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Homem, 28 anos, previamente hígido, é atendido no pronto- socorro 15 minutos após ingestão de camarão em restaurante. Refere que, logo após comer, começou a apresentar prurido intenso em palmas das mãos e plantas dos pés, seguido de eritema generalizado, edema de lábios e língua, sensação de aperto na garganta, dificuldade para respirar e tontura. Nega história prévia de alergia alimentar. Ao exame físico, apresenta-se ansioso, com fácies de angústia, urticária difusa, edema de lábios e língua, estridor laríngeo audível, sibilos difusos à ausculta pulmonar bilateral e pulsos periféricos filiformes. Pressão arterial de 80/50 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 irpm e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente.
A conduta terapêutica mais apropriada para o caso é
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Mulher, 38 anos, com diagnóstico de miastenia gravis há 2 anos, em uso regular de piridostigmina 60 mg a cada 6 horas e prednisona 20 mg em dias alternados, procura o pronto-socorro com queixa de piora progressiva de fraqueza muscular nos últimos 5 dias. Refere que, há uma semana, apresentou tosse produtiva, febre de 38,5 ºC e dispneia aos esforços, tendo sido atendida em outra unidade de saúde, onde foi prescrito levofloxacino 750 mg ao dia. Desde então, evoluiu com agravamento da ptose palpebral bilateral, diplopia constante, disfagia para sólidos, disartria e fraqueza proximal em membros superiores com dificuldade para pentear os cabelos. Nega dispneia em repouso, mas relata fadiga aos mínimos esforços.
Ao exame físico, apresenta-se lúcida e orientada, eupneica em ar ambiente, ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base direita, ptose palpebral bilateral acentuada, oftalmoparesia com limitação da abdução ocular bilateral, voz anasalada, fraqueza muscular proximal grau 4 em membros superiores e grau 4+ em membros inferiores. Frequência respiratória de 18 irpm, saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente, capacidade vital forçada de 2,8 litros (85% do predito). Gasometria arterial: pH 7,42, PaCO2 38 mmHg, PaO2 88 mmHg, HCO3 24 mEq/L, SatO2 96%. Radiografia de tórax evidenciou infiltrado em lobo inferior direito.
A conduta terapêutica mais apropriada para o caso é
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Mulher, 52 anos, com artrite reumatoide em uso de prednisona 20 mg/dia há 3 anos, é internada com febre, sudorese noturna e emagrecimento de 12 kg nos últimos 2 meses.
Ao exame físico, apresenta palidez cutaneomucosa, linfonodomegalia cervical e hepatoesplenomegalia. A investigação confirmou tuberculose disseminada e foi iniciado esquema RIPE. No quinto dia de tratamento, evoluiu com icterícia, náuseas intensas e vômitos, sendo suspensa a medicação tuberculostática.
Exames laboratoriais revelaram AST 420 U/L, ALT 380 U/L, bilirrubina total 4,2 mg/dL, albumina 2,1 g/dL, hemoglobina 8,5 g/dL e linfócitos totais 800/mm³. Durante a internação, apresentou hipotensão ortostática persistente, hiperpigmentação cutânea difusa e astenia intensa.
Novos exames mostraram sódio 128 mEq/L, potássio 5,8 mEq/L, glicemia 62 mg/dL e cortisol sérico às 8h de 3,2 mcg/dL. Após 4 semanas de jejum prolongado devido à intolerância alimentar e vômitos persistentes, a paciente desenvolveu quadro agudo de desorientação temporoespacial, nistagmo horizontal bilateral e ataxia de marcha com base alargada, sendo incapaz de realizar marcha em tandem.
A conduta terapêutica mais apropriada pela descrição do caso é
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Homem de 68 anos com adenocarcinoma colorretal metastático em fígado, em quimioterapia paliativa há 9 meses, foi diagnosticado com trombose venosa profunda (TVP) em membro inferior esquerdo há 6 meses. Desde então, faz uso de apixabana 5 mg duas vezes ao dia, com boa adesão e sem sangramentos.
Atualmente está clinicamente estável, sem edema residual, mantendo quimioterapia ativa e função hepática e renal normais. IMC: 27 kg/m². Durante a visita de seguimento, discute-se a conduta em relação à profilaxia secundária do tromboembolismo venoso (TEV) após completar 6 meses de anticoagulação plena.
Considerando as evidências e recomendações atuais, a conduta mais adequada é
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Mulher de 62 anos com diagnóstico de adenocarcinoma ductal de pâncreas, submetida a quimioterapia paliativa (último ciclo há 8 semanas), foi internada por infecção urinária complicada. Recebeu antibioticoterapia e analgesia, evoluindo com controle do quadro infeccioso e melhora da dor, encontrando-se agora assintomática e em condições de alta hospitalar.
