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Vítimas de violência sexual devem ser atendidas por médicos devidamente treinados e capacitados para esse atendimento, conforme preconiza o Ministério da Saúde e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Sobre esse tema, considere as seguintes afirmativas:
1. Vítimas de violência sexual podem ser atendidas num hospital ou serviço de pronto atendimento com apresentação prévia de Boletim de Ocorrência ou autorização judicial numa Delegacia da Mulher ou outra existente.
2. Cadeia de custódia representa o registro documental e cronológico sobre o manuseio de uma evidência ou prova, demonstrando seu percurso desde o local onde é recolhida até o tribunal.
3. Mulheres que tiveram uma gravidez resultante de estupro têm direito ao abortamento previsto em lei, desde que autorizado pelo ministério público ou por um juiz.
4. O atendimento à vítima de violência sexual deve ser feito com imparcialidade pelo médico, que deve manter o sigilo profissional e só preencher a ficha de notificação obrigatória, para fins epidemiológicos, com permissão por parte da vítima.
5. A anticoncepção de emergência para oferecer às mulheres vítimas de violência sexual que não estavam usando anticoncepcional eficaz no momento da agressão deve preferencialmente ser feita com o progestagênio levonorgestrel em dose única de 1,5 mg, por via oral, para uso até 72 horas da violência com alta eficácia.
Assinale a alternativa correta.
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A coleta e realização de exames laboratoriais, tanto os exames destinados à proteção da vítima quanto os forenses, nos casos de atendimento a mulheres que sofreram violência sexual, preferencialmente nas primeiras 24 horas após violência, têm por finalidade a identificação de doenças infecciosas existentes e uma possível gravidez, e subsidiar a investigação e a identificação do agressor assim como a elaboração de laudos periciais. Sobre o assunto, considere as seguintes afirmativas:
1. A coleta de sangue é para posterior confronto de DNA com o do possível agressor, além de poder-se avaliar a dosagem alcoólica, dosar Beta HCG e pesquisar doenças infecciosas.
2. Deve-se aguardar o resultado dos exames laboratoriais para o uso da medicação profilática, haja visto que o uso empírico causa risco de toxicidade.
3. Os agentes infecciosos a serem pesquisados incluem a coleta de clamídea e gonococo na cavidade vaginal e dos agentes das hepatites B e C, da sífilis e o HIV – vírus da imunodeficiência adquirida – no sangue.
4. As roupas usadas pelas vítimas e que contenham manchas relacionadas à violência ou indicadas pelas vítimas de apresentarem material ejaculado devem ser coletadas mediante autorização especial da paciente ou de seu representante legal e acondicionadas em envelopes de papel, não devendo ser utilizado saco plástico. 5. É fundamental que se oriente a vítima de violência sexual que esses exames forenses podem ser feitos no Instituto Médico Legal (IML), em até 45 dias após ter ocorrido a violência sexual, caso a vítima não queira ser examinada e realizar as coletas no momento da consulta médica.
Assinale a alternativa correta
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Paciente de 28 anos, G2C2, utiliza pílula anticoncepcional como método contraceptivo (contendo etinilestradiol 30 mcg + drospirenona 3 mg). O último parto foi há 2 anos. Está separada do marido. Não tem companheiro fixo. Não usa preservativo. Refere último coito há 30 dias. Vem à consulta ginecológica queixando-se de corrimento claro, pequena quantidade, sem odor fétido. Refere disúria moderada. Exame especular: vulva e vagina sem alterações. Conteúdo vaginal claro, aspecto mucoide. Colo com ectopia e friabilidade com sangramento fácil da mucosa cervical. Toque: colo friável, corpo uterino em anteversoflexão, tamanho normal. Anexos e paramétrios sem alterações. Nesse caso, qual a hipótese diagnóstica, o método diagnóstico e a conduta, respectivamente?
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- Paciente de 25 anos vem à consulta de climatério. Nuligesta, casada há 1 ano. Sexarca aos 19 anos. Menarca aos 13 anos. No início, ciclos irregulares, na sequência, ciclos regulares e, mais recentemente, oligomenorreia e amenorreia há 1 ano. Refere fogachos 6 a 8 episódios/dia, secura vaginal e dispareunia. Antecedentes pessoais: nega tabagismo, etilismo, cirurgia e uso de quimioterapia. PA 120x80 mmHg, peso 68 kg, altura 160 cm, IMC: 26,56. Nega uso de qualquer medicamento. Traz 4 exames de BhCG quantitativo, todos negativos, sendo o último há 10 dias. Exame físico: mamas tamanho normal, ausência de nódulos palpáveis, axilas com gânglios impalpáveis. Abdome sem particularidades. Órgãos genitais externos (OGE): pilificação e formações labiais normais. Especular: conteúdo escasso, colo epitelizado. Toque vaginal: colo cartilaginoso, pequeno, corpo uterino em retroversoflexão (RVF) e de tamanho normal. Anexos e paramétrios impalpáveis. Para confirmar o diagnóstico de insuficiência ovariana primária, quais exames devem ser solicitados?
