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Com relação à formação da agenda governamental é INCORRETO afirmar que:
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A uberização da vida
A tecnologia e o trabalho vivem, nos últimos séculos, uma relação pontuada por uma série de episódios surpreendentes, quase sempre marcados pelo conflito.
Desde o início da era industrial, no século XVIII, os operários de fábricas são assombrados pelo espectro de sua substituição por máquinas. Naquela época, havia boatos, na Inglaterra, sobre o lendário general Ned Ludd, que incitava a invasão das tecelagens e a destruição das máquinas para conter o desemprego em massa.
Nunca saberemos ao certo se Ned Ludd realmente existiu. Contudo, o termo ludismo passou a ser incorporado pela literatura sociológica e filosófica como designando a revolta contra a tecnologia. Nas últimas décadas já se fala até em neoludismo, um movimento radical que defende a reversão da humanidade para um estado pré-tecnológico.
É provável que ocorra algo semelhante a uma revolta ludita hoje em dia, se algumas promessas da tecnologia se concretizarem. Uma delas é a substituição dos motoristas profissionais pelo piloto automático do Google!$ ^{A)} !$. Se isso ocorrer, presenciaremos a maior onda de desemprego dos últimos séculos, o fantasma, dessa vez, seria a inteligência artificial.
No entanto, já existe uma outra revolução em curso, que chega liderada pelo aumento crescente dos aplicativos. Além de nos disponibilizar serviços no esquema 24/7 (24 horas por 16 dia, sete dias da semana), a internet começa, agora, a preencher nichos de tempo livre com trabalho. Chamo a esse fenômeno de uberização.
Frequentemente, o Uber é um aplicativo associado com a substituição dos táxis nas grandes cidades, mas é muito mais do que isso. Inicialmente, o projeto do Uber era organizar caronas solidárias nas grandes cidades. No entanto, alguns empresários perceberam que poderiam aproveitar o fato de que, hoje em dia, praticamente todas as pessoas dirigem carros e que, se essa força de trabalho fosse aproveitada e organizada por um aplicativo, os motoristas amadores poderiam, praticamente, assumir o mercado preenchido pelos táxis, bastando, para isso, fazer "bicos" em horas vagas.
Em pouco tempo, o Uber se tornou uma daquelas empresas arquibilionárias do vale do silício, cujo endereço é apenas alguma caixa-postal de algum paraíso fiscal caribenho. Com ele, vieram outros aplicativos para preencher com trabalho as horas vagas de muitas outras atividades profissionais. A advogada que está com poucos clientes pode compensar essa situação se souber fazer maquiagem. Há um aplicativo para chamá-la nas vésperas de eventos. Ela não precisa ser uma maquiadora profissional e, por isso, sabe-se que ela cobrará a metade do preço. Se você tem uma moto, pode maximizar seu uso fazendo entregas aos sábados em vez de deixá-la ociosa na garagem do seu prédio. Todo mundo está disposto a fazer "bicos", e todo mundo, também fica feliz quando pode pagar menos por um serviço.
A uberização é o trabalho em migalhas. Ela começa com a profissionalização do amadorismo, pois todos podemos ser motoristas, jardineiros ou entregadores nas horas vagas. Contudo, o inverso, ou seja, o rebaixamento de profissionais a amadores, já está acontecendo. Muitos profissionais qualificados estão se inscrevendo em aplicativos que os selecionam para prestar serviços a preços reduzidos em determinados horários ou dias da semana. É possível que, em pouco tempo, o trabalho qualificado se torne parte do precariado.
Ainda é difícil prever os resultados da uberização do trabalho. A relação contínua entre empregados e patrões tenderá a desaparecer, sobretudo no setor de serviços. A babá de seu filho, quando você for ao cinema com sua esposa, será escalada por um aplicativo e, dificilmente, será a mesma pessoa em todas as ocasiões. Não haverá mais o taxista de confiança ou o garçom que te reconhece sempre que você entra em um determinado restaurante.
Com a uberização, a liberdade e a coação se tornam coincidentes, pois todos se tornarão patrões de si mesmos. A dialética senhor- escravo, tão cara aos hegelianos e a seus herdeiros marxistas, desaparecerá. Pois todos seremos sempre ao mesmo tempo senhores e escravos!$ ^{E)} !$. Exploraremos a nós mesmos de forma implacável.
A demarcação entre tempo livre por oposição ao horário de trabalho será ainda mais diluída. Todos se sentirão culpados por tirar uma soneca após o almoço de domingo em vez de aproveitar o tempo fazendo uma corrida de táxi para alguém que precisa ir ao aeroporto para viajar, provavelmente, a trabalho.
