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Um paciente de 30 anos de idade relatou, durante a consulta médica, ter apresentado, nos seis meses anteriores àconsulta, mais de quinze episódios mensais de cefaleiaholocraniana, bilateral, em aperto, de intensidade leve a moderada, não-pulsátil. Relatou, ainda, que os sintomas não apresentavam piora nem o impediam de realizar suas atividades físicas rotineiras. A duração da cefaléia, segundo ele, era de trinta a sessenta minutos.Além disso, havia melhora com o uso de analgésicos comuns (dipirona, por exemplo). O paciente negou outras doenças, assim como o uso regular de medicações, exceto analgésicos comuns. O exame físico mostrou bom estado geral, pressão arterial = 110 mmHg × 75 mmHg e frequência cardíaca = 60 bpm. Ao exame segmentar (inclusive o neurológico), não foram observadas anormalidades.
Considerando o caso clínico acima, julgue o item subsecutivo.
Os ataques agudos de cefaleia desse paciente devem ser inicialmente tratados com oxigênioterapia inalatória (8 L/min), associada a sumatriptano ou ergotamina.
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Considerando o caso clínico acima relatado, julgue o item a seguir.
Um homem de 25 anos de idade procurou atendimento médico em unidade de pronto-socorro informando que, há quatro dias, tendo apresentado febre, cefaleia associada à dor retroorbitária, mal-estar geral, náuseas e um episódio de vômito e dor abdominal, havia sido atendido em uma unidade básica de saúde, tendo sido medicado com sintomáticos, ocasião em que obteve melhora do quadro. Relatou, ainda, que havia procurado o pronto-socorro porque seus sintomas pioraram, tendo passado a apresentar vários episódios de vômitos associados a intensa dor abdominal difusa. Informou também que, há 10 dias, havia feito viagem para o interior do estado de São Paulo. O exame físico mostrou paciente em regular estado geral, corado, anictérico, acianótico, desidratado +2/+4; com temperatura axilar de 39 ºC; pressão arterial (PA) em posição deitada = 100 mmHg × 70 mmHg e na posição de pé = 80 mmHg × 50 mmHg; frequência cardíaca de 110 bpm; peso corporal = 60 kg; prova do laço positiva; ritmo cardíaco regular e taquicárdico, em 2 tempos, sem sopros; pulmões limpos; abdome doloroso à palpação profunda, principalmente em hipocôndrio direito; ruídos hidroaéreos presentes e diminuídos; fígado palpável a 3 cm da borda costal direita, doloroso à palpação; ausência de dor à descompressão brusca; presença de submacicez móvel à percussão; exame neurológico sem alterações. Seus exames complementares apresentaram os seguintes resultados: hemograma — hemoglobina = 12,5 g/dL; hematócrito = 50%; leucócitos totais = 980/mm3, com contagem diferencial de leucócitos sem anormalidades; contagem de plaquetas = 51.000/mm3; exame sumário de urina (EAS) — piócitos: ausentes; hemácias: 700.000/mm3; muco (++); células epiteliais: (++); proteínas: (+); hemoglobina: (++); ultrassonografia de abdome mostrou presença de grande quantidade de líquido em cavidade abdominal; vesícula biliar distendida com conteúdo anecoico, sem cálculos. Diante desse quadro, considerou-se caso suspeito de dengue.
Considerando o caso clínico acima relatado, julgue o item a seguir.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, esse paciente deve ser classificado como pertencente ao grupo B e seu manejo terapêutico deve ser feito em nível ambulatorial.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
O texto, de caráter informativo, é exemplo do gênero biografia.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
A locução verbal “havia imprimido” pode ser substituída por imprimira, sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
O pronome “o” pode ser substituído por lhe sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
As formas verbais “dedicou-se” e “se afastar” estão na voz reflexiva.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
Na construção “mais à pintura e à musica do que à filosofia e à religião”, o vocábulo “que” introduz oração restritiva com verbo elíptico.
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Cinco curiosidades sobre Erasmo de Rotterdam (1467-1536)
Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.
