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Na década de 1980, novos agentes econômicos entram em cena na disputa pela ocupação da Amazônia maranhense. A descoberta de jazidas de minério na serra do Carajás no Pará no final da década de 1960 acentuou o interesse de grupos políticos e econômicos para o oeste do Maranhão. Em virtude da magnitude das reservas descobertas e considerando os interesses estratégicos do Estado brasileiro, o governo militar, através da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), associou-se à United States Steel e criou, em abril de 1970, a Amazônia Mineração S/A para exploração de minérios. Em 1977, ela acaba se retirando do projeto ficando o capital da Amazônia Mineração S/A integralmente pertencente à CVRD, que, já em 1978, iniciou as obras de implantação do Projeto Ferro Carajás (PFC). Desde então, o projeto foi executado como prioridade de governo, e, em 1985, a mesma começou a exportar minério de ferro.
(MELO, Irisnete Santos de.Uma tragédia em três atos: As estratégias de ocupação e reterritorialização da Amazônia maranhense entre as décadas de 1960-1980. ANPUH – Brasil. Simpósio Nacional de História, Recife, 2019)
A implantação da Amazônia Mineração S/A fez parte de um projeto que a princípio reuniu
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TEXTO 1
O tambor de crioula felizmente continua muito vivo e atuante em São Luís e em todo o Estado. Temores previstos na época da pesquisa de que o incentivo ao turismo poderia contribuir para a breve descaracterização desta manifestação cultural não se concretizaram. Ao lado de apresentações turísticas [...] continuam a ser realizados pagamentos de promessa do catolicismo popular e do tambor de mina, com a realização de festas de tambor de crioula. [...] Hoje a intelectualidade jovem do Maranhão está descobrindo e valorizando o tambor de crioula como forma de divertimento, como objeto de estudo e como importante manifestação da cultura popular maranhense.
(FERRETTI, Sergio (Org.) Tambor de Crioula. Ritual e Espetáculo. 3. ed. São Luís: Comissão Maranhense de Folclore, 2002, p. 12)
TEXTO 2
A ligação feita entre tambor de crioula, santos e entidades foi mencionada em todos os grupos. Alguns afirmaram que a prática do tambor só se justifica se em louvor a São Benedito, ou outro santo festejado. Outros consideravam que o tambor é uma festa, uma diversão, logo a presença do santo só é necessária quando se está pagando promessa. Para alguns, apenas santos católicos. Já outros reverenciam santos, entidades de cultos afro, sobretudo do tambor de mina. Esta última distinção acompanha também a forma de dançar. Muitas coreiras reclamam de companheiras que “dançam tambor de crioula como se estivessem dançando mina”.
(RAMASSOTE, Rodrigo Martins. Dossiê do Registro do tambor de crioula. Iphan, 2006, p. 32)
É possível inferir, mediante a leitura dos textos, que o Tambor de Crioula é uma manifestação da cultura
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Essa realidade é bem mais acentuada no campo maranhense, principalmente em razão do crescente processo desenvolvimentista de industrialização que influencia a chegada de grandes projetos e do agronegócio no meio rural e ocasiona um cerceamento de acesso aos territórios, comprometendo a reprodução familiar de muitos trabalhadores (as) rurais. Outro fato é que tais trabalhadores não conseguem ser inseridos no modelo de produtividade da agricultura moderna, em razão da baixa escolaridade e pouca qualificação profissional, o que contribui decisivamente tanto para o quadro de indigência referente às relações de trabalho quanto para os deslocamentos compulsórios da população pobre. Essa nova dinâmica instaurada no campo maranhense é um fator preponderante para a migração de trabalhadores (as) rurais, que buscam, mesmo que precariamente, a inserção no mercado de trabalho, e que pode resultar em condições análogas à de escravos, conforme previsto no artigo 149 do Código Penal Brasileiro.
(MOURA, Flávia de Almeida; SOUSA, Joyce Érica Amaral; MELO, Rafael Passos de. Migração e pobreza: notas sobre o trabalho escravo contemporâneo na baixada maranhense. São Luís: EDUFMA, 2022, p.168)
O Maranhão carrega o deplorável título de maior fornecedor de mão de obra submetida a condições análogas à escravidão. A busca desses trabalhadores em situações, muitas vezes precárias, explica-se pela (o):
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De Teresina a São Luís
Peguei o trem em Teresina
Pra São Luís do Maranhão
Atravessei o Parnaíba
Ai, ai que dor no coração
O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa
Bom dia, Caxias, .
Terra morena de Gonçalves Dias
Dona Sinhá avisa pra seu Dá
Que eu tô muito avexado
Dessa vez não vou ficar
O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa
Boa tarde, Codó, do folclore e do catimbó
Gostei de ver cabrochas de bom trato
Vendendo aos passageiros
"De comer" mostrando o prato
O trem danou-se naquelas brenhas
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa
Alô Coroatá, os cearenses acabam de chegar
Pra meus irmãos uma safra bem feliz
Vocês vão para Pedreiras e eu vou pra São Luís.
(De Teresina a São Luís. Composição: Helena Gonzaga e João do Vale. RCA Victor, 1962.)
