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3993133 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas."
Analisando sintaticamente a oração que precede o verbo'esperar' é correto afirmar que:
 

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3993132 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo"

Com base nas classes gramaticais dos vocábulos extraídos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras ou F para as falsas.

(__)Todos vocábulos destacados a seguir são formados pela fusão de uma preposição com um artigo: na teimosia; do mundo; de um esforço.
(__)O vocábulo 'ensinar', na expressão 'ensinar é mais do que cumprir', funciona como substantivo e atua como núcleo do sujeito do verbo 'ser'.
(__)O verbo 'condizer' está corretamente empregado no presente do indicativo, assim como em sua flexão para a 1ª pessoa do singular na mesma forma de tempo e modo, como em: 'Condigo perfeitamente com o que você disse'.
(__)O vocábulo 'raro' atua com valor de adjetivo, assim como os vocábulos 'inexistentes' e 'negados'.

A sequência que preenche os itens acima, de cima para baixo, é:
 

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3993131 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores."
A expressão 'os ombros que sustentam o futuro' constitui uma figura de linguagem denominada:
 

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3993130 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário."
Considerando o trecho e o texto-base, identifique a alternativa que apresenta a inferência adequada.
 

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3993129 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Desde sua criação, o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) buscou ampliar o uso pedagógico das tecnologias digitais nas escolas públicas. Entretanto, a efetivação dessas propostas depende, entre outros fatores, do papel do professor na mediação das práticas com computadores e redes. Com base nesse contexto, escolha a alternativa que apresenta uma interpretação adequada sobre a relação entre o ProInfo e o trabalho docente:
 

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3993128 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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A presença das novas mídias digitais na escola tem provocado mudanças significativas nas formas de produção e circulação de conhecimento, criando espaços de interação que ultrapassam os modelos tradicionais de aula. Considerando esse cenário, analise as alternativas abaixo sobre o uso pedagógico dessas mídias e marque a CORRETA:
 

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3993127 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Ao discutir o papel das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem, diferentes países assumiram caminhos distintos. No Brasil, documentos oficiais como a BNCC destacam a cultura digital como competência geral, enquanto experiências internacionais vêm mostrando abordagens variadas que vão da inserção estruturada da computação à adoção de modelos abertos de inovação pedagógica. Considerando esse panorama, assinale a alternativa que melhor representa um entendimento coerente com essas perspectivas contemporâneas:
 

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3993126 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os professores no uso pedagógico da G Suíte para Educação (Google Sala de Aula, Google Meet, Gmail, Google Drive, Google Planilhas, Google Documentos, Google Apresentações, Google Formulários e Google Agenda), podem organizar atividades, acompanhar estudantes e produzir materiais de forma colaborativa. Baseado nos conhecimentos destas ferramentas, julgue as seguintes afirmativas:


I.O Google Sala de Aula permite distribuir tarefas, anexar materiais e oferecer devolutivas individualizadas, organizando automaticamente os trabalhos dos estudantes em pastas do Drive.
II.O Google Forms pode gerar relatórios automáticos com gráficos, além de exportar as respostas para o Google Planilhas para análises mais detalhadas.
III.O Google Drive possibilita criação de pastas compartilhadas, permitindo que vários usuários editem documentos simultaneamente sem necessidade de versões enviadas por e-mail.
IV.No Google Meet, somente o criador da reunião pode compartilhar a tela, mesmo que outros participantes tenham autorização na conta institucional.
V.A Google Agenda não permite o envio de convites para reuniões virtuais, limitando-se ao registro pessoal de compromissos.

Assinale a alternativa CORRETA:
 

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3993125 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os softwares Edilim, Hot Potatoes e JAWS e os sistemas operacionais Linux, Windows 10 e Windows 11 são frequentemente empregados na elaboração, distribuição ou acessibilidade de atividades educacionais em ambientes escolares. Acerca destes conhecimentos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) Verdadeiro (F ) Falso:

(__)O professor ao utilizar o Edilim pode criar atividades multimídia variadas com interface intuitiva, sendo comum seu uso em escolas por não exigir programação.
(__)O Hot Potatoes é utilizado principalmente para gerar exercícios online interativos, como quizzes e palavras cruzadas, exportáveis para HTML.
(__)O leitor de tela JAWS é muito empregado em inclusão digital, porém não possui aplicabilidade na produção de materiais educacionais acessíveis.
(__)Distribuições Linux, como Ubuntu e Mint, são amplamente adotadas em laboratórios escolares por serem proprietárias, personalizáveis e oferecerem ferramentas educacionais gratuitas.
(__)O Windows 10 apresenta recursos nativos de acessibilidade, incluindo lupa, alto contraste e narrador, úteis ao planejamento de atividades inclusivas.
(__)O Windows 11 preservou recursos educacionais e de acessibilidade já existentes, além de incorporar melhorias que o mantêm apropriado ao uso pedagógico.

Assinale a alternativa com a sequência correta V (verdadeiro) e F (falso) de cima para baixo:
 

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3993124 Ano: 2025
Disciplina: TI - Segurança da Informação
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Com o uso crescente de serviços online, professores e estudantes acabam lidando diariamente com e-mails, mecanismos de segurança digital e ferramentas de proteção contra softwares maliciosos. Considerando as práticas adequadas no uso da Internet, avalie as alternativas a seguir e assinale a alternativa correta:
 

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