Grande parte do êxito intelectual de Erasmo deu-se ao estudar os grandes clássicos humanistas enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos.
Foi na biblioteca do monastério, durante os estudos, que aprendeu e desenvolveu o domínio do latim — língua que o faria conhecido em toda a Europa.
Em 1508, Erasmo foi para Veneza, na Itália, e conheceu o famoso impressor Aldo Manúcio, que havia imprimido o seu livro Adágios.
Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira versão da Bíblia. O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.
Filosofia, n.º 28, Escala Educacional, 16 (com adaptações).
Com relação a esse texto, julgue o item que se segue.
Em todos os parágrafos do texto, são identificadas circunstâncias temporais.
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Texto para o item.
Da memória e da reminiscência
A fenomenologia da memória aqui proposta estrutura-se em torno de duas perguntas:
De que há lembrança? De quem é a memória?
Essas duas perguntas são formuladas dentro do espírito da fenomenologia husserliana. Privilegiou-se, nessa herança, a indagação colocada sob o adágio bem conhecido segundo o qual toda consciência é consciência de alguma coisa. Essa abordagem “objetal” levanta um problema específico no plano da memória. Não seria ela fundamentalmente reflexiva, como nos inclina a pensar a prevalência da forma pronominal: lembrar-se de alguma coisa é, de imediato, lembrar-se de si? Entretanto, insistimos em colocar a pergunta “o quê?” antes da pergunta “quem?”, a despeito da tradição filosófica, cuja tendência foi fazer prevalecer o lado egológico da experiência mnemônica. A primazia concedida por muito tempo à questão “quem?” teve o efeito negativo de conduzir a análise dos fenômenos mnemônicos a um impasse, uma vez que foi necessário levar em conta a noção de memória coletiva. Se nos apressarmos a dizer que o sujeito da memória é o eu, na primeira pessoa do singular, a noção de memória coletiva poderá apenas desempenhar o papel analógico, ou até mesmo de corpo estranho na fenomenologia da memória. Se não quisermos nos deixar confinar numa aporia inútil, será preciso manter em suspenso a questão da atribuição a alguém e, portanto, a todas as pessoas gramaticais do ato de lembrar-se, e começar pela pergunta “o quê?”.
Paul Ricouer. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007, p. 23 (com adaptações).
Ainda com relação a esse texto, julgue o item a seguir.
Os vocábulos “adágio”, ‘objetal’ e “numa” correspondem a marcas de oralidade que dão fluidez ao texto.
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É impossível pensar o mundo contemporâneo sem reconhecer-lhe uma das características mais marcantes e fundamentais: este é o período histórico no qual se opera a mais radical das revoluções já experimentadas pela humanidade, tanto em amplitude quanto em profundidade. Essa revolução caracteriza-se simultaneamente por uma série de avanços no conhecimento científico e pelo desenvolvimento imediato de aplicações desses novos conhecimentos à produção e à circulação de bens materiais e simbólicos. Convencionou-se denominá-la, portanto, revolução científica e tecnológica. Não se trata de um simples salto qualitativo no acúmulo de conhecimento humano, similar aos que ocorreram em outras épocas. O ritmo dessa acumulação ganhou nova velocidade, entrou em outro patamar, inusitado, uma vez que os avanços nas diferentes áreas interagem e potencializam a produção mais rápida ainda de novos conhecimentos. Nesse sentido, o que distingue a atual revolução de outros tantos definitivos marcos históricos, desde a sedentarização e a revolução na agricultura, é a tremenda rapidez, a agilidade e a amplitude das mudanças e transformações.
Vilma Figueiredo; Roberto Freire e Caetano E. P. de Araújo. Revolução científica e tecnológica. Brasília: UnB, 1997, p. 71-2 (com adaptações).
Julgue o próximo item, relativo à organização das ideias no texto.
O trecho “uma série de avanços (...) bens materiais e simbólicos” constitui a tese que os autores visam comprovar por meio da argumentação formulada no texto, que pode ser classificado como dissertativo- argumentativo.
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