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Foram encontradas 280 questões.

4272049 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, leia o texto a seguir:

Texto IV

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um dia a areia branca

Seus pés irão tocar

E vai molhar seus cabelos

A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir

Pra ver você chegar

E ao se sentir em casa

Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Uma história pra contar de um mundo tão distante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido

Que você vê agora

Nas ruas por onde anda

Na casa onde mora

Você olha tudo e nada

Lhe faz ficar contente

Você só deseja agora

Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Uma história pra contar de um mundo tão distante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde

E o seu olhar tristonho

Deixa sangrar no peito

Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você

Chegando num sorriso

Pisando a areia branca

Que é seu paraíso

[...]

(Adaptado de: CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. In: CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1971.

Considerando os recursos estilísticos e a construção dos sentidos da canção “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”, selecione a alternativa que apresenta uma interpretação adequada sobre a articulação entre o olhar tristonho, o soluço, a imagem do mar, da areia branca e das portas e janelas que se abrirão.
 

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4272048 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, leia o texto a seguir:

Texto IV

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um dia a areia branca

Seus pés irão tocar

E vai molhar seus cabelos

A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir

Pra ver você chegar

E ao se sentir em casa

Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Uma história pra contar de um mundo tão distante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido

Que você vê agora

Nas ruas por onde anda

Na casa onde mora

Você olha tudo e nada

Lhe faz ficar contente

Você só deseja agora

Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Uma história pra contar de um mundo tão distante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde

E o seu olhar tristonho

Deixa sangrar no peito

Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você

Chegando num sorriso

Pisando a areia branca

Que é seu paraíso

[...]

(Adaptado de: CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. In: CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1971.

Na perspectiva teórica Estética da Recepção, o texto literário só adquire sentido pleno no ato da leitura. Nesse sentido, o conhecimento do contexto histórico em que a canção “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos” foi produzida contribui para
 

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4272047 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para responder à questão, leia o texto III.

Texto III

Durante uma viagem pelo Distrito de Bragança, o professor Joaquim resolveu passar uns dias na Vila Baticuteua. Ao conversar com os moradores do local, notou que uma mesma palavra podia apresentar pronúncias diversas, como o vocá bulo tia, que alguns falavam “tchia” e outros pronunciavam com o som inicial mais próximo de “tia”.

O professor também observou que havia variações no uso do “s”. Alguns indivíduos mais jovens produziam o “s” chiado no final de palavras, como em meninos, com som de “mininush”, ou no meio de vocábulos, como mesmo, pronunci ado “meshmu”. Outros falantes falavam o “s” sem chiado, pronunciando “mininus” e “mesmu”.

O Professor Joaquim concluiu que aquele seria um bom lócus de pesquisa para seus estudos sobre variação linguís tica fonética, que desenvolve no Núcleo de Fonética e Fonologia da Universidade Regional do Norte. Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa.

(Texto fictício)

Considerando o trecho “Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa”, os termos sistemáticas e condicionadas contribuem para a compreensão de que as variantes fonéticas
 

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4272046 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para responder à questão, leia o texto III.

Texto III

Durante uma viagem pelo Distrito de Bragança, o professor Joaquim resolveu passar uns dias na Vila Baticuteua. Ao conversar com os moradores do local, notou que uma mesma palavra podia apresentar pronúncias diversas, como o vocá bulo tia, que alguns falavam “tchia” e outros pronunciavam com o som inicial mais próximo de “tia”.

O professor também observou que havia variações no uso do “s”. Alguns indivíduos mais jovens produziam o “s” chiado no final de palavras, como em meninos, com som de “mininush”, ou no meio de vocábulos, como mesmo, pronunci ado “meshmu”. Outros falantes falavam o “s” sem chiado, pronunciando “mininus” e “mesmu”.

O Professor Joaquim concluiu que aquele seria um bom lócus de pesquisa para seus estudos sobre variação linguís tica fonética, que desenvolve no Núcleo de Fonética e Fonologia da Universidade Regional do Norte. Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa.

(Texto fictício)

O contraste fonético entre as realizações do fonema /s/ em “mininush” e “mininus”, representados, conforme o Alfabeto Fonético Internacional (AFI), como [miˈninuʃ] e [miˈninus], respectivamente, é adequadamente interpretado como:
 

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4272045 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para responder à questão, leia o texto III.

Texto III

Durante uma viagem pelo Distrito de Bragança, o professor Joaquim resolveu passar uns dias na Vila Baticuteua. Ao conversar com os moradores do local, notou que uma mesma palavra podia apresentar pronúncias diversas, como o vocá bulo tia, que alguns falavam “tchia” e outros pronunciavam com o som inicial mais próximo de “tia”.

O professor também observou que havia variações no uso do “s”. Alguns indivíduos mais jovens produziam o “s” chiado no final de palavras, como em meninos, com som de “mininush”, ou no meio de vocábulos, como mesmo, pronunci ado “meshmu”. Outros falantes falavam o “s” sem chiado, pronunciando “mininus” e “mesmu”.

O Professor Joaquim concluiu que aquele seria um bom lócus de pesquisa para seus estudos sobre variação linguís tica fonética, que desenvolve no Núcleo de Fonética e Fonologia da Universidade Regional do Norte. Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa.

(Texto fictício)

Uma das pronúncias para a palavra “tia” citada no texto, produzida pelos falantes como tchia, ressalta uma característica fonético-fonológica de uma variedade linguística. De acordo com o Alfabeto Fonético Internacional (AFI), essa pronúncia é representada como [ˈtʃiɐ] e exemplifica um processo de:
 

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4272044 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para responder à questão, analise os textos I e II:

Texto I

Enunciado 4659586-1

Texto II

“No Brasil, a diversidade linguística é uma marca cultural profunda, resultado de séculos de interações entre povos nativos, colonizadores europeus e imigrantes de várias partes do mundo [...] variações dialetais refletem as influências históricas, geográficas e culturais de cada região, tornando o português brasileiro uma língua rica em diversidade. Ao analisar os principais dialetos regionais do Brasil, torna-se evidente como essas variações desempenham um papel fundamental na identidade cultural de diferentes regiões”.

(CASTILHO, Divina Eterna. Variação linguística no Brasil: uma análise sobre os dialetos regionais. Revista Ilustração, Cruz Alta, v. 5, n. 10, p. 71 86, 2024. Disponível em: https://journal.editorailustracao.com.br/index.php/ilustracao/article/view/406. Acesso em: 17, jul., 2026.)

Quais princípios sociolinguísticos possibilitam relacionar as ideias do texto II à situação comunicativa apresentada na charge (texto I)?

I. Variação linguística diamésica, variação diacrônica, comunidade de fala e bilinguismo;

II. Variação linguística diatópica, heterogeneidade linguística, adequação comunicativa e pertencimento cultural;

III. Prestígio linguístico, variação diafásica, diferenças entre variedade de prestígio e variedade popular;

IV. Mudança linguística, variação individual (idioleto) e alternância de código;

V. Estigma linguístico, variação linguística situacional e preconceito linguístico.

Selecione uma alternativa correta.

 

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Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.

Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.

Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.

Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “

[...]

(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)

Considere o fragmento do texto: “[...] atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros [...]”. O emprego das vírgulas contribui, principalmente, para
 

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Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.

Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.

Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.

Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “

[...]

(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)

No fragmento “[...] Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre." Os segmentos pouco a pouco e pedindo a Deus um milagre exercem funções sintáticas diversas, contribuindo para a expressividade do texto. Assinale a alternativa correta.
 

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Para a questão, analise a charge abaixo:

TEXTO II

Enunciado 4651556-1

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/>. Acesso em: 10 jul. 2026.)

O texto I, artigo de opinião “A Copa das incertezas”, e o texto II, a charge apresentada, abordam a temática de racismo. A leitura integrada dos dois textos permite concluir que

 

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Para a questão, analise a situação-problema abaixo:

Sobre a atuação da Fifa na designação dos países sede da Copa do Mundo, imaginemos que dois jornais de expressividade regional (doravante Jornal A e Jornal B) publiquem as seguintes manchetes:

Manchete 1 (Jornal A)

“A Fifa priorizou aspectos financeiros na definição dos EUA como uma das sedes da Copa do Mundo em 2026”

Manchete 2 (Jornal B)

“A fome financeira da Fifa determinou a escolha dos EUA como uma das sedes do mundial em 2026”

Considerando os efeitos expressivos promovidos pelas escolhas linguísticas feitas na construção das manchetes, é possível afirmar que a manchete 2
 

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