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Para responder à questão, leia o conto romântico “O baú”, cuja autoria é desconhecida.
Isto foi há cinquenta anos: o tempo dos baús tinha passado, a maior parte deles se achava transformada em tulhas¹ de aveia junto das estrebarias².
Adélia, linda rapariga³, acabava de sair do convento; seus pais lhe deram parte do seu casamento: pensando nos vestidos, nas joias, nas plumas, Adélia era feliz…
As companheiras de Adélia a procuraram longo tempo, bem longo… puseram-se enfim a gritar por ela na escada, nos corredores, à porta de todos os quartos: “Adélia! Aparece, acabou-se o jogo… e tua mãe, teu marido esperam por ti no salão!”
Alguns ossos, restos dum esqueleto de mulher, pedaços de cetim branco, uma coroa de folhas de laranjeira, alguns diamantes e anéis enfiados em dedos descarnados… Eis o que restava da jovem e bela noiva.
1 tulha: recipiente usado para armazenagem de cereais.
2 estrebaria: local onde ficam os cavalos.
3 rapariga: moça.
4 suntuoso: luxuoso.
5 forro: vão entre o teto e o telhado de uma casa.
O narrador do conto dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:
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Para responder à questão, leia o conto romântico “O baú”, cuja autoria é desconhecida.
Isto foi há cinquenta anos: o tempo dos baús tinha passado, a maior parte deles se achava transformada em tulhas¹ de aveia junto das estrebarias².
Adélia, linda rapariga³, acabava de sair do convento; seus pais lhe deram parte do seu casamento: pensando nos vestidos, nas joias, nas plumas, Adélia era feliz… Chegou o dia das núpcias: grande era a alegria da família, da rapariga e de suas amigas. A festa foi bela e suntuosa4; o povo, ao ver passar os noivos, e os pobres, ao receber a esmola, exclamavam: “Que lindo par! Deus os abençoe! Deus os faça felizes!”
Felizes! Sim. Vós ides vê-lo. Um dia de casamento é sempre longo, e as horas correm penosamente. A jovem esposa propôs a suas amigas, para se divertirem, diversos jogos próprios da sua idade… “Vamos ao esconde-esconde…” E eu – disse Adélia – tenho um esconderijo em que ninguém me achará. Eis a bela e fresca desposada subindo a escada, abrindo e fechando a porta do forro5; levantando a custo a pesada tampa dum enorme baú e metendo-se dentro com o seu vestido de cetim branco, seu véu branco, mui contente de se ter lembrado de tão seguro esconderijo… Suas amigas não a acharão… não… e a pesada tampa se fechou sobre ela. Quem virá descobri-la?! Ninguém.
As companheiras de Adélia a procuraram longo tempo, bem longo… puseram-se enfim a gritar por ela na escada, nos corredores, à porta de todos os quartos: “Adélia! Aparece, acabou-se o jogo… e tua mãe, teu marido esperam por ti no salão!”
Era assim: todo o mundo a esperava; em breve todo o mundo se pôs em cuidado, e começou a procurá-la, e a gritar: “Adélia! Adélia!…” A pobre rapariga talvez que ouvisse todo esse ruído, todas essas vozes, mas não podia sair do baú. A tampa ao cair se tinha fechado, e as lindas mãos da noiva, ornadas de anéis e diamantes, não podiam abrir o caixão, que ia ser seu sepulcro. Quanto não gritaria ela?! Mas a grossura do velho baú lhe tinha sufocado a voz, e ninguém pôde imaginar, desgraçadamente, que se tivesse ali encerrado. Passaram-se semanas, meses e anos. Adélia não apareceu, e sua mãe ficou inconsolável. O marido de um dia não teve uma dor tão profunda. Esta estranha desaparição deu longo tempo muito que falar.
Depois que voltou a moda dos baús, foi tirado aquele do forro e trazido com outros móveis para o pátio, a fim de serem vistos e apreciados. O baú era bom… vai-se abrir para ver o seu estado por dentro.
Alguns ossos, restos dum esqueleto de mulher, pedaços de cetim branco, uma coroa de folhas de laranjeira, alguns diamantes e anéis enfiados em dedos descarnados… Eis o que restava da jovem e bela noiva.
1 tulha: recipiente usado para armazenagem de cereais.
2 estrebaria: local onde ficam os cavalos.
3 rapariga: moça.
4 suntuoso: luxuoso.
5 forro: vão entre o teto e o telhado de uma casa.
Tendo em vista o seu desfecho, o conto deixa-se caracterizar como
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.
O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que
Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de anterioridade no seguinte trecho:
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.
Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que
Está empregada em sentido figurado a expressão destacada em:
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Para responder à questão, leia um trecho do livro A vida não é útil, do líder e pensador indígenaAilton Krenak.
O povo indígena Krenak desconfia da ideia de que a humanidade seja predestinada. A ideia do nosso povo sobre a criatura humana é precária. Por desconfiarmos desse destino humano, nós nos filiamos aos rios, às pedras, às plantas e a outros seres com quem temos afinidade. É importante saber com quem podemos nos associar, em uma perspectiva existencial mesmo, em vez de ficarmos convencidos de que estamos com a bola toda.
Foi esse ponto de observação que me fez afirmar que nós não somos a humanidade que pensamos ser. Se acreditamos que quem apita nesse organismo maravilhoso que é a Terra são os tais humanos, acabamos incorrendo no grave erro de achar que existe uma qualidade humana especial. Ora, se essa qualidade existisse, nós não estaríamos hoje discutindo a indiferença de algumas pessoas em relação à morte e à destruição da base da vida no planeta. Destruir os rios, as florestas, as paisagens, assim como ignorar a morte das pessoas, mostra que não há parâmetro de qualidade nenhum na humanidade, que isso não passa de uma construção histórica não confirmada pela realidade.
Em seu texto, Ailton Krenak busca
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Lisandra bela, Ninfa sem
Que te escondes de mim nas ondas
Que mal te fiz, que tantas
Usas comigo, Ninfa Ingrata e
Por ti não passo toda a noite
Entre saudosos ais, entre
Não passo nesta praia os longos
A chamar por Lisandra com
Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosa,
Onde as salgadas ondas vêm
Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo
Sem te mover de um triste a voz saudosa.
A chamada “rima pobre” é aquela que ocorre entre palavras de mesma classe gramatical, a exemplo do que se verifica em:
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?
Já rouca sinto a voz de te bradar
Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosa.
Uma característica da estética árcade presente nesse soneto é
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Que te escondes de mim nas ondas frias:
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?
Por ti não passo toda a
Entre saudosos ais, entre agonias?
Não passo nesta praia os longos dias
A chamar por Lisandra com
Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta
Onde as salgadas ondas vêm quebrar.
Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a
O pronome “ela”, destacado na 4a estrofe do soneto, refere- se a
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Lisandra bela, Ninfa sem brandura,
Que te escondes de mim nas ondas frias:
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?
Por ti não passo toda a noite escura
Entre saudosos ais, entre agonias?
Não passo nesta praia os longos dias
A chamar por Lisandra com ternura?
Já rouca sinto a voz de te bradar
De cima desta rocha cavernosa,
Onde as salgadas ondas vêm quebrar.
Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosa.
No soneto, o eu lírico
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Examine a tirinha do cartunista Jean Galvão.

Na construção do sentido de sua tirinha, o cartunista explora, sobretudo, o recurso expressivo denominado
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