Foram encontradas 90 questões.
Leia o texto, publicado no jornal O Globo, em 2018, do jornalista carioca Gilberto Porcidonio.
As gírias ‘daora’ invadiram a nossa praia
Os “mano e as mina”, no trampo ou na balada, acham tudo “daora” ou “sussa”, ou só “ficam pistola” se tiver “treta”. Não deu para entender? Então, isso é sinal (ou seria semáforo) de que as gírias paulistanas desembarcaram no Rio para confundir. Mas a gente pode explicar, assim como qualquer carioca que aderiu ao “paulistanês”.
É o caso da estudante Aline Lopes, moradora de Bento Ribeiro. Ela usa corriqueiramente expressões típicas da Terra da Garoa, novas e antigas.
– Falo “que fita”, “fazer um corre” e “breja” – enumera Aline, para lamentar em seguida: Mas “padoca” e “feijuca” eu não consigo.
O tatuador Thiago Luz, que foi alvo de deboche quando chegou ao Rio, há 18 anos, lembra que falar palavras como “mano” era a senha para virar motivo de piada.
– Eu não podia falar “mano”, “meu”, “rolezinho” e “daora” que alguém sempre caía em cima. Parecia que eu estava em outro planeta.
Mas a história de amor com São Paulo não encanta todos os cariocas. O engenheiro Maurilio Mesquita, que mora na Tijuca, não disfarça o incômodo. Ele costuma dizer que o monopólio da língua é disputado entre Rio e São Paulo, numa espécie de “bipolarização do português”.
– Está na hora de o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tombar o português falado na antiga capital do Império – provoca Maurilio.
A matéria de Gilberto Porcidonio sugere que
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De acordo com a Nova Gramática do Português Contemporâneo, “hipérbato é termo genérico para designar toda inversão na ordem normal das palavras na oração, ou da ordem das orações no período, com finalidade expressiva” (Celso Cunha & Lindley Cintra. Rio de Janeiro: Editora Moderna, 1985, p. 610).
Em qual dos ditados populares apresentados a seguir temos um hipérbato?
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O texto a seguir foi publicado na revista Superinteressante como resposta à dúvida de um leitor sobre a origem da palavra “forró” . Leia-o para responder à questão.
A palavra “forró” surgiu mesmo de “for all”?
NÃO. Essa é uma lenda linguística, que, de tão repetida, acabou ganhando um verniz histórico. Segundo ela, militares americanos estabelecidos no Rio Grande do Norte, à época da Segunda Guerra, teriam organizado uma festa dançante. Então, para que todo mundo se sentisse convidado, fixaram uma placa na entrada com a inscrição “For All” (“para todos”) – que os brasileiros acabariam adaptando, por semelhança fonética, para “forró”. Mas o termo “forró” (“baile popular em que casais dançam ao som de ritmos nordestinos”) já constava em dicionário desde 1913 – três décadas antes. A origem mais plausível seria uma redução de “forrobodó”, que também significa “baile popular”. O termo foi dicionarizado em 1899. Em uma coluna de 2020 na Veja, o escritor e especialista em língua portuguesa Sérgio Rodrigues explica que “forrobodó” já era título de uma opereta de Chiquinha Gonzaga que estreou em 1911. E vai além, lembrando que, de acordo com o gramático Evanildo Bechara, a palavra vem do galego forbodó (também “baile popular”).
O processo de formação de palavra que, de acordo com o texto, caracteriza a origem provável da palavra “forró” também está presente em
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O texto a seguir foi publicado na revista Superinteressante como resposta à dúvida de um leitor sobre a origem da palavra “forró” . Leia-o para responder à questão.
A palavra “forró” surgiu mesmo de “for all”?
