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Foram encontradas 90 questões.

4128783 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o poema de Luís de Camões, para responder à questão.

 

Amor, que o gesto humano n’alma escreve,
vivas faíscas me mostrou um dia,
donde um puro cristal se derretia
por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
por se certificar do que ali via,
foi convertida em fonte, que fazia
a dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
causa o primeiro efeito; o pensamento
endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera num momento,
de lágrimas de honesta piedade,
lágrimas de imortal contentamento!

(CAMÕES, Luís Vaz de. Obra completa, 2003)

 

No soneto, o eu lírico dirige-se diretamente a seus leitores no seguinte verso:

 

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4128782 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o poema de Luís de Camões, para responder à questão.

 

Amor, que o gesto humano n’alma escreve,
vivas faíscas me mostrou um dia,
donde um puro cristal se derretia
por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
por se certificar do que ali via,
foi convertida em fonte, que fazia
a dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
causa o primeiro efeito; o pensamento
endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera num momento,
de lágrimas de honesta piedade,
lágrimas de imortal contentamento!

(CAMÕES, Luís Vaz de. Obra completa, 2003)

 

O soneto é construído a partir do recurso reiterado

 

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4128781 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o trecho do ensaio “A vida ao rés-do-chão”, do crítico Antonio Candido.

 

A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos e poetas. Portanto, parece mesmo que a crônica é um gênero “menor”. Por meio dos assuntos, da composição solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo o dia. O fato de ficar perto do dia a dia age como quebra do monumental e da ênfase.

 

(Antonio Candido. Recortes, 1993. Adaptado)

 

Depreende-se do ensaio de Antonio Candido que

 

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4128780 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o soneto do poeta português Luís de Camões.

 

Amor, que o gesto humano n’alma escreve,
vivas faíscas me mostrou um dia,
donde um puro cristal se derretia
por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
por se certificar do que ali via,
foi convertida em fonte, que fazia
a dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
causa o primeiro efeito; o pensamento
endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera num momento,
de lágrimas de honesta piedade,
lágrimas de imortal contentamento!

(CAMÕES, Luís Vaz de. Obra completa, 2003)

 

A chamada rima rica é aquela que ocorre entre palavras de classes gramaticais diferentes, a exemplo do que se verifica

 

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4128779 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto para responder à questão.

 

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dous pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade, certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

 

O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

 

(Machado de Assis. Pai contra mãe. In: Relíquias de Casa Velha,

Obra completa em três volumes. 6a impressão ilustrada. Rio de Janeiro:

Editora Nova Aguilar, 1986, vol. II, p. 659)

 

No trecho “era grotesca tal máscara mas a ordem humana nem sempre se alcança sem o grotesco”, estamos diante do estilo irônico de Machado de Assis

 

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4128778 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto para responder à questão.

 

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dous pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade, certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

 

O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

 

(Machado de Assis. Pai contra mãe. In: Relíquias de Casa Velha,

Obra completa em três volumes. 6a impressão ilustrada. Rio de Janeiro:

Editora Nova Aguilar, 1986, vol. II, p. 659)

 

No primeiro parágrafo do texto, pode-se afirmar que o narrador:

 

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4128777 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia os textos a seguir.

 

TEXTO I

 

“Uma mulher, de 86 anos, foi resgatada depois de trabalhar para uma mesma família há 74 anos. Nascida em Vassouras, no Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro, a senhora trabalhou para a mesma família desde os 12 anos de idade, por três gerações.

 

Ela prestou serviço todos os dias, sem oportunidade de estudo, férias ou salário. Atualmente, com a idade avançada, continuava exercendo as funções domésticas como limpar, passar roupa, fazer comida e cuidar da dona casa.”

 

(Portal CNN, 13 de maio de 2022. Disponível em

https://www.cnnbrasil.com.br. Acesso em 15.08.2023. Adaptado)

 

TEXTO II

 

“O que é o trabalho escravo contemporâneo?

 

Na legislação brasileira, o artigo 149 do Código Penal prevê os elementos que caracterizam a redução de um ser humano à condição análoga à de escravo. São eles: a submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, a sujeição a condições degradantes de trabalho e a restrição de locomoção do trabalhador.

 

O conceito de trabalho escravo contemporâneo trazido pelo ordenamento brasileiro representa grande avanço no combate a essa dura realidade, pois evidencia que, nos tempos atuais, sua configuração vai muito além da privação de liberdade, ocorrendo nas mais amplas situações de ofensa à dignidade do ser humano, como em hipóteses de submissão a condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas ou forçadas por dívidas impostas aos trabalhadores.”

