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Foram encontradas 360 questões.

3993143 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Em um contexto escolar, a avaliação frequentemente ultrapassa o seu caráter de diagnóstico para ocupar funções que influenciam diretamente as trajetórias escolares dos estudantes. Sob esse viés, a avaliação da aprendizagem configura-se como prática complexa, multifacetada e carregada de implicações éticas, metodológicas e epistemológicas.
Considerando os pressupostos teóricos e críticos sobre avaliação da aprendizagem, assinale a alternativa que expressa corretamente uma compreensão consistente com os referenciais contemporâneos da área.
 

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3993142 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O debate em torno da alfabetização e do letramento ultrapassa os limites da decodificação do sistema alfabético, envolvendo questões de ordem social, cultural e discursiva. Compreender os fundamentos que distinguem e inter-relacionam esses dois conceitos exige superar concepções reducionistas que os tratam como etapas estanques ou equivalentes.
Considerando os fundamentos teóricos dos campos da alfabetização e do letramento, assinale a alternativa que apresenta uma compreensão convergente aos referenciais críticos e interdisciplinares dessas práticas.
 

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3993141 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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A oralidade, quando utilizada como proposta didática para o trabalho escolar com a língua materna, tem sido um tema recorrente na interface entre linguagem e educação nos últimos anos. Apesar da produção acadêmica ainda ser limitada em comparação com as práticas de escrita, a oralidade tem sido destacada como um fator relevante para a socialização e para a participação cidadã. Nesse sentido, ampliar as capacidades linguísticas dos alunos na oralidade constitui um dos objetivos centrais da educação linguística (Bagno; Rangel, 2005).
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
 

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3993140 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O domínio da língua inglesa é indispensável para compreender o mercado de entretenimento e a cultura global. Além de ampliar as oportunidades profissionais, a fluência no idioma possibilita um acesso mais amplo a diferentes culturas, visto que o inglês é uma língua globalizada e utilizada por grande parte dos países, ainda que não seja oficial em muitos deles. Assim, valorizar e investir na aprendizagem do inglês significa investir em um futuro com oportunidades mais amplas e qualificadas.

Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.

I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.

É correto o que se afirma em:
 

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3993139 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O conceito,___________ textual, refere-se à presença de múltiplas vozes dentro de um mesmo texto.
Essa dominação foi introduzida por Mikhail Bakhtin para caracterizar romances literários em que os personagens expressam ideias e posições divergentes. Essa multiplicidade de vozes pode se manifestar de diversas formas: entre personagens, entre narrador e personagens, por meio de referências culturais ou até entre diferentes argumentos. Para identificá-la, é preciso observar se o texto privilegia uma voz dominante ou se mantém um equilíbrio entre várias perspectivas.
Considerando os conceitos sobre dialogismo, polifonia, discurso, enunciado, enunciação, complete a lacuna acima com o conceito apropriado.
 

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3993138 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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O ensino de Língua Inglesa, sob uma perspectiva multicultural, visa promover a compreensão da diversidade do idioma e das culturas que dele fazem uso. Com base nesse enfoque, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas: 

(__)Ao ensinar Língua Inglesa, é essencial incorporar práticas que desenvolvam a consciência intercultural, incentivando os estudantes a refletirem sobre diferentes culturas e a interagirem de modo respeitoso em variados contextos sociais, em consonância com os princípios de liberdade de expressão e igualdade previstos na legislação brasileira.
(__)A inclusão de diferentes variedades da língua inglesa (como a indiana, africana ou caribenha) permite ampliar a visão dos alunos sobre a diversidade linguística e cultural global.
(__)O multiculturalismo exige o reconhecimento e o respeito às diferenças culturais, assegurando que todas as pessoas — independentemente de origem, língua ou cultura — tenham seus direitos humanos preservados, especialmente em situações de migração.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
 

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3993137 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Com base nas Diretrizes Curriculares Municipais de Educação Infantil de Alto Bela Vista e no Plano Municipal de Educação (PME), que seguem a legislação nacional, analise as afirmativas a seguir e identifique aquelas que correspondem às metas estabelecidas para o município.