Na Antiguidade, os gregos desprezavam o trabalho!$ ^{D)} !$. No mundo cristão, sobretudo com a reforma protestante, ele passou a ser associado com dignidade. Não ter emprego, não ter trabalho passou a corroer a autoestima de muitas pessoas. O homem contemporâneo ainda associa trabalho com dignidade, embora, paradoxalmente, esteja aceitando trabalhos cada vez mais indignos para sobreviver.
O sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han aponta, no seu livro A sociedade do cansaço (Vozes, 2015), que não é por acaso que enfrentamos uma pandemia de depressão. De um lado, há metas inatingíveis, e de outro, apenas oferta de trabalho precário.
A precariedade da vida tende a se tornar um padrão!$ ^{B)} !$. As novas gerações já sabem que o sonho da estabilidade ficou para trás. Como trabalhadores efêmeros e também consumidores efêmeros, a ideia de uma vida melhor no futuro, como resultado de uma carreira, tende a desaparecer!$ ^{C)} !$.
A uberização da vida, João Teixeira. FILOSOFIA, Ciência & Vida, Ano IX, nº 120, p.60/61.
A noção de valor antitético se faz presente no fragmento:
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Qual alternativa apresenta informação CORRETA a respeito do tipo de rede denominado Intranet?
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Qual alternativa apresenta informação correta a respeito do modelo de tomada de decisão em Política Pública denominado "Modelo Incremental"?
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Analise o texto abaixo a respeito dos novos arranjos de políticas públicas:
"[...] conforme Carneiro (2006), contribuem para aproximar o governo dos cidadãos e para o enfraquecimento das redes de clientelismo, trazendo alianças e conflitos de interesse para esferas públicas de decisão. Permitem também um maior grau de acerto no processo de tomada de decisões; ajudam na identificação mais rápida de problemas e na construção de alternativas de ação, bem como aumentam a transparência administrativa e pressionam as diversas áreas do governo em direção a ações mais integradas."
Fonte: http://www.vestcon.com.br/ft/2771.pdf
Sobre qual alternativa abaixo trata o texto?
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Em qual das fases das Políticas Públicas as ideias são organizadas, os recursos são alocados e se recorre à opinião de especialistas para estabelecer os objetivos e resultados que querem alcançar com as estratégias que são criadas?
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Lúcio tem cinco filhos: Lalá, Lelé, Lili, Loló e Lulu. Porém, restaram apenas três bombons no pacote para lhes dar. Supondo que um filho possa ganhar mais de um bombom, de quantos modos diferentes ele poderá fazer essa distribuição?
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A uberização da vida
A tecnologia e o trabalho vivem, nos últimos séculos, uma relação pontuada por uma série de episódios surpreendentes, quase sempre marcados pelo conflito.
Desde o início da era industrial, no século XVIII, os operários de fábricas são assombrados pelo espectro de sua substituição por máquinas. Naquela época, havia boatos, na Inglaterra, sobre o lendário general Ned Ludd, que incitava a invasão das tecelagens e a destruição das máquinas para conter o desemprego em massa.
Nunca saberemos ao certo se Ned Ludd realmente existiu. Contudo, o termo ludismo passou a ser incorporado pela literatura sociológica e filosófica como designando a revolta contra a tecnologia. Nas últimas décadas já se fala até em neoludismo, um movimento radical que defende a reversão da humanidade para um estado pré-tecnológico.
É provável que ocorra algo semelhante a uma revolta ludita hoje em dia, se algumas promessas da tecnologia se concretizarem. Uma delas é a substituição dos motoristas profissionais pelo piloto automático do Google. Se isso ocorrer, presenciaremos a maior onda de desemprego dos últimos séculos, o fantasma, dessa vez, seria a inteligência artificial.
No entanto, já existe uma outra revolução em curso, que chega liderada pelo aumento crescente dos aplicativos. Além de nos disponibilizar serviços no esquema 24/7 (24 horas por 16 dia, sete dias da semana), a internet começa, agora, a preencher nichos de tempo livre com trabalho. Chamo a esse fenômeno de uberização.
Frequentemente, o Uber é um aplicativo associado com a substituição dos táxis nas grandes cidades, mas é muito mais do que isso. Inicialmente, o projeto do Uber era organizar caronas solidárias nas grandes cidades. No entanto, alguns empresários perceberam que poderiam aproveitar o fato de que, hoje em dia, praticamente todas as pessoas dirigem carros e que, se essa força de trabalho fosse aproveitada e organizada por um aplicativo, os motoristas amadores poderiam, praticamente, assumir o mercado preenchido pelos táxis, bastando, para isso, fazer "bicos" em horas vagas.
