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Mulher de 65 anos foi internada na enfermaria de clínica médica para investigação de colúria, acolia fecal e icterícia iniciados há 10 dias. O quadro evoluiu progressivamente, sem dor abdominal e sem febre. Possui antecedente de câncer de cólon tratado cirurgicamente há dois anos, com recidiva e metástases hepáticas diagnosticadas há seis meses. Ao exame físico, encontra-se desnutrida, ictérica e com aumento do volume abdominal.
Exames laboratoriais:
• Hemoglobina: 10,2 g/dL; leucócitos: 6.500/mm³; plaquetas: 180.000/mm³.
• AST (TGO): 180 U/L; ALT (TGP): 150 U/L; fosfatase alcalina: 980 U/L; GGT: 740 U/L.
• Bilirrubina total: 18 mg/dL (direta 15 mg/dL); albumina: 2,5 g/dL; INR: 1,6.
• Ultrassonografia abdominal: fígado aumentado e heterogêneo, com múltiplas lesões hiperecogênicas, dilatação das vias biliares intra-hepáticas, ascite moderada e linfonodos periportais aumentados.
Com base nos dados clínicos, laboratoriais e de imagem apresentados, o diagnóstico mais provável para a icterícia observada é
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Homem de 42 anos, sem comorbidades conhecidas, comparece para avaliação de hipertensão arterial resistente diagnosticada há 5 anos e em uso de três fármacos em doses plenas (losartana, anlodipino e hidroclorotiazida), com controle pressórico insatisfatório (média de 160 x 100 mmHg).
Refere fadiga muscular ocasional e câimbras noturnas, sem uso de diuréticos de alça. Ao exame físico, pressão arterial de 162 x 98 mmHg, sem estigmas de Cushing.
Os exames laboratoriais mostram:
• Potássio sérico: 3,2 mEq/L (VN: 3,5–5,0); Sódio sérico: 144 mEq/L; Creatinina: 0,9 mg/dL; TFG estimada: > 90 mL/min/1,73m²; Glicemia e perfil lipídico normais.
• Eletrocardiograma: sinais de hipertrofia ventricular esquerda.
Considerando o quadro descrito, a conduta diagnóstica mais apropriada é
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Homem de 55 anos, hipertenso recém-diagnosticado, comparece à primeira consulta de seguimento após confirmação de pressão arterial média de 148 x 94 mmHg em duas visitas distintas. É ex-tabagista, com circunferência abdominal aumentada, e refere dieta rica em sódio.
Durante a consulta, o médico discute os exames laboratoriais necessários para a avaliação inicial do quadro.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a avaliação inicial completa do paciente hipertenso é
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Homem de 58 anos, diabético tipo 2 há 10 anos, dislipidêmico e ex-tabagista, comparece para reavaliação de pressão arterial. Relata boa adesão às medidas não farmacológicas, com redução de sal na dieta, perda ponderal de 3 kg e prática regular de atividade física. Apresenta as seguintes médias de pressão arterial em consultório: 135 x 85 mmHg em duas consultas distintas, com intervalo de 3 meses entre elas. Exames recentes mostram TFG estimada de 70 mL/min/1,73m², microalbuminúria positiva e LDL de 115 mg/dL.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a conduta mais apropriada neste momento é
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Paciente do sexo feminino, 75 anos, é trazida ao ambulatório de reumatologia após uma fratura vertebral atraumática (fratura por fragilidade) confirmada por radiografia.
Sua densitometria óssea (DMO) mais recente mostra um T-score de -3,0 na coluna lombar e de -2,5 no colo do fêmur. A paciente possui boa função renal e nunca recebeu tratamento farmacológico para osteoporose.
Considerando as diretrizes para o tratamento da osteoporose, a conduta inicial mais eficaz para redução rápida do risco de novas fraturas é
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Paciente feminina, 45 anos, procura a clínica de reumatologia com queixa de fadiga crônica, mialgias difusas, artralgias persistentes em joelhos e mãos, transtornos neuropsiquiátricos e febre baixa intermitente há oito meses.