I.Estabelece que apenas crianças da rede pública têm direito a educação bilíngue em LIBRAS, excluindo crianças de creches conveniadas ou privadas do atendimento.
II.Estabelece núcleos tecnológicos em 100% das escolas de Educação Infantil, com acesso à internet, jogos interativos e aplicativos educacionais, como estratégia para promover inclusão digital.
III.Estabelece conselhos escolares e mecanismos de consulta pública para planejar a oferta de vagas em creches e pré-escolas, envolvendo a comunidade na gestão democrática da educação infantil.
IV.Promove a inclusão de crianças de comunidades do campo e populações tradicionais, garantindo acesso, permanência e formação de profissionais capacitados para atuar nesses contextos.

É correto o que se afirma em:
 

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3993136 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Em 2017, o Conselho Nacional de Educação aprovou a Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil (BNCCEI/2017), estabelecendo diretrizes para a elaboração dos currículos em todo o território nacional. Com o objetivo de fortalecer as políticas municipais de educação infantil, a Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense (AMAUC) constituiu, em fevereiro de 2017, um Grupo de Trabalho com representantes dos 13 municípios de sua área de abrangência. Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010) e a BNCC, a AMAUC organizou um conjunto de princípios norteadores que orientam a concepção, a prática pedagógica e a organização institucional da educação infantil na região, buscando implementar um modelo educativo de qualidade em todos os municípios.

Tais diretrizes defendem:

I.A garantia do bem-estar e a segurança, compreendendo o cuidado como prática relacional que envolve acolhimento, atenção e responsabilidade diante das necessidades da criança.
II.A valorização das interações no cotidiano é fundamental, pois a educação infantil deve ser compreendida como um espaço de convivência coletiva que favorece trocas, proporciona aconchego e apresenta desafios para o desenvolvimento das crianças.
III.A participação da família na educação infantil deve ocorrer somente em casos de problemas de comportamento ou dificuldades de aprendizagem, não sendo relevante no acompanhamento cotidiano do desenvolvimento da criança, pois atrapalha a autoridade do educador.
IV.A infância deve ser compreendida como uma fase singular, durante a qual a criança expande suas maneiras de compreender o mundo e desenvolve níveis progressivos de humanização.

É correto o que se afirma em:
 

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3993135 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada." Com base na fonologia e na fonética, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)O vocábulo 'quadro' apresenta, em sua estrutura fonológica, um encontro consonantal formado por duas consoantes distintas, e um dígrafo consonantal representado pelas letras 'qu', que correspondem a um único fonema; já o vocábulo 'sua' contém um encontro vocálico inseparável.
(__)O vocábulo 'ferramenta' apresenta, em sua estrutura fonológica, um dígrafo consonantal, formado por duas letras que representam um único fonema, e também um dígrafo vocálico, no qual duas letras produzem um único som vocálico.
(__)O vocábulo 'contestada' apresenta um encontro consonantal disjunto e um dígrafo vocálico.
(__) O vocábulo 'sistematicamente' possui igualmente o mesmo número de letras e fonemas. Já o vocábulo 'tolhida' apresenta número de letras diferente do número de fonemas.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
 

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3993134 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: AMAUC
Orgão: Pref. Alto Bela Vista-SC
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
"Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto."
A formação de palavras envolve um conjunto de processos morfossintáticos que possibilitam a criação de novas unidades a partir de morfemas lexicais. Os prefixos apresentam maior independência que os sufixos, pois geralmente derivam de advérbios ou preposições que possuem ou já possuíram autonomia na língua. Por sua vez, a derivação sufixal permite a formação de novos substantivos, adjetivos, verbos e até advérbios. Considerando o emprego dos prefixos e sufixos nos vocábulos presentes no trecho, julgue as afirmativas:

I.O vocábulo 'injusto' apresenta um prefixo que indica negação, enquanto o prefixo na palavra 'incinerar' indica mudança de estado.
II.O vocábulo 'igualitário' apresenta sufixo em sua formação, assim como os vocábulos 'gigante','agorinha' e 'melado'.
III.O vocábulo 'esperança' é formado por derivação parassintética, assim como os vocábulos 'envilecer' e 'ajoelhar'.
IV.O vocábulo 'insano', ao contrário de 'injusto', não possui prefixo, pois é formado pelo radical 'insan', que já contém o sentido de 'doença' ou 'desequilíbrio'; a vogal final 'o' funciona apenas como desinência de gênero.

É correto o que se afirma em:
 

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