Foram encontradas 360 questões.
Em um contexto escolar, a avaliação frequentemente
ultrapassa o seu caráter de diagnóstico para ocupar
funções que influenciam diretamente as trajetórias
escolares dos estudantes. Sob esse viés, a avaliação da
aprendizagem configura-se como prática complexa,
multifacetada e carregada de implicações éticas,
metodológicas e epistemológicas.
Considerando os pressupostos teóricos e críticos sobre avaliação da aprendizagem, assinale a alternativa que expressa corretamente uma compreensão consistente com os referenciais contemporâneos da área.
Considerando os pressupostos teóricos e críticos sobre avaliação da aprendizagem, assinale a alternativa que expressa corretamente uma compreensão consistente com os referenciais contemporâneos da área.
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O debate em torno da alfabetização e do letramento
ultrapassa os limites da decodificação do sistema
alfabético, envolvendo questões de ordem social, cultural
e discursiva. Compreender os fundamentos que
distinguem e inter-relacionam esses dois conceitos exige
superar concepções reducionistas que os tratam como
etapas estanques ou equivalentes.
Considerando os fundamentos teóricos dos campos da alfabetização e do letramento, assinale a alternativa que apresenta uma compreensão convergente aos referenciais críticos e interdisciplinares dessas práticas.
Considerando os fundamentos teóricos dos campos da alfabetização e do letramento, assinale a alternativa que apresenta uma compreensão convergente aos referenciais críticos e interdisciplinares dessas práticas.
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A oralidade, quando utilizada como proposta didática
para o trabalho escolar com a língua materna, tem sido
um tema recorrente na interface entre linguagem e
educação nos últimos anos. Apesar da produção
acadêmica ainda ser limitada em comparação com as
práticas de escrita, a oralidade tem sido destacada como
um fator relevante para a socialização e para a
participação cidadã. Nesse sentido, ampliar as
capacidades linguísticas dos alunos na oralidade
constitui um dos objetivos centrais da educação
linguística (Bagno; Rangel, 2005).
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
Considerando a importância da oralidade no ensino de Língua Portuguesa em uma perspectiva contemporânea, identifique a alternativa incorreta.
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O domínio da língua inglesa é indispensável para
compreender o mercado de entretenimento e a cultura
global. Além de ampliar as oportunidades profissionais, a
fluência no idioma possibilita um acesso mais amplo a
diferentes culturas, visto que o inglês é uma língua
globalizada e utilizada por grande parte dos países,
ainda que não seja oficial em muitos deles. Assim,
valorizar e investir na aprendizagem do inglês significa
investir em um futuro com oportunidades mais amplas e qualificadas.
Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.
I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.
É correto o que se afirma em:
Considerando o exposto, analise e julgue as proposições relacionadas à aprendizagem da língua inglesa.
I.O ensino de inglês deve priorizar exclusivamente os sotaques e padrões linguísticos dos países hegemônicos, como Estados Unidos e Inglaterra, pois são eles que garantem uma comunicação adequada e evitam a dispersão cultural provocada por variedades consideradas inferiores.
II.No ensino de Língua Estrangeira, como o inglês, o eixo da oralidade é ampliado, passando a incluir práticas de linguagem voltadas tanto à compreensão (escuta) quanto à produção oral (fala), realizadas com ou sem interação presencial.
III.Os conhecimentos linguísticos estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
IV.A BNCC estabelece que o ensino de leitura em língua inglesa deve promover a construção de significados por meio da compreensão e interpretação de diversos gêneros textuais que circulam socialmente, reforçando que o aprendizado ocorre em contato com usos reais da língua.
É correto o que se afirma em:
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O conceito,___________ textual, refere-se à presença
de múltiplas vozes dentro de um mesmo texto.
Essa dominação foi introduzida por Mikhail Bakhtin para caracterizar romances literários em que os personagens expressam ideias e posições divergentes. Essa multiplicidade de vozes pode se manifestar de diversas formas: entre personagens, entre narrador e personagens, por meio de referências culturais ou até entre diferentes argumentos. Para identificá-la, é preciso observar se o texto privilegia uma voz dominante ou se mantém um equilíbrio entre várias perspectivas.
Considerando os conceitos sobre dialogismo, polifonia, discurso, enunciado, enunciação, complete a lacuna acima com o conceito apropriado.
Essa dominação foi introduzida por Mikhail Bakhtin para caracterizar romances literários em que os personagens expressam ideias e posições divergentes. Essa multiplicidade de vozes pode se manifestar de diversas formas: entre personagens, entre narrador e personagens, por meio de referências culturais ou até entre diferentes argumentos. Para identificá-la, é preciso observar se o texto privilegia uma voz dominante ou se mantém um equilíbrio entre várias perspectivas.