Em pouco tempo, o Uber se tornou uma daquelas empresas arquibilionárias do vale do silício, cujo endereço é apenas alguma caixa-postal de algum paraíso fiscal caribenho. Com ele, vieram outros aplicativos para preencher com trabalho as horas vagas de muitas outras atividades profissionais. A advogada que está com poucos clientes pode compensar essa situação se souber fazer maquiagem. Há um aplicativo para chamá-la nas vésperas de eventos. Ela não precisa ser uma maquiadora profissional e, por isso, sabe-se que ela cobrará a metade do preço. Se você tem uma moto, pode maximizar seu uso fazendo entregas aos sábados em vez de deixá-la ociosa na garagem do seu prédio. Todo mundo está disposto a fazer "bicos", e todo mundo, também fica feliz quando pode pagar menos por um serviço.
A uberização é o trabalho em migalhas. Ela começa com a profissionalização do amadorismo, pois todos podemos ser motoristas, jardineiros ou entregadores nas horas vagas. Contudo, o inverso, ou seja, o rebaixamento de profissionais a amadores, já está acontecendo. Muitos profissionais qualificados estão se inscrevendo em aplicativos que os selecionam para prestar serviços a preços reduzidos em determinados horários ou dias da semana. É possível que, em pouco tempo, o trabalho qualificado se torne parte do precariado.
Ainda é difícil prever os resultados da uberização do trabalho. A relação contínua entre empregados e patrões tenderá a desaparecer, sobretudo no setor de serviços. A babá de seu filho, quando você for ao cinema com sua esposa, será escalada por um aplicativo e, dificilmente, será a mesma pessoa em todas as ocasiões. Não haverá mais o taxista de confiança ou o garçom que te reconhece sempre que você entra em um determinado restaurante.
Com a uberização, a liberdade e a coação se tornam coincidentes, pois todos se tornarão patrões de si mesmos. A dialética senhor- escravo, tão cara aos hegelianos e a seus herdeiros marxistas, desaparecerá. Pois todos seremos sempre ao mesmo tempo senhores e escravos. Exploraremos a nós mesmos de forma implacável.
A demarcação entre tempo livre por oposição ao horário de trabalho será ainda mais diluída. Todos se sentirão culpados por tirar uma soneca após o almoço de domingo em vez de aproveitar o tempo fazendo uma corrida de táxi para alguém que precisa ir ao aeroporto para viajar, provavelmente, a trabalho.
Na Antiguidade, os gregos desprezavam o trabalho. No mundo cristão, sobretudo com a reforma protestante, ele passou a ser associado com dignidade. Não ter emprego, não ter trabalho passou a corroer a autoestima de muitas pessoas. O homem contemporâneo ainda associa trabalho com dignidade, embora, paradoxalmente, esteja aceitando trabalhos cada vez mais indignos para sobreviver.
O sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han aponta, no seu livro A sociedade do cansaço (Vozes, 2015), que não é por acaso que enfrentamos uma pandemia de depressão. De um lado, há metas inatingíveis, e de outro, apenas oferta de trabalho precário.
A precariedade da vida tende a se tornar um padrão. As novas gerações já sabem que o sonho da estabilidade ficou para trás. Como trabalhadores efêmeros e também consumidores efêmeros, a ideia de uma vida melhor no futuro, como resultado de uma carreira, tende a desaparecer.
A uberização da vida, João Teixeira. FILOSOFIA, Ciência & Vida, Ano IX, nº 120, p.60/61.
Quanto aos parágrafos que compõem o texto, é correto afirmar que o
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A tecnologia e o trabalho vivem, nos últimos séculos, uma relação pontuada por uma série de episódios surpreendentes, quase sempre marcados pelo conflito.
Desde o início da era industrial, no século XVIII, os operários de fábricas são assombrados pelo espectro de sua substituição por máquinas. Naquela época, havia boatos, na Inglaterra, sobre o lendário general Ned Ludd, que incitava a invasão das tecelagens e a destruição das máquinas para conter o desemprego em massa.
Nunca saberemos ao certo se Ned Ludd realmente existiu. Contudo, o termo ludismo passou a ser incorporado pela literatura sociológica e filosófica como designando a revolta contra a tecnologia. Nas últimas décadas já se fala até em neoludismo, um movimento radical que defende a reversão da humanidade para um estado pré-tecnológico.
É provável que ocorra algo semelhante a uma revolta ludita hoje em dia, se algumas promessas da tecnologia se concretizarem. Uma delas é a substituição dos motoristas profissionais pelo piloto automático do Google. Se isso ocorrer, presenciaremos a maior onda de desemprego dos últimos séculos, o fantasma, dessa vez, seria a inteligência artificial.
