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O passado é um lugar seguro
Maria Rita Kehl
A família de minha mãe, no passado, teve uma pequena fazenda vendida quando eu tinha sete anos. Ali passei as férias da primeira infância. Ali minha mãe passou todas as férias da vida dela. Ao deixar de ser nossa, a fazenda do Tatu virou mito. Durante muitos anos minha mãe me contava as aventuras da infância dela. Imaginada através de la neblina delajer a infância de minha mãe incorporou-se à minha própria memória em um escaninho paradisíaco, tanto mais meu quanto perdido para ela. Até hoje, diante de paisagens de terra vermelha ou do cheiro do capim -gordura na beira da estrada sou tomada pela inquietante nostalgia de um passado que não me pertence: sinto saudades da infância de minha mãe. A qual por sua vez terá chegado a mim atravessada por vagas lembranças da infância da mãe dela, nascida em uma fazenda ainda mais remota em um interior perdido de Minas Gerais. Só muito recentemente eu me dei conta de que a doce vidinha de meus bisavôs na lendária Pacau, matéria da nostalgia rural acalentada por minha família materna, teria sido sustentada à custa de trabalho escravo. Não que eu não soubesse nada disso. Achávamos muita graça no episódio em que alguns escravos de estimação de minha bisavó viúva vieram uma tarde lhe contar, candidamente: "sinhá, o feitor não vai mais trabalhar por aqui porque nóis matemo ele". Complacente ou indolente, sinhá contratou outro feitor e manteve os escravos a que estava habituada. A violência cotidiana da escravidão que culminou no justiçamento de um feitor anônimo e certamente cruel não impediu que a geração de minha mãe nos transmitisse uma saudade imensa dos "bons tempos" da vida no Pacau.
Bons tempos é nome que damos ao passado- qualquer passado. São os bons tempos, é o nosso tempo. Passei a adolescência e parte da juventude sob a ditadura militar, e isto não impede que me pegue com frequência a acalentar uma estranha utopia em retrospecto, de que "no meu tempo" a vida tinha mais graça. De todas as formas de escapismo inventadas pelos homens para suportar o osso duro da vida real, talvez o mais inconsciente seja a idealização do passado. Direita e esquerda, conservadores e progressistas cultivam, cada um à sua maneira, o mito de seus bons tempos. Isto é mais grave para a esquerda, que se arrisca a cultivar as utopias que já (não) foram. Mas não é de hoje que tudo fica cada vez pior aos olhos das gerações presentes. "Esse mundo tá perdido, sinhá"! -era o bordão da ex-escrava "tia Anastácia" nos livros infantis de Monteiro Lobato.
O mundo globalizado volta-se todo para o futuro. A vida imita a urgência das apostas antecipadas que cria as tais bolhas de não- riqueza do capital financeiro. A tecnologia aponta para a superação de todas as descobertas, que já nascem com os dias contados, fadadas à obsolescência. Chamamos de progresso a essa forma de vida breve das coisas, fruto do trabalho humano que envelhece tão rapidamente quanto elas.
O presente é uma partícula mínima de tempo, cada vez mais comprimida entre o que já foi e o que será. A rigor, pensem bem: o presente não existe. O futuro é um lugar gelado onde não vive ninguém, de onde só nos acenam promessas de velocidade. A depender das tecnociências hoje, no futuro nos deslocaremos ainda mais depressa, nos comunicaremos mais depressa, ganharemos e perderemos dinheiro mais depressa - e tentaremos envelhecer mais devagar.
O passado tornou-se o único terreno seguro onde a imaginação pode armar sua tenda e contemplar o mundo em relativa tranquilidade. Na vida em retrospecto, todas as nossas escolhas teriam sido corretas. Teríamos sido abolicionistas no século XIX, modernistas nos anos 1920, resistentes antifascistas em 1930-40, os opositores firmes contra as duas ditaduras brasileiras. O passado nos poupa da dimensão trágica escolha.
Mas é no presente que o corpo está vivo. No presente é que se jogam os lances de dados do destino. Ele é tudo o que temos- e nos escapa.
Ainda em relação ao período transcrito na questão anterior, considere as afirmações que seguem.
I. A palavra "dados" é usada no sentido conotativo.
II. A expressão "é que" é comum na oralidade, mas, de acordo com a norma culta, o correto seria "são", para haver concordância com o substantivo.
Está correto o que se afirma em:
 