 

(https://www.cnmp.mp.br. Acesso em 15.08.2023. Adaptado)

 

Relacionando-se os textos 1 e 2, é correto concluir que a senhora que prestava serviços domésticos

 

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4128776 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, para responder à questão.

 

Pais e Filhos

 

Estátuas, e cofres, e paredes pintadas

Ninguém sabe o que aconteceu

Hum, ela se jogou da janela do quinto andar

Nada é fácil de entender

 

Dorme agora

Hum, hum

É só o vento lá fora

 

Quero colo

Vou fugir de casa

Posso dormir aqui com vocês?

Estou com medo

Tive um pesadelo

Só vou voltar depois das três

 

Meu filho vai ter nome de santo

Quero o nome mais bonito

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Me diz por que que o céu é azul

Explica a grande fúria do mundo

 

São meus filhos que tomam conta de mim

Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar

Eu moro na rua, não tenho ninguém

Eu moro em qualquer lugar

Já morei em tanta casa que nem me lembro mais

Eu moro com meus pais

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Sou uma gota d’água

Sou um grão de areia

Você me diz que seus pais não o entendem

Mas você não entende seus pais

   

Você culpa seus pais por tudo

Isso é um absurdo

São crianças como você

O que você vai ser

Quando você crescer?

 

(Renato/Legião Urbana. Pais e Filhos. In: RUSSO, As quatro Estações.

Rio de Janeiro: EMI, 1989)

 

Considerando o texto e o que se sabe a respeito do texto literário, pode-se afirmar que a canção

 

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4128775 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, para responder à questão.

 

Pais e Filhos

 

Estátuas, e cofres, e paredes pintadas

Ninguém sabe o que aconteceu

Hum, ela se jogou da janela do quinto andar

Nada é fácil de entender

 

Dorme agora

Hum, hum

É só o vento lá fora

 

Quero colo

Vou fugir de casa

Posso dormir aqui com vocês?

Estou com medo

Tive um pesadelo

Só vou voltar depois das três

 

Meu filho vai ter nome de santo

Quero o nome mais bonito

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Me diz por que que o céu é azul

Explica a grande fúria do mundo

 

São meus filhos que tomam conta de mim

Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar

Eu moro na rua, não tenho ninguém

Eu moro em qualquer lugar

Já morei em tanta casa que nem me lembro mais

Eu moro com meus pais

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Sou uma gota d’água

Sou um grão de areia

Você me diz que seus pais não o entendem

Mas você não entende seus pais

   

Você culpa seus pais por tudo

Isso é um absurdo

São crianças como você

O que você vai ser

Quando você crescer?

 

(Renato/Legião Urbana. Pais e Filhos. In: RUSSO, As quatro Estações.

Rio de Janeiro: EMI, 1989)

 

Depreende-se de sua letra que a canção

 

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4128774 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto a seguir, para responder à questão.

 

Pais e Filhos

 

Estátuas, e cofres, e paredes pintadas

Ninguém sabe o que aconteceu

Hum, ela se jogou da janela do quinto andar

Nada é fácil de entender

 

Dorme agora

Hum, hum

É só o vento lá fora

 

Quero colo

Vou fugir de casa

Posso dormir aqui com vocês?

Estou com medo

Tive um pesadelo

Só vou voltar depois das três

 

Meu filho vai ter nome de santo

Quero o nome mais bonito

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Me diz por que que o céu é azul

Explica a grande fúria do mundo

 

São meus filhos que tomam conta de mim

Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar

Eu moro na rua, não tenho ninguém

Eu moro em qualquer lugar

Já morei em tanta casa que nem me lembro mais

Eu moro com meus pais

 

É preciso amar

As pessoas como se não houvesse amanhã

Porque se você parar pra pensar

Na verdade, não há

 

Sou uma gota d’água

Sou um grão de areia

Você me diz que seus pais não o entendem

Mas você não entende seus pais

   

Você culpa seus pais por tudo

Isso é um absurdo

São crianças como você

O que você vai ser

Quando você crescer?

 

(Renato/Legião Urbana. Pais e Filhos. In: RUSSO, As quatro Estações.

Rio de Janeiro: EMI, 1989)

 

Na terceira estrofe da canção “Pais e Filhos” (“Quero colo... só vou voltar depois das três”), os versos aparentemente independentes uns dos outros significam que

 

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