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2195998 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

O autodiscurso dos meios de comunicação costuma apresentá-los como externos ao campo político. De maneira geral, o jornalismo se coloca como mero reflexo do mundo, um canal neutro pelo qual passam os “fatos” para que o público possa tomar conhecimento deles. Ainda que hoje esteja disseminada a crítica aos ideais canônicos de imparcialidade, neutralidade e objetividade jornalísticas, eles continuam centrais na produção da legitimidade da mídia diante do público.

Essa narrativa é mítica. A imparcialidade é inacessível, mesmo que seja buscada com sinceridade, uma vez que todos nós vemos o mundo a partir de determinada perspectiva — vinculada à nossa posição social, à nossa trajetória e aos interesses aos quais estamos ligados. No momento em que define os fatos que serão noticiados e o destaque que cada um receberá, o jornalismo aplica critérios de seleção e de hierarquização que estão longe deser objetivos. Mas esses critérios passam a transitar socialmente como universais exatamente porque ganham a visibilidade concedida pela mídia. Quando o jornalismo transforma um fato em notícia, faz que ele receba atenção pública e o torna importante por isso. Quando aplica sua própria regra e decide “dar voz aos dois lados”, está determinando os lados da controvérsia que são os relevantes. As escolhas do jornalismo, portanto, incidem sobre o mundo social e ajudam a moldá-lo.

Quanto mais plural for o conteúdo da mídia, maior será a diversidade de visões de mundo disputando a esfera pública. Trata-se de uma exigência para o funcionamento efetivo do regime democrático.

Luis Felipe Miguel. A pluralidade da mídia e a democracia. Internet: <blog.editoracontexto.com.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do texto apresentado.

O primeiro período do primeiro parágrafo constitui o tópico frasal desse parágrafo.

 

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2195997 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

No segundo parágrafo do texto, a expressão avaliativa “igualmente dissonante” constitui importante recurso para a coesão textual: além de possibilitar a progressão textual, retoma a informação do trecho “aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais”.

 

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2195996 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

No último período do primeiro parágrafo, a expressão as quais, no trecho “por meio das quais”, refere-se, de modo conjunto, a “uma particular cosmovisão”, “uma ontologia” e “ideias e crenças”.

 

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2195995 Ano: 2022
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

Infere-se das informações do texto, por meio de um raciocínio válido, que há degradação do significado da expressão direitos humanos atualmente.

 

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2195994 Ano: 2022
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

Depreende-se do texto que diferentes atores têm interferido tanto no emprego quanto no entendimento da expressão direitos humanos.

 

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2195993 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

De acordo com o texto, a definição de direitos humanos, em última instância, assenta-se em uma visão subjetiva e individual do indivíduo e do direito.

 

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2195992 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Definir o que são direitos humanos implica uma particular percepção dos fundamentos do direito, da axiologia normativa e, em especial, do que é o ser humano. Particular porque, apesar da alcunha de seu basilar documento — a Declaração Universal dos Direitos Humanos —, não se pretende afirmar que todo ser humano e toda cultura partilhem da mesma compreensão. Por trás do que hoje se concebe como direitos fundamentais de todo ser humano, há uma particular cosmovisão, uma ontologia ou um modelo descritivo de mundo, um complexo de ideias e crenças por meio das quais um indivíduo ou uma sociedade interpreta a realidade e com ela interage.

Em tempos como este, de polarização política, em que a alcunha dos direitos humanos é usada para expressar aversão ou simpatia a estratégias de combate à criminalidade, ao conjunto de valores morais e ao igualmente dissonante conceito de liberdade, percebe-se que a expressão se identifica com particulares ideias e assume novos usos, a depender de quem se apropria dela. Nesse processo, esvazia-se. Quando uma palavra ou expressão é capaz de expressar muitas ideias, já não significa coisa alguma. O poder da linguagem está em precisamente comunicar um mesmo sentido para todo e qualquer interlocutor.

Antônio Carlos Fontes Cintra. A transcendência dos

direitos humanos. In: Revista da Defensoria Pública do Distrito Federal, Brasília, v. 1, n.º 1, 2019, p. 60 (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsequente.

O primeiro período do segundo parágrafo apresenta um sinal claro do contexto de produção do texto.

 

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2195991 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Acerca de temas emergentes da comunicação, julgue o item subsequente.

Segundo a teoria das redes sociais, uma rede social é composta por nós e atores, ou laços, e nela as pessoas são representadas pelos laços e interligadas pelos nós, os quais podem ser fortes, fracos ou ausentes.

 

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2195990 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Acerca de temas emergentes da comunicação, julgue o item subsequente.

Um dos tipos de presença digital é a presença paga, que acontece quando os conteúdos digitais com a marca da empresa são disponibilizados nas mídias construídas e mantidas pela própria entidade.

 

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2195989 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: DP-DF

Acerca de temas emergentes da comunicação, julgue o item subsequente.

Em uma ação de comunicação viral na Internet, a hashtag é o elemento de transporte da mensagem viral e principal ferramenta de propagação da mensagem.

 

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