a fim de que se lavrasse ato de adoção, tornando-se ele legalmente incorporado à família, com direito ao prestigioso sobrenome Silva, e nome Hermógenes, que havia sido do avô.


Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.

Pode-se assinalar como sinônimo da palavra “conciliábulo” a seguinte expressão:

 

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1461123 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 03

COMO UM FILHO QUERIDO


Tendo agradado ao marido nas primeiras semanas de casados, nunca quis ela se separar da receita daquele bolo. Assim, durante 40 anos, a sobremesa louvada compôs sobre a mesa o almoço de domingo, e celebrou toda data em que o júbilo se fizesse necessário. Por fim, achando ser chegada a hora, convocou ela o marido para o conciliábulo apartado no quarto. E tendo decidido ambos, comovidos, pelo ato solene, foi a esposa mais uma vez à cozinha assar a massa açucarada, confeitar a superfície. Pronto o bolo, saíram juntos para levá-lo ao tabelião, a fim de que se lavrasse ato de adoção, tornando-se ele legalmente incorporado à família, com direito ao prestigioso sobrenome Silva, e nome Hermógenes, que havia sido do avô.


Fonte: COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.57.

No texto

 

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1461122 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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No trecho:

[...] e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos [...]

A expressão “para que a manhã” traz a ideia de:

 

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1461121 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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Leia o texto:

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito de um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

A palavra “que” no quinto verso é um pronome relativo, pois:

 

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1461120 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: BRB
Orgão: Pref. Bom Jesus Serra-BA
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Dom Quixote

Com suas voltas e reviravoltas, as aventuras de Dom

Quixote traçam o limite: nelas terminam os jogos antigos da

semelhança e dos signos; nelas já se travam novas relações.

Dom Quixote não é o homem da extravagância, mas antes o

peregrino meticuloso que se detém diante de todas as

marcas da similitude. Ele é o herói do Mesmo. Assim como

de sua estreita província, não chega a afastar-se da planície

familiar que se estende em torno do Análogo. Percorre-a

indefinidamente, sem transpor jamais as fronteiras nítidas da

diferença, nem alcançar o coração da identidade. Ora, ele

próprio é semelhante a signos. Longo grafismo magro como

uma letra, acaba de escapar diretamente da fresta dos livros.

Seu ser inteiro é só linguagem, texto, folhas

impressas, história já transcrita. É feito de palavras

entrecruzadas; é escrita errante no mundo em meio à

semelhança das coisas. Não porém inteiramente: pois, em

sua realidade de pobre fidalgo, só pode tornar-se cavaleiro,

escutando de longe a epopeia secular que formula a Lei.

O livro é menos sua existência que seu dever. Deve

incessantemente consultá-lo, a fim de saber o que fazer e

dizer, e quais signos dar a si próprio e aos outros para

mostrar que ele é realmente da mesma natureza que o texto

donde saiu. Os romances de cavalaria escreveram de uma

vez por todas a prescrição de sua aventura. E cada episódio,

cada decisão, cada façanha serão signos de que Dom

Quixote é de fato semelhante a todos esses signos que ele

decalcou.

Mas se ele quer ser-lhes semelhante é porque deve

prová-los, é porque os signos (legíveis) já não são

semelhantes a seres (visíveis). Todos esses textos escritos,

todos esses romances extravagantes são justamente

incomparáveis: nada no mundo jamais se lhes assemelhou;

sua linguagem infinita fica em suspenso, sem que qualquer

similitude venha jamais preenchê-la; podem ser queimados

todos e inteiramente, mas a figura do mundo não será por

isso alterada.

Assemelhando-se aos textos de que é o testemunho,

o representante, o real análogo, Dom Quixote deve fornecer

a demonstração e trazer a marca indubitável de que eles

dizem a verdade, de que são realmente a linguagem do

mundo.

Compete-lhe preencher a promessa dos livros. Cabe-

lhes refazer a epopeia, mas em sentido inverso: esta narrava

(pretendia narrar) façanhas reais prometidas à memória; já

Dom Quixote deve preencher com realidade os signos sem

conteúdo da narrativa.

Sua aventura será uma decifração do mundo: um

percurso minucioso para recolher em toda a superfície da

terra as figuras que mostram que os livros dizem a verdade.

A façanha deve ser prova: consiste não em triunfar

realmente - é por isso que a vitória não importa no fundo -,

mas em transformar a realidade em signo. Em signo de que

os signos da linguagem são realmente conformes às próprias

coisas.

Dom Quixote lê o mundo para demonstrar os livros. E

não concede a si outras provas senão o espelhamento das

semelhanças. Seu caminho todo é uma busca das

similitudes: as menores analogias são solicitadas como

signos adormecidos que cumprisse despertar para que se

pusessem de novo a falar. Os rebanhos, as criadas, as

estalagens tornam a ser a linguagem dos livros, na medida

imperceptível em que se assemelham aos castelos, às damas

e aos exércitos. Semelhança sempre frustrada, que

transforma a prova buscada em irrisão e deixa

indefinidamente vazia a palavra dos livros. Mas a própria

não-similitude tem seu modelo que ela imita servilmente:

encontra-o na metamorfose dos encantadores.

De sorte que todos os indícios da não-semelhança,

todos os signos que mostram que os textos escritos não

dizem a verdade assemelham-se a esse jogo de

enfeitiçamento que introduz, por ardil, a diferença no

indubitável da similitude.

E, como essa magia foi prevista e descrita nos livros,

a diferença ilusória que ela introduz nunca será mais que

uma similitude encantada. Um signo suplementar, portanto,

de que os signos realmente se assemelham à verdade.

Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Sobre a Charge abaixo é incorreto afirmar:

enunciado 1461120-1

 

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