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Ao abordar a questão da tonicidade no português brasileiro, Bechara afirma que os vocábulos átonos proclíticos, ao perderem seu acento próprio para se subordinarem ao do tônico seguinte, acabam por sofrer reduções no seu volume fonético. Das alternativas abaixo, todas apresentam consequências da próclise de clíticos, EXCETO:
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Segundo Lyons, os neogramáticos adotaram a compreensão de que a Linguística tem que ser necessariamente histórica. Saussure, por outro lado, argumenta que a descrição sincrônica de línguas particulares pode ser igualmente explicativa. Das alternativas abaixo, todas estão corretas em relação ao apresentado por Lyons sobre a explicação sincrônica e a explicação diacrônica, EXCETO:
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Na obra “Produção textual, análise de gêneros e compreensão”, Marcuschi apresenta e analisa a proposta de trabalho com texto em sala de aula conhecida como “sequências didáticas”, elaborada inicialmente por Dolz e Schneuwly. Analise as afirmativas abaixo, que listam considerações feitas por Marcuschi sobre as sequências didáticas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) Tal proposta está alinhada à concepção de língua como um conjunto de práticas sociais e entende os gêneros nessa mesma linha.
( ) Na proposta de “sequências didáticas”, os gêneros são tratados como formas históricas com uma relativa estabilidade e com circulação na sociedade para consumo dos falantes e leitores em geral.
( ) A estratégia de modularidade situa as ações no contexto da realidade e naturaliza o trabalho com a língua.
( ) O caráter modular da proposta traz flexibilidade ao trabalho, uma vez que a modularidade pode obedecer uma ordem aleatória.
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Para Oliveira (2004, p. 23), “Embora não seja tarefa fácil definir o objeto de estudos da Semântica, afirma-se classicamente que seu objeto é o ‘significado’ das palavras e das sentenças. Abordagens mais recentes entendem que seu objetivo é descrever a capacidade que um falante tem para interpretar qualquer sentença de sua língua. Em quaisquer abordagens, devemos definir o conceito de significado. O problema é que não há consenso sobre o que é o ‘significado’.”
Oliveira sintetiza noções particulares de “significado” eleitas por diferentes abordagens semânticas. Considerando o apresentado pela autora no texto Semântica, que integra a obra Introdução à linguística: domínios e fronteiras” (vol. 2), organizada por Fernanda Mussalim e Ana Christina Bentes (2004), assinale a sequência que ilustra o preenchimento CORRETO dos parênteses, de cima para baixo:
1 – Estruturalismo de vertente saussureana
2 – Semântica Formal
3 – Semântica da Enunciação
4 – Semântica Cognitiva
( ) o significado é um termo complexo, composto por duas partes.
( ) o significado é o resultado do jogo argumentativo criado na linguagem e por ela.
( ) o significado é definido como uma unidade de diferença.
( ) o significado é a superfície linguística de um conceito adquirido por meio de interações sensório-motoras com o mundo.
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Analise as afirmativas abaixo sobre a transitividade verbal no português brasileiro:
I. Segundo Bechara, verbos que apresentam significado lexical referente a realidades bem concretas não necessitam de outros signos léxicos e são chamados de intransitivos, pela gramática tradicional.
II. Os verbos cujo conteúdo léxico é de grande extensão semântica e que necessitam delimitar essa extensão através de auxílio de outros signos léxicos adequados à realidade concreta, segundo Bechara, recebem o nome de transitivos.
III. Para Perini, a descrição das transitividades verbais deve ser feita em termos de exigência, recusa e aceitação livre de cada uma das funções relevantes.
IV. De acordo com Perini, as pesquisas indicam que há duas funções sintáticas relevantes para a definição da transitividade verbal, são elas: objeto direto e objeto indireto.
