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Regina Zilberman sintetiza as ideias de Hans Robert Jauss, que, a partir dos anos 1960, orientam a teoria da literatura na direção da estética da recepção, conferindo à atuação do leitor papel distintivo no processo de conhecimento e descrição da obra de arte literária. Para o crítico alemão, na síntese de Zilberman, a natureza eminentemente libertadora da arte se explicita pela experiência estética, composta por três atividades simultâneas e complementares – a poiesis, a aisthesis e a katharsis – cuja concretização depende da principal reação de que é capaz o leitor: a identificação. Enquanto culminância do exercício de leitura, a identificação, suscitada pelo herói, é categorizada em cinco modalidades, sobre as quais afirma-se que a
I. catártica é aquela tem um fundo liberador, própria à tragédia, conforme esperava Aristóteles.
II. associativa é desencadeada pelas personagens que se aproximam ao “homem comum”.
III. admirativa é produzida pela figura que corporifica um ideal e converte-se num exemplo a ser seguido.
IV. simpatética é aquela em que a representação se torna uma espécie de jogo, fazendo com que o espectador se integre à ficção.
V. irônica é aquela que leva o destinatário ao distanciamento e à reflexão, estando presente, com frequência, na ficção contemporânea.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Segundo Marcos Bagno, a hipercorreção é um fenômeno sociolinguístico que se observa quando um falante ou uma comunidade de falantes, ao tentar se aproximar de um padrão ideal imaginário de língua “boa”, acaba se desviando tanto da gramática intuitiva da língua quanto da gramática normativa.
Para o autor, em sua “Gramática pedagógica do português brasileiro”, NÃO pode ser considerado um caso de hipercorreção a
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Ao introduzir as classes das palavras e as categorias gramaticais, Evanildo Bechara explica que, quase sempre, a gramática engloba, numa mesma relação, palavras que pertencem a grupos distintos: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Segue o linguista afirmando que um exame atento mostrará que a relação junta palavras de natureza e funcionalidade bem diferentes, com base em critérios categoriais, morfológicos e sintáticos misturados – e que os elementos que as diferenciam são os diversos significados que lhes são próprios.
Dentre os significados elucidados por Bechara, é correto afirmar que o
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Ao discutir a abolição na imprensa e no imaginário social, Juremir Machado da Silva recupera as contradições e as ambivalências do jornalismo brasileiro da segunda metade do século XIX acerca da barbárie escravocrata. Além dos textos abrigados pelos jornais, o autor também faz menção a outros gêneros, tais como cartas, discursos parlamentares e obras literárias, oferecendo um panorama da intelectualidade e do pensamento político da época. Inserido numa historiografia literária linear, esse período – Realista – representa, nas palavras de Alfredo Bosi em sua “História concisa da literatura brasileira”, a superação da mitização romântica e a prevalência da posição incômoda do intelectual em face da sociedade tal como esta se veio configurando a partir da Revolução Industrial.
Em meio à “hesitação conservadora intencional”, traço da grande imprensa brasileira dos últimos anos da escravidão, Juremir Machado da Silva destaca
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Evanildo Bechara se refere ao “enunciado” como sendo uma unidade linguística que faz referência a uma experiência comunicada que deve ser aceita e depreendida cabalmente pelo interlocutor.
Tomando o conceito de “enunciado” trabalhado por Bechara, afirma-se que
I. na tradição gramatical brasileira, sua nomenclatura mais consolidada é “período”.
II. um de seus tipos é a “oração”, representando o objeto mais propício à análise gramatical.
III. ele também aparece sob a forma de “frase”, cuja estrutura interna apresenta relação predicativa.
IV. sua significação fundamental é desdobrada em cinco tipos: declarativo, interrogativo, imperativo, vocativo e exclamativo.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Em “Dramática da língua portuguesa”, Marcos Bagno afirma que a ideologia linguística em vigor é tanto mais perversa na medida em que nem mesmo as classes dominantes acreditam falar bem o português, produzindo uma espécie de autoaversão linguística nos brasileiros. Fruto dessa ideologia é a situação de polarização diglóssica em vigor: no polo positivo, está a norma-padrão, associada à escrita mais monitorada; no polo negativo, está o português brasileiro de ponta, reunindo as características gramaticais compartilhadas por todas as variedades do português do Brasil.
O autor apresenta algumas propostas para a superação dessa ideologia linguística antidemocrática e do dilema que ela engendra. Dentre elas, a proposta INCORRETA é
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Teresa Cristina Wachowicz define a argumentação como sendo a arte de persuadir, construindo, transformando ou desfazendo verdades, numa relação com os fatos que se dá mediante as inferências, com vistas à produção de uma nova tese.
Nessa direção, a tipologia argumentativa adotada pela autora, ao discutir as categorias da argumentação, estabelece que os argumentos de ligação baseados na estrutura do real podem abarcar uma relação de
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L. A. Marcuschi define a linguística do texto como o estudo das operações linguísticas, discursivas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção e processamento de textos escritos ou orais em contextos naturais de uso.
A partir dessa definição, a linguística do texto, segundo Marcuschi, NÃO pressupõe
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Ao discutir procedimentos didáticos para a elaboração de propostas de produção textual, M. L. Abaurre e M. B. Abaurre elencam alguns critérios objetivos a serem considerados pela/pelo docente durante a correção, etapa cuja função primordial é orientar a/o estudante no aprimoramento de seu trabalho em função de características associadas à situação de escrita – finalidade, perfil de leitor, contexto de circulação, estrutura do gênero discursivo, grau de formalidade de linguagem.
Sobre o conjunto de parâmetros apresentados pelas autoras acerca da tarefa de analisar tais produções escritas, é correto afirmar que
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Marcos Bagno trabalha com a ideia de que a ortografia oficial do português não é estritamente racional, exibindo uma série de incoerências e incongruências que inevitavelmente conduzem os aprendizes a fazerem deduções que, embora lógicas do ponto de vista intuitivo, não encontram respaldo nas convenções da ortografia oficial.
Para o autor, é correto afirmar que os erros de ortografia detectados na escrita dos alfabetizados
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