A investigação laboratorial revela elevação da proteína c reativa, velocidade de hemossedimentação e fator antinuclear (FAN) positivo (padrão pontilhado fino, título1/320), sem preencher critérios diagnósticos para doença autoimune clássica (como lúpus ou artrite reumatoide).
A paciente relata que se submeteu, há um ano, a um procedimento estético injetável para preenchimento glúteo com “substância modeladora” de origem não especificada. A biópsia do local da injeção mostrou inflamação granulomatosa crônica com histiócitos espumosos e material oleoso livre.
O residente de reumatologia dá a seguinte interpretação correta a respeito do diagnóstico mais provável e da conduta de tratamento inicial:
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Paciente masculino, 65 anos, diabético tipo 2 e com história de colecistectomia prévia, é admitido com febre intermitente (picos de 39,5 graus Celsius) e calafrios há dez dias. Relata dor constante no hipocôndrio direito, associada a náuseas e perda de peso. Ao exame, está febril, com sensibilidade e hepatomegalia no quadrante superior direito.
Os exames laboratoriais de admissão mostram:
• hemograma: leucocitose de 18.000 por milímetro cúbico, com desvio à esquerda; anemia discreta.
• bioquímica: proteína c reativa 250 mg/L; fosfatase alcalina e gama glutamil transferase três vezes o limite superior da normalidade.
• tomografia computadorizada do abdome: lesão multiloculada de no lobo direito do fígado, com realce periférico em anel após a administração de contraste intravenoso.
O residente de clínica médica, ao analisar os achados, chega à seguinte conclusão correta a respeito do diagnóstico mais provável e a da conduta terapêutica de urgência:
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Paciente masculino, 72 anos, comparece à consulta com queixa de fraqueza, cansaço progressivo e dispneia leve aos esforços há vários meses. Nega sangramentos evidentes, mas relata perda de peso não intencional nos últimos seis meses. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica (hemoglobina 8,0 g/dL; VCM 70 fL; HCM 20 pg).
Valores de Referência Laboratorial:
• ferritina sérica: 20 a 250 ng/mL;
• ferro sérico: 60 a 170 microg/dL;
• capacidade total de ligação do ferro (tibc): 250 a 450 microg/dL;
• índice de saturação de transferrina (ist): 20 a 50%;
• contagem de reticulócitos: 0,5 a 2,0%.
O residente de clínica médica, ciente dos principais exames solicitados, fez a seguinte interpretação correta para o quadro descrito:
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HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EVANGÉLICO MACKENZIE – PROCESSO SELETIVO DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2025 FGV CONHECIMENTO CLÍNICA MÉDICA TIPO 1 BRANCA – PÁGINA 6 12 Paciente feminina, 48 anos, é admitida na emergência com quadro de fraqueza progressiva, fadiga e icterícia há três dias. Nega sangramentos ou comorbidades conhecidas. Ao exame físico, apresenta-se pálida, ictérica (2+/4+), com taquicardia e esplenomegalia discreta.
Os resultados dos exames laboratoriais mostram:
• Hemograma: hemoglobina 6,5 g/dL; volume corpuscular médio (vcm) 95 fL; contagem de reticulócitos corrigida para anemia 5%; plaquetas e leucócitos normais.
• Bioquímica: bilirrubina total 4,0 mg/dL (bilirrubina indireta 3,5 mg/dL); desidrogenase lática (LDH) 800 U/L; haptoglobina indetectável no soro.
Diante desse quadro clínico e laboratorial, o próximo passo para confirmar a etiologia dessa condição é realizar
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Paciente feminina, 60 anos, transplantada renal em uso de imunossupressores, é internada com quadro de febre e dor intensa na região torácica. Ao exame físico, apresenta lesões vesiculares agrupadas em base eritematosa, distribuídas em um dermátomo (lesão unilateral e localizada), compatíveis com herpes zoster.
A paciente reside em enfermaria compartilhada com outros pacientes transplantados. A equipe de saúde, incluindo um residente sem histórico de vacinação ou varicela prévia, está prestando assistência.
Com base nas normas de controle de infecção hospitalar e nas características da doença em paciente imunossuprimido, a respeito da conduta de isolamento e das precauções mais adequadas para a paciente e o residente, é correto afirmar que
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