NÃO. Essa é uma lenda linguística, que, de tão repetida, acabou ganhando um verniz histórico. Segundo ela, militares americanos estabelecidos no Rio Grande do Norte, à época da Segunda Guerra, teriam organizado uma festa dançante. Então, para que todo mundo se sentisse convidado, fixaram uma placa na entrada com a inscrição “For All” (“para todos”) – que os brasileiros acabariam adaptando, por semelhança fonética, para “forró”. Mas o termo “forró” (“baile popular em que casais dançam ao som de ritmos nordestinos”) já constava em dicionário desde 1913 – três décadas antes. A origem mais plausível seria uma redução de “forrobodó”, que também significa “baile popular”. O termo foi dicionarizado em 1899. Em uma coluna de 2020 na Veja, o escritor e especialista em língua portuguesa Sérgio Rodrigues explica que “forrobodó” já era título de uma opereta de Chiquinha Gonzaga que estreou em 1911. E vai além, lembrando que, de acordo com o gramático Evanildo Bechara, a palavra vem do galego forbodó (também “baile popular”).
No texto, a ideia de semelhança fonética está associada
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Leia o texto a seguir, transcrição de um anúncio comercial publicado na Gazeta de Campinas, em 23 de junho de 1870.
Hotel Universal em Campinas
Rua do Commercio número 43
Este estabelecimento acha-se hoje montado com todo necessario. Os senhores viajantes ahi encontrarão sempre bons commodos, salão e quartos mobiliados. Um excellente cosinheiro e muito bons empregados servirão com a maior promptidão e aceio. Tem constantemente um completo sortimento de bebidas e refrescos e um sortimento de doces de todas as qualidades. Aprompta qualquer petisco sem demora. Recebe pensionistas internos e externos e manda comida para fóra por muito diminutos preços. Garante bem servir os freguezes para o que não poupa nem trabalho nem despeza. Tem cocheira para animaes onde são tratados perfeitamente com abundancia de capim e milho, e mandando-se laval-os e escoval-os. Estão a chegar ao mesmo hotel bons bilhares, jogos de bagatella, xadrez, damas, dominó, etc.
A partir da análise desse anúncio, é correto afirmar que
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Os quadrinhos a seguir foram publicados em uma tira da cartunista Laerte. Leia-os para responder à questão.

Do exame dessa tira, depreendemos que
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O texto a seguir é parte de uma campanha contra a violência doméstica. Leia-o para responder à questão.
| VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER. NÃO SE CALE. SILÊNCIO MATA. FALAR, NÃO! VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA. PROCURE UMA DELEGACIA OU UM CENTRO ESPECIALIZADO DE ATENDIMENTO À MULHER. JUNTAS SOMOS MAIS FORTES. |
Três períodos da peça publicitária se encontram corretamente articulados num único período composto em:
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O texto a seguir é parte de uma campanha contra a violência doméstica. Leia-o para responder à questão.
| VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER. NÃO SE CALE. SILÊNCIO MATA. FALAR, NÃO! VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA. PROCURE UMA DELEGACIA OU UM CENTRO ESPECIALIZADO DE ATENDIMENTO À MULHER. JUNTAS SOMOS MAIS FORTES. |
O texto dessa peça publicitária apresenta o uso de
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Leia o texto para responder à questão.
A conquista de uma gramática antirracista, ou seja, de um vocabulário antirracista e que trouxe expressões e palavras como “branquitude”, “lugar de fala”, “privilégio branco”, “racismo estrutural”, ganhou mais espaço no meio social. Entretanto, esta mesma gramática ainda não penetrou de fato no Judiciário, que segue encarcerando pessoas negras com uma lógica baseada no perfilamento racial. Diante desses dados, não há como negar que a prisão de pessoas negras e periféricas, que são a maioria nos presídios, faz parte de um sistema injusto e racista.
No texto, a palavra “entretanto“ poderia ser substituída por qualquer uma das seguintes palavras ou locuções:
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Leia o texto para responder à questão.
A conquista de uma gramática antirracista, ou seja, de um vocabulário antirracista e que trouxe expressões e palavras como “branquitude”, “lugar de fala”, “privilégio branco”, “racismo estrutural”, ganhou mais espaço no meio social. Entretanto, esta mesma gramática ainda não penetrou de fato no Judiciário, que segue encarcerando pessoas negras com uma lógica baseada no perfilamento racial. Diante desses dados, não há como negar que a prisão de pessoas negras e periféricas, que são a maioria nos presídios, faz parte de um sistema injusto e racista.
No texto, o uso da palavra “entretanto“ contribui para
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