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O passado é um lugar seguro
Maria Rita Kehl
A família de minha mãe, no passado, teve uma pequena fazenda vendida quando eu tinha sete anos. Ali passei as férias da primeira infância. Ali minha mãe passou todas as férias da vida dela. Ao deixar de ser nossa, a fazenda do Tatu virou mito. Durante muitos anos minha mãe me contava as aventuras da infância dela. Imaginada através de la neblina delajer a infância de minha mãe incorporou-se à minha própria memória em um escaninho paradisíaco, tanto mais meu quanto perdido para ela. Até hoje, diante de paisagens de terra vermelha ou do cheiro do capim -gordura na beira da estrada sou tomada pela inquietante nostalgia de um passado que não me pertence: sinto saudades da infância de minha mãe. A qual por sua vez terá chegado a mim atravessada por vagas lembranças da infância da mãe dela, nascida em uma fazenda ainda mais remota em um interior perdido de Minas Gerais. Só muito recentemente eu me dei conta de que a doce vidinha de meus bisavôs na lendária Pacau, matéria da nostalgia rural acalentada por minha família materna, teria sido sustentada à custa de trabalho escravo. Não que eu não soubesse nada disso. Achávamos muita graça no episódio em que alguns escravos de estimação de minha bisavó viúva vieram uma tarde lhe contar, candidamente: "sinhá, o feitor não vai mais trabalhar por aqui porque nóis matemo ele". Complacente ou indolente, sinhá contratou outro feitor e manteve os escravos a que estava habituada. A violência cotidiana da escravidão que culminou no justiçamento de um feitor anônimo e certamente cruel não impediu que a geração de minha mãe nos transmitisse uma saudade imensa dos "bons tempos" da vida no Pacau.
Bons tempos é nome que damos ao passado- qualquer passado. São os bons tempos, é o nosso tempo. Passei a adolescência e parte da juventude sob a ditadura militar, e isto não impede que me pegue com frequência a acalentar uma estranha utopia em retrospecto, de que "no meu tempo" a vida tinha mais graça. De todas as formas de escapismo inventadas pelos homens para suportar o osso duro da vida real, talvez o mais inconsciente seja a idealização do passado. Direita e esquerda, conservadores e progressistas cultivam, cada um à sua maneira, o mito de seus bons tempos. Isto é mais grave para a esquerda, que se arrisca a cultivar as utopias que já (não) foram. Mas não é de hoje que tudo fica cada vez pior aos olhos das gerações presentes. "Esse mundo tá perdido, sinhá"! -era o bordão da ex-escrava "tia Anastácia" nos livros infantis de Monteiro Lobato.
O mundo globalizado volta-se todo para o futuro. A vida imita a urgência das apostas antecipadas que cria as tais bolhas de não- riqueza do capital financeiro. A tecnologia aponta para a superação de todas as descobertas, que já nascem com os dias contados, fadadas à obsolescência. Chamamos de progresso a essa forma de vida breve das coisas, fruto do trabalho humano que envelhece tão rapidamente quanto elas.
O presente é uma partícula mínima de tempo, cada vez mais comprimida entre o que já foi e o que será. A rigor, pensem bem: o presente não existe. O futuro é um lugar gelado onde não vive ninguém, de onde só nos acenam promessas de velocidade. A depender das tecnociências hoje, no futuro nos deslocaremos ainda mais depressa, nos comunicaremos mais depressa, ganharemos e perderemos dinheiro mais depressa - e tentaremos envelhecer mais devagar.
O passado tornou-se o único terreno seguro onde a imaginação pode armar sua tenda e contemplar o mundo em relativa tranquilidade. Na vida em retrospecto, todas as nossas escolhas teriam sido corretas. Teríamos sido abolicionistas no século XIX, modernistas nos anos 1920, resistentes antifascistas em 1930-40, os opositores firmes contra as duas ditaduras brasileiras. O passado nos poupa da dimensão trágica escolha.
Mas é no presente que o corpo está vivo. No presente é que se jogam os lances de dados do destino. Ele é tudo o que temos- e nos escapa.
Considere as afirmações que seguem.
I. A autora defende os regimes autoritários, pois considera que o período da ditadura militar, no qual passou sua infância, foi bom.
II. A tendência a idealizar o passado faz com que as pessoas, muitas vezes, não reparem no que de mau havia na época .
Está correto o que se afirma em:
 

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São atribuições do Presidente do Conselho Federal de Administração, exceto:
 

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2415993 Ano: 2011
Disciplina: Design Gráfico
Banca: IBFC
Orgão: CRA-SP
Qual o formato padrão da ADOBE para documentos desenvolvidos no Photoshop?
 