Considerando os conceitos sobre dialogismo, polifonia, discurso, enunciado, enunciação, complete a lacuna acima com o conceito apropriado.
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O ensino de Língua Inglesa, sob uma perspectiva
multicultural, visa promover a compreensão da
diversidade do idioma e das culturas que dele fazem
uso. Com base nesse enfoque, assinale V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)Ao ensinar Língua Inglesa, é essencial incorporar práticas que desenvolvam a consciência intercultural, incentivando os estudantes a refletirem sobre diferentes culturas e a interagirem de modo respeitoso em variados contextos sociais, em consonância com os princípios de liberdade de expressão e igualdade previstos na legislação brasileira.
(__)A inclusão de diferentes variedades da língua inglesa (como a indiana, africana ou caribenha) permite ampliar a visão dos alunos sobre a diversidade linguística e cultural global.
(__)O multiculturalismo exige o reconhecimento e o respeito às diferenças culturais, assegurando que todas as pessoas — independentemente de origem, língua ou cultura — tenham seus direitos humanos preservados, especialmente em situações de migração.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
(__)Ao ensinar Língua Inglesa, é essencial incorporar práticas que desenvolvam a consciência intercultural, incentivando os estudantes a refletirem sobre diferentes culturas e a interagirem de modo respeitoso em variados contextos sociais, em consonância com os princípios de liberdade de expressão e igualdade previstos na legislação brasileira.
(__)A inclusão de diferentes variedades da língua inglesa (como a indiana, africana ou caribenha) permite ampliar a visão dos alunos sobre a diversidade linguística e cultural global.
(__)O multiculturalismo exige o reconhecimento e o respeito às diferenças culturais, assegurando que todas as pessoas — independentemente de origem, língua ou cultura — tenham seus direitos humanos preservados, especialmente em situações de migração.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
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Com base nas Diretrizes Curriculares Municipais de
Educação Infantil de Alto Bela Vista e no Plano Municipal
de Educação (PME), que seguem a legislação nacional,
analise as afirmativas a seguir e identifique aquelas que
correspondem às metas estabelecidas para o município.
I.Estabelece que apenas crianças da rede pública têm direito a educação bilíngue em LIBRAS, excluindo crianças de creches conveniadas ou privadas do atendimento.
II.Estabelece núcleos tecnológicos em 100% das escolas de Educação Infantil, com acesso à internet, jogos interativos e aplicativos educacionais, como estratégia para promover inclusão digital.
III.Estabelece conselhos escolares e mecanismos de consulta pública para planejar a oferta de vagas em creches e pré-escolas, envolvendo a comunidade na gestão democrática da educação infantil.
IV.Promove a inclusão de crianças de comunidades do campo e populações tradicionais, garantindo acesso, permanência e formação de profissionais capacitados para atuar nesses contextos.
É correto o que se afirma em:
I.Estabelece que apenas crianças da rede pública têm direito a educação bilíngue em LIBRAS, excluindo crianças de creches conveniadas ou privadas do atendimento.
II.Estabelece núcleos tecnológicos em 100% das escolas de Educação Infantil, com acesso à internet, jogos interativos e aplicativos educacionais, como estratégia para promover inclusão digital.
III.Estabelece conselhos escolares e mecanismos de consulta pública para planejar a oferta de vagas em creches e pré-escolas, envolvendo a comunidade na gestão democrática da educação infantil.
IV.Promove a inclusão de crianças de comunidades do campo e populações tradicionais, garantindo acesso, permanência e formação de profissionais capacitados para atuar nesses contextos.
É correto o que se afirma em:
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Em 2017, o Conselho Nacional de Educação aprovou a
Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil
(BNCCEI/2017), estabelecendo diretrizes para a
elaboração dos currículos em todo o território nacional.
Com o objetivo de fortalecer as políticas municipais de
educação infantil, a Associação dos Municípios do Alto
Uruguai Catarinense (AMAUC) constituiu, em fevereiro
de 2017, um Grupo de Trabalho com representantes dos
13 municípios de sua área de abrangência.
Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (2010) e a BNCC, a AMAUC organizou
um conjunto de princípios norteadores que orientam a
concepção, a prática pedagógica e a organização
institucional da educação infantil na região, buscando
implementar um modelo educativo de qualidade em
todos os municípios.
Tais diretrizes defendem:
I.A garantia do bem-estar e a segurança, compreendendo o cuidado como prática relacional que envolve acolhimento, atenção e responsabilidade diante das necessidades da criança.