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Paciente de 35 anos, G1P1, teve seu último parto há 2 anos. Não tem parceiro fixo. Está internada na enfermaria de ginecologia devido a um quadro de dor pélvica aguda iniciado há 10 dias, febre 38,6 ºC (referida pela paciente). Refere corrimento fétido. Exame físico: PA 100x70 mmHg, pulso 104 bpm, temperatura axilar 38,5 ºC. Mamas sem alterações. Exame de abdome: dor à palpação na fossa ilíaca esquerda. Especular: conteúdo muco purulento, colo friável, junção escamo colunar -2. Toque: dor à mobilização do colo uterino, sensibilidade aumentada no anexo esquerdo. Exames laboratoriais: VHS 25 mm/H; Hb 10,5; hematócrito 30; leucócitos 11000/mm3 . Ecografia pélvica endovaginal: útero em anteversoflexão (AVF) medindo 7x5x7 cm. Volume uterino: 122,5 cm3 . Endométrio 9 mm. Massa anexial à esquerda medindo 8x6x5 cm cística com debris no seu interior, conteúdo amorfo. A conduta adequada para esse caso é:
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Paciente de 26 anos, G3P1A2 (fez 2 curetagens uterinas evacuadoras, a última há 11 meses). Procura Unidade Básica de Saúde queixando-se de falta de menstruação, quadro esse iniciado há 9 meses. Não faz anticoncepção e nega uso de outros medicamentos. Paciente deseja engravidar. Refere telarca aos 11 anos e menarca aos 13 anos. Antecedentes menstruais: ciclos menstruais regulares pós-menarca. Antecedentes pessoais: nega cirurgia, etilismo e tabagismo. Fez 3 exames do Beta HCG que foram todos negativos, sendo o último há 10 dias. Traz os seguintes exames realizados há 1 semana: FSH 8 mUI/mL, prolactina 10 ng/mL, TSH 2,5 mUI/mL, T4 livre 1,2 ng/dL, testosterona total 60 ng/dL. Peso: 62 kg, altura 1,58 m. IMC: 24,89. Exame físico: sem alterações. Exame ginecológico: mamas sem alterações. Órgãos genitais externos (OGE): pilificação normal para sexo e idade. Formações labiais normais. Especular: conteúdo escasso. Colo epitelizado. Toque: colo cartilaginoso, útero em anteversoflexão (AVF) de tamanho normal. Anexos e paramétrios não palpáveis. Teste do estrogênio + progestogênio foi negativo. Nesse caso, qual a causa da amenorreia secundária, o método terapêutico e a conduta, respectivamente?
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- Paciente de 23 anos, sexarca aos 18 anos, com um parceiro sexual, utiliza anticoncepcional hormonal oral. Refere último coito há 2 semanas. Vem à consulta no Pronto Atendimento de Ginecologia queixando-se de corrimento amarelo, fétido, às vezes esverdeado, em média quantidade, tendo iniciado há 2 dias. Nuligesta, nega comorbidades. Ao exame ginecológico: edema e hiperemia vulvar discreta, vagina com hiperemia difusa, conteúdo vaginal amarelo-esverdeado e colo com hiperemia. Junção escamo colunar -2. Qual a impressão diagnóstica e a conduta, respectivamente?
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Paciente, com 55 anos de idade, vem à consulta relatando como queixa principal sensação de “bola na vagina”. No exame ginecológico, foi constatada a presença de prolapso uterino de grau IV na classificação de Baden-Walker. Com relação à conduta nesse caso, assinale a alternativa correta.
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Paciente com 19 anos de idade e exame citológico compatível com lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). No exame colposcópico, foi visualizado extensa placa ectocervical de epitélio branco em lábio superior e inferior do colo uterino, que corresponde a um achado maior pela Classificação da IFCPC-Rio 2011. Essa lesão é totalmente visualizada tanto em seu limite caudal como no cranial. Nesse caso, a melhor conduta é:
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A bexiga hiperativa é uma síndrome que se caracteriza pela urgência miccional usualmente acompanhada de aumento da frequência urinária e de noctúria na ausência de fatores infecciosos, metabólicos ou locais. Em relação à fisiopatologia da bexiga hiperativa, é correto afirmar:
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