Histórico adicional: mantém atividade ambulatorial preservada, sem sangramentos recentes nem trombose prévia. Exames: hemoglobina 9,1 g/dL (prévia há 3 meses: 13,0 g/dL), plaquetas 210.000/mm³, creatinina 0,8 mg/dL.
Na avaliação do risco de tromboembolismo venoso (TEV) pelo escore de Khorana, a paciente pontuou 2 pontos por câncer de pâncreas e 1 ponto por hemoglobina <10 g/dL. Durante o round clínico, discutiu-se a necessidade de manter profilaxia primária de TEV após a alta hospitalar.
Considerando as recomendações atuais sobre prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com câncer, a conduta mais adequada é
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Paciente do sexo feminino, 32 anos, previamente hígida, procura atendimento em pronto-socorro referindo febre alta diária há 3 semanas, com pico vespertino chegando a 39,5 ºC, seguido de defervescência espontânea e sudorese profusa. Associa artralgia intensa em punhos, joelhos e tornozelos bilateralmente, além de odinofagia e rash cutâneo evanescente que surge concomitante aos picos febris, predominando em tronco e membros. Nega perda ponderal significativa, sintomas respiratórios persistentes, uso de medicações recentes ou viagens. Antecedentes pessoais e familiares sem particularidades.
Ao exame físico: temperatura axilar 39,2 ºC, frequência cardíaca 110 bpm, pressão arterial 110/70 mmHg. Regular estado geral, corada, hidratada. Orofaringe hiperemiada sem exsudato. Presença de exantema maculopapular eritematoso, evanescente, em tronco e face interna de coxas, não pruriginoso. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Abdômen: fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, baço palpável a 1 cm do rebordo costal esquerdo, indolores. Exame articular: edema e dor à mobilização de punhos, joelhos e tornozelos bilateralmente, sem deformidades. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 82 fL, leucócitos 18.500/mm³ (neutrófilos 88%, linfócitos 8%), plaquetas 520.000/mm³, velocidade de hemossedimentação 95 mm/1ª hora, proteína C reativa 145 mg/L (VR: < 5 mg/L), ferritina 8.200 ng/mL (VR: 15-150), fração glicosilada da ferritina 12% (VR: >20%), transaminases (TGO 85 U/L, TGP 92 U/L), bilirrubinas normais, função renal normal. Fator reumatoide negativo, FAN negativo, anti-CCP negativo. Hemoculturas (3 amostras): negativas. Sorologias para HIV, hepatites B e C, Epstein-Barr, citomegalovírus: negativas. Radiografia de tórax: sem alterações. Ecocardiograma transtorácico: derrame pericárdico laminar.
Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais e de imagem, a hipótese diagnóstica mais provável e os principais diagnósticos diferenciais a serem considerados são
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Paciente do sexo masculino, 28 anos, portador de doença de Crohn diagnosticada há 6 anos, com acometimento ileocolônico, comparece à consulta gastroenterológica referindo piora progressiva da dor abdominal nos últimos 3 meses, associada a diarreia líquida (6-8 evacuações/dia), perda ponderal de 8 kg no período, distensão abdominal e flatulência excessiva. Há 2 meses, desenvolveu drenagem de material fecaloide por orifício cutâneo em flanco direito, adjacente a cicatriz de laparotomia prévia (ressecção ileocecal realizada há 3 anos). Nega febre, mas relata episódios de calafrios noturnos. Em uso irregular de azatioprina 150 mg/dia nos últimos 18 meses, sem outras medicações.
Antecedentes cirúrgicos: ressecção ileocecal com anastomose ileocolônica há 3 anos por estenose fibrótica refratária.
Ao exame físico: emagrecido (IMC 18,5 kg/m²), descorado +/4+, desidratado +/4+. Abdomen: presença de orifício fistuloso em flanco direito drenando secreção fecaloide, com pele perilesional hiperemiada, sem sinais de abscesso palpável. Abdomen difusamente doloroso à palpação, sem defesa ou descompressão brusca dolorosa.
Exames laboratoriais: hemoglobina 9,8 g/dL, VCM 78 fL, leucócitos 12.800/mm³ (neutrófilos 76%, linfócitos 18%), plaquetas 485.000/mm³, albumina 2,8 g/dL, proteína C reativa 68 mg/L (VR: < 5 mg/L), calprotectina fecal 850 mcg/g (VR: < 50 mcg/g), vitamina B12 150 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 22 ng/mL (VR: 2-20). Tomografia de abdome e pélvis com contraste: espessamento parietal do íleo terminal e cólon ascendente, trajeto fistuloso entre alça ileal e parede abdominal anterior (fístula enterocutânea), sem coleções intra-abdominais. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 28 ppm acima do basal em 75 minutos.