II.A valorização das interações no cotidiano é fundamental, pois a educação infantil deve ser compreendida como um espaço de convivência coletiva que favorece trocas, proporciona aconchego e apresenta desafios para o desenvolvimento das crianças.
III.A participação da família na educação infantil deve ocorrer somente em casos de problemas de comportamento ou dificuldades de aprendizagem, não sendo relevante no acompanhamento cotidiano do desenvolvimento da criança, pois atrapalha a autoridade do educador.
IV.A infância deve ser compreendida como uma fase singular, durante a qual a criança expande suas maneiras de compreender o mundo e desenvolve níveis progressivos de humanização.
É correto o que se afirma em:
Tais diretrizes defendem:
I.A garantia do bem-estar e a segurança, compreendendo o cuidado como prática relacional que envolve acolhimento, atenção e responsabilidade diante das necessidades da criança.
II.A valorização das interações no cotidiano é fundamental, pois a educação infantil deve ser compreendida como um espaço de convivência coletiva que favorece trocas, proporciona aconchego e apresenta desafios para o desenvolvimento das crianças.
III.A participação da família na educação infantil deve ocorrer somente em casos de problemas de comportamento ou dificuldades de aprendizagem, não sendo relevante no acompanhamento cotidiano do desenvolvimento da criança, pois atrapalha a autoridade do educador.
IV.A infância deve ser compreendida como uma fase singular, durante a qual a criança expande suas maneiras de compreender o mundo e desenvolve níveis progressivos de humanização.
É correto o que se afirma em:
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável
dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo
e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de
atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu
um professor de ombros contraídos, como se carregasse
em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos
Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os
ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a
mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais —
a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela
resistência — ajudam a compreender a condição atual
da docência no Brasil: um ofício em que
responsabilidade e carga simbólica se acumulam de
forma desproporcional, quase sempre sem o
reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica,
inovação permanente, domínio de novas tecnologias,
sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e
paciência para gerir conflitos que muitas vezes
extrapolam os limites ou as origens da sala de aula.
Espera-se que ele seja transmissor de saberes,
mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e,
ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas
cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe
salários que não condizem com a centralidade de sua
função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas
desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos
básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade
social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e
com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério
se sustenta na teimosa persistência de quem acredita
que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar
sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas
mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se
oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas
recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem
admiração por seus professores, e que o prestígio da
carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A
projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um
déficit significativo de docentes. O problema não é
apenas educacional: é estrutural, civilizatório,
democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém
seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a
circulação crítica do conhecimento para a meninada?
Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para
além das manchetes, a debater sem ódio e com
profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural
que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz
crítica e política do professor — talvez sua ferramenta
basilar — vem sendo sistematicamente contestada,
tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores
buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta
'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De
outro, há correntes progressistas que exigem adesões
automáticas, transformando o ato de ensinar em prova
de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma
limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto,
como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de
barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com
influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de
poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e
de prosperidade. Enquanto a educação insiste no
trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais
vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a
superficialidade monetizada, a fala docente parece
deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência
na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta
paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele
não compete com a velocidade da rede e, ao contrário,
oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis,
de manipulação de imagens e verdades inventadas, de
polarização crescente e obtusa e de analfabetismo
funcional que se expande silenciosamente. Nesse
cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais
relevância: ele é um dos poucos agentes sociais
capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a
consciência da coletividade e de indicar que o
conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de
Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as
limitações e precariedades, continua sendo um dos
últimos lugares em que é possível aprender a conviver
com a diferença e com o pensamento analítico, a
negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato
protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma
exigência civilizatória e política. Significa reivindicar
condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares
equipados, formação continuada em tempo adequado
que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a
proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do
que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que
hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus
ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os
ombros universais sugeridos por Drummond se
encontram, todos os dias, nos professores que entram
em sala de aula. Sustentam o peso de um país em
formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse
país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de
sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do
Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos,
cansados, mas resistentes porque ainda parecem
dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto,
não deve ser apenas palavra terna: deve ser
compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
(__)O vocábulo 'quadro' apresenta, em sua estrutura fonológica, um encontro consonantal formado por duas consoantes distintas, e um dígrafo consonantal representado pelas letras 'qu', que correspondem a um único fonema; já o vocábulo 'sua' contém um encontro vocálico inseparável.
(__)O vocábulo 'ferramenta' apresenta, em sua estrutura fonológica, um dígrafo consonantal, formado por duas letras que representam um único fonema, e também um dígrafo vocálico, no qual duas letras produzem um único som vocálico.
