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Foram encontradas 422 questões.

4060364 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo
        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  
        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.
        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.
        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 
        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 
        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
O radical adult- está presente em invenções vocabulares recentes, utilizadas no texto. Dentre elas, aquela formada por processo de composição é:
 

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4060363 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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TEXTO: Adultização e outras brigas com o tempo
        A palavra “adultização” virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de linguagem.  
        Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual de menores e substantivo não dicionarizado, criado de forma regular a partir do também recente verbo “adultizar” – é uma das invenções vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido para dar conta de problemas novos nas velhas etapas de crescimento de uma vida humana. Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e velhice pareciam territórios delimitados com razoável segurança e estabilidade no século passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando menos nítidas, por razões variadas que ainda aguardam estudos aprofundados. E as palavras, como sempre, correm atrás dos fatos.
        É razoável supor que entrem nessa conta fenômenos como o esgotamento dos velhos modelos de crescimento econômico, o aumento da expectativa de vida, o narcisismo como patologia coletiva, o consumismo como religião suprema, os avanços da medicina estética e o sucesso do discurso coach picareta (com perdão da redundância) de que todo mundo pode ser o que quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a batuta do fenômeno mais socialmente relevante – para o bem e para o mal, mais para este que para aquele – do século 21: a rede-socialização desenfreada de tudo o que existe no mundo.
        Nesse território dentro do espelho, crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos empreendedores mirins que aparecem no vídeo do momento falando mal da escola e morrendo de rir de Aristóteles – encontram seu correspondente simétrico em adultos infantilizados, fixados em bonecos, brinquedos, histórias pueris e até chupetas. Se vemos proliferar expressões como “os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por produtos de beleza algumas décadas antes da hora, também cunhamos neologismos como “adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o adulto que reluta em crescer) e eufemismos como “melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas hoje aparentemente inaceitável, “velhice”). 
        Será que estamos fadados a essa rota de colisão com nossos relógios biológicos? Sermos uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi um problema sério, claro, o maior de todos os problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto as religiões quanto as artes. Contudo, por que nossa relação com o tempo ficou de repente tão disfuncional? 
        Não é difícil encontrar na língua e na linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno dismórfico-temporal aspira a ser a única universalidade possível num mundo em que as big techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
No texto, o autor aborda um processo social que envolve a relação entre idade e comportamento. No que diz respeito ao tempo cronológico, tal processo pode ser explicado como uma forma de:
 

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4060362 Ano: 2026
Disciplina: Defesa Civil
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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A gestão de desastres no Estado do Rio de Janeiro exige uma articulação precisa entre o Município atingido e os órgãos estaduais para a solicitação de recursos destinados às ações de resposta e recuperação. No fluxo procedimental estabelecido para o apoio financeiro e material, a formalização do evento adverso deve observar critérios técnicos de intensidade e impacto local. Considerando as normas que regem o Sistema Estadual de Defesa Civil (SIEDEC), é uma informação verdadeira sobre o trâmite necessário para o apoio estadual:
 

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4060361 Ano: 2026
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Em uma situação de socorro em que a Defesa Civil chega primeiro ao local de um desastre estrutural com vítimas, a primeira atitude do agente, visando garantir o êxito da operação, deve ser:
 

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4060360 Ano: 2026
Disciplina: Administração Pública
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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A tramitação de processos na Administração Pública de Arraial do Cabo deve observar limites de volume para garantir a segurança física dos documentos. Quando um processo atinge um número excessivo de páginas, dificultando o manuseio, a norma administrativa prevê uma ação específica de organização. Sobre o tema, é verdadeira a seguinte afirmativa:
 

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4060359 Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Durante a instrução de um processo administrativo, o agente público pode precisar realizar ajustes na estrutura dos volumes para facilitar o manuseio ou corrigir erros de montagem. O procedimento de retirada de peças ou documentos de um processo, mediante justificativa, recebe uma denominação técnica própria e está corretamente definido na seguinte alternativa:
 

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4060358 Ano: 2026
Disciplina: Defesa Civil
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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O gerenciamento de processos administrativos exige o cumprimento de ritos técnicos para garantir a integridade e a ordem cronológica dos documentos. No cotidiano da Defesa Civil, a união definitiva de um processo a outro, por haver dependência ou relação direta entre os assuntos, segue uma norma específica de registro. Das alternativas abaixo, aquela que apresenta uma informação verdadeira acerca desses ritos técnicos é a seguinte:
 

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4060357 Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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A Administração Pública utiliza diferentes espécies de atos para organizar o serviço e manifestar sua vontade. Os atos ordinatórios, por exemplo, visam disciplinar o funcionamento dos órgãos e a conduta funcional dos servidores, sendo ferramentas essenciais para a hierarquia administrativa municipal. A alternativa que apresenta corretamente a definição de um desses atos é:
 

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4060356 Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Os atos administrativos podem ser classificados de diversas formas, sendo os atos vinculados e os atos discricionários categorias fundamentais. No exercício da função de agente de defesa civil, a aplicação dessas categorias depende da margem de liberdade que a lei confere ao agente público para decidir sobre a melhor conduta. No que diz respeito aos atos vinculados e discricionários, é correta a seguinte afirmativa:
 

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4060355 Ano: 2026
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Durante o monitoramento de áreas de risco em encostas, o agente de defesa civil identifica “fendas no terreno, inclinação de árvores ou postes e surgimento de trincas nas paredes das casas”. Esses sinais são indicadores típicos de um processo de:
 

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