Foram encontradas 120 questões.
O espírito é o servo e o enviado de Cristo. Eis um bom resumo da forma como a teologia ocidental delimitou a relação pneumatologia e cristologia. O Espírito como a confirmação subjetiva da revelação em Cristo (Barth) surge quase como um paradigma da teologia ocidental. A revelação de Deus, segundo Barth, dá-se de fora para dentro, não é resultado do esforço humano. Esta revelação é voltada, porém, para nós. Na relação com a cristologia, Barth parte do princípio que o Espírito Santo (...) não amplia o elemento cristológico, mas confirma o já dito e vivido. (...) Contrariando Barth e um grande número de teólogos ocidentais, [na visão pentecostal] o Espírito não é uma mera confirmação subjetiva da presumida objetividade da revelação de Deus em Cristo. Muitas vezes, vemos narrativas do Cristo bíblico apontando o Espírito como o responsável pela própria direção, execução e definição de conteúdo da missão. Poderíamos dizer que Jesus é uma confirmação localizada, específica, sui generis da manifestação mais ampla de Deus como Espírito que tudo transfunde e recria.
Antonio Carlos de Melo Magalhães. O pentecostalismo e o pensamento teológico atual: reflexões sobre pneumatologia e experiência na reflexão teológica. In: Estudos de Religião, 15, 1991, p. 74-6 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo a questões de teologia sistemática, conforme a contraposição de duas visões teológicas proposta pelo texto acima.
Uma diferença entre a pneumatologia de Barth e aquela de matriz pentecostal é que na primeira a pneumatologia encontra-se a serviço da cristologia, enquanto na segunda é verdadeiro o contrário.
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Flávio Josefo descreve da seguinte forma a configuração geopolítica da Galiléia no tempo de Jesus.
Há duas Galiléias, uma chama-se a alta e a outra a baixa; ambas são limitadas pela Fenícia e pela Síria. Do lado do ocidente, estão a cidade de Tolemaida, todo o seu território e o monte Carmelo, que outrora pertencia aos Galileus e agora é dos Tírios, perto do qual está a cidade de Gamala, chamada a cidade dos cavaleiros, porque o rei Herodes para lá mandava os dispensados. Do lado do Sul tem, na fronteira, a Samaria e Citópolis, até o rio Jordão. Do lado do oriente, os seus limites são Hipom, Gadaris e Galaunita, que são também os do reino de Agripa. E do lado do Norte confinam com Tiro e seus territórios.
Flávio Josefo. Antigüidades judaicas 3, IV, p. 238.
Tendo como referência inicial o texto acima, julgue o seguinte item, relativo à história e à geografia da Palestina.
A Palestina ao tempo dos romanos era constituída de quatro regiões geopolíticas principais: Galiléia, Samaria, Judéia e Iduméia.
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A figura do pastor se afirmou, com efeito, particularmente na do pregador. Isto é, na efetuação do discurso visando diretamente a transmitir o sentido da vontade divina e da condição humana. Ele se decidiu pela dessacralização do apelo clerical, fazendo do pastor não o intermediário obrigatório para o acesso aos “bens de salvação”, mas um teólogo versado nas Escrituras e na sua interpretação. A Reforma, neste sentido, já é a entrada do papel do clérigo na modernidade, pois que ela fez dele um especialista na figura do doutor. Mas essa modernidade pode paradoxalmente revelar-se como um handicap na conjuntura atual. Se existe, com efeito, uma tendência ao reconhecimento do papel do clérigo como especialista, não se trata de reabilitação do poder normativo do doutor, mas sim do reconhecimento de uma autoridade de competência das questões de sentido.
Jean-Paul Willaime. O pastor protestante como tipo específico de clérigo. In: Estudos de Religião, 25, 2003, p. 155.
Com relação às questões de cunho pastoral expressas pelo texto acima, julgue o item a seguir.
A nova conjuntura atual não precisa de um pastor que privilegie o desenvolvimento de competências sobre as questões de sentido da vida.
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A índole essencialmente comunitária da vida na aldeia parece atestada na forma das construções sinagogais que conhecemos do período pré-70, das quais a de Gamla é o exemplo por excelência. Suas fileiras de cadeiras em todos os lados implicam uma forma extrema de democracia.
Freyne. A Galiléia, Jesus e os evangelhos. Enfoques literários e investigações históricas. Loyola, São Paulo, 1996, p. 135.
Tendo do texto acima com referência inicial, julgue o item a seguir.
No ano 70, as sinagogas foram todas destruídas pelos romanos, que preservaram o Templo de Jerusalém por respeito a Javé.
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A seguir, são apresentadas narrativas bíblicas da criação do mundo e do homem, constantes nos capítulos 1 e 2 do Livro de Gênesis.
Cap. 1 – No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas (1-2).
(...) Também disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar... (26).