(__)O vocábulo 'contestada' apresenta um encontro consonantal disjunto e um dígrafo vocálico.
(__) O vocábulo 'sistematicamente' possui igualmente o mesmo número de letras e fonemas. Já o vocábulo 'tolhida' apresenta número de letras diferente do número de fonemas.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
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Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável
dos professores
Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo
e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de
atalhos imediatos.
Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu
um professor de ombros contraídos, como se carregasse
em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos
Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os
ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a
mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais —
a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela
resistência — ajudam a compreender a condição atual
da docência no Brasil: um ofício em que
responsabilidade e carga simbólica se acumulam de
forma desproporcional, quase sempre sem o
reconhecimento justo e necessário.
Ao professor se exige muito: excelência pedagógica,
inovação permanente, domínio de novas tecnologias,
sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e
paciência para gerir conflitos que muitas vezes
extrapolam os limites ou as origens da sala de aula.
Espera-se que ele seja transmissor de saberes,
mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e,
ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas
cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe
salários que não condizem com a centralidade de sua
função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas
desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos
básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade
social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e
com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério
se sustenta na teimosa persistência de quem acredita
que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar
sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas
mazelas do mundo.
Esse descompasso entre o que se exige e o que se
oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas
recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem
admiração por seus professores, e que o prestígio da
carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A
projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um
déficit significativo de docentes. O problema não é
apenas educacional: é estrutural, civilizatório,
democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém
seus educadores abdica de seu futuro.
Sem professores bem formados, quem garantirá a
circulação crítica do conhecimento para a meninada?
Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para
além das manchetes, a debater sem ódio e com
profundidade?
A esse quadro se soma um contexto político e cultural
que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz
crítica e política do professor — talvez sua ferramenta
basilar — vem sendo sistematicamente contestada,
tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores
buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta
'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De
outro, há correntes progressistas que exigem adesões
automáticas, transformando o ato de ensinar em prova
de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma
limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto,
como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de
barganha.
Em paralelo, cresce a concorrência desleal com
influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de
poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e
de prosperidade. Enquanto a educação insiste no
trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais
vendem a promessa de atalhos imediatos.
No mercado da atenção, que recompensa a
superficialidade monetizada, a fala docente parece
deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência
na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta
paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele
não compete com a velocidade da rede e, ao contrário,
oferece a profundidade que ela recusa.
Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis,
de manipulação de imagens e verdades inventadas, de
polarização crescente e obtusa e de analfabetismo
funcional que se expande silenciosamente. Nesse
cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais
relevância: ele é um dos poucos agentes sociais
capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a
consciência da coletividade e de indicar que o
conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de
Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as
limitações e precariedades, continua sendo um dos
últimos lugares em que é possível aprender a conviver
com a diferença e com o pensamento analítico, a
negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.
Por isso, homenagear os professores não é ato
protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma
exigência civilizatória e política. Significa reivindicar
condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares
equipados, formação continuada em tempo adequado
que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a
proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do
que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que
hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus
ombros.
Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os
ombros universais sugeridos por Drummond se
encontram, todos os dias, nos professores que entram
em sala de aula. Sustentam o peso de um país em
formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse
país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de
sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do
Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos,
cansados, mas resistentes porque ainda parecem
dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto,
não deve ser apenas palavra terna: deve ser
compromisso político, republicano e transformador.
https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/
A formação de palavras envolve um conjunto de processos morfossintáticos que possibilitam a criação de novas unidades a partir de morfemas lexicais. Os prefixos apresentam maior independência que os sufixos, pois geralmente derivam de advérbios ou preposições que possuem ou já possuíram autonomia na língua. Por sua vez, a derivação sufixal permite a formação de novos substantivos, adjetivos, verbos e até advérbios. Considerando o emprego dos prefixos e sufixos nos vocábulos presentes no trecho, julgue as afirmativas:
I.O vocábulo 'injusto' apresenta um prefixo que indica negação, enquanto o prefixo na palavra 'incinerar' indica mudança de estado.
II.O vocábulo 'igualitário' apresenta sufixo em sua formação, assim como os vocábulos 'gigante','agorinha' e 'melado'.
III.O vocábulo 'esperança' é formado por derivação parassintética, assim como os vocábulos 'envilecer' e 'ajoelhar'.
IV.O vocábulo 'insano', ao contrário de 'injusto', não possui prefixo, pois é formado pelo radical 'insan', que já contém o sentido de 'doença' ou 'desequilíbrio'; a vogal final 'o' funciona apenas como desinência de gênero.
É correto o que se afirma em:
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