Considerando o quadro clínico e os achados de imagem e laboratoriais, a abordagem terapêutica mais adequada para esse paciente inclui
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Paciente do sexo feminino, 32 anos, procura atendimento dermatológico referindo surgimento, há 5 dias, de lesões dolorosas em membros inferiores, precedidas, há duas semanas, por quadro de odinofagia, febre baixa e mal-estar geral, que melhoraram espontaneamente. Relata artralgia em tornozelos e joelhos nos últimos 3 dias, sem edema articular evidente. Nega uso de medicações, exceto contraceptivo oral combinado nos últimos 6 meses. Nega viagens recentes, perda ponderal, sintomas respiratórios persistentes ou alterações do hábito intestinal.
Antecedentes pessoais: asma leve intermitente.
Ao exame físico: bom estado geral, eupneica, temperatura axilar 37,8 ºC, frequência cardíaca 88 bpm, pressão arterial 120/75 mmHg. Orofaringe sem alterações no momento do exame.
Exame dermatológico: presença de múltiplos nódulos eritematosos, levemente elevados, quentes e extremamente dolorosos à palpação, medindo entre 2 e 4 cm de diâmetro, localizados bilateralmente em regiões pré-tibiais e face anterior das pernas, sem ulceração ou drenagem. Ausência de lesões em outras topografias. Membros inferiores sem edema ou sinais flogísticos em articulações.
Exames laboratoriais: hemoglobina 13,8 g/dL, leucócitos 10.200/mm³ (neutrófilos 68%, linfócitos 24%, eosinófilos 2%), plaquetas 298.000/mm³, velocidade de hemossedimentação 48 mm/1ª hora, proteína C reativa 32 mg/L (VR: < 5 mg/L). Radiografia de tórax: sem alterações do parênquima pulmonar ou linfonodomegalias hilares.
Considerando o quadro clínico e os achados complementares, assinale a afirmativa correta a respeito da hipótese diagnóstica mais provável e da principal etiologia associada.
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Paciente do sexo feminino, 68 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, procura atendimento dermatológico referindo prurido intenso há aproximadamente 8 meses, predominantemente em membros superiores e inferiores, tronco e região dorsal. Relata que o prurido se intensifica no período noturno, prejudicando significativamente a qualidade do sono. Nega febre, perda ponderal ou sudorese noturna.
História patológica pregressa: rinite alérgica desde a infância. Ao exame físico dermatológico: múltiplas pápulas e nódulos eritematosos, alguns com centro esbranquiçado e bordas hiperpigmentadas, medindo entre 0,5 e 2 cm de diâmetro, distribuídos simetricamente em superfícies extensoras dos membros superiores e inferiores, face anterior do tronco e região lombar. Observam-se escoriações, crostas hemáticas e áreas de liquenificação sobre algumas lesões. Presença do "sinal da borboleta" no dorso, caracterizado por área relativamente poupada de lesões na região toracolombar mediana de difícil alcance manual. Ausência de lesões em face, palmas e plantas.
Exames laboratoriais: hemoglobina 13,2 g/dL, leucócitos 7.800/mm³ (eosinófilos 6%, linfócitos 28%, neutrófilos 62%), plaquetas 245.000/mm³, ureia 38 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL, TGO 28 U/L, TGP 32 U/L, fosfatase alcalina 82 U/L, bilirrubinas totais 0,8 mg/dL, IgE total 680 UI/mL (VR: < 100 UI/mL), TSH 2,1 mUI/L. Biópsia cutânea de lesão nodular: hiperceratose, acantose irregular, discreta espongiose, fibrose dérmica superficial e infiltrado inflamatório perivascular constituído predominantemente por linfócitos e eosinófilos.
Considerando o quadro clínico, os achados laboratoriais e histopatológicos, assinale a afirmativa correta a respeito da hipótese diagnóstica e das características associadas.
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Homem de 54 anos é levado ao pronto-socorro após episódio de hematêmese volumosa há cerca de 30 minutos. Relata história de etilismo crônico e diagnóstico prévio de hepatite C, sem acompanhamento médico regular. Nas últimas semanas notou aumento do volume abdominal e edema em membros inferiores.
Ao exame físico: paciente pálido, sudoreico, consciente, orientado, pressão arterial 94/60 mmHg, frequência cardíaca 112 bpm, saturação de O₂ 97% em ar ambiente. Apresenta circulação colateral abdominal, telangiectasias em tronco e discreta ascite. Toque retal revela melena. Hemoglobina: 8,1 g/dL; plaquetas: 78.000/mm³; INR: 1,6; ureia: 68 mg/dL; creatinina: 1,1 mg/dL.
Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais, a conduta inicial mais apropriada no manejo da hemorragia digestiva com suspeita de origem varicosa é
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