No entanto, já existe uma outra revolução em curso, que chega liderada pelo aumento crescente dos aplicativos. Além de nos disponibilizar serviços no esquema 24/7 (24 horas por 16 dia, sete dias da semana), a internet começa, agora, a preencher nichos de tempo livre com trabalho. Chamo a esse fenômeno de uberização.
Frequentemente, o Uber é um aplicativo associado com a substituição dos táxis nas grandes cidades, mas é muito mais do que isso. Inicialmente, o projeto do Uber era organizar caronas solidárias nas grandes cidades. No entanto, alguns empresários perceberam que poderiam aproveitar o fato de que, hoje em dia, praticamente todas as pessoas dirigem carros e que, se essa força de trabalho fosse aproveitada e organizada por um aplicativo, os motoristas amadores poderiam, praticamente, assumir o mercado preenchido pelos táxis, bastando, para isso, fazer "bicos" em horas vagas.
Em pouco tempo, o Uber se tornou uma daquelas empresas arquibilionárias do vale do silício, cujo endereço é apenas alguma caixa-postal de algum paraíso fiscal caribenho. Com ele, vieram outros aplicativos para preencher com trabalho as horas vagas de muitas outras atividades profissionais. A advogada que está com poucos clientes pode compensar essa situação se souber fazer maquiagem. Há um aplicativo para chamá-la nas vésperas de eventos. Ela não precisa ser uma maquiadora profissional e, por isso, sabe-se que ela cobrará a metade do preço. Se você tem uma moto, pode maximizar seu uso fazendo entregas aos sábados em vez de deixá-la ociosa na garagem do seu prédio. Todo mundo está disposto a fazer "bicos", e todo mundo, também fica feliz quando pode pagar menos por um serviço.
A uberização é o trabalho em migalhas. Ela começa com a profissionalização do amadorismo, pois todos podemos ser motoristas, jardineiros ou entregadores nas horas vagas. Contudo, o inverso, ou seja, o rebaixamento de profissionais a amadores, já está acontecendo. Muitos profissionais qualificados estão se inscrevendo em aplicativos que os selecionam para prestar serviços a preços reduzidos em determinados horários ou dias da semana. É possível que, em pouco tempo, o trabalho qualificado se torne parte do precariado.
Ainda é difícil prever os resultados da uberização do trabalho. A relação contínua entre empregados e patrões tenderá a desaparecer, sobretudo no setor de serviços. A babá de seu filho, quando você for ao cinema com sua esposa, será escalada por um aplicativo e, dificilmente, será a mesma pessoa em todas as ocasiões. Não haverá mais o taxista de confiança ou o garçom que te reconhece sempre que você entra em um determinado restaurante.
Com a uberização, a liberdade e a coação se tornam coincidentes, pois todos se tornarão patrões de si mesmos. A dialética senhor- escravo, tão cara aos hegelianos e a seus herdeiros marxistas, desaparecerá. Pois todos seremos sempre ao mesmo tempo senhores e escravos. Exploraremos a nós mesmos de forma implacável.
A demarcação entre tempo livre por oposição ao horário de trabalho será ainda mais diluída. Todos se sentirão culpados por tirar uma soneca após o almoço de domingo em vez de aproveitar o tempo fazendo uma corrida de táxi para alguém que precisa ir ao aeroporto para viajar, provavelmente, a trabalho.
Na Antiguidade, os gregos desprezavam o trabalho. No mundo cristão, sobretudo com a reforma protestante, ele passou a ser associado com dignidade. Não ter emprego, não ter trabalho passou a corroer a autoestima de muitas pessoas. O homem contemporâneo ainda associa trabalho com dignidade, embora, paradoxalmente, esteja aceitando trabalhos cada vez mais indignos para sobreviver.
O sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han aponta, no seu livro A sociedade do cansaço (Vozes, 2015), que não é por acaso que enfrentamos uma pandemia de depressão. De um lado, há metas inatingíveis, e de outro, apenas oferta de trabalho precário.
A precariedade da vida tende a se tornar um padrão. As novas gerações já sabem que o sonho da estabilidade ficou para trás. Como trabalhadores efêmeros e também consumidores efêmeros, a ideia de uma vida melhor no futuro, como resultado de uma carreira, tende a desaparecer.
A uberização da vida, João Teixeira. FILOSOFIA, Ciência & Vida, Ano IX, nº 120, p.60/61.
A oração “...embora, paradoxalmente, esteja aceitando trabalhos cada vez mais indignos”, semanticamente, equivale a:
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“É falso afirmar que se Marcos tem 30 anos, então Maria não tem 20 anos.”. Essa proposição composta equivale à seguinte afirmação:
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