V. Na classificação apresentada por Perini, o verbo fazer apresenta o traço [Ex-OD].
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
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Carlos Alberto Faraco, no livro “Norma culta brasileira: desatando alguns nós” (2008, p. 160), afirma que: “A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta/comum/standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta/comum/standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguístico-culturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta/comum/standard sem normativismo.”
Considerando essa citação, assinale a alternativa que evidencia a concepção de norma culta/comum/standard defendida pelo autor.
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No que tange o ensino de gramática nas aulas de língua portuguesa, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, no item Linguagens, códigos e suas tecnologias, (BRASIL, 2002, p. 81) estabelecem que: “O ensino de gramática não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como um mecanismo para a mobilização de recursos úteis à implementação de outras competências, como a interativa e a textual” (BRASIL, 2002, p. 81). Tal concepção está alinhada ao conceito de “análise linguística” apresentado por Geraldi na obra “Portos de Passagem”.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO corresponde às ideias apresentadas pelo autor:
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Um mito
Por Sirio Possenti
O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas.
A primeira versão desse mito que conhecemos é a história de Babel, embora no livro não se diga que se falava corretamente, mas apenas que se falava uma só língua e todos se compreendiam. O castigo foi a diversidade linguística. Antes disso, o livro informara que Adão deu a cada criatura um nome adequado. Não se fala em sintaxe, concordância, regência, muito menos em correção, mas apenas na adequação dos nomes, que, diga-se, é hoje um tópico de muitas queixas.
Na verdade, o mito da decadência (o avesso do da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então... etc.
O dado mais curioso sobre a questão é que as queixas são bem antigas. Cícero já se queixava da mesma coisa, e conhece-se o Appendix Probi, que fazia uma lista de palavras corretas e de sua contraparte “errada” (por exemplo, condenava oricla, de que derivou orelha, defendendo auris; condenava rivus, contra rius, de onde obviamente veio rio; condenava socra (sogra) em vez de socrus; defendia ansa contra a forma nova asa etc.). Ou seja, já naquele tempo se faziam listas de erros, que hoje é um esporte bem lucrativo.
O curioso é que, a cada época, os defensores do seu padrão não se dão conta de que ele foi condenado anteriormente (quem deixaria de dizer rio, asa ou sogra?). Há queixas gerais, pura repetição de clichês, e queixas específicas, que tematizam questões particulares. As queixas começam pela grafia, sem que os críticos se deem conta de que uma lei pode mudá-la. A “invenção” de palavras consideradas desnecessárias ou o emprego das atuais em sentido “corrompido” também é um alvo muito comum.
Disponível em:<http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/3113/n/um_mito> Acesso em: 04 out. 2016
O texto de Sirio Possenti aborda uma questão recorrente quando o assunto é a língua portuguesa: o mito da decadência. Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, Marcos Bagno apresenta outros mitos relacionados a essa temática. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que desenvolve, de maneira INCORRETA, as ideias apresentadas por Sirio no texto acima e por Bagno na obra citada.
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Sobre a teoria da aprendizagem significativa aplicada ao ensino de Física, temos as seguintes afirmativas:
I. A reconciliação integradora está relacionada à aprendizagem subordinada.
II. A diferenciação progressiva do conceito subsunçor está relacionada com as aprendizagens superordenada e subordinada.
III. Quando o aprendiz possui os subsunçores adequados, um material é chamado de potencialmente significativo quando é relacionável à estrutura cognitiva do aprendiz de maneira não-arbitrária e não literal.
Assinale a alternativa em que toda(s) a(s) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S):
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Sobre a teoria da aprendizagem significativa aplicada ao ensino de Física, destacamos:
“... se o conceito de força nuclear deve ser aprendido por um aluno que já possui o conceito de força, bem estabelecido em sua estrutura cognitiva, o novo conceito específico (força nuclear) será assimilado pelo conceito mais inclusivo (força) já adquirido.” (MOREIRA, M. A. Teoria de aprendizagem. São Paulo: EPU, 1999. p. 158)
O processo enfatizado pelo autor é um tipo de aprendizagem:
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