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O exercício da profissão de Administrador é privativo:
 

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Greece to set up caretaker govt
Multi- party govt set streer troubled nation but opposition leader snubs plans
Greece began yesterday the process of forming a multi- party interim government to break a political impasse that has hamstrung efforts to bail out its debt- stricken economy.
Just hours after surviving a confidence vote in Parliament, Prime Minister George Papandreou met president Karolos Papoulia to set in motion a process that would see a caretaker government shepherd Greece's latest international bailout deal, and pave the way dor early elections by February next year.
"My aim is to immediately create a government of cooperation", Mr. Papandreou told the president in the presence of reporters before the two leaders held talks before closed doors.
"A lack of consensus would woory our European patners about our country's membership of the euro zone, " he said. Consensus is the one and only way".
But his offer was snubbed by oposotion leader Antonis Samaras.
"We have not asked forn any place in his government. All we want is for Mr. Papandreou to resign because he has become dangerous for the country. We insist on immediate elections, " Mr.Samaras said in a televised address.
"Our offer remains on the table, " he added, without saying if he would join talks to form a national unity government.
Mr. Samaras also said he would accept the bailout plan, but not the additional austerity measures Mr. Papandreou says would need to accompany it.
Greek lawmakers sparred late into the night on Friday ahead on the confidence vote. When the votes were cast yesterday morning, all 153 Socialists came out in favour of Mr. Papandreou and 145 voted against him
(The Sunday Times, November 06, 2011; Singapore)
The alternative that brings the same meaning of the text word interim used in the fisrt paragraph of the text "Greece began yesterday the process of forming a multi- party interim government to break a political impasse that has hamstrung efforts to bail out its debt-stricken economy" is
 

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São finalidades do Conselho Federal de Administração exceto:
 

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9/11: Ten years later
Attacks indelibly market American pyche
The day in crystalline sunlight and endlessly in blue skies but soon whipsawed into a decade of war, economic meltdown and deep political division.
Ten years after Islamic terrorists hijacked passenger jets and crashed them into the World Trade Center and the Pentagon on Sep. 11, 2001, the American that emerged from the smoke and rubble was in some ways a very different country.
How different?
Fisrt, a story: it's said that when President Richard Nixon made his groundbreaking visit to Communist China in 1972, he asked Premier Zhou Enlai what he thought about the French Revolution.
It's unclear whether Zhou thought Nixon was aking about the political upheaval of 1789 or the Paris student demonstrattions just hour years earrlier. In case he replied: "Too soon to tell".
It might be soon to fully understand the impact of 9/11 as well.
Did it somehow help spark the Arab Spring because our response unleashed so much upheaval in the Middle East?
Or the tea party, which harnessed an anxiety that America had lost control of events and turned that intoan intimidating political force?
It was easier to gauge the fallout on the day itself. From the moment of impact, the terrorist struck not only concrete and steel but the notion of American might and invincibility.
From crowded to one-stoplight towns, from farmsteads to factories and across the rugged spaces where the singular character of American has been mythically chiseled and shaped, the nation held its collective breath.
Perhaps we still do.
(Anchorage Daily News, September 11, 2011; Alaska - USA)
Read the following setences I, II and III:
I. The stroke against World Trade Center and the Pentagon smit America's heroism.
II. Since the rubble laid after hijacked jets crashed into the World Trade Center and Pentagon, America raised dissimilary.
III. Richard NIxon's groundbreaking visit to Communist China in 1972 is as hard to be explained as the French Revolution.
It's possible tp assert
 

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2415543 Ano: 2011
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: IBFC
Orgão: CRA-SP
A maior parte das implementações de SOA se utiliza dos seguintes Web Serviços, EXCETO:
 

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A Reminder on Maintaining Bone Health
Is fear, ignorance or procrastination putting you at risk of a devastating bone fracture?
Most of the news about osteoporosis concerbs the side effects os current therapies and preventives. But it is important to put these effects in perpective- and to focus on treatment benefits and pratical measures that can help to prevent costly and debilitating fractures in fragile bones.

Osteoporosis is both underdiagnosed and undertreated. Doctor say it is underdiagnosed because many who have it fail to get a bone desity test, sometimes even after they suffer a fracture. The condition is undertreated because some people avoid drug therapy for fear of side effects, while others take their medications erratically or stop taking them altogether without consulting their doctors.

Is is easy to understand the prevailing concern. People hear about drug sid effects like osteonecrosis, or bone death, of the jaw (extremely rare and mostly in cancer patients) and unusual fractures of the thigh bone. They hear that supplements of bone -building calcium cam increase the risk of heart attack or stroke.

Some 10 milion Americans heve osteoporosis, and 34 milion more with low bone mass are at risk of developing it. It is a silent disease that typically first shows up as low-trauma fracture of the hip, spine or wrist. Low-trauma does bot mean no trauma; someone with healthy bones who falls from a standing height or less is unlikely to break a bone, according to Dr. Sundeep Khosla, president of the American Society for Bone and Mineral Research.

While women are the far more frequent victims of osteoporosis and develop it at a younger age, men -espeally those over 70- are also at risk and even less likely than women to have the disease diagnosed an treated.
(New York Times, October 31, 2011; New York - USA)
Read the following sentences I, II and III.
I. "It is easy to understand the prevailing concern."
II. "...that can help to prevent costly and debilitating fractures in fragile bones."
III. Doctors say it is underdiagnosed because many who have it fail to get a bone density test, sometimes even after they suffer a fracture.
The alternative that brings respectively the correct grammar class of each word in bold and underlined is
 

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