Magna Concursos

Foram encontradas 30 questões.

2945171 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

Deficientes visuais já podem ir a algumas [A] salas de cinema e teatros para curtir, em maior intensidade, as atrações em cartaz. Quem ajuda na tarefa é o aplicativo Whatscine, recém-chegado ao Brasil e disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) ou Android (Google). Ao ser conectado à rede wi-fi de cinemas e teatros, o app sincroniza um áudio que descreve o que ocorre na tela ou no palco com o espetáculo em andamento: o usuário, então, pode ouvir a narração em seu celular.

O programa foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Carlos III, em Madri. “Na Espanha, 200 salas de cinema já oferecem o recurso e filmes de grandes estúdios já são exibidos com o recurso do Whatscine!”, diz o brasileiro Luis Mauch, que trouxe a tecnologia para o país. “No Brasil, já fechamos parceria com a São Paulo Companhia de Dança para adaptar os espetáculos deles! Isso já é um avanço. Concorda?”

Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 22 set. 2022 (adaptado).

De acordo com o texto, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945170 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Enunciado 3245919-1

Disponível em:https://www.al.es.gov.br/Noticia/2021/08/41619/pl-ajuda-a-identificar-tipo-de-deficiencia-visual.html. Acesso em 20 set 2022. (Adaptado)

A população precisa ser informada sobre as cores indicativas da deficiência visual para que possa dar a devida atenção aos deficientes visuais. De acordo com o texto, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945169 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

Texto 1

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Texto 2

Enunciado 3245918-1

Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/dorinhaanovaamiguinha/10.jpg. Acesso em 20 set 2022.

Comparando os textos 1 e 2, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945168 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos [A].

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo [D]. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada [B], só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou [C]. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra [E]. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Em que alternativa a palavra destacada expressa a relação lógico-discursiva de finalidade?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945167 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores [C]

.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou [D]. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia [B]. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar [A]. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim [E]. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Em que alternativa constata-se a relação de causa/consequência entre os elementos do texto?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945166 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

No excerto: “E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar”, o uso do ponto de exclamação expressa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945165 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos [A]. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja [B] e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre [C]. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros [D]. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade [E]. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Assinale a alternativa que comprova que a narradora é também personagem.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945164 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Em “Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar”, a que novidade estava se referindo a narradora?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945163 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

De acordo com o texto, é correto afirmar que:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2945162 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Recife
Orgão: Col.Mil. Recife

As mãos que liam

Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:

– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos.

– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira a descobrir o fato.

– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?

Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se fossem frutos maduros das árvores.

De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...). Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.

Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava com os olhos os livros do meu avô astrônomo.

E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros. (Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)

– Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.

Eu estava perplexa:

– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?

– Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.

Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.

– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!

– Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.

Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)

LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.

Assinale a alternativa que apresenta a finalidade do texto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas