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4272059 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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No período da Idade Média, o galego-português era a língua falada nas regiões de Portugal e da Galícia. Tratava-se de uma unidade linguística de grande importância, que se caracterizou, sobretudo, como língua da poesia trovadoresca. Posteriormente, houve a separação entre o galego e o português em línguas distintas, ocorrida, principalmente
 

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4272058 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto III, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.


Texto III


“Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.


Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível.

Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.


Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.


(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).

Analise as afirmativas a seguir acerca do emprego dos sinais de pontuação, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e seus efeitos de sentido no texto.
I. Os dois-pontos empregados em “preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler” introduzem um esclarecimento do enunciado anterior, estabelecendo uma relação de explicitação entre as orações.
II. As vírgulas utilizadas em “Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos” justificam-se por separarem elementos de uma enumeração, sendo inadequado o emprego de vírgula antes da conjunção e, por se tratar do último termo da sequência.
III. O travessão empregado em “— não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.” exerce função exclusivamente equivalente à dos parênteses, podendo ser substituído por eles sem qualquer alteração sintática, semântica ou estilística.
IV. O ponto e vírgula empregado em “Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.” estabelece uma relação entre duas orações coordenadas de sentido próximo, conferindo maior equilíbrio argumentativo ao período do que ocorreria com o uso de um ponto final.
V. As aspas utilizadas em “Olá, candidato(a)." e na expressão “(...) quem está aprendendo?” indicam citação literal de outro texto, razão pela qual poderiam ser omitidas sem prejuízo da interpretação.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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4272057 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Considerando o texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. A ideia central do texto consiste na defesa de que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial, especialmente na formação acadêmica, compromete o desenvolvimento das competências intelectuais dos estudantes, razão pela qual o autor sustenta a necessidade de mecanismos capazes de identificar sua utilização.
II. Constituem ideias secundárias do texto: a comparação entre a Inteligência Artificial e a calculadora eletrônica; a descrição do funcionamento do software Pangram; a menção ao custo da ferramenta; e a referência ao uso da IA em textos publicados na plataforma Substack, elementos empregados para sustentar a tese principal.
III. A referência à calculadora eletrônica configura uma relação intertextual explícita, uma vez que o autor cita literalmente outro texto para fundamentar sua argumentação.
IV. Ao antecipar a possível objeção baseada na comparação entre Inteligência Artificial e calculadora eletrônica, o autor estabelece um diálogo com discursos já recorrentes no debate público sobre tecnologias educacionais. Trata-se de uma forma de intertextualidade em sentido amplo, construída pela retomada de um discurso socialmente conhecido, ainda que sem citação textual.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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4272056 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Considerando os aspectos enunciativos e argumentativos do texto, analise as afirmativas a seguir sobre o emprego da 1ª pessoa do discurso e as estratégias argumentativas utilizadas pelo autor.
I. O emprego recorrente da primeira pessoa do singular, em trechos como “estou profundamente convencido”, “passei a aplicar provas”, “estou usando o Pangram” e “eu o testei”, evidencia a presença explícita do enunciador e contribui para a construção de um discurso marcado pela subjetividade e pela responsabilização pelas opiniões emitidas.
II. Ao relatar experiências pessoais com a utilização do software Pangram, o autor mobiliza um argumento baseado na experiência (argumento de testemunho), reforçando sua credibilidade perante o leitor sem, contudo, constituir prova científica conclusiva.
III. A argumentação desenvolvida no texto fundamenta-se exclusivamente em opiniões pessoais do autor, sem recorrer a qualquer outro recurso argumentativo, como comparações, exemplificações ou referência a dados objetivos.
IV. A analogia estabelecida entre o uso da calculadora eletrônica e o emprego da Inteligência Artificial constitui uma estratégia argumentativa que permite ao autor relativizar uma objeção previsível, buscando fortalecer sua tese por meio da refutação antecipada de um possível contra-argumento.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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4272055 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

No texto, o autor emprega diversos termos oriundos da área da Tecnologia da Informação e da Inteligência Artificial. Acerca do uso desses termos técnicos e de sua inserção na linguagem cotidiana, analise as afirmativas a seguir e assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso).
I. O emprego de vocábulos como ChatGPT, software, detecção de IA, falsos positivos e falsos negativos exemplifica um processo de incorporação de terminologias especializadas ao discurso cotidiano, sem comprometer a compreensão global do texto para leitores não especialistas.
II. No texto, expressões como falsos positivos e falsos negativos são utilizadas exclusivamente em seu sentido figurado, desvinculadas do significado técnico que possuem nas áreas da Estatística, Computação e Inteligência Artificial.
III. A utilização de estrangeirismos e tecnicismos, como software e ChatGPT, constitui um recurso lexical compatível com a norma-padrão da língua portuguesa quando inexistem equivalentes plenamente consolidados ou quando tais termos já se encontram amplamente difundidos no uso social.
IV. A inserção de terminologias técnicas no texto contribui para a construção de um efeito de credibilidade discursiva, uma vez que sugere familiaridade do enunciador com conceitos próprios do universo tecnológico.
V. O emprego de termos técnicos da tecnologia impede que o texto seja classificado como argumentativo, uma vez que a presença de vocabulário especializado caracteriza exclusivamente textos científicos.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
 

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4272054 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.

Texto I

    O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.

Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.

Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.

Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)

Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.

    Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.

    O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.

    Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.

    Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.

ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d 

Acerca dos aspectos linguísticos, estilísticos e discursivos do texto apresentado, julgue os itens a seguir, assinalando C (Certo) ou E (Errado).
I. Predomina, no texto, uma linguagem de registro formal, embora o autor utilize, estrategicamente, expressões coloquiais, como “o fim da picada”, “não vai rolar” e “aluno picareta”, recurso que aproxima o leitor e reforça a expressividade argumentativa, sem descaracterizar a formalidade predominante.
II. Os períodos do texto são predominantemente curtos e simples, compostos por apenas uma oração, característica típica de textos jornalísticos voltados à objetividade informativa e incompatível com textos argumentativos.
III. A presença de termos como “taxa de falsos positivos”, “taxa de falsos negativos”, “software de detecção”, “Pangram” e “plano de 65 dólares mensais” evidencia a incorporação de léxico técnico especializado, empregado para conferir maior credibilidade e sustentação argumentativa ao posicionamento do autor.
IV. O texto evita completamente recursos subjetivos e avaliativos, privilegiando exclusivamente uma exposição neutra dos fatos, sem marcas de opinião ou de envolvimento do enunciador.
V. A alternância entre períodos extensos, compostos por coordenação e subordinação, e períodos mais breves constitui um recurso de organização textual que contribui para o ritmo argumentativo e para a progressão temática do texto.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
 

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4272053 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Em uma atividade de análise sintática de orações, um aluno examinou o período a seguir:

“Embora muitos professores reconheçam que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos, ainda há escolas em que se privilegiam atividades avaliativas focadas apenas na nota, sob uma abordagem punitiva e classificatória”.

Na compreensão do estudante, trata-se de um período composto por subordinação em que:

- A oração “Embora muitos professores reconheçam” é uma subordinada adverbial concessiva, pois apresenta um fato que poderia levar a uma conclusão diferente da apresentada na oração principal;

- A oração “que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos” é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, porque completa o sentido do verbo “reconheçam” e especifica aquilo que os professores percebem;

- A oração “ainda há escolas” é coordenada sindética adversativa, pois o “ainda” estabelece oposição à ideia da primeira oração;

- A oração “em que se privilegiam atividades avaliativas” é a principal, visto que apresenta o núcleo da informação;

- A oração “focadas apenas na nota” é uma subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio, que delimita as atividades privilegiadas.

Assinale a alternativa que apresenta a resposta docente adequada quanto à classificação das orações na análise do aluno.

 

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4272052 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, analise o quadro a seguir:

PROPOSTAS DIDÁTICAS PARA ESTUDO DA GRAMÁTICA
PROPOSTAS OBJETIVO DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTO FINAL
G1 Compreender e aplicar
regras linguísticas da
norma padrão em
situações formais de
comunicação.
Nesta atividade, os alunos devem:
1. Analisar fragmentos de relatórios de estágio
supervisionado;
2. Identificar construções que não atendem às
convenções formais da norma padrão;
3. Justificar as alterações e reescrever os tre-
chos inadequados.
Produção e revisão de um rela-
tório, considerando sua ade-
quação ao contexto formal e à
norma padrão da língua portu-
guesa.
G2 Investigar as transfor-
mações fonético-
fonológicas de uma
variedade linguística ao
longo do tempo.
Nesta atividade, os alunos devem:
1. Investigar as mudanças fonético-fonológicas
na variedade linguística falada na cidade de
Belém ao longo do tempo;
2. Organizar os dados em um quadro e compa-
rar as formas;
3. Formular hipóteses e consultar fontes espe-
cializadas.
Produção de uma síntese, expli-
cando as mudanças fonético-
fonológicas, destacando, princi-
palmente, o alteamento das
vogais e a despalatalização de
consoantes palatais.
G3 Observar e explicar
como a língua é efeti-
vamente utilizada em
uma comunidade.
Nesta atividade, os alunos devem:
1. Realizar entrevistas com moradores da Vila
de Bacuriteua;
2. Transcrever trechos das falas, selecionar
fenômenos linguísticos e identificar regularida-
des;
3. Formular hipóteses e consultar fontes espe-
cializadas.
Elaboração de um texto descri-
tivo-analítico sobre os usos
linguísticos observados.

(Fonte: autoria própria, 2026)

Considerando as concepções de gramática implícitas nas propostas didáticas apresentadas no quadro acima, assinale a alternativa que caracteriza os princípios teórico-metodológicos de cada uma.
 

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Questão presente nas seguintes provas
4272051 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, leia o texto a seguir:

Texto VI

“[...] os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documen tos curriculares da Área, correspondentes às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção (escrita e multisse miótica) e análise linguística/semiótica (que envolve conhecimentos linguísticos – sobre o sistema de escrita, o sistema da língua e a norma-padrão –, textuais, discursivos e sobre os modos de organização e os elementos de outras semioses). Cabe ressaltar, reiterando o movimento metodológico de documentos curriculares anteriores, que estudos de natureza teórica e metalinguística – sobre a língua, sobre a literatura, sobre a norma padrão e outras variedades da língua – não devem nesse nível de ensino ser tomados como um fim em si mesmo, devendo estar envolvidos em práticas de reflexão que permitam aos estudantes ampliarem suas capacidades de uso da língua/linguagens (em leitura e em produção) em práticas situadas de linguagem.”

(Trecho de: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 23, jul., 2026)

A orientação metodológica presente no fragmento “estudos de natureza teórica e metalinguística [...] não devem nesse nível de ensino ser tomados como um fim em si mesmo, devendo estar envolvidos em práticas de reflexão que permitam aos estudantes ampliarem suas capacidades de uso da língua/linguagens (em leitura e em produção) em práticas situadas de linguagem” aproxima-se de qual concepção de língua e linguagem?
 

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4272050 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Para a questão, analise a situação-problema abaixo:

Em uma noite, Maria, estudante de Letras, estava estudando Morfologia do português em sua cama. Depois de um tempo, ela adormeceu e teve um sonho interessante. Sonhou que estava em uma feira de invenções de objetos domésticos e lá encontrava produtos com nomes diferentes:

- desalisador: produto para enrolar o cabelo;

- cheirina: produto que deixa a casa cheirosa;

- desamassador: aparelho que desamassa roupas;

- antirrespingador: aparelho que impede respingos no fogão;

- frescador: aparelho que deixa o ambiente bem fresco;

- ensonador: aparelho que ajuda a pessoa a dormir.

Maria achou os vocábulos estranhos, mas conseguiu compreender todos os significados devido à estrutura das palavras.

Considerando o processo de formação de palavras na Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
 

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