Paciente de 21 anos, com vacinação HPV completa, comparece
à Unidade Básica de Saúde (UBS) e apresenta resultado da
citologia do colo uterino realizada em consulta anterior. O
laudo citopatológico descreve: “Atipias celulares escamosas, de
significado indeterminado (ASCUS)”. Segundo o preconizado pelo Ministério da Saúde, qual é a
conduta?
Mulher de 33 anos procura atendimento no pronto-socorro por
dor anal há 3 semanas. Relata dor forte e aguda, com sangramento
de pequena monta produzido pela defecação. Os episódios de
dor duram em torno de 20 minutos e, por esse motivo, não
consegue defecar há 3 dias. Nega febre, sintomas urinários,
episódios anteriores ou uso de medicamentos. Ao exame físico,
apresenta plicoma sentinela na linha média posterior perianal,
sem massas ou sinais flogísticos, e, durante manobra de esforço,
visualiza-se pequena laceração na mucosa anal. Qual é o diagnóstico mais provável?
Mãe leva recém-nascido de 5 dias à Unidade Básica de Saúde
(UBS) para a primeira consulta, conforme orientação na alta da
maternidade. A criança está bem, sendo amamentada no peito,
porém, em alguns horários da amamentação, a mãe oferece
fórmula, pois suas mamas estão doendo e às vezes sangram. A conduta nesse caso é
Mulher de 32 anos, previamente hígida, apresenta quadro de
disúria, polaciúria, urgência miccional e dor lombar esquerda
há 3 dias, sem outras queixas genito-urinárias. Vem tomando
analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, porém sem
melhora. No 4º dia, evoluiu com febre, calafrios, náuseas
e vômitos, piora da lombalgia esquerda e astenia intensa.
Foi levada ao pronto-socorro pelo seu esposo. Ao exame,
temperatura axilar de 38,3 °C; frequência cardíaca de 110 bpm;
frequência respiratória de 32 irpm; pressão arterial de 70 x
40 mmHg; saturação de O2
de 96% em ar ambiente. Consciente
e orientada, corada, desidratada (+/4+), acianótica, anictérica.
Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome doloroso
em flanco esquerdo e hipogástrio. Sinal de Giordano positivo
à esquerda. Extremidades sem alterações. Realizou exame de
imagem que descartou a presença de cálculos urinários. Com base no diagnóstico mais provável, qual é a conduta
adequada?
Mulher de 58 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS)
para renovar receita de diazepam 10 mg. Refere que faz uso da
medicação há 25 anos e que não consegue adormecer sem ele.
Inclusive, queixa-se de que a medicação vem perdendo eficácia
e que sua memória está muito ruim. Nesse caso, a conduta mais adequada é
Durante reunião de equipe de uma Unidade Básica de Saúde
(UBS), a enfermeira relata o aumento de casos de sífilis em
gestantes e a alta proporção de pessoas com hipertensão sem
consulta de acompanhamento nos últimos 6 meses, conforme
a análise inicial dos dados extraídos do Sistema de Atenção
Básica (Sisab), Sistema eletrônico do SUS (e-SUS) e Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Qual a estratégia mais indicada para qualificar a translação dos
dados da sala de situação em ações de cuidado coletivo?
Homem negro de 22 anos, cisgênero, comparece à Unidade
Básica de Saúde (UBS). Relata dificuldades para dormir desde
o dia em que começou a namorar seu atual companheiro, há 4
meses. Fala sobre o aumento do número de óbitos por homofobia
na cidade. Queixa-se de dor de cabeça frequente, geralmente
do lado direito, de intensidade entre 5/10 e 7/10, que dura
algumas horas, às vezes até o outro dia, e melhora após o sono.
Os episódios ocorrem 2 vezes por mês, associados à vontade
de vomitar e incômodo com barulho. Não há melhora com uso
de ibuprofeno, nem paracetamol. Diz que não se alimenta bem,
come muita fritura e bebe 3 xícaras de café por dia, além de não
praticar atividade física. Exame físico: índice de massa corporal de
35 kg/m2. Qual é a conduta adequada para o caso?
Paciente de 30 anos, 3 cesarianas anteriores, com pré-natal
atual de risco habitual. Foi submetida a parto cesáreo eletivo
com 39 semanas de gestação. O procedimento cirúrgico
aconteceu sem intercorrências. Vinte minutos após o término
da cirurgia, queixa-se de mal-estar e tontura. Exame físico:
palidez; frequência cardíaca de 110 bpm; pressão arterial de 90
x 55 mmHg. Útero amolecido, 4 cm acima da cicatriz umbilical.
Curativo limpo e seco. Sangramento vaginal em grande
quantidade, ultrapassando o forro vaginal. Foi realizado acesso
venoso calibroso, solicitado hemograma e tipagem sanguínea
com reserva de hemocomponentes.
Em relação ao quadro clínico da paciente, qual deve ser a
próxima conduta?
Homem de 35 anos, vítima de agressão física por arma branca,
é encontrado caído no chão de um bar. Apresenta agitação
psicomotora, cianose, turgência jugular e desvio da traqueia à
esquerda. Pressão arterial de 90 x 40 mmHg; frequência cardíaca
de 120 bpm; saturação periférica de O2
de 87%. No local,
o socorrista nota uma faca com lâmina penetrada no quarto
espaço intercostal direito, na linha axilar anterior. O murmúrio
vesicular encontra-se diminuído em todo o hemitórax direito,
que se encontra hipertimpânico. A conduta imediata no atendimento pré-hospitalar deve ser
Lactente masculino, 1 ano, apresentou irritabilidade, febre elevada
e persistente, dor abdominal, hiporexia e vômitos, sendo levado
ao serviço de pronto-atendimento. Exame físico: taquicardia,
sem demais alterações. Exames realizados confirmaram infecção
urinária. Foi prescrita amoxicilina com clavulanato por 10 dias
e, como é o 3° episódio semelhante desde o nascimento, foi
orientado retorno ambulatorial após o término do tratamento
para acompanhamento e investigação. Ultrassonografia de rins
e vias urinárias não evidenciou malformações, sendo necessários
novos exames para investigar cicatrizes renais. O exame indicado ao caso é