Foram encontradas 422 questões.
TEXTO: Adultização e outras brigas com o
tempo
A palavra “adultização” virou senha para
um vasto mundo criminoso que prospera à vista de
todos na internet, incentivado pela dinâmica
algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é
o xis do problema, mas quero falar aqui de uma
questão mais sutil de linguagem.
Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual
de menores e substantivo não dicionarizado,
criado de forma regular a partir do também recente
verbo “adultizar” – é uma das invenções
vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido
para dar conta de problemas novos nas velhas
etapas de crescimento de uma vida humana.
Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e
velhice pareciam territórios delimitados com
razoável segurança e estabilidade no século
passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando
menos nítidas, por razões variadas que ainda
aguardam estudos aprofundados. E as palavras,
como sempre, correm atrás dos fatos.
É razoável supor que entrem nessa conta
fenômenos como o esgotamento dos velhos
modelos de crescimento econômico, o aumento da
expectativa de vida, o narcisismo como patologia
coletiva, o consumismo como religião suprema, os
avanços da medicina estética e o sucesso do
discurso coach picareta (com perdão da
redundância) de que todo mundo pode ser o que
quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a
batuta do fenômeno mais socialmente relevante –
para o bem e para o mal, mais para este que para
aquele – do século 21: a rede-socialização
desenfreada de tudo o que existe no mundo.
Nesse território dentro do espelho,
crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos
empreendedores mirins que aparecem no vídeo do
momento falando mal da escola e morrendo de rir
de Aristóteles – encontram seu correspondente
simétrico em adultos infantilizados, fixados em
bonecos, brinquedos, histórias pueris e até
chupetas. Se vemos proliferar expressões como
“os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por
produtos de beleza algumas décadas antes da
hora, também cunhamos neologismos como
“adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o
adulto que reluta em crescer) e eufemismos como
“melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas
hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).
Será que estamos fadados a essa rota de
colisão com nossos relógios biológicos? Sermos
uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi
um problema sério, claro, o maior de todos os
problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto
as religiões quanto as artes. Contudo, por que
nossa relação com o tempo ficou de repente tão
disfuncional?
Não é difícil encontrar na língua e na
linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno
dismórfico-temporal aspira a ser a única
universalidade possível num mundo em que as big
techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse
deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES
Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO: Adultização e outras brigas com o
tempo
A palavra “adultização” virou senha para
um vasto mundo criminoso que prospera à vista de
todos na internet, incentivado pela dinâmica
algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é
o xis do problema, mas quero falar aqui de uma
questão mais sutil de linguagem.
Adultização – título do excelente vídeobomba do youtuber Felca sobre exploração sexual
de menores e substantivo não dicionarizado,
criado de forma regular a partir do também recente
verbo “adultizar” – é uma das invenções
vocabulares a que nossa linguagem tem recorrido
para dar conta de problemas novos nas velhas
etapas de crescimento de uma vida humana.
Infância, adolescência, idade adulta, maturidade e
velhice pareciam territórios delimitados com
razoável segurança e estabilidade no século
passado. As fronteiras entre eles vêm se tornando
menos nítidas, por razões variadas que ainda
aguardam estudos aprofundados. E as palavras,
como sempre, correm atrás dos fatos.
É razoável supor que entrem nessa conta
fenômenos como o esgotamento dos velhos
modelos de crescimento econômico, o aumento da
expectativa de vida, o narcisismo como patologia
coletiva, o consumismo como religião suprema, os
avanços da medicina estética e o sucesso do
discurso coach picareta (com perdão da
redundância) de que todo mundo pode ser o que
quiser. Seja como for, o que me parece indiscutível é que todos esses fatores se organizam sob a
batuta do fenômeno mais socialmente relevante –
para o bem e para o mal, mais para este que para
aquele – do século 21: a rede-socialização
desenfreada de tudo o que existe no mundo.