Cap. 2 – Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor Deus os criou. Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo havia brotado; porque o Senhor Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo (1-5). (...)
Então formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e lhes soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. E plantou Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado (7).
Julgue o item a seguir, conforme as duas citações bíblicas acima.
Há uma única narrativa da criação do mundo e do homem nos dois primeiros capítulos (1 e 2) do livro de Gênesis.
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Sobre a relação entre religiosidade e sexualidade, Max Weber afirma:
O comportamento religioso comunal da laicidade é formado, num nível primitivo, (...) de cultos e ritos dos diversos deuses funcionais que controlam a reprodução, seja do homem, seja das bestas, do gado ou das sementes. A partir da experiência erótica e de outras práticas mágicas, a noção de que a entrega sexual possui um mérito religioso não deve nos preocupar aqui. Por outro lado, a permanente abstinência do ascetismo carismático e a castidade dos padres e dos virtuosos religiosos é um sintoma de qualidades carismáticas e uma fonte de valiosas habilidades extáticas para o controle mágico de deus. O misticismo e o ascetismo atuaram juntos com freqüência para produzir hostilidade contra a sexualidade.
Max Weber. Sociology of religion. Boston: Beacon Press, 1963, p. 236-7 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o seguinte item.
A religiosidade originária está associada diretamente a cultos de reprodução e fertilidade.
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A índole essencialmente comunitária da vida na aldeia parece atestada na forma das construções sinagogais que conhecemos do período pré-70, das quais a de Gamla é o exemplo por excelência. Suas fileiras de cadeiras em todos os lados implicam uma forma extrema de democracia.
Freyne. A Galiléia, Jesus e os evangelhos. Enfoques literários e investigações históricas. Loyola, São Paulo, 1996, p. 135.
Tendo do texto acima com referência inicial, julgue o item a seguir.
A sinagoga de Gamla é um exemplo da organização civil e religiosa de uma aldeia judaica.
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O sentido do antipelagianismo teológico foi distorcido, sendo confundido com determinismo filosófico. Os teólogos antipelagianos foram acusados de abandonar a liberdade humana e converter o homem em puro objeto entre objetos. Algumas vezes, sua linguagem (e até mesmo a de Paulo) se aproxima desse erro maniqueísta. E alguns teólogos, na verdade, nem mesmo podem ser defendidos contra tal acusação. Sua ênfase antipelagiana não conduz necessariamente a tendências maniqueístas, pois a doutrina da escravidão da vontade pressupõe a liberdade da vontade. Só aquilo que é essencialmente livre pode cair em escravidão existencial.
Paul Tillich. Perspectivas da teologia protestante nos séculos XIX e XX. São Paulo, ASTE, 1999, p. 305.
Julgue o item seguinte, relativo a questões hamartiológicas e soteriológicas, conforme as idéias acima expressas por Tillich.
O antipelagianismo teológico deve ser considerado como um erro maniqueísta, que nega terminantemente a liberdade humana.
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Na sua escolha pelo método secular para estudar a Bíblia Hebraica, os críticos históricos não negam o caráter religioso inato da Bíblia, nem, na maioria dos casos, acreditavam que a Bíblia perdesse o seu significado religioso quando estudada criticamente. A pressuposição básica dos críticos históricos é que o aspecto religioso da vida, por mais sobrenatural que ele alegue ser nas suas versões judaicas e cristãs ortodoxas, é semelhante a todos os outros aspectos da vida ao ser histórico e evolucionário. Idéias e práticas religiosas surgem, obtêm predominância, mudam, combinam-se, interagem reciprocamente, declinam e morrem aos poucos. Como tudo o que é humano, os fenômenos religiosos têm a sua história.
N. Gottwald. Introdução socioliterária à Bíblia Hebraica. São Paulo: Paulinas, 1988, p. 23 (com adaptações).
Com base no texto acima, que trata da exegese bíblica e de sua história, julgue o item seguinte.
Os críticos históricos da literatura religiosa judaico-cristã consideram a religiosidade expressa por essa literatura como algo sujeito à história.
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O papel da Bíblia como cânon da igreja sugere que a primeira dialética para o intérprete das Escrituras é entre o cânone e a comunidade e não entre diversos textos sagrados, ou entre estes e a história do passado. A autoridade de toda regra depende de seu significado para a vida. Se uma autoridade se torna obsoleta, perde seu poder de informar e guiar. Se os textos sagrados não são adaptados à vida de modo a continuar interpretando as crises da comunidade, de maneira significativa, eles cessarão de funcionar como cânone.
R. W. Wall e Eugene Lemcio. The new testament as a canon: a reader in canonical criticism. JSNT 76. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1992, p. 192 (com adaptações).
Com base no texto acima, que trata do significado teológico do cânon bíblico, julgue o item subseqüente.
A Bíblia nunca poderá cessar de funcionar como cânon.
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