A letra da conhecida música composta por João do Vale e cantada por tantos outros destaca de maneira bastante afetiva:
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Quanto à expectativa de anos de estudo, que é um indicador que sintetiza a frequência escolar da população em idade escolar, ou mais precisamente, indica a média de anos de estudo que uma criança que inicia a vida escolar no ano de referência deverá completar ao atingir a idade de 25 anos, a média de anos de estudo em 2022, era de 8,4 anos. Essa média vem crescendo ao longo dos últimos anos. Em 2016 era de 7,8 anos, em 2017, 8,0 anos, em 2018, 8,2 anos e em 2019, 8,4 anos. Os dados demostram que a população maranhense possui uma baixa escolarização, apesar dos avanços recentes, a exemplo do aumento do percentual de jovens com ensino médio completo que, em 2010 era 29,60% e em 2022 passou para 42,8% (IBGE, 2022). De fato, a baixa escolaridade, sobretudo entre os mais pobres, agrava problemas as restrições econômicas, haja vista que a educação é um dos condicionantes do nível de remuneração e das chances de obtenção de emprego.
(ERICEIRA, Alzira do Carmo Carvalho. A Gestão e o Financiamento da Política de Assistência Social no estado do Maranhão: Versos E Reversos Pós-Golpe de 2016.2023.)
De acordo com os dados apresentados, é possível perceber em curso o aumento da escolarização da população maranhense, processo esse fundamental para a
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The three passages below are part of the paper “Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Read them and answer questions 11 to 15.
LIBERALI, Fernanda; MEGALE, Antonieta. Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Colombian Applied Linguistics Journal, 2016, v.18, 95-108.
Although there are no official numbers due to this lack of regulation, it is possible to picture the expansion of bilingual schools based on research data and publishing houses. There are also few projects in public schools. This expansion may be understood once the teaching of English in Brazil has become a booming business and the belief that this language is essential to a successful life is transmitted by the media (Rajagopalan, 2005). It is necessary that (…) researchers problematize and propose reflections on people’s rights and duties involving their participation in the economic, social, and political life of the communities which they are part of and which they may join. For this to be accomplished, there must be a conscientious multilingual education and not just teaching by means of a practice called “elite bilingual education” reinforcing its “elite” nature. (…) We observed that although heteroglossic views of language have been an important notion discussed at universities in order to rethink the teaching of language and the type of bilingual education provided in Brazil, these discussions do not reach the schools which continue to adopt monolingual views of language in their practices and policies.
Based on the excerpt above, which difficulties persist in the development of bilingual education in Brazil?
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The three passages below are part of the paper “Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Read them and answer questions 11 to 15.
LIBERALI, Fernanda; MEGALE, Antonieta. Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Colombian Applied Linguistics Journal, 2016, v.18, 95-108.
(…) In some cases, the interest in a prestigious bilingualism arose from a desire by some countries to benefit economically, politically, and culturally from the straightforward participation in the global network that has been built through the use of English (Gardner, 2012). On the other hand, it is also accomplished as an answer to world multilingualism, generating the possibility of participation in intercultural actions in different languages and different cultural experiences (García & Flores, 2012). Therefore, this means the creation of a kind of education that, in a significant way, not only includes apprentices but also opens space for them to act and participate through various language practices (García & Flores, 2012). With the learning experience within a bilingual education context, students may increase their cultural awareness both in the culture(s) of origin, and in the culture of the additional language, have a different way of looking at things, build tolerance towards linguistic and cultural groups, value human diversity, and constitute themselves with hybrid identities (Canclini, 2011).
Read the excerpt above and decide if the information below is True (T) or False (F). Then choose the correct alternative below.
I. Some countries’ interest in English is mostly connected to political, cultural, and economic benefits as an attempt to be part of a larger international network.
II. The use of English worldwide is described as one of the strongest tools for the manipulation of soft power that has been developed through bilingual education in Brazil by the elite and against minorities.
III. Students’ agency, empowerment, and interculturality are some of the possible outcomes of bilingual education.
IV. Bilingual education is presented as strengthening students’ original cultural identity, even shielding students from letting in any changes or hybrid influences from English-speaking countries.
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The three passages below are part of the paper “Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Read them and answer questions 11 to 15.
LIBERALI, Fernanda; MEGALE, Antonieta. Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Colombian Applied Linguistics Journal, 2016, v.18, 95-108.
Brazil has always been a multilingual country, although throughout its history it has systematically tried to get rid of its linguistic and cultural diversity or veil it. However, for the last two decades alone, we have witnessed an ideological change that acknowledges and stimulates Brazilian plurilingualism. In this scenario, Liberali and Megale (2011) point out that there are four Brazilian bilingual education proposals: bilingual education with sign language, indigenous bilingual education, bilingual education in multilingual contexts, and elite or prestigious bilingual education whose name was given due to the favorable financial conditions of students who can attend these schools, in them instruction occurs in two languages simultaneously, most commonly English ad Portuguese.
What is correct to affirm about the passage?
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The three passages below are part of the paper “Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Read them and answer questions 11 to 15.
LIBERALI, Fernanda; MEGALE, Antonieta. Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Colombian Applied Linguistics Journal, 2016, v.18, 95-108.
Choose the option that correctly answer the question, “If discussions on heteroglossic views of language reached schools, what could happen?”
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The three passages below are part of the paper “Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Read them and answer questions 11 to 15.
LIBERALI, Fernanda; MEGALE, Antonieta. Elite bilingual education in Brazil: an applied linguist’s perspective. Colombian Applied Linguistics Journal, 2016, v.18, 95-108.
About the sentence “Although there are no official numbers due to this lack of regulation, it is possible to picture the expansion of bilingual schools based on research data and publishing houses.”
Which alternative correctly rewrites the sentence in the passive voice?
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