Nesse território dentro do espelho,
crianças adultizadas – como aqueles tragicômicos
empreendedores mirins que aparecem no vídeo do
momento falando mal da escola e morrendo de rir
de Aristóteles – encontram seu correspondente
simétrico em adultos infantilizados, fixados em
bonecos, brinquedos, histórias pueris e até
chupetas. Se vemos proliferar expressões como
“os 60 são os novos 40” e meninas obcecadas por
produtos de beleza algumas décadas antes da
hora, também cunhamos neologismos como
“adultescente” (adulto + adolescente, ou seja, o
adulto que reluta em crescer) e eufemismos como
“melhor idade” (para substituir a outrora digna, mas
hoje aparentemente inaceitável, “velhice”).
Será que estamos fadados a essa rota de
colisão com nossos relógios biológicos? Sermos
uma espécie que sabe que vai morrer sempre foi
um problema sério, claro, o maior de todos os
problemas – é nessa dor que deitam raízes tanto
as religiões quanto as artes. Contudo, por que
nossa relação com o tempo ficou de repente tão
disfuncional?
Não é difícil encontrar na língua e na
linguagem sintomas de que esse tipo de transtorno
dismórfico-temporal aspira a ser a única
universalidade possível num mundo em que as big
techs têm mais poder do que tinha a Igreja Católica na Idade Média. Só pode ser porque dá lucro, esse
deus sem metafísica.
SÉRGIO RODRIGUES
Adaptado de folha.uol.com.br, 13/08/2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A gestão de desastres no Estado do Rio de Janeiro exige uma articulação precisa entre o Município atingido
e os órgãos estaduais para a solicitação de recursos destinados às ações de resposta e recuperação. No
fluxo procedimental estabelecido para o apoio financeiro e material, a formalização do evento adverso deve
observar critérios técnicos de intensidade e impacto local. Considerando as normas que regem o Sistema
Estadual de Defesa Civil (SIEDEC), é uma informação verdadeira sobre o trâmite necessário para o apoio
estadual:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em uma situação de socorro em que a Defesa Civil chega primeiro ao local de um desastre estrutural com
vítimas, a primeira atitude do agente, visando garantir o êxito da operação, deve ser:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
4060360
Ano: 2026
Disciplina: Administração Pública
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Disciplina: Administração Pública
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Provas:
A tramitação de processos na Administração Pública de Arraial do Cabo deve observar limites de volume para
garantir a segurança física dos documentos. Quando um processo atinge um número excessivo de páginas,
dificultando o manuseio, a norma administrativa prevê uma ação específica de organização. Sobre o tema, é
verdadeira a seguinte afirmativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
4060359
Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Provas:
Durante a instrução de um processo administrativo, o agente público pode precisar realizar ajustes na
estrutura dos volumes para facilitar o manuseio ou corrigir erros de montagem. O procedimento de retirada
de peças ou documentos de um processo, mediante justificativa, recebe uma denominação técnica própria e
está corretamente definido na seguinte alternativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O gerenciamento de processos administrativos exige o cumprimento de ritos técnicos para garantir a
integridade e a ordem cronológica dos documentos. No cotidiano da Defesa Civil, a união definitiva de um
processo a outro, por haver dependência ou relação direta entre os assuntos, segue uma norma específica
de registro. Das alternativas abaixo, aquela que apresenta uma informação verdadeira acerca desses ritos
técnicos é a seguinte:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
4060357
Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Provas:
A Administração Pública utiliza diferentes espécies de atos para organizar o serviço e manifestar sua vontade.
Os atos ordinatórios, por exemplo, visam disciplinar o funcionamento dos órgãos e a conduta funcional dos
servidores, sendo ferramentas essenciais para a hierarquia administrativa municipal. A alternativa que
apresenta corretamente a definição de um desses atos é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
4060356
Ano: 2026
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
Provas:
Os atos administrativos podem ser classificados de diversas formas, sendo os atos vinculados e os atos
discricionários categorias fundamentais. No exercício da função de agente de defesa civil, a aplicação dessas
categorias depende da margem de liberdade que a lei confere ao agente público para decidir sobre a melhor
conduta. No que diz respeito aos atos vinculados e discricionários, é correta a seguinte afirmativa:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Durante o monitoramento de áreas de risco em encostas, o agente de defesa civil identifica “fendas no terreno,
inclinação de árvores ou postes e surgimento de trincas nas paredes das casas”. Esses sinais são indicadores
